O Casamento Da Minha Mãe
5 O Cretino Do Café Ressurge Do Além
Notas iniciais
E eu achando que a lei de Murphy era furada. Mas é claro, que como sempre eu estava muito errada. Bem, voltemos para ontem à noite, enquanto Jason dormia como um bebezinho.
Percy e eu continuamos a nos encarar no mais completo silencio.
–- Então. -- Ele começou.
–- Então. -- Respondi.
–- Tá bom, isso é ridículo.
–- Nota-se. -- Adicionei, revirando meus olhos.
Suspirei, me lembrando de como esse dialogo poderia se tornar bem parecido com o que tive com o cretino nojento do Luke Castellan.
–- Okay, que tal fazermos como naqueles filmes e esquecermos o passado e nos suportamos. Eu não quero estar aqui, você não quer estar aqui, Michael Jackson, se estivesse vivo, também não ia querer estar aqui. Mas estamos e vamos ter que engolir. Trégua? -- Ele me ofereceu sua mão.
Lancei um olhar avaliativo.
–- Trégua -- Eu disse por fim e apertei sua mão -- Enfim, Percy, já esteve aqui no inferno antes?
Percy bufou.
–- Já. Meu pai me larga aqui as vezes quando se cansa de me aturar. -- Então ele sorriu -- Mas talvez dessa vez, com você aqui não seja tão ruim.
Eu quase tive um ataque do coração. Percy Jackson havia me dado uma cantada? Para o mundo que eu quero descer, senhor.
Tipo, não que Percy não estivesse bonito. Ele estava. Eu até poderia dizer que Percy estava gostoso. Mas ele definitivamente não era o meu tipo. Além de, é claro, ter tentado me matar duas vezes e tals.
Levantei uma sobrancelha.
Percy pareceu perceber o que tinha dito
–- An... Não nesse sentido. Que mente poluída, Grace. -- Ele disse revirando os olhos e rindo.
Ri um pouco também.
Minha atenção foi de Percy para o volume de massa corporal que estava enrolado em um edredom na parte de cima do beliche, mas conhecido como Jason, meu irritante irmãozinho.
Olhei para Percy e vi que tivemos a mesma ideia maligna.
Enquanto Percy ia numa perigosíssima missão até a cozinha atrás de água gelada, eu tampei os ouvidos do meu irmão com abafadores de som e serrei alguns degraus da escada do beliche dele. Retirei os abafadores quando Percy apareceu com dois baldes de água.
Nossa pequena pegadinha tinha um sentido triplo. Além daquele no qual Jason acordava e caia da escada, devo ter mencionado que edredons uma vez molhados não secam nunca mais, e duvido que Jay vá pedir a Hope por outro tão cedo.
Sou um gênio, não?
Depois de Jason sair do quarto puto da vida, (parecendo uma patricinha naqueles filmes de colegial quando a garota nova ganha a atenção do cara extremamente gostoso que ela queria namorar, devo acrescentar) e voltar transtornado, contando sobre James ser traficante, ou ex-traficante, ou qualquer coisa que fosse, não aconteceu muita coisa interessante.
Jason e Percy numa pose extremamente gay (da qual eu bati foto e pretendo postar no meu instagram quando voltarmos) por conta da escada de Jason ter sido acidentalmente serrada por mim e Percy ter de ajuda-lo a subir lá em cima foi a coisa mais chamativa que aconteceu.
Mas amanhã seria outro dia, um dia mais perto do fim desta palhaçada, um dia novo, porque afinal, tinha como piorar?
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Para acabar com o suspense:
Tinha.
Eu estava pacificamente dormindo, de bem com a vida, quando eu sinto algo nas minhas pernas. Tipo como uma bola de pelo. Me virei para o outro lado e chutei seja-lá-o-que-fosse para o lado.
Aparentemente, seja-lá-o-que-fosse não ficou muito feliz em ser chutado, porque eu senti garras na minha perna, arranhando meus tornozelos com uma pequena quantidade de força, suficiente para fazer arder e doer.
Pera.
Carregando...
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100%...
JESUS AMADO TEM UM GATO PERFURANDO MEU PÉ!
Praticamente caí da minha cama, deixando exposto no colchão um gato preto um pouco maior que o meu rosto, com olhos intensamente verdes olhando pra mim como se disse-se “Haleluiah, querida”.
DE ONDE SAIU ESSE DEMONIO! EXORCISA ESSA COISA DAQUI!
–- Thalia, que porra foi essa são sete e meia da...-- Percy resmungou sonolento, mas quando ele olhou pro gato... -- AI, MEU JESUS, UM GATO! -- Percy pulou da cama e se escondeu atrás de mim.
Meu herói.
–-Que baderna é essa? -- Jason disse pulando do beliche com estilo e jogando o cabelo pra trás, como nos filmes.
Eu e Percy apontamos para o gato.
–-Vocês estão com medo de um gatinho? -- Ele perguntou, aquele bosta, sorrindo com aquele sorriso de “tenho 32 dentes extremamente brilhantes” que me irritava pra caralho.
–-Não é um gato. É um demônio vindo do quinto dos infernos mais profundos e sombrios, Jay. Olha só o que ele fez no meu tornozelo. -- Mostrei o estrago do gato.
–- É só um gatinho. -- Jason revirou os olhos.
–- Diga por você. -- Percy disse arrodeando o quarto imprensado na parede ao estilo James Bond até a porta do banheiro.
Jason pegou o gato no colo e ele ronronou.
Bufei e saí do quarto. Gato idiota.
Desci as escadas (sem bater nas paredes porque não sou uma acéfala como o Jason) e encontrei uma maleta de primeiros socorros na cozinha, e com ela para enfaixar os arranhões do gato. Guardei e subi as escadas.
Bem, eu pretendia, mas antes de subir fui parada por Hope.
Ela usava um robe azul escuro e seu cabelo loiro estava bagunçado, além de algumas marcas roxas no pescoço com um formato familiar que prefiro nem saber como apareceram ali.
–- Foi o gato, não? -- Ela perguntou rindo.
Assenti.
–- Sabe, você me lembra muito seu pai. O gatinho é um filhote do gato que eu tinha quando estava com o Zack. Eles não se deram bem de início também, mas acho que vi seu pai chorar quando ele morreu. Tem sorte. Esse filhote nunca aparece pra mim. Fica lá em cima o tempo todo. Eu sempre deixo ração pra ele. Quase nunca o vejo e a única evidencia da sua existência é a vasilha vazia de manhã. Suponho que ele seja seu agora. -- E com isso ela desapareceu para outro cômodo.
Eu ainda estava parada em choque, carregando jpg por jpg a imagem do meu pai chorando por um gato. Ou do meu pai chorando por qualquer coisa no geral.
E agora um gato gostando de mim.
Entenda:
Eu e gatos nunca fomos bff´s. Sempre preferi cachorros. Gatos não iam com a minha cara e eu não ia com a deles. A vida seguia o sol brilhava e por mim estava tudo bem.
Subi as escadas e entrei no quarto.
Jason aparentemente estava no banho e Percy construía uma barreira de edredons e travesseiros entre ele e o gato. Parte da mão de Percy estava arranhada.
–- Hope deu gato pra você, não deu? -- Ele perguntou em tom sofrido.
Assenti.
Percy gemeu em frustração.
–- Vai lá embaixo cuidar dessa mão, Jackson. -- Eu instruo e Percy olhou hesitante para o gato. Contei três segundos antes dele quase me atropelar enquanto corria feito uma gazela pelo corredor e escada abaixo.
Fechei a porta do quarto revirando os olhos, ainda ouvindo o barulho do chuveiro.
Olhei nos olhos verdes do gato.
–- Olha, a gente precisa ter um papo serio aqui. -- eu comecei.
O gato continuou me olhando com aqueles olhos verdes, sem mexer um músculo sequer.
Não sei o que eu estava esperando, não era como se o gato fosse responder “Beleza, Thalia, diz aí o que que tá pegando”.
Me aproximei dele e surpreendentemente ele sentou no meu colo.
–- Awn. Você é bem menos demoníaco do que eu pensei. -- Eu disse fazendo carinho nele. --Vou te chamar de... Bombeador Da Pequena Discórdia. Bob-Pequeno pra encurtar.
Sim, eu dei o nome do meu gato de Bombeador Da Pequena Discórdia. Me julgue.
–- Só você pra escolher um nome desses. -- Jason diz revirando os olhos.
–- Não fui eu que tive uma lagartixa com o nome de Penélope Caju.
–- Não diga o nome da Penélope em vão! -- Ele retrucou fazendo bico.
Bufei e peguei minhas coisas para entrar no banho, deixando Bob-Pequeno arranhando a madeira da ex-escada do beliche.
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Depois de cerca de duas horas de puro e completo tedio, Percy, Jason e eu decidimos que valia o risco ir lá fora tomar uma limonada. Eu ia levar Bob-Pequeno também porque o gato parecia não ver a luz a muito tempo.
Deixamos um bilhete para Hope caso ela sentisse nossa falta e saímos de casa.
Andamos e derretemos até aquela lanchonete onde eu e Jason havíamos visto tia Sally outro dia, porque lembrei de ter visto uma placa de limonada lá. Ao chegarmos sentamos em uma mesa perto da porta e foi uma briga medonha entre Jason e Percy pra ver quem ia pedir no balcão porque as atendentes era ‘gatas pra caralho’.
Francamente, o que tem de errado com a mente masculina? Alguma doença mental que só se instala em seres primitivos?
Eu estava derretendo, suando e basicamente estava à beira de uma desidratação. Revirei os olhos e cruzei os braços, olhando para o teto da lanchonete (simbolicamente falando, era para o céu), pedindo por forças e consciência para usa-las (no momento a maior parte tinha em vista estrangular ambos, meu primo e meu irmão)
Chega. Não ia esperar as duas madames se decidirem (se não eu iria ficar aqui até o final da viagem), então fui logo pedir a limonada.
Eu estava com uma estranha sensação, como se eu devesse ter ficado na mesa, mas ignorei.
Porque eu não me escuto?
Eu estava segurando Bob-Pequeno numa mão e com a outra chamei a atenção de algumas moças, batendo num sininho que estava sobre o balcão de madeira polida. Elas olharam pra mim e reviraram os olhos, exceto uma, que bateu a mão na cara para as outras e veio me atender, ainda fuzilando as outras atendentes.
–- Desculpe por isso. Elas queriam xavecar seu namorado e seu irmão, que a proposito é um moreno bem lindo, se me permite. A propósito, sou Reyna. -- Ela disse puxando o bloquinho para anotar meu pedido.
Reyna era a mesma atendente que estava falando com tia Sally no dia em que reencontramos Percy.
Ela tinha longos cabelos castanhos e olhos que eu acho que são castanho bem escuro, ela tinha cara de séria, e era bem bonita. Imagino que Valdez estaria babando por ela se estivesse aqui.
–- Não, beleza. Mas eles são só meu irmão e meu primo. Jason é o loiro, ele é meu irmão. Percy é o moreno, meu primo. Sou Thalia. -- Eu respondi, um pouco constrangida por acharem que Jason era meu namorado.
–- Mas enfim, vai querer o que? -- Ela perguntou casualmente puxando o bloquinho de anotações de um bolso no avental inferior.
–- Quatro limonadas -- Respondi.
–- Quatro? -- Ela perguntou, e eu soube que ela estava mentalmente contando os integrantes da nossa mesa.
Levantei Bob-Pequeno, oferecendo um meio sorriso.
Reyna levantou uma sobrancelha.
–- Você definitivamente não é daqui. -- Ela riu.
–- O que me entregou? Meu disfarce estava perfeito! -- Ri de volta.
Reyna abriu um sorriso de canto, reprimindo o riso.
–- Beleza, quatro limonadas. -- Ela levantou o olhar para algo atrás de mim -- E você, Castellan, o que vai querer?
Okay, pequeno momento de pânico.
Não me atrevi a me virar e me dei um tapa mental por estar pirando sobre uma coisa tão idiota.
Quer dizer, existem muitas pessoas com o sobrenome Castellan por aí. Né? Né? Né?
Por favor, diz que é.
Quem é azarada o suficiente para vir parar sei-lá-a-onde e ainda encontrar o diabo que conheceu a caralhadas de quilômetros?
Só podia ser eu.
Me senti desconfortável e senti Bob-Pequeno se remexer nos meus braços.
Eu havia afastado para o lado, e olhei pelo canto do olho, já sentindo minhas mãos irem mexer no meu cabelo de forma nervosa.
Infelizmente, ele estava fazendo o mesmo (não a parte do cabelo, claro).
–- VOCÊ! -- Berramos simultaneamente.
Tanta cidade nesse mundo e fiquei presa nessa, puta que pariu que azar, Grace.
–- Se conhecem? -- Reyna perguntou anotando o pedido de Luke, parecendo não ter sido afetada pelo barulho do nosso berro, ao contrário do resto da lanchonete toda, que estava encarando a gente como se fossemos o novo barraco da novela das nove (se bem que sem TV, os caras devem ficar no maior tédio).
–- Tivemos um encontro armado em NY -- Eu disse entre dentes, não querendo estender o assunto, soprando uma mecha de cabelo que havia caído na minha cara quando comecei a surtar.
–- A MALUCA!
–- O CRETINO!
Pelo canto eu podia ver Jason e Percy rindo como hienas bêbadas num festival de piadas. Imagino que a fofoqueira do Jason tenha compartilhado meu relato do dia do cinema.
Reyna mordia os lábios para não rir e levou as limonadas para a mesa.
Durante toda a minha vida eu só odiei Percy e talvez Jason e Leo, algumas garotas da minha escola, Annabeth quando estamos brigadas e Nico quando ele esquece da minha existência no meio de festas, mas eu acabei de criar uma nova categoria inteiramente dedicada para Luke Castellan.
Eu e Luke nós olhamos novamente.
–- Olha a maluca tem um gatinho. Que bonitinho -- Ele caçoou.
Ah, meu querido, você não fez isso. Você arruinou minha ida ao café, ao shopping, mas não aqui. Não o Bob-Pequeno.
Isso soou muito patricinha?
Mas aparentemente Bob pode se defender sozinho, porque pulou no braço do Luke, que gritou:
–- Meu deus, maluca, tira esse demônio de cima de mim! -- Ele gritou comigo enquanto Bob fincava suas garras no braço da criatura.
–- É oficial, esse é o meu menino, meu melhor bicho de estimação! Vai Bob! -- gritei em incentivo, praticamente rindo meu pâncreas pra fora do corpinho lindo.
Depois de uns dois minutos Bob cansou e voltou pedindo colo pra mim. Peguei-o no braço e ri mais um pouco da cara de choque de Luke (que, já que estamos falando no assunto, era hilária). Joguei uma nota de vinte no balcão e Reyna a pegou rindo ainda mais do que antes.
Caminhei até a mesa e bebi um gole da minha limonada, passando Bob-Pequeno para Jason, que já havia tomado a sua.
Percy olhou para mim.
–- Essa é a minha prima. -- Ele disse fazendo um hi-five comigo. Ele se virou para Bob e disse hesitante -- É, Bichano, talvez você não seja de todo inútil.
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Bem, quando eu estava perto de terminar minha limonada, Luke passou perto da nossa mesa (que como eu disse, era perto da porta). Lhes dei um falso sorriso que o mesmo devolveu com um mais falso que bolsa “de marca” falsificada do metro de NY.
Depois de fazer Percy e Jason desistirem de irem falar com as outras atendentes e garantir tempo o suficiente para não encontrar com Castellan, nesse circo de aberrações que chamam de cidade lá fora, saímos da lanchonete, que descobri se chamar Rose´s Day.
Enfim, já estávamos quase em casa quando vi alguns carros parados na frente da casa de Hope.
Devagar subimos as escadas e entramos na casa, ainda meio hesitantes.
Parecia ter alguma coisa acontecendo lá na sala, mas eu não queria descobrir, então gentilmente, em toda minha delicadeza, puxei Percy e Jason como uma carroça de boi escada acima.
Lá no quarto Percy decidiu ir tomar banho, Jason jogava Snake no celular (fala sério, quem ainda tem Snake no celular?). Decidi desenhar qualquer coisa, então desenhar Bob-Pequeno, que estava em sua soneca.
Assim que Percy saiu do banho, ele e Jason se revezaram no Snake por um tempo, tomei um banho, Jay logo depois, e estava tudo um tedio total, mas eu não ia arriscar ir lá fora e trombar com aquele acéfalo de novo.
Tirei um lindo cochilo onde fui rudemente acordada pelo barulho de alguém batendo na porta.
Hope entrou.
–- A família de James veio dizer um oi. O irmão de criação dele, a cunhada e o sobrinho estão lá embaixo. No dia do casamento a outra irmã de criação, o cunhado e os sobrinhos vem também. Sejam legais.
Nós três bufamos em uníssono depois que ela saiu.
Por algum motivo essa história de irmão de criação me lembrava algo mas enfim, fica pra mais tarde.
Me levantei e pedi a Jason e Percy para irem logo e depois eu ia, enquanto escovasse meu cabelo e meus dentes.
Dito e feito, eles voltaram rindo como dois animais. Bob-Pequeno arranhava a ex-escada com força.
–- Eles... São... Até... Meu Deus... Legais -- Jason disse pausando entre as risadas e agarrando o estômago com força.
Suspeito.
Estranhando muito, segui os dois, escada abaixo.
Ao chegar na sala, junto com Hope e James haviam dois adultos.
Um deles era um homem um pouco menor que James, com olhos azuis cabelo castanho e um familiar sorriso de quem aprontou.
Do lado do homem uma mulher do meu tamanho mais ou menos, com cabelos loiro cor de areia e olhos verdes.
Pera.
Cabelos cor de areia. Olhos azuis. Sorriso de quem aprontou. Não. Não. Não. NÃO.
Jason, aquele bastardo demônio imundo, vendo que o entendimento do motivo de risada dele e de Percy já havia sido processado na minha linda cabecinha, ainda teve a coragem de dizer:
–- Thals, esses são Hermes e May CASTELLAN. Mas acho que você está mais interessada em outra pessoa.
Foi então que eu olhei para o sofá e encontrei o demônio, diabo em pessoa, carne, osso e escrotidão, sorrindo falsamente pra mim com seu lindo braço esquerdo enfaixado.
–- E então, sentiu minha falta? -- Luke murmurou.
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No momento, eu não estava no melhor dos humores.
Depois de passar um jantar inteiro me segurando para não voar no pescoço daquele stalker infeliz, finalmente subi em paz para o meu quarto, onde imediatamente me joguei na cama e abafei um grito.
ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO! É MUITO AZAR PARA UM SER HUMANO SÓ!
–- Calma, Cara De Pinheiro, vocês não são realmente parentes, ainda podem namorar -- Percy alfinetou.
Em parte por ter usado um apelido de infância que eu odeio e em parte porque eu estava puta, arremessei meu abajur em Percy.
–- Cala a boca, Dori!
Fui tomar um banho e me trocar, para ir dormir pensando “é, amanhã falta menos um dia.”
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