O Casamento

1 Parte I: Exigências e Missão


Notas iniciais
E ai, pessoal! Essa é minha primeira GaaHina e, sinceramente, to amando escrever ela rsrs Espero que gostem de ler tanto quanto eu de escrever! Boa leitura =33

Gaara encarava os senhores a sua frente tranquilamente, sua expressão nunca se alterava. Mesmo assim, Temari e Kankuro estavam preocupados, podiam ver a agitação da areia do irmão mais novo. Alguns minutos mais cedo, todos os integrantes do conselho pararam à porta e pediram uma reunião urgente com o Kazekage, agora estavam todos parados olhando para ele.

– Então – começou Gaara frio – o que é tão urgente para invadirem meu escritório?

– Kazekage, quando anos o senhor tem? – questionou o mais velho do conselho. Temari levantou a sobrancelha imaginando onde aquilo iria parar.

– Tenho vinte e quatro.

– Bem, como já passou dos vinte anos e estamos em paz há quase sete anos, conversamos e achamos que você deveria arranjar uma noiva e se casar – declarou o “líder” sucinto.

O clima na sala pareceu cair cinquenta graus. Gaara continuou com a mesma expressão, mas se tivesse sobrancelhas elas estariam levantadas. Temari e Kankuro tinham os olhos arregalados.

– O que disse? – perguntou Kankuro pasmo.

– Foi o que ouviram, queremos que o Kazekage-sama se case.

– E quem disse que vocês podem mandar na minha vida? – questionou Gaara calmo.

Mesmo ele usando aquele tom de voz, Temari sabia que o irmãozinho deveria estar louco com aqueles caras. Ela mesma não acreditava no que acabara de ouvir: Gaara se casando? Nem em seus mais loucos sonhos.

– Não foi isso que falei, Kazekage-sama – disse o velho sem se abalar. – Mas é necessário. Os aldeões já estão começando a ficar confusos com sua distancia de relacionamentos. Eles tem medo que aconteça algo a você e fiquemos sem herdeiro e desprotegidos.

Gaara continuou encarando-os inexpressivo. Entretanto, conseguia entender muito bem o que eles estavam pedindo. Não era novidade para si esse medo excessivo das pessoas, mesmo que achasse aquilo infundado. Levantou-se da cadeira e se virou para observar a janela, todos esperavam ansiosos sua resposta.

– E imagino que já tenham escolhido uma noiva – continuou frio.

– Escolhemos algumas opções – explicou o velho. – Não queremos que se case com alguém que não goste.

Temari quase voou em cima do velho, mas Kankuro a impediu no último segundo. Aquela fora a maior besteira que ela ouvira durante toda a conversa e perdera a paciência.

– Vocês o estão obrigando a casar, pelo amor de Deus! – gritou irritada. – E não querem que ele se case com alguém que não goste?!

– O que eu quis dizer, senhorita Sabuko – começou o velho inabalável. – É que o Kazekage tem o direito de conhecer as pretendentes e escolher a que ele mais gostar.

Temari bufava de raiva e ódio. Kankuro a segurava como podia, mas entendia a irmã. Não queria nem de longe que Gaara aceitasse aquela ideia por pressão. Virou-se para o irmão, que ainda observava Sunagakure pela janela.

– Gaara, você não é obrigado a aceitar – falou sério.

O mais novo se virou e encarou os irmãos. Aqueles olhos verdes passaram uma mensagem bem clara para os outros dois. Kankuro concordou com a cabeça e Temari se ajeitou resignada, sempre foram um time e o apoiariam no que decidisse.

– Tudo bem. Vou conhecer suas pretendentes – declarou fazendo todos os conselheiros quase pularem de felicidade. – Mas... Se eu não gostar de nenhuma não haverá casamento.

As expressões de surpresa e decepção foram gerais. Temari deu um sorriso discreto e orgulhoso. Kankuro também riu. Os dois sabiam que Gaara nunca se deixaria controlar por aqueles velhos decrépitos.

***

Hinata e Shikamaru se encontraram na porta de entrada para o prédio do Hokage, cumprimentaram-se com um aceno de cabeça e subiram juntos. Sabiam que, se estavam os dois ali ao mesmo tempo, queria dizer que sairiam em uma missão juntos.

Shikamaru bateu na porta da sala do Hokage enquanto Hinata apenas observava. Tiveram que esperar quase dez minutos, fazendo o moreno soltar vários “Como isso é problemático” enquanto esperavam.

Quando entraram, encontraram Kakashi embaixo de uma pilha de papéis enquanto Shizune corria de um lado para o outro tentando ajuda-lo. O antigo sensei olhou para eles e sorriu por baixo da máscara, era bom ver como seus alunos cresceram com o tempo. Quando percebeu o que estava pensando sentiu-se velho.

– Shikaramu, Hinata, que bom que vieram! – exclamou se ajeitando na cadeira. Os dois pararam o mais próximos da mesa que conseguiram. – Já devem ter imaginado que chamei vocês aqui para uma missão.

– Sim, Hokage-sama – concordou Shikamaru cansado. – Precisamos dos detalhes da missão...

– Eu sei, eu sei – falou mexendo nos papéis tentando encontrar o pergaminho certo. Hinata sorriu discretamente, Kakashi era uma dos melhores senseis que ela tivera. – Aqui! Enfim, vou começar dizendo que essa missão é Rank A e é imprescindível que vocês a completem – os dois acenaram com a cabeça mostrando que haviam entendido. – Vocês terão que buscar a princesa do país do Fogo, Lilian Itsumoto, e leva-la para Sunagakure no Sato. Nada pode acontecer à princesa. E, repito, é imprescindível que essa missão seja completada! Entenderam?

– Hai, Hokage-sama! – responderam em uníssono.

– Ótimo. Vocês sairão esta noite, então voltem para casa e se preparem – completou relaxando de novo na cadeira.

– Kakashi-sensei... – começou Hinata chamando a atenção dos dois homens. – Hã, Hokage-sama, posso fazer uma pergunta?

Kakashi teve que se segurar para não sorrir com a delicadeza da menina: — Claro, Hinata. Algum problema?

– Bem, o senhor tem ninjas Anbu mais qualificados e fortes para esse tipo de missão. Por que nós?

Shikamaru encarou Kakashi, também estava curioso com aquele detalhe em específico. O Hokage suspirou, tivera que explicar aquilo mais cedo para os conselheiros e para seus alunos: Naruto e Sakura. “Por que será que todos duvidam das minhas decisões?”.

– Porque você é uma Anbu e suas habilidades e as de Shikamaru serão mais úteis que as dos outros – respondeu sério. “E porque eu acho que pode ser bom de outras formas para vocês dois” completou em pensamento.

Hinata pareceu satisfeita com a resposta, mas Shikamaru não. Para não se enrolar mais, Kakashi dispensou os dois e voltou a trabalhar com Shizune.

Hinata já esperava o ninja mais preguiçoso de Konoha na porta. Combinaram de se encontrar às seis da tarde e Shikamaru já estava trinta minutos atrasado. Como estava acostumada com os atrasados constantes de Kiba, a menina não teve problemas em espera-lo.

Enquanto estava lá sozinha, ela viu Naruto e Sakura andando de mãos dadas pela rua, como dois adolescentes apaixonados. “E é isso que eles são, não é?” pensou com um sorriso no rosto. Superara sua paixão por Naruto depois de ter sido devidamente rejeitada. Para sua própria surpresa, não ficara tão triste quando esperara e até saíra com Kiba durante algum tempo, mas isso não durou muito. “Nunca gostei dele, na verdade” especulou com um suspiro. Internamente, ela já desistira de encontrar alguém, acostumara-se a ficar sozinha.

Shikamaru apareceu e pediu desculpas, disse que a problemática de sua mãe pedira para ele resolver alguns problemas em casa. Hinata concordou compreensiva e os dois saíram da Vila da Folha, teriam que chegar ao amanhecer no palácio do fogo.

***

Gaara estava sentado à sua mesa, olhando as ficha das escolhidas dos conselheiros. “Todas são princesas e dependentes” pensou irritado. Não teria aceitado aquela ideia absurda se não fosse por causa de seu povo, queria deixa-los tranquilos e seguros.

Jogou as fichas na mesa e virou sua cadeira para a janela. Adorava observar sua vila, seu bem mais querido – além de seus irmãos. Tudo acontecia em plena ordem, sem imprevistos e problemas maiores. Todos os tratados de paz estavam assinados e não parecia haver nenhum inimigo realmente perigoso, depois da guerra. “Finalmente consegui paz para a minha vila e agora tenho que passar por isso” suspirou indignado.

Ouviu a porta abrir e a voz de Kankuro se fez ouvir: — Irmão, está ocupado?

– Não, Kankuro. O que quer?

Ao virar a cadeira de volta, pode contemplar a expressão duvidosa do mais velho. Gaara sabia que seus irmãos estavam morrendo de preocupação e vinham de tempos em tempos dizer, entrelinhas, que ele não era obrigado a fazer aquilo.

– Vendo as fichas das candidatas? – perguntou jogando-se na cadeira em frente à mesa.

– Sim.

Viu Kankuro pegar as fichas para olhas e se reclinou na própria cadeira. Os olhos do irmão ficaram do tamanho de pratos e ele encarou Gaara com uma expressão de surpresa, ainda com as fichas na mão.

– São as princesas do país do fogo, do vento e da pedra!

– Sim, são.

– Elas são consideradas as mulheres mais lindas de casa país! – exclamou totalmente perplexo. Não imaginava como os conselheiros conseguiram arranjar as três para seu irmão mais novo em tão pouco tempo. “Eles já deviam estar planejando isso a muito tempo” concluiu irritado.

– Eu não fazia ideia disso.

Não estava surpreso com a falta de interesse do outro. Como a irmã, Kankuro sabia que Gaara não queria aquilo. Só estava fazendo por causa dos cidadãos e da pressão do conselho. KanKuro apenas torcia para que o irmão conseguisse gostar de alguma delas.

***

Chegaram ao país do Fogo quase na hora do almoço. Hinata e Shikamaru pararam respirando fundo e cansados. Não tinham descansado nada e precisariam de algumas horas de sono para melhorar.

Foram recebidos pelo rei que, com um grande sorriso, apresentou a maravilhosa filha. Hinata estava boquiaberta, a princesa realmente merecia o título de mais bonita do país: olhos azuis brilhantes, cabelos loiros e brilhantes, pele levemente bronzeada e brilhante... “É impressão minha ou tudo nela é brilhante? Até suas roupas” pensou surpresa.

– Itsumoto-sama – começou Shikamaru com uma mesura. – Se o senhor não se importar, eu e Hyuuga-san precisamos descansar um pouco antes de partirmos. Viemos direto para não perder nenhum tempo, mas...

– Oh! Não se preocupe, Nara-san. Vocês poderão descansar até nove da noite, que é quando partirão para Sunagakure.

Shikamaru agradeceu e deixou que dois guardas guiassem ele a Hinata para seus quartos. Descansariam enquanto a princesa fazia as malas e se despedia da família.

Já em seus quartos, nenhum deles perdeu tempo e se jogaram em seus respectivas camas. Dormiriam antes de qualquer outra coisa.

Hinata acordou às oito horas. Espreguiçou-se e foi direto tomar banho. Esperava que tudo ocorresse tranquilamente na viagem de quatro dias até Sunagakure. Quando desceu, já pronta e com todo seu equipamento, encontrou Shikamaru e mais alguns guardas do lado de fora esperando a princesa.

– Shikamaru-san, desculpe a demora – disse parando a seu lado.

– Tudo bem, Hinata. Espero que tenha descansado, pelo que eu ouvi, vamos ter muito pouco tempo para isso pela segurança da princesa – avisou com um suspiro. – Isso é tão problemático...

– Com certeza, Shikamaru-san – concordou rindo.

A princesa se despediu do pai com um abraço e entrou na carruagem como se flutuasse. Shikamaru só ficava pensando em como ela não tropeçava nas próprias pernas com todo aquele vestido. “Mulheres são problemáticas” pensou começando a andar com a carruagem.

A posição de defesa fora decidida da seguinte maneira: Um dos guardas iria dentro do automóvel com a princesa, o resto iria a cavalo para acompanharem o ritmo da viagem; Hinata corria à frente, usando o Byakugan para detectar armadilhas e Shikamaru ia atrás da carruagem, para cuidar da retaguarda.

O ritmo não foi nem de longe o que Hinata e Shikamaru impuseram a si mesmos para chegar ao centro do país do fogo. Então os dois puderam acompanhar tranquilamente a carruagem em toda a parte da floresta.

Mas o grande problema foi quando chegaram à parte da areia. Hinata parou bruscamente quando viu três ninjas da vila da Névoa aparecerem do nada. Os cavalos da carruagem começaram a relinchar nervosos e o cocheiro perdeu o controle.

– Vocês não vão passar por aqui! Muahaha – começou a rir o menor deles. Ele era tão magro que parecia anêmico. Ele atirou cinco kunais na direção do guarda, mas Hinata usou sua espada (ela levara suas armas Anbu, mesmo que não estivesse atuando como tal) para desvia-las.

Shikamaru correu para a frente e crispou os lábios, três contra dois era uma boa desvantagem. Gritou para que os guardas continuassem com a princesa e começou a pensar em um plano. O maior dos caras quase conseguiu pular em cima da carruagem, mas Shikamaru prendeu-o com seu Kekke Genkai, Kagemane no Jutsu (Possessão das Sombras).

Hinata se adiantou para ajuda-lo, mas os outros dois a cercaram. Vendo que não teria ajuda, Shikamaru começou a pensar em um plano seguro para saírem os dois vivos dali. “Tch, que problemático. Tinha que ser quase no final da viagem?”

O terceiro ninja usou um jutso de névoa, para desestabilizar os dois. Hinata ativou sua Kekke Genkai e usou sua técnica de punhos gentis no mais próximo, quando se virou para lidar com o outro, quase tomou um susto quando viu Shikamaru ser atacado. O moreno teve que desativar a técnica e fugir.

– Hinata, pegue o grandão! – gritou quando viu a menina correr em sua direção.

Ela mudou a direção no último instante e correu atrás do outro.

Os guardas corriam o máximo que podiam e já enxergavam a entrada da Vila da Areia. Estavam começando a relaxar quando ouviram um grande baque e o ninja da névoa surgiu em frente à carruagem.

Todos os guardas tiraram suas armas e correram para frente, teriam que defender a princesa a todo custo. De cima da muralha os ninjas da areia observavam a tudo assustados.

– Temari-sama, temos que ir ajuda-los! – gritou um deles para a mulher loira que assistia a tudo apoiada em seu leque.

– Se eles não conseguem chegar até aqui, essa princesa não merece casar com o Kazekage-sama – decretou séria. Claro que Temari iria ajudar, mas apenas se o ninja conseguisse chegar à princesa. “O que não será muito difícil, guardas inúteis” pensou séria.

Para a surpresa de todos que observavam e mais dos guardas. Hinata chegou com um chute no peito do ninja da névoa lançando-o longe. Ela assumiu a postura característica do clã Hyuuga, o Byakugan ainda ativado.

“Uma Hyuuga!” pensou Temari surpresa.

Quando o homem se levantou, Hinata já concentrara chakra o suficiente nas palmas das mãos e dois leões enormes apareceram em suas mãos.

– Johu Soshiken (Punhos Gentis dos Leões Gêmeos).

O inimigo foi acertado no meio do peito. Pareceu parar no ar alguns segundos, mas foi lançado longe com tamanha força que acertou a parede de pedra que protegia a Vila da Areia. Todos os outros ninjas assistiram a tudo chocados.

“Que poder...” Temari engoliu em seco, pasma.

Shikamaru chegara um pouco antes de Hinata acertar seu oponente e assistiu a tudo de camarote. “Ela realmente ficou muito mais forte, hein... Que problemático” pensou enquanto acendia um cigarro.

Depois desse incidente, todos os guardas deixaram que Hinata e Shikamaru guiassem o caminho. O moreno revirou os olhos e murmurou vários “Essas missões problemáticas” até chegarem definitivamente ao portão de entrada. Onde Temari já os esperava.

– Shikamaru, Hinata-chan, como vão? — perguntou sorrindo ao vê-los. "Quer dizer que a Hyuuga poderosa é a Hinata..." pensou surpresa.

– Bem – respondeu a garota sorrindo.

– Quer dizer que você observou a tudo sem nos ajudar? Sua problemática – Shikamaru reclamou de um jeito preguiçoso.

A loira apenas o ignorou e guiou todos para dentro. Levaria a princesa imediatamente para a sala do Kazekage.

Notas finais
Me digam o que acharam em seus reviews!!!