O Carro Do Sol - Percabeth
5 Planos
Notas iniciais
Espero que gostem!
Quando cheguei na sala, o burburinho cessou.
-Onde estão Apolo e Rachel? — perguntou Lyra, uma filha de Démeter.
-Eles já estão vindo — murmurei enquanto sentava na cadeira ao lado de Annabeth. Nos encaramos por um momento — olho no olho — e ela percebeu que algo não estava bom.
-E a profecia? — Quíron perguntou.
Eu suspirei e recitei a profecia. Todos estavam em silêncio. Assim que terminei, o silêncio se prolongou um pouco mais, até que o senhor D. disse:
-Anabel, Talita e Nicolar... Se você quiser está tudo bem... Até mesmo porque tenho uns servicinhos especiais para o Sr. Grópper. Não é mesmo?
Groover assentiu.
Quíron parecia pensativo. A cabeça estava baixa e as mãos tamborilhavam sobre a mesa. Ele levantou a cabeça e disse:
-Certo. Mas como vocês vão?
Abri a boca, mas desisti.
-Nadando — Clarisse disse sarcástica. Muitos riram.
-Senhorita, por favor! — o Sr. D. dirigiu-se a ela.
-Desculpe, só quis dar a minha oinião — ela disse, sem tirar um pingo do sarcásmo da voz.
-Agora é sério pessoal — Quíron disse — Onde seria o Norte? Não o máximo possível, creio eu.
Espero o mesmo, pensei.
-Eu posso ajudar nisso — Apolo surgiu pela porta, com Rachel ao seu lado — só não vou junto. Mas posso avisá-los quando estiverem perto.
Todos olharam para ele.
-Como? — alguém perguntou.
-Olha, a profecia veio, tipo, de mim. Entedem? Então, eu sei que não é tããão ao Norte?
-Então porque não vai você mesmo? — Clarisse desafiou.
-Porque isso é coisa de semideus — ele apenas disse — e tenho uns problemas para resolver — ele olhou para cima — porque não vão voando? — ele sugeriu.
Todos olharam para mim. Sendo filho de Poseidon, eu realmente tinha de cuidar quando o assunto era altura... Mas se eu tivesse meu pégaso, Blackjack, até que seria uma boa ideia...
-Não é tão ruim assim. — disse — porque a profecia ainda fala de o chão se abrir e sairem criaturas tenebrosas... Acho que daria sim...
Todos concordaram e começaram a murmurar entre si, Annabeth olhava para mim, tentando decifrar minha expressão. Quando finalmente encontrou a resposta, deu um pequen sorriso, que eu compreendi: vai dar tudo certo. Respirei, aliviado.
-E como vai nos avisar? — perguntei a Apolo.
-Pode ser por M.I.?
Revirei os olhos. Será que Apolo nunca muda? Ainda não estava entendendo como ele saberia quando estivéssemos próximos... Mas, adimito, eu confiava em Apolo.
-Certo — eu disse — vamos sair amanhã de manhã cedo. Vou estar na praia com os pégaus.
-Essa reunião é total sigilo. Não quero saber de ninguém contando pra alguém — o Sr. D. disse — porque senão vai morrer enforcado. Agora, Gróoper venha aqui e Tysain, seu pai chamou você. O resto, vão para o seus chlés, não quero saber de ninguém fora dela, mesmo sendo dia. Agora vão, vão!
E todos saímos da Casa Grande indo em direção aos chalés. A última coisa que vi, foi Apolo desaparecendo e tive de virar para não cegar com sua forma divina.
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