O Carro Do Sol - Percabeth
7 Assim o dia se vai...
Notas iniciais
Fora que o espaço era limitado e não podíamos fazer quase nada, o dia estava "normal". Assim que saí dos estábulos e entrei na linha dos chalés, Clarisse me enfrentou:
-Olá mané — ela estava sozinha — querendo sair em mais uma aventurazinha, não?
-Qual é, Clarisse — eu disse.
-Nada não. Só que não dá pra ir até a arena hoje... Que pena... Estava com uma vontade imensa de quebrar alguma coisa...
-Bom pra você — disse, instintivamente colocando a mão no bolso e buscando Contracorrente, a caneta-espada.
Clarisse chegou mais perto e fechou os punhos. Abriu a boca para falar alguma coisa e...
-Percy? — ouvi a voz de Annabeth. Cheguei a suspirar de alívio. Clarisse deu um passo para trás, olhando para a direção da voz.
-Annie! — fui em sua direção e dei-lhe um beijo.
Pude ouvir Clarisse suspirar — de raiva — e sair andando. Ah! Vai encomodar alguém do tamanho dela.
-O que ouve? — Annabeth perguntou vendo Clarisse encurralar algum filho de Hermes.
-A implicancia de sempre — respondi — Olha, já fui falar com o Blackjack e ele concordou em nos levar.
Annabeth assentiu e olhou para o céu.
-Estranho, não? — perguntou. Eu concordei.
-Tudo se resolve — eu disse. Ela pegou minha mão e andamos por aí.
Passamos por todos os chalés. O que mais me chamou atenção, com toda a certeza, foi o de Ares. Todos parecia meio que... inquietos. Sim, inquietos, essa é a palavra. Lutavam uns com os outros e encurralavam os novos campistas.
Mas, claro que isso era típico.
Annabeth e eu paramos em frente ao chalé número seis, de Atena. Seus irmãos pareciam muuuuito ocupados lendo qualquer coisa.
-Aí está você — um de seus irmão, Marco, disse saíndo do chalé. Me cumprimentou com um aceno de cabeça — e aquele projeto, onde está?
-Já pego pra você — Annabeth disse a ele — só um momento Cabeça-de-alga — e me deu um beijo rápido.
Mudei o peso de um pé para o outro e vi Annie indo até sua beliche e remexendo e examinando alguns papéis. Teve uma breve conversa com Marco, parecia explicar alguns pontos (que eu obviamente não estava enxergando). Mas não foi demorado.
Enfim, Annabeth voltou e eu a abracei.
-Demorei? — ela sussurrou ao meu ouvido.
-O suficiente para me deixar com saudades — respondi e a beijei novamente.
Paramos debaixo de uma árvore, onde conversamos sobre tudo (principalmente coisa do tipo: nada a ver). Demos algumas pinceladas sobre a missão, mas tentamos evitar o assunto.
Assim, o resto da manhã se foi e fomos até o pavilhão almoçar. Depois do almoço, fui para meu chalé organizar minhas coisas.
A tarde foi chata. Vi o Sr. D. passeando por aí de vez em quando (talvez para ver se estávamos todos vivos), mas na maioria das vezes estava na varanda da Casa Grande jogando Pinochle com Quíron.
Eu também me despedi de Groover, que disse estar indo em busca de dois semideuses numa escola (eu já sabia).
-Boa sorte cara — ele disse para mim.
-Pra você também garoto-bode — eu respondi.
Vez que outra eu parei para conversar com algum semideus e coisa parecida.
Logo a noite chegou, e com ela um jantar (sem a fogueira) e depois uma boa noite se sono antes da missão.
E, claro, eu estava errado.
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