O Cara dos meus livros
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Tudo está maravilhosamente bem! Minha receberá alta hoje. Meu pai já tinha recebido mais insistiu que só sairá deste hospital com minha mãe junto. Eles são uns amores.
Brandon continuava aqui no Brasil, mesmo eu dizendo que ele poderia ir agora, pois seu trabalho começa semana que vem e tenho certeza que ele tem varias coisas para fazer em Paris. Era o que eu estava falando, novamente, com ele agora.
–Meu querido, você pode ir. Prometo que ficarei bem! Só não quero que você se atrase todo por minha causa. — Digo sentada ao seu lado com a cabeça no seu ombro, no sofá que tinha no corredor, meus pais estavam sendo medicados e as enfermeiras chegaram para ajudar no banho, resolvemos sair para dar mais privacidade.
–Já disse que não saio desse país sem você! Você está insistindo muito... Está me chutando daqui, senhorita Celine? — Ele me olhou de lado. Ri do que disse e revirei os olhos. Quem chutaria Brandon? Eu não seria a louca né?!
–Óbvio que não, idiota. -Não aguentei com a cara que ele fez quando o chamei assim e acabei rindo mais ainda. Logo estávamos os dois otários rindo feito loucos no corredor de um hospital.
Após a crise de riso cessar, ficamos em um silencio confortável. Nossas mãos, pareciam ter vontade própria, pois as traíras resolveram entrelaçarem.
–Ah Brandon. Tem alguns momentos que eu acho que tudo isso é um sonho, que você é somente um sonho, não é possível alguém ser tão perfeito assim. — Acabo falando o que estava pensando faz um tempinho. CELINE! Nem ficar de boca calada você consegue?
Olho para ele para ver sua reação e vejo-o sorrindo. Um sorriso bobo lindo. Ele gostou do que eu disse?
–Você acha mesmo que sou perfeito? -Perguntou com um fino sorriso.
–Acho assim. Você nesse pouco tempo vem me ajudado tanto. E olha você aqui do meu lado faz quase duas semanas. Quem mais faria isso por mim? Mesmo eu não tendo nada para lhe dar em troca. — Desabafei de vez.
–Não sou perfeito, Cel. Nem um pouco. E você acha que faço para ter algo em troca? Você ainda não percebeu? — Diz ele olhando nos meus olhos e acariciando minha mão que ainda estava entrelaçada com a sua.
–Como ass...- Quando ia lhe perguntar a enfermeira apareceu e disse que meus pais queriam nos ver. Nossa conversa terá que ficar para depois.
Entramos no quarto e meu pai estava sentado junto com mamãe na cama. Esses dois estão sempre grudados desde que ela acordou.
Bati na porta antes de entrar e coloquei a cabeça para dentro.
–Oi!- Digo.
–Entra logo menina! -Meu pai disse rindo. Ri da sua reação e entrei. Brandon entrou logo atrás de mim.
Sentamos no sofá ao lado da cama. Mamãe olhou para nós com os olhinhos brilhando. Sei o que ela está pensando.
–Então minha filha, hoje recebemos alta e eu e seu pai estávamos conversando. Queremos que vocês fiquem lá em casa. -
–Mas mamãe, tem certeza? Acho que vocês estão cansados demais e seria bom vocês ficarem quietinhos em casa. Eu e Brandon ficamos em um hotel perto de casa. -Digo e olho para Brandon para ver se ele está de acordo. Ele assente.
–Nada disso mocinha! Vocês ficaram esse tempo todo aqui com a gente. É o mínimo que podemos fazer. E além disso estou com saudades da minha princesinha e quero conhecer esse rapaz direito. — Agora quem fala é papai e não sei se fico envergonhada por ele ter me chamado de princesinha na frente de Brandon ou por ter dito que queria conversar com ele como se tivéssemos alguma coisa.
–Claro Senhor Sá e eu fico bastante feliz por me convidarem. -Diz Brandon com um português meio embolado.
–Não seja bobo, querido. Você ficou aqui com a gente também e ajudou tanto a nossa filha. Já consideramos parte da família, não é Carlos? -Minha mãe disse dócil como sempre, papai apenas maneou a cabeça. Vi Brandon corar com o comentário de mamãe e juro que me segurei para não apertar aquelas bochechas de tão fofo que ele ficou.
Conversamos por um bom tempo até uma enfermeira entrar no quarto e nos dizer que meus país já estavam de alta, só faltava o médico ir no quarto assinar alguns papéis.
Algum tempo depois e já estamos indo para casa. Não tinha palavras para descrever meu alívio. Minha mãe e meu pai estavam finalmente bem e se tudo correr normalmente semana que vem voltamos para Paris, afinal eu sou gerente, mas não chefe. Sorte minha meu chefe ter compreendido a situação.
Pegamos um táxi e logo estamos em casa. Ajudei mamãe a subir as escadas e ir para seu quarto. Papai ficou lá em baixo falando com Senhor Fernandes, o vizinho.
Brandon estava no quarto de hóspedes, provavelmente tomando banho... Ah Brandon... Banho...
Essas duas palavrinhas bastaram para um arrepio subir pela minha espinha. Controle-se Celine! Você está do lado da sua mãe, sua louca!
Isso mesmo! Tenho que me controlar. É que foram tantos problemas nesse tempo aqui que me esqueci que tem um Deus Grego do sexo ao meu lado. Com esse pensamento me despedi de mamãe as pressas e fui para o quarto de hóspedes. Quem sabe eu chego bem na hora do banho... Celine você está ficando muito tarada!
Chegando no quarto o encontro sentado na cama com o celular na mão. Poxa! Não foi dessa vez.
–Toc Toc. — Falo ainda na porta.
–Oi! Seus pais já estão no quarto. — Pergunta.
–Mamãe sim, ela está bastante cansada. Papai ainda está lá em baixo falando com o vizinho. — Vou em sua direção e me jogo na cama
–Ah! Estou acabada! — Sim, exagerei um pouquinho. Mas não seria Celine se não fosse um pouco exagerada.
O pego em flagrante olhando meu corpo. Ah há! Parece que não é só eu que está subindo pelas paredes.
Percebendo que eu o peguei em flagrante. Em vez dele desviar o olhar como normalmente as pessoas fariam. Não! Esse cara de pau olha para mim com a cara mais deslavada do mundo e da aquele sorriso de molhar calcinhas que só ele tem. Se eu gostei disso? Amei!
Ele se aproxima lentamente de mim e quando finalmente se encontra totalmente em cima de mim. Seus braços e pernas cada um de um lado do meu corpo. Seu vem de encontro ao meu.
E finalmente nos beijamos.
Céus! Que saudade eu estava desses lábios tão deliciosos. Nosso beijo começou calmo. Sua língua apenas acariciando a minha. Estamos matando a saudade. O beijo que começou lento e carinhoso logo foi ganhando luxúria. Brandon me beijava como nunca antes (esse é nosso, o que? Segundo, terceiro beijo?), suas mãos estavam indecisas entre minha cintura e minhas coxas.
Meu Deus! Meu corpo parece estar em chamas. Sinto algo duro encostar na minha coxa. Oh Céus! O que é isso? Se por cima da roupa era assim, imagine sem ela! Não resisti e acabei soltando um gemido baixo. Isso incentivou Brandon, que me beijou fortemente, tirando todo meu ar. Esse homem é um sonho.
Porém ele parou de me beijar, dando apenas selinhos na minha boca.
–Por que parou? Quer me deixar louca? — Falo acariciando sua nuca. Seu corpo treme em cima do meu devido a risada.
–Desculpe. O que eu menos quero é parar isso. -Sorri malicioso. — Mas não podemos fazer isso. Não aqui. Seus pais estão aqui, sua louca. -Ele ri de novo.
–Oh merda! Eu tinha me esquecido! Você fez isso comigo. — Falo com um sorriso tão malicioso quanto o dele.
–E eu irei fazer muito mais que isso quando voltarmos para Paris. — Dizendo isso ele apertou minha bunda, saiu em direção ao banheiro, me deixando sem reação e excitada com sua frase.
Passei a mão nos cabelos e respirei fundo. Esse homem vai ser minha perdição!

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