Notas iniciais
Boa leitura!

PV EDWARD

Ouvi Esme se aproximando da entrada de casa ela estava voltando de uma caçada rápida.

— Filho faz tempo que você não toca minha música favorita... – ouvi a voz de Esme vindo da sala.

— É você Bella! — Esme fala surpresa quando entrou na sala de música- Minha nossa! Você está tocando tão divinamente quanto o Edward.

— Verdade?

— Sim.

— Obrigada mãe.

— Que injustiça!

— Filho, mas Bella realmente está tocando como você.

— Não me refiro a isso, é que eu venho dizendo há algum tempo que ela esta tocando divinamente e não acredita em mim, e a senhora só disse uma vez e ela acreditou. O que me diz disso senhorita Isabella?

— É que você é meu professor sua função é me elogiar como forma de incentivo.

— Um professor não deve fazer isso Bella, isso não ajuda o aluno a progredir. O elogio tem de ser verdadeiro e só dado quando o aluno realmente merece.

— Ah me desculpe. -pediu envergonhada.

— Só se você nunca mais duvidar de um elogio meu.

— Combinado.

— Então está desculpada.

— Bella vem! Está na hora de se arrumar. — chamou Alice do quarto.

— Já vou. – Bella sobe para o quarto.

— Eu ainda acho que ela não deve sair com esse cara. Ele é três anos mais velhos do que ela e...

— Filho apesar de ela ter só ter dezesseis anos, é bem madura para a idade.

— Eu sei disso o problema não é a idade dela e sim esse David. – falo o nome dele com desgosto. — Ele não me parece ser tão certinho quanto aparenta ser.

— Mas já não faz alguns meses que ele se tornou amigo de vocês?

— Sim faz mãe.

— Então porque está dizendo isso dele? Se ele não fosse bom, você e seus irmãos não andariam juntos com ele, não é? Por acaso você viu algo na mente dele para te dar essa certeza?

— Não, mas mesmo assim algo me diz que ele não é bom, não sei explicar mãe eu apenas sinto isso.

— Adoro seu jeito protetor com relação à Bella. – faz um carinho em meu cabelo- Mas não seja tão exagerado filho.

— Não estou exagerando mãe ele realmente não é bom para ela.

— Você diz isso de todos os garotos que se interessam por ela.

— Não tenho culpa se todos eles não eram bons para ela.

— E quem seria bom?

— Quando aparecer um cara bom que realmente a mereça eu vou ser o primeiro a dizer mãe.

— Duvido que esse dia chegue.

— Está achando que Bella nunca vai encontrar um cara bom para ela. Ela é bem nova ainda tem bastante tempo para achá-lo.

— Eu não estou dizendo que Bella nunca vai encontrar e sim que eu nunca vou te ouvir dizer que o caro é bom o bastante para ela.

— Pode apostar que eu vou dizer sim.

— Não vai sabe por quê ... – deixou a frase morrer.

— Por quê mãe?

— Nada é bobagem minha. Toque a minha música favorita filho, por favor. -Esme encerra o assunto e me deixa totalmente frustrado.

Eu estava na sala quando o telefone de casa tocou.

— Residência dos Cullen.

— Ed sou eu, você pode vir me buscar?

— Mas o David não ia te trazer em casa. O que aconteceu? Você está bem? Ele fez algo? Se fez eu vou quebrar a cara dele. – eu já estava sentindo a raiva brotar em mim.

— Fique calmo ele não fez nada, apenas sugeriu, pode vir me pegar eu estou na lanchonete do Joe.

— Vocês não iam para o restaurante La Bela Itália?

— Eu estava lá, mas eu sai de lá e vim para cá.

— Ok, mas você vai me explicar o que aconteceu quando eu chegar aí.

— Certo.

— Chego rápido aí.

— Ok. Tchau Ed.

— Tchau pequena.

— Eu sabia que esse cara não era bom. – falo a mim mesmo quando desliguei o telefone.

— Como eu previra. — diz Alice aparecendo na sala.

— Você sabia disso Alice?

— É eu sabia que esse encontro não demoraria a terminar. – disse como se não fosse nada de mais.

— O que ele fez a Bella?

— Ela vai te dizer. E antes que surte Bella está bem, só não gostou das últimas palavras de David.

— Porque deixou que ela fosse? Você podia tê-la poupada dessa decepção.

— Bella precisa viver por conta própria, fazer suas escolhas sem nossa interferência. A vida não é um mar de rosas Edward, ela terá decepções na vida também e deverá aprender a lidar com elas. Eu sabia que ela ficaria segura por isso permiti que fosse. E além do mais, quantos encontros que você encurtou porque a mulher não era o que você esperava?

— Muitos.

— Isso iria acontecer com Bella também e é normal que isso aconteça, até ela encontrar o cara certo, não foi hoje, pode ser que demore ou até mesmo que já tenha o encontrado e não saber.

— Como encontrado e não saber?- questiono quando percebi que ela deu ênfase nessa frase.

— Vá logo Edward ela está te esperando.

— O que você viu? Quem é o cara?

— Só estou fazendo suposições Edward.

— Não, você está me escondendo algo, eu te conheço.

— Se você demorar mais ela vai acabar escolhendo pegar um táxi.

— Eu vou, mas você ainda vai me dizer.

Estacionei o carro e entrei na lanchonete procurando a Bella.

— Deseja pedir agora?- perguntou uma garçonete a Bella.

— Não, eu estou esperando meu irmão chegar.

— Ok, qualquer coisa é só chamar.

Fui em direção a sua mesa e me sentei em frente a ela.

— E então o que aconteceu? – checo se ela estava ilesa.

— Para de me olhar assim, eu não tenho nenhum arranhão.

— E então o que David te fez?

— Bom estava tudo indo bem até que ele disse que tinha reservado um quarto no hotel aí....

Eu senti a fúria tomar conta de mim.

— Eu o chamei de idiota e o larguei lá no restaurante.

— Ele é um cretino! — rosno.

— Ed, calma você vai acabar chamando atenção. — diz olhando para os lados.

Mas por sorte estávamos em uma mesa isolada e ninguém percebeu nada.

Eu respirei fundo e me acalmei.

— Ele não vai sair impune.

— Você não vai fazer nada Edward.

— Eu vou sim. E não comece a teimar comigo.

— Isso é uma qualidade minha sabia?

— Qualidade? Desde quando teimosia é qualidade? — digo sorrindo.

Ela sabia me descontrair direitinho.

— Sim, para mim é uma qualidade, pois a teimosia às vezes nos levar a ter o que queremos.

— Mas isso você não vai conseguir. – volto ao assunto.

— O David é um idiota, não merece a menor consideração, e você não vai arriscar seu segredo por causa dele.

— Posso fazer de um jeito humano também. Eu vou dar uma surra nele sem usar minha força de vampiro.

— Mas não vai, pessoas como David ainda vai quebrar muito a cara na vida, você não precisa fazer nada tem muitas “Isabellas” por aí.

— Errado você é única.

Ela rolou os olhos para o que falei.

— E isso é a mais pura verdade. – digo convicto.

— Eu acho que tenho o dedo podre para o amor. – Bella comentou reflexiva.

— Se você tem o dedo podre, eu tenho a mão inteira, nove décadas e nada...

— Ao menos você não envelhece e tem todo o tempo do mundo, já eu não.

— Não está muito cedo para você se preocupar com a idade?

— A idade pesa mais para as mulheres Ed.

— Isso é besteira e que tal tomarmos um porre em homenagem ao nosso azar no amor.

Ela me olhou confusa. Porque eu jamais a deixaria ficar bêbada.

Chamei a garçonete.

— Dois milk-shakes grandes de chocolate, e quer comer o que Bella?

— Hambúrguer e batata frita.

— O mesmo para mim.

—Vamos ficar "bebim" mesmo. – Bella fala irônica quando a garçonete saiu.

E sorri disso.

— Você já ficou bêbado?

— Tentei uma vez, mas não consegui meu corpo é resistente a bebidas alcoólicas.

— Porque tentou tomar um porre?

— Perdi uma aposta para o Emmet e ele sugeriu que eu fizesse isso como forma de pagar a aposta.

— E nunca te vi bebendo.

— Nem vai, não gosto de bebida alcoólica.

A garçonete entregou os pedidos e Bella começou com a velha mania que tem de catar os pedacinhos de chocolate do milk-shake com ajuda do canudo.

E fiquei a admirando e não é porque ela é minha irmã que eu não enxergava a linda mulher que está se tornando. Linda não, deslumbrante. Inclinei-me sobre a mesa para poder limpar o cantinho da boca dela que estava sujo de milk-shake e de repente sua boca ficou tão convidativa.

— Desculpa esqueci o ketchup e a maionese. – disse a garçonete.

Eu saio do transe e me ajeitei na cadeira rapidamente.

Se ela não tivesse me dito que esperava seu irmão eu diria que estava rolando um clima aqui entre eles. — pensou a garçonete colocando o ketchup e maionese sobre a mesa.

Fiquei chocado com seus pensamentos, mas me recuperei a tempo de nenhuma das duas notar.

— Sem problemas. — garanto e a garçonete se retirou em seguida.

— Para onde vai tudo isso Bella? É impressionante como você não engorda. -questiono quando ela já tinha comido o hambúrguer, tomado mais da metade do milk-shake e estava quase acabando com as batatinhas.

— Eu tenho uma gordurinha aqui outra ali.

Olhei para seu corpo.

— Não têm não, suas medidas estão perfeitas.

E era mesmo, ela tinha umas curvas que eu não nunca tinha visto em mais ninguém.

O que estava dando em mim? Eu nunca reparei tanto assim nela.

— Se diz...

— Mulheres nunca acham que estão perfeitas.

E ela gargalhou do que falei.

Terminamos de comer e eu pedi a conta a garçonete. Quando ela me entregou a conta eu dei um sorriso discreto para o que ela tinha feito.

— Sem troco. — coloco o dinheiro em cima da mesa e me levanto, eu não ia pegar o papel com o número da garçonete que estava junto com a conta.

— Vamos Bella.

Ela se levantou e começamos a andar para fora da lanchonete.

— Deixe-me adivinhar pelo seu sorrisinho a garçonete deixou o número dela junto com a conta. Não foi?

— Como sabe? – fiquei surpreso por ela ter percebido isso.

— Simples, as mulheres nunca perdem a oportunidade de dar em cima de você Ed.

Enlacei sua cintura e a colei a mim, quando vi três caras olhando desejosos do outro lado da rua para ela.

Bella olhou para mim sem entender minha atitude.

— Aqueles caras estão praticamente te comendo com os olhos. — explico dando uma olhada dura para eles.

Ela seguiu meu olhar e um deles lhe deu um sorriso sacana que a fez desviar o olhar rapidamente.

— Idiotas! — sussurrei.

— Vamos logo para casa estou com sono. – Bella diz bocejando.

— Agora mesmo senhorita. — abro a porta do carro para ela.

Notas finais
Até!