O Capitão e o Seu Filho.
1 One Shot – Devolve Filho!
Notas iniciais
Kraglin estava sentado em uma das poltronas em uma das salas da gigantesca nave do The Ravagers¹. Saiu de sua leitura concentrada quando viu o pequeno terráqueo passar correndo como toda criança sapeca fazia afinal. Não demorou para ver seu capitão passar sustendo uma carranca logo atrás do menino.
— Garoto, volte aqui. – gritou Yondu quando perdeu o menino de vista.
Era divertido vê-lo cuidar de uma criança. Apostava com qualquer um como o centuriano havia se arrependido de não tê-lo entregue ao pai psicopata.
Mesmo que o pequeno fosse uma pestinha não merecia tal destino.
Enquanto voltava sua atenção ao seu livro Yondu andava a passos largos atrás do garoto. Já o menino Peter Quil estava escondido no lugar mais óbvio que havia naquela gigantesca nave. Uma cadeira. Que era grande o suficiente para esconder seu corpo pequenino da presença do capitão Udonta.
Olhava a Flecha Yaka² de seu “pai” como se fosse a coisa mais interessante do mundo, o que de fato era já que nunca havia visto coisa igual aquela.
— Aonde se meteu aquele garoto? – Yondu gritou em uma sala ali atrás, talvez. O que fez um riso sapeca escapar dos lábios dele, pelo mais velho não saber sua localização.
Ainda olhava para o objeto sem perceber que seu dono se aproximava. E na verdade mal sabia ele que o centauriano estava cada vez mais perto de seu esconderijo.
Yondu estava ciente de que não seu pequeno não estava naquela sala até ver a cadeira se mover minimamente. Um sorriso um tanto maldoso surgiu em seus lábios mostrando os dentes pontiagudos e amarelados. Aquele garoto era tão bobinho.
Andou vagarosamente nas pontas dos pés para não fazer barulho enquanto se aproximava da cadeira. Espiou cuidadosamente de um lado da cadeira e lá estava seu garoto, que de tão entretido que nem notou sua presença. Olhou pela parte de cima e Peter agora olhava sua flecha com uma mão no queixo como se analisasse a flecha. Tão fofo seu garoto que até quase se sentia mal com o que ia fazer a seguir.
— VOU TE PEGAR!!! – gritou Yondu bem alto fazendo o pequeno Quil saltar da cadeira e sair correndo na sequência. O capitão quase morreu de tanto rir. Tinha que admitir teve dó da cara do menor.
Acabou que o fato daquele humano ter pego sua flecha enquanto dormia estava o divertindo afinal. Andou novamente atrás do pequeno. Ele estava no seu campo de visão quando o pequeno em fim parou encurralado. Dessa vez não havia mais saída.
— Filho... – Yondu chamou chegando mais perto vendo o pequeno virar e esconder ambas as pequeninas mãozinhas atrás de si. – Vamos filho devolva. – pediu enquanto se ajoelhava na frente de Quil olhava em seus olhos com uma das mãos estendida.
O humano balançou a cabeça negativamente e ele suspirou paciente fechando os olhos para depois abri-los. Teria que apelar para algo que ele gostasse tanto quanto seu toca fitas.
— Vamos filho, devolva a flecha. – insistiu antes de colocar seu pequeno plano em pratica. E novamente o que teve foi uma resposta negativa do menor.
— Tudo bem. Tudo bem. Que tal você me devolver a flecha e eu te dou daqueles biscoitos que tanto gosta e talvez um copo de leite? – Yondu sorriu com sua proposta, claro que depois que resolveu criar Peter como seu filho resolveu ter esse tipo de coisas que as crianças terráqueas gostavam.
Peter o olhou por alguns segundos e devolveu com um sorriso divertido no rosto. O mais velho pegou a flecha a colocando no lugar e pegou o menor nos braços caminhando para algo como se fosse uma cozinha na nave.
E novamente o capitão passava na frente de Kraglin. Só que dessa vez o centauriano carregava o pequeno humano em seus braços. Pareciam ter entrado em um acordo por fim.
Já em outra sala Yondu observava o pequeno terminar o copo de leite e o ultimo biscoito enquanto sentado em seu colo. Era incrível como gostava de ter o pequeno por perto e como realmente o tinha como um filho. Saiu de seus devaneios ao perceber o pequeno cair no sono. Tirou cuidadosamente o copo da mão do pequeno colocando sobre mesa nem percebendo quando dormiu também.
Kraglin deixou seu livro de lado e caminhou contra a sala para ver uma cena um tanto fofa: O pequeno Quil dormindo no colo de seu capitão encostado contra o peito dele que também dormia com o maxilar apoiado na mão que estava apoiado no braço da cadeira. Saiu da sala para voltar cuidadosamente com uma manta marrom cobrindo os dois sem acorda-los. Os olhou por mais alguns segundos, pegando o copo de cima da mesa saiu do local sorrindo.
Afinal, era o capitão e seu filho.
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