Eu aceito o caos


E tomo conta da tristeza


Pra ela não tomar conta de mim


E a alegria efêmera


Que se esqueça de esquecer-se de mim



Não me vendo a um mundo podre


Não sonho com um paraíso doce


Cago e ando para o inferno de horrores



Eu me pertenço


A vontade e o bom senso são meus senhores


Eu absorvo, reflito e ausento a ausência de todas as cores


Admiro tantos perfumes


Venero todas as flores



Realmente não danço a mesma dança


Pois não ouço os mesmos tambores


Só eu vejo o chorume sob as filas


Lubrificando engrenagens e esquentando motores?



A massa segue as ordens de seus senhores


Em marcha obedecendo a seus sensores


A liberdade de se escolher


Opções que já foram escolhidas pra você



Tudo bem se você não quiser ver


Morra então em vão sem viver


Eu aceito o caos


Mas é o caos que aceita você


Notas finais
M.L.T.
http://verdadepoetica.blogspot.com.br/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!