Notas iniciais
Boa leitura!

Diz a lenda

Que o vento assoviava a antiga canção

dos viajantes. Ou eram as dores dos espíritos

murmurada? Ela cantava, isso dizem,

Uma profecia indecifrável;

Pelos bosques e vielas

ela passava, tingindo as casas

Com a negridão do canto.

Quem? Uma jovem errante

com um cachorro magro

de boca faminta;

Loiros fios cacheados

E branca luz das estrelas;

Isso, dizem, Junto ao vestido

Prateado. O corpo sacro,

O corpo frágil da criança

era quente, quente!

No frio amargo

e torturante.

Que divina melodia

A boca rubra soava,

E quem ouvia chorava

e tristemente sofria;

Era a magia dos magos

diziam as vozes falhas

Da ignorância dos sábios;

Quem os ouvidos tampasse

Imune não ficaria

A amargura inserida

nos corações desalmados.

Matá-la muitos tentaram

Mas quem tentava morria;

Pobre o povo montanhês

Condenado a poesia!

E a canção, lá,

continua? No vilarejo deserto:

E isso, dizem, não sei ao certo:

Se a garota está viva.

…

Mas o vento ainda assovia

A antiga canção dos viajantes...

(Ou seram as dores dos espíritos murmurada?)

Notas finais
Obrigado pela leitura!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!