O Calçado Alado

5 Clones, Caça A Bandeira E Um Ruivo Maluco


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAH! ME DESCULPEM!!!!!!!! A minha criatividade bateu asas e voou, junto com o meu tempo livre. Eu tentei postar, mas às vezes eu estava sem inspiração, ou tinha que estudar ou estava cansada mesmo. Desculpem viu? Depois de um século , o capítulo novo de O Calçado Alado.

-O que está olhando pirralha?

-Pirralha o seu nariz!

-O que você disse?- ela me fuzilou e estralou os dedos que nem naqueles filmes de lutinha.

-FUJAM PARA AS COLINAS! AAAAAAAAAAAAAAAAH!- eu saí correndo o mais rápido possível. Subi a colina rapidamente, vi uma casa grande e branca. Parecia a entrada de um hotel ou algo do tipo. Eu vi um monte casinhas coloridas. Eu vi uma cor de rosa e fiz uma careta. Parecia a mansão da Barbie com extra glitter.

Parei um pouco, estava sem ar. Até que senti alguém colocar a mão no meu bolso esquerdo. Segurei o pulso da pessoa e vi quem era. Era um adolescente de uns dezessete anos. Ele era alto e magro. Tinha cabelos cor de chocolate, e olhos cor de mel. A camiseta dele era laranja e ele tinha sardas da cor de cheetos, só que mais claro. Eu estou com fome e vou ficar falando coisas relativas à comida.

-O que pensa que está fazendo? Eu acabei de sair de um carro que quase caiu dentro de um abismo, de onde saíram muitos esqueletinhos estranhos que tentaram me matar, depois uma garota bombada tentou me matar e você ainda tenta me roubar? Na cara de pau? Todo mundo sabe que para roubar alguém você deve distraí-la!

-Connor!- ele gritou.

Uma cópia dele apareceu. Eu fiquei tipo WTF? Clones?

-AAAH! CLONES! MORRAM!- levantei os braços e ia sair correndo quando o Clone segurou minha mão.

-Calma baixinha!

-Baixinha? Eu sou quase do seu tamanho!- era mesmo, só faltavam uns cinco, seis centímetros.

-Haha, ela te pegou Connor.

-Cala a boca Travis.

-Eu sou Travis- o que tentou me roubar disse.

-E eu sou Connor- disse o Clone.

-E esse é o iCarly!!- disse animadamente.

-WOW! Tirou as palavras da minha boca- disse o Clone.

-Meu nome é Annie.

-Olá Annie. É uma novata?

-Sou, e se o seu clone tentar me roubar novamente eu torço o braço dele- eu menti. Eu sou muito boa em mentir, blefar, fantasiar a verdade. Eu também sempre ganho no Poker. Sempre.

Eles se olharam e conversaram só com olhares. Coisa de irmãos, melhores amigos e robôs.

-Além de serem clones, são ciborgues!

-Nah, somos só irmãos. Somos filhos de Hermes.

-Quem?

-Hermes.

-Não é aquela marca chique?- perguntei- eu acho que já roubei um anel de ouro branco dessa marca aí-eu pensei alto. Não que eu tenha colocado a mão no bolso de alguém, ou feito um assalto, mas eu achei no chão da rua e peguei.

Olharam-se de novo.

O Clone colocou a mão no meu ombro e sorriu.

-Bem vinda! Eu acho que é nossa irmã. Mas temos que esperar até a hora da janta.

-O que eu tenho a ver com vocês, janta, a marca de luxo Hermès e sei lá mais o que?

Uma garota de cabelos escuros presos em uma trança apareceu. Ela estava com um vestidinho florido e uma guirlanda de margaridas. Ela puxou o que tentou me roubar pela gola e saiu arrastando ele.

-Essa é Katie Gardner. Filha de Démeter. Paixão do Travis. Não fala pra ele que eu disse isso.

-Ok, só se você me der alguma coisa pra comer e me explicar o que está acontecendo.

Ele me levou até uma lojinha, lá dentro tinha desde camisetas laranjas a cupcakes roxos.

Enquanto o Clone pegava uma camiseta laranja e um pacote de Oreos eu peguei um saco de batatas fritas e saí da lojinha sem ser notada. Eu passei por umas duas prateleiras de coisas pra banho e livros.

Eu fiquei esperando o Clone enquanto comia batatas fritas sabor churrasco. Bom.

-Hey! Você está aí!

-Não, eu ainda estou na lojinha, não está vendo?

-Haha, muito engraçada. Aqui, uma camiseta do Acampamento pra você.

Eu estreitei meus olhos, se é que isso é possível.

-Deve ter alguma coisa aí.

-O que? Está me acusando de tentar fazer algo contra a sua pessoa? Isso é calúnia!- ele disse colocando a mão na testa.

-Oh! Vossa milady senhorita, perdoe-me por tamanha grosseria!

Nós dois começamos a rir. Minha barriga começou a doer. Dizem que se você ficar rindo por uma hora sem parar você emagrece um quilo, ou algo do tipo. Então só de rir dá pra alguém ter tanquinho? (n/a: CloveLove, você se lembra de alguém que fica falando sobre tanquinhos”?)

Eu estava com um jeans azul e regata branca. Coloquei a blusa por cima. Não tinha nada de estranho.

-Ok, obrigada Clone Malfeito.

A camiseta era laranja. Sabia que a frita laranja é a única fruta com o mesmo nome de uma cor? Então, ela tinha um cavalinho preto com asinhas e estava escrito algo assim: MPCA LFAH LOOB. Não julguem, eu tenho dislexia e li isso de ponta cabeça.

-Vou te mostrar o Acampamento.

-Sim senhor!

-Não fale assim comigo! Eu sou uma senhorita milady dama delicada.

-Ok, senhorita milady dama delicada pompom cor de rosa.

-Não. Senhorita milady dama delicada é melhor.

-Haha- ironiaaaa.

-Você tem um pai, ou uma mãe?

-Não, eu vim de uma cegonha branca voando pelo céu.

-Eu quis dizer, você vive só com seu pai ou só com sua mãe?

-Não.

-Mora com quem?

-Com meu tio.

-Tio?

-Minha mãe foi morta num assalto de banco e- meus olhos ficaram úmidos- e meu pai... Bem, meu pai foi fazer uma viagem para o Seiláondeéquistão e desapareceu.

-Todos aqui temos um parente divino.

-Tipo...?

-Eu sou filho de Hermes como já disse. Katie Gardner é filha de Démeter. Deuses gregos.

-E eu seria...?

-Eu acho que você é filha de Hermes. Vamos, vou te mostrar Quíron.

-Que nome estranho.

-Eu também acho.

Ele me levou até a frente da entrada do hotel. Bem, parecia um hotel. Eu vi duas pessoas na varanda. Uma estava de costas e usava cadeira de rodas. A outra usava um chapéu roxo marca texto. Meu Deus! Quem usa esse tipo de coisa! Parece que ele pegou um chapéu branco e inocente e pintou com marca texto roxo e aquela pulseirinha que brilha no escuro...

-Sr. D. Quíron. Essa é Annie. Novata.

-Oh. Que emoção. Mais uma pirralha para eu tomar conta.

-Sério? Eu também estou muito honrada de te conhecer- ironizei- mas acho que se você cuidasse de uma tartaruga, que ficasse numa jaula, ela conseguiria fugir.

O carinha me fuzilou com os olhos. Ele era baixinho e gordo. O rosto dele era meio redondo, as bochechas eram to tamanho de uma... Bola de baseball! Isso! E o nariz dele era tão vermelho que ele parecia um palhaço. Palhaços me assustam. O cabeço dele era encaracolado e parecia roxo. Um cara de cinquenta anos que parece um bebê bochechudo feio pintou o cabelo de roxo??? Que mundo é esse?

Voltando, ele tinha olhos pequenos, roxos também, e tinha uma barba malfeita crescendo pelo rosto dele. Ele usava um chapéu roxo fluorescente, uma camiseta laranja- fluorescente- com estampa havaiana, uma bermuda de corrida com estampa de leopardo – esse cara deve fazer taaaaanto exercício- meias pretas e um tênis de corrida verde limão. Esse cara gosta de cores brilhantes hein? Agora só falta ele brilhar que ele vai virar uma fada.

-Eu escutei tudo o que você disse Ana Bella.

Ferrou.

-Blábláblá. Seja bem-vinda. Agora... DIET COKE, SÁTIRO!- ele terminou a frase gritando.

Quando me virei vi o Sr. Brunner.

-Sr. Brunner?

-Ah! Olá Annie. Chame-me de Quíron. Como vai?

-Andando.

-Falando em andar... –ele apoiou as mãos na borda da cadeira de rodas. Mas ele não era paraplégico? MEU DEUS! Eu devo estar sonhando. Ele se levantou e pernas de cavalos saíram junto. Ele era humano da cintura pra cima e cavalo pra baixo! HOMEM. CAVALO. HOMEM. CAVALO. HOMEM. CAVALO. HOMEM. CAVALO. Pra mim já deu.

E eu desmaiei em cima do Clone.

Eu acordei com um copo de água fria na cara. Dei um chute na pessoa que fez isso.

-Annie, você poderia ser jogadora de futebol.

Eu abri os olhos. Estava no colo do Clone, ele estava rindo de Travis. O ciborgue. Ele estava passando a mão no queixo com a mão direita e com a esquerda estava segurando um copo vazio.

-Quem mandou jogar água em mim?

-Ele- ele apontou pra o Clone.

-OOOPA! NÃO FUI EU!- ele gritou.

-Nhénhénhé. Pessoas a parte. Pode me colocar no chão?

Ele me largou e eu caí em cima de um arbusto de amoras.Peguei algumas e escondi atrás de mim.

-Então, você e a sua amiga vão ficar no Chalé 11. O chalé de Hermes até serem determinadas. Então... Marchando!

Eles se viraram e eu joguei as amoras nas nucas deles.

-Regra número Um. Nunca vire as costas para um inimigo. Ou rainha das pegadinhas.

-E quem seria essa rainha?- disse o Clone.

-Eu, seu cego!

Entramos em um chalé meio velho, com a pintura descascando e com um graveto com duas asas e duas cobrinhas em cima dele. Eu vi a Sra. Thompson. Dei um tapa na cabeça dos dois irmãos e corri em direção dela.

-Hey Sra. Thompson.

-Olá Annie.

-A senhora é...

-Filha de Hermes? Sim, eu sou.

-Que legal! E como você nunca disse nada para nós? Ou para Juliet? Ou para mim?

-Calma. Quando um semideus descobre que é um semideus, os monstros o atacam.

-Ah.

A Juliet entrou com o garoto emo que nos salvou. Ele estava meio vermelho. Suspeito...

Então eu cheguei perto dela e disse:

–Oi amiga! Sabe o Sr. Brunner? Ele se chama Quíron! Aqui é tão legal! Tem uma lojinha, tem umas coisas legais para roub... quer dizer, pegar...

Travis me interrompeu, eu o fuzilei. Mas ele deu ombros me ignorando e disse:

–Ah! Aqui, camisetas do acampamento de vocês- deu camisetas para mim e para Juliet. Roupa nunca é demais.

O garoto moreno de olhos verdes entrou correndo e disse:

–Quíron quer todos no pavilhão de refeitório.

Nós saímos do chalé. Chegando lá haviam umas cem pessoinhas vestidas de laranja. O Sr. Brunner/ CAVALO HOMEM!/ Quíron disse:

–Essas são Annie Bell e Juliet Thompson, elas vão ficar no time de Hermes enquanto não forem determinadas. Vocês tem meia hora para se arrumar.

–Por aqui. Esses são Connor e Travis Stoll, filhos de Hermes- disse o garoto. Ele cheirava a mar.

–Estamos fazendo uma aliança com o chalé de Poseidon, com o de Atena, o de Hades, o de Apolo e o de Afrodite. Aquelas garotas são realmente gatas! – disse o Clone.

–É! Realmente gatas!- completou Travis. Garotos. Tão... Tão... Garotos...

O moreno disse:

–Você e Annie ficam de patrulha da fronteira. Vocês duas tem armas, não tem?

Juliet mostro a espada super hiper mega legal dela e eu peguei minha adaga. Eu fingi cortar a garganta de Connor,m que engoliu em seco. O moreno, que se chama Percy, me deu uma armadura de couro e eu coloquei por cima da roupa.

–Onde você arranjou essa espada?- perguntou Percy a Juliet.

–Num museu – respondeu.

–Hum, ferro estígio- disse o garoto emo aparecendo do nada. EU QUASE TIVE UM INFARTO! MOLEQUE! EU VOU TE MATAR! Eu respirei fundo e me contive. Contei até um bilhão trezentos e vinte e cinco milhões novecentos mil e duzentos e setenta e dois.

–AAAAAH! Nico, você quer me matar e susto?- a Juliet gritou. Ah, o nome do emo era Nico.

–Hum, Juliet, ele viaja nas sombras- disse Percy.

–Essa espada estava faltando no arsenal do meu pai, ela foi roubada a pouco tempo atrás- esse tal de Nico fica bisbilhotando as coisas do pai dele? Que sorte dele. Ele tem um pai.

–Minha espada é roubada? Como? Eu a peguei num museu!

–Você roubou a espada? Legal! Ela pode ser uma irmã nossa Connor!

Humm, não. A Juliet não era assim de roubar, nem de mentir, nem de fazer pegadinhas, nem de correr. Sei lá. Ela não se pareça com eles.

Um apito de conchas soou. Ah! Eu não vou ficar parada nesse riacho. A Juliet está com mais duas pessoinhas para ajudá-la. Eu saí correndo com minha adaga na mão. Pulei por cima de um arbusto. Vi uma armadilha. Foi como se ela estivesse brilhando. Vi mais cinco à direita.

Um garoto que tinha uns sete centímetros a mais que eu pulou na minha frente. Ele era ruivo, a pele dele era clara e ele segurava uma espada enorme. Ele deu um sorriso de canto de boca.

-Ora ora, uma pirralha- a voz dele era rouca.

-Quantos anos você tem armário?

-Doze.

-Doze cherri.

Ele revirou os olhos.

-Parece ter uns cinco.

-Se eu tenho cinco você tem dois.

-O que? Mas...,

-Olha, eu adoraria ficar aqui e conhecer mais você. Mas eu tenho que ir. Adiós bebê- saí correndo e deixei o tiozinho lá. Vi um garoto parecido com o Sr. D , era esse o nome dele?, tomando suco de uva perto de uma bandeira.

Me aproximei como uma ninja super ninjástica e tirei a bandeira de lá. Mas ele me viu. Bati com o treco que segura a bandeira e é feito de metal na cabeça do garoto. Ele ficou inconsciente. O Clone perto de mim.

-FILHOS DE ARES! AAAAAAAAAAAH!- ele saiu gritando e cinco brutamontes aparecendo.

Eu acelerei e me senti como o Sonic, só que sem aquelas moedinhas e loops doidos. Ia ser muito legal se tivesse isso. Eu comecei a ficar sem fôlego. Então vi Travis escondido. Gritei seu nome e joguei a bandeira para ele. Mudei de caminho, os filhos de Ares estavam me seguindo. Vi fogos de artifícios e um apito de concha.

Um filho de Ares puxou meu braço. Era o ruivo. Ele me arrastou até o riacho e me jogou lá. Qual é o problema dele?

-QUAL É O SEU PROBLEMA????- gritei. Ele deu as costas de saiu andando. AAAAARGHH! Que raiva! Eu saí do riacho, corri até ele e dei um soco nele.

Notas finais
Tchau povo. Vou comer pêssego em calda. Lembrem-se dos reviews. Pelo menos um hein? Tchau leitores lindos e maravilhosos do meu coração.