O Caduceu De Hades

1 Vamos colorir uma filha de Hades?


Notas iniciais
Boa Leitura.

''O amor não é um deus, nem um simples mortal, mas sim um grande demônio. '' – Sócrates

Eu me comprometo com a deusa Ártemis. Dou as costas para a companhia dos homens, aceito a virgindade eterna e me junto à caçada. Parecem simples palavras, mas mudam sua vida eternamente.
Meu nome é Thalita Sorrento. Tenho 14 anos e minha mãe (por assim dizer) me deu um prazo, até meus 15 anos vou ter de escolher se eu aceito a caçada ou não. Eu vou fazer 15 anos daqui duas semanas, então tenho muito pouco tempo. Não sei nada sobre meu passado, quem são meus pais ou o porquê Ártemis quis me adotar. Vivi com ela sendo minha mãe minha vida inteira, mas tenho muita vontade de saber quem são meus pais. Ela diz que não seria bom eu saber agora, mas que independente da minha escolha, eu vou conhecer e falar com meu pai. Eu sei que ele é um deus, mas existem tantos deuses, que eu não consigo imaginar qual deles, ele é.

Ártemis sempre me motivou á servir a caçada e a não acreditar nos homens, mas eu nunca me interessei pela caçada, e sempre acreditei no amor. Afrodite, esta seria a culpada por isso? Ou quem sabe Apolo? Que sempre esteve perto de mim e sempre me motivou a não me juntar a caçada. Bom, enfim. Estou confusa e não sei bem o que pode acontecer se eu escolher disser não à caçada.

– Thalita acorde. Vai acabar nos atrasando. – disse Ártemis enquanto me balançava carinhosamente.

– Só mais dez minutos mãe.

– Você é igualzinha á seu pai. — ela disse e sorriu. — Vamos partir ás oito — todo dia as caçadoras junto com Ártemis e eu, íamos á um novo lugar para acamparmos. Nunca consegui compreender realmente o motivo, mas dificilmente paramos mais de uma noite no mesmo lugar.

Não era difícil montar o acampamento, pois só havia duas barracas enormes e sacos de dormir espalhados em volta de uma grande fogueira, que por algum motivo nunca se apagava sozinha. Eram apenas cinco horas da manhã, as caçadoras acordavam sempre ás 04h30min, mas Ártemis sempre me acordava ás cinco e eu sempre levantava ás 05h30min. Era rotina, eu sempre tentava dormir mais, só que por causa do barulho, nunca conseguia.

Era apenas seis horas e eu já havia arrumado toda a minha bagagem, que era apenas uma mochila, e as caçadoras ainda estavam desmanchando a barraca principal (a barraca de Ártemis), e eu resolvi ir passear pelo bosque onde estávamos. Achei um lugar lindo, uma cachoeira com a água clarinha, em meio ás árvores e musgos, havia muitos tipos de peixinhos nadando lá, pareciam muito felizes. Após uns dois minutos observando decidi entrar na água, eu sempre gostei muito de água, ela me confortava. Liguei o alto falante de meu celular, não alto como desejava, pois não queria que as caçadoras me encontrassem. Lá eu poderia pensar melhor e refletir sobre minhas futuras escolhas.

Depois de alguns minutos eu já havia esquecido tudo, estava apenas eu e o som dos The Beatles, e ao som da musica eu nadava e simplesmente nadava. De repente ouço barulhos vindos do bosque e fiquei feliz, pois ele havia chegado para me ver.

– Achei que não vinha hoje. — eu disse e sorri. E em poucos segundos Apolo aparece sorridente, através das árvores. Seus cabelos loiros estavam voando com o vento, seus olhos caramelos e seu sorriso tão branco, que me cegaria se eu não estivesse acostumada á vê-lo.

– Ah... Sem graça, não lhe assustei, novamente. — ele disse e sorria.

– Pensei que não vinha hoje.

– Eu sempre venho ver minha sobrinha preferida. Posso entrar? — ele perguntou olhando para a água, eu acenei com a cabeça e ele começou a tirar a camisa, e digamos.

Ele tem um tanquinho, que Di Immortales, nenhum ator de Hollywood têm.

Ele olhou para mim e sorriu, eu sorri de volta e joguei água nele. Pronto, começou a brincadeira, um molhando o outro, como duas crianças na piscina. Até que ele me pegou no colo e fingiu que ia me afogar, mas acabo que eu bati tanto no peito dele, que ele me soltou, dando gargalhadas.

– Não vale. Você me pegou desprevenida.

– Mas esta era a intenção. — ele falou e começou a cantar a musica que estava tocando, Heres comes the sun. E eu como conhecia a letra, cantei também. — Você tem uma voz muito bonita, sabia?

– Claro. Tenho benção de Apolo.- eu disse irônica e ele sorriu. Depois de uma hora saímos da água e fomos nos vestir, ao me afastar de Apolo senti um arrepio frio, ele era quente, e eu realmente me refiro ao ser quente de quente (se perdeu? Então... Hãa... Quente... Tipo, Jacob.).

Sentamos-nos em uma pedra e ele percebeu que eu estava tremendo, e chegou mais perto de mim. Aqueceu-me imediatamente, mas sem nem mesmo me tocar.

– E... Bem... Como está o acampamento?

– Bem, apenas certas caçadoras que não me deixam em paz.

Digamos que as caçadoras não são muito minhas fãs, pois ao contrário delas eu converso e convivo com Apolo, que até que provem o contrario, é homem, e elas são proibidas de qualquer tipo de relação com ele. Uma das poucas que gostam de mim é Thalia Grace, á digamos ''capitã'' das caçadoras. Está na caçada á mais de cem anos, ela é uma semideusa filha de Zeus, e ela me conta muitas histórias sobre o Acampamento Meio Sangue, mas também nunca me falou nada sobre meu pai.

– E quem foi a vitima dessa vez? O que você aprontou?

– Eu? Aprontar com alguém? Quem você pensa que eu sou? — Eu disse irônica, e ele sorriu de uma maneira graciosa. — Tá. Eu pintei as roupas da princesa do submundo de cores mais alegres. Ah, mas não foi nada tããão ruim e não por que ela é filha do deus da morte que necessariamente só pode usar preto.- Ele sorriu, como se não acreditasse que eu fosse capaz de fazer isso.

– Ela é filha de Hades, e você pinta as roupas dela de rosa?

– Não foi tecnicamente rosa. — ele arqueou uma de suas sobrancelhas. — O que? Foram de verde, amarelo, lilás, laranja e azul. A tinta rosa estava em falta no mercado.

– Você é louca, não tem medo de morrer não?

– Morrer seria uma enorme aventura e, além disso, eu quero morrer sorrindo. Assim minha alma irá descansar em paz, mesmo que não for ao Elísio.

– Você é realmente filha de... Seu pai. Após Apolo dizer a palavra pai, perdi meu sorriso.

– Falta apenas duas semanas. — Eu disse e Apolo olhou para mim e entendeu o que eu quis dizer. Faltava apenas duas semanas para eu fazer a minha maior escolha até hoje e também para eu falar com o meu pai e finalmente saber sobre minha história.

– Você vai realmente dizer não á caçada?

– Sim, eu vou dizer não á caçada. — Ele sorriu e de entre as árvores aparece Ártemis, estava com sua aparência adulta, seus olhos tão cinza quanto à lua e as estrelas, estavam encarando Apolo e seus cabelos no mesmo tom de cinza estavam soltos.

– Eu disse e repito, falta duas semanas para Thalita mudar de idéia, e eu não quero que você conte NADA a ela ainda, deixe que o pai dela conte. – A ultima frase ela falou em alto e bom som, para não restar duvida de que Apolo não me poderia falar nada sobre isso.

– Não se preocupe Maninha, eu não a contei nada sobre seu pai ou nada do tipo. — Disse Apolo em um tom amargo.

– Vamos Thalita.- ela disse e eu a segui entre as árvores. Nem eu, nem Ártemis pronunciamos qualquer palavra até chegarmos ao acampamento.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.