O Caderno da Peregrina
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Surpreende-me vez ou outra como acho algum resquício de ânimo; ocasionalmente, consigo deixar de lado toda minha melancolia habitual mesmo que nada tenha mudado. Realmente, nada tinha mudado, e a monotonia continuava presente, sempre espreitando, mas de novo, eu parecia estar triste e alegre ao mesmo tempo. Meu humor sempre foi algo bem relativo. Eu só queria colocar os fones e ouvir as mesmas músicas de sempre, eu sei que toda vez acabo chorando quando ouço aquelas músicas, mas minha teimosia natural não me permitia ficar um grande período de tempo sem ouvi-las. Era simplesmente deprimente. Minha vida se limitava em muito pouco agora, tornando-se cada vez mais monótona, se é que pode ficar pior.
Estava simplesmente cansada de tudo isso. Me perguntando quando, enfim, eu vou parar de escrever com lágrimas nos olhos, molhando e manchando as páginas do caderno com meu choro. Quando finalmente encontrarei algum conforto? Ele não se encontrava presente nem na emoção, nem monotonia. Lembrei-me nesse momento da música "The Heart Get no Sleep" da banda Tokio Hotel, junto a essa música, uma citação que li há muito tempo atrás no Tumblr, algo como "Agora sei que tenho um coração, porque ele está doendo.", era incrível como uma frase, citação ou letra de música, conseguem traduzir todos aqueles sentimentos confusos que guardamos no peito, mais do que nunca, eu compreendia isso.
Oh, céus! Como isso me parece caótico!
Esse tal amor sempre me pareceu algo ridículo, mesmo que eu esteja sempre carregando-o no peito. Ele é o responsável pelas minhas variações de humor e por toda a confusão aqui dentro. Mas por que estou chorando novamente? O óculos simplesmente não quer mais parar em meu rosto. Por que não era possível simplesmente ignorar a dor? Eu só queria me acostumar com esse droga logo.
Lá estava eu sendo fraca outra vez, é claro. Mas que droga de lugar era esse? Em que buraco escuro me meti? Quando poderei parar de encenar sorrisos e revelar as lágrimas? Anseio para que essa dor acabe; que o sofrimento desapareça e o amor suma, era o meu desejo. Tire fora minha humanidade, estou certa de que dói menos do que essa coisa que carrego no peito.
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