O Caderno da Peregrina
1 Página I
Caro leitor, eu não faço ideia de quem é, nem quem foi, nem que vai ser. Não sei seu nome, sua idade, seus problemas, sua vida. Mas agora é sua responsabilidade saber sobre mim; hoje, 27/05, estou iniciando uma escrita incerta nesse caderno azul, que você segura agora, contendo todos os pensamentos, devaneios, estranhezas e ideias do cotidiano; a partir deste dia, tentarei me transmitir para estas folhas pequeninas. Devo avisa-lo que escreverei coisas sem sentido algum, nem acredito que vá ler coisas que goste, mas peço sinceramente que abandone isso agora mesmo se não estiver disposto à me ajudar a cumprir meu objetivo inicial: tocar um ser com minhas palavras. Não quero pena, nem dó, nem um ombro para chorar, quero mudar, quero alguém para ponderar e aprender com meus escritos. Agradeço a você se continuar lendo isto com o coração aberto, se não, largue esse livreto em algum lugar onde alguém vá interpreta-lo de verdade.
Talvez isso seja uma espécie de diário repleto de caprichos, então espero que tenha paciência e que possa aprender algo no final, se neste momento já estou em prantos, imagino que encontrará muitas páginas marcadas de lágrimas, espero também que não julgue-as. Que sua jornada seja agradável, embora eu duvide bastante, e que tenha um pouco de consideração por mim, uma simples garota peregrina, que ainda descobre os segredos da vida.
Boa sorte.
Notas finais
Câmbio. Desligo.
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