O Cálice do Desejo e o Desmoronar de um sonho - 6ª
12 A Cobrança
* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
Hotel Primórdio – Cobertura — Restaurante
Após terminar o seu jantar, pegou sua taça de vinho e bebeu um pouco sem tirar os seus olhos da sua companhia a frente que mal havia tocado na comida. Pegou o seu guardanapo e limpou o canto da boca. Devolvendo o guardanapo para mesa perguntou:
(Lune) – Está sem fome, amor?
Afrodite levantou o seu olhar que estava no prato e o olhou sem jeito.
(Afrodite) – Me desculpe, acho que estou sem apetite.
Lune ficou olhando para ele, Dite voltou a olhar para o prato. Lune se aproximou mais da mesa e com as duas mãos retirou calmamente o prato de perto do cavaleiro.
(Lune) – Amor, quer que eu peça a sobremesa para você então?
O cavaleiro de peixes balançou a cabeça em negativa sem olhá-lo. Lune colocou a sua mão esquerda virada para cima na mesa aguardando que o Dite a pegasse. Afrodite respirou fundo e colocou a sua mão direita em cima da dele. Deslizando o polegar no dorso da mão macia dele, perguntou.
(Lune) – Qual é o problema, amor?
Dite não respondeu. Lune retirou a sua mão debaixo da dele, fazendo o Dite ficar apreensivo e recolher a sua mão e colocá-la em sua perna. Lune arrastou a sua cadeira para trás, se levantou indo na direção do cavaleiro de Atena. Ficou ao lado dele e ofereceu a sua mão.
(Lune) – Venha, amor, uma boa dança vai te ajudar.
Dite pensava um pouco na proposta. Lune respirou fundo.
(Lune) – Isso não foi uma pergunta, Dite.
Dite concordou com a cabeça e pegou na mão dele. Lune sorriu.
(Lune) – Vamos, amor, vai se sentir melhor, eu garanto.
Os dois saíram na direção do salão.
Havia apenas dois casais no grande salão. Ficando de frente um para o outro. Lune aproximou os seus corpos. Começaram a dançar suavemente acompanhando a música lenta que tocava. Lune olhava o cavaleiro que olhava para o chão. Lune deslizou o nariz pela lateral do rosto macio do amado.
(Lune) – Amor, eu já disse que não precisa se preocupar, estamos juntos agora.
Dite apenas ouvia. Lune pegou no queixo do Dite e levantou fazendo o seu olhar cruzar com os olhos azuis-celestes do parceiro.
(Lune) – Não gosto de te ver assim, está pensando demais, amor. Está pensando no seu marido, correto?
Dite ficou receoso em responder que sim, apenas continuou o olhando.
(Lune) – Tenho certeza de que está, mas como eu disse, não precisa se preocupar.
Lune pegou a mão direita do Dite e deu um beijo onde estava a aliança de esmeraldas e voltou a olhá-lo.
(Lune) – Eu já te perdoei por não ter me esperado. Na verdade, eu posso entender isso, em algum momento de fraqueza, você precisava de alguém e o seu marido o ajudou, não posso culpá-lo por isso.
Ele se afastou um pouco do corpo do pisciano e o olhou por completo.
(Lune) – Você está maravilhoso, meu amor!
Voltou a olhar para o rosto perfeito do amado.
(Lune) – Dite, você é simplesmente perfeito, sabe disso. Eu não conseguiria ficar bravo com você, meu amor. Entende isso?
Dite respirou fundo.
(Afrodite) – Lune, eu realmente sinto muito, mas a minha promessa a você não anula o meu casamento.
Lune puxou um sorriso.
(Lune) – Vou tentar ser mais claro, meu amor.
Ele colocou a mão no pescoço do Dite, Afrodite na hora levou a sua mão tentando tirar a do Lune.
(Afrodite) – O que está fazendo?
Lune disse de forma incisiva. Agora fazendo pressão no pescoço do Dite.
(Lune) – Eu já te perdoei por ter quebrado a sua promessa a mim! E quanto ao seu casamento, espero que você não tenha que ficar viúvo para então entender que você é meu e de mais ninguém! Eu só precisaria de 30 segundos para que o coração dele ficasse paralisado e aguardasse ele cair morto na minha frente! Ficou claro agora?
Dite assustado com o que ouviu disse baixinho.
(Afrodite) – Si- sim.
Ele tirou a mão do pescoço do Dite. Afrodite levou as duas mãos ao seu pescoço olhando assustado para o Lune, começou a dar passos para trás.
Lune respirou fundo.
(Lune) – Dite, pare de se afastar de mim!
Ainda com as mãos protegendo o pescoço, disse:
(Afrodite) – Por que está fazendo isso comigo?
Lune o olhou nos olhos, se aproximou e tirou as duas mãos dele do pescoço e olhou as marcas que ficou.
(Lune) – Não percebe que você está me obrigando a fazer isso, amor?
(Afrodite) – Eu não o reconheço mais, o Lune que conheci jamais faria isso comigo...
Lune respirou fundo e acariciava a pele vermelha do pescoço do Dite.
(Lune) – Amor, eu sou exatamente o mesmo Lune que conheceu há muitos anos atrás, esse lado rude não quero que conheça, esse lado não é para você. Quando nos conhecemos você era perfeito em tudo, não tinha por que eu agir diferente daquilo que agi. Eu já disse que você não merece ser tratado assim! Então por que está me provocando tanto?
(Afrodite) – Eu não estou fazendo nada.
Lune ficou sério.
(Lune) – Não minta para mim, Dite! Desde que chegamos aqui, você está tentando estragar o nosso reencontro perfeito! Eu te amo demais e ver que você não está retribuindo todos esses anos de espera por você, me enlouquece! Você está agindo de uma forma tão injusta e egoísta! Está me culpando por ter te esperado por todos esses anos! Está me culpando por eu ter cumprido com a minha promessa a você!!
Olhou para os lábios rosados do amado.
(Lune) – Estamos predestinados a ficar juntos, amor. Eu não posso viver sem você, não percebeu isso ainda? Eu te disse que você era único para mim, e não mudei em nada a minha opinião sobre isso! Você é tudo o que eu preciso! Eu prometo que ninguém vai nos separar, amor! Eu serei somente seu e você será somente meu!
Ele colocou as duas mãos no rosto do Afrodite e o beijou sem pressa, queria selar o juramento feito, beijava saboreando de forma a relembrar de todas as sensações maravilhosas que esse beijo causava no seu corpo e eram maravilhosas.
Lune separou seus lábios ainda com a sensação de relaxamento e êxtase percorrendo pelo seu corpo. Abriu os olhos e viu lágrimas no rosto do amado.
(Lune) — Amor, por que está chorando?
Dite balançou a cabeça em negativa e respondeu baixinho.
(Afrodite) — Me desculpe, não é nada é que ...
Lune secou suas lágrimas.
(Lune) — Por favor não chore, amor.
Trouxe a cabeça do amado para o seu ombro e fez carinho na sua nuca. Disse com a voz calma.
(Lune) — Shiiii, não fale, meu amor, está tudo bem, estou aqui. Estou aqui por você e para você.
Deu um beijo na cabeça do Dite que ainda chorava no seu ombro. Fechou os olhos e absorveu o perfume dos cabelos. Sussurrou.
(Lune) — Como eu amo esse cheiro de rosas brancas, amor... esse cheiro me permitiu me lembrar todos os dias da minha promessa a você e me permitiu chegar nesse dia maravilhoso ao seu lado.
Deu um beijo na lateral do rosto do amado e disse baixinho.
(Lune) — Eu te amo tanto, Dite. Você não sabe o quanto!
* * *
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