Casa do Grande Mestre

Chegando de mãos dadas com o Mu à grande porta dourada do meu quarto, eu a abri e entrei, dando espaço para o cavaleiro de 1,82m entrar também.

O meu quarto era enorme, todo em tons de branco, do piso ao teto e desde a grande cama até as cortinas. Apenas os tons de madeira dos móveis destacavam outra cor e, agora, é claro, o dourado e o lilás do lindo cavaleiro bem no meio do cômodo.

Fechando a porta atrás de mim e passando as minhas mãos pelo meu cabelo, perguntei:

(Atena) – Por acaso, não tem “outro” item na sua lista das coisas que você vai me obrigar a fazer, né?

Cruzei os braços, me apoiei na porta e continuei:

(Atena) – Porque eu ainda não decidi se te perdoo pelo o ocorrido na cozinha!

Desta vez, o sorriso foi um pouco maior, a ponto de ter um vislumbre dos dentes brancos quando sorriu.

(Mu) – Realmente é imperdoável eu tê-la “obrigado” a se alimentar, lamento muito por isso – disse tentando conter o sorriso – E não, não tem outra coisa na minha lista... Eu não tenho a intenção de perder o seu perdão, Atena.

Em questão de segundos, o cavaleiro de 1,82m à minha frente, de olhos fechados, retirou sua armadura, que ficou na caixa quadrada dourada ao seu lado, perto da cama, ficando com as roupas habituais.

Eu fiquei parada, de boca aberta, aguardando as cenas do próximo capítulo, coloquei as mãos para trás e continuei na porta, não queria atrapalhar.

Ele, sorrindo com a minha atitude, tranquilamente soltou a faixa branca que amarrava um tecido longo e largo da cor vinho e que cobria seus ombros do lado esquerdo do seu corpo, chegando até a sua coxa esquerda. Colocou-a na cadeira perto da cama, então prosseguiu e tirou o tecido grande na cor vinho e o colocou na cadeira também.

Agora restavam a camisa, a calça verde escura e as faixas brancas que iam dos pulsos até próximo aos cotovelos, destacando os braços fortes. Acho que nem estava respirando de expectativa.

E lá se vai a longa camisa amarelo-clara, passando pela cabeça e indo se juntar às outras peças na cadeira. Mu tinha o abdômen definido na medida certa, um crime aquele monte de roupa esconder tamanha beleza!

Agora ele estava somente de calças verde-escuras, da cor de seus olhos, e as faixas brancas nos braços. A cena mais sexy que já vi, por mim ele ficaria assim para sempre.

Saindo do apoio da porta, fui andando devagar, apreciando a “paisagem”. Cheguei próxima ao Mu, olhando toda aquela pele exposta, que até então eu só imaginava como seria.

Passei a mão nos ombros largos, peito e barriga definidos. Subindo a visão, eu o olhei nos olhos e disse:

(Atena) – Mu... (suspirei), estou pensando em seriamente abolir essa sua armadura, juntamente com as suas roupas, do Santuário!

Acabei ganhando mais um lindo sorriso.

Dando a volta nele, passei as mãos por suas costas enquanto sentia os seus cabelos lilás soltos em minhas mãos, eram muito macios e tinham um aroma incrível! Voltando para frente, passei as mãos novamente pelo peitoral esculpido. Aproximei meu nariz e, de olhos fechados, percorri um caminho do peitoral até o pescoço, que cheiro maravilhoso!

(Atena) – Eu amo esse cheiro de lírios que emana da sua pele, Mu!

Ele fechou os olhos e respirou fundo, os mantendo fechados.

Toda a minha pele estava quente com o contato da sua pele macia em minhas mãos.

Eu continuei no mesmo percurso peitoral-pescoço, só que agora dando pequenos beijos. Ao terminar minha trilha de beijos, olhei para Mu, que abria os olhos para me olhar. Desenhei seus lindos traços do rosto com meus dedos, as duas marcas circulares acima das sobrancelhas, seu nariz afilado, e aquela linda boca que tirou a minha noite de sono... E com uma voz quase suspirada, eu disse enquanto desenhava os seus lindos lábios:

(Atena) – Você é lindo, Mu!

Tirando os olhos de sua boca, voltei a olhar aqueles lindos olhos verde-escuros e prossegui:

(Atena) – Esperei tanto tempo para te ter aqui só para mim...

Um, então, segurou meu rosto em suas mãos e me beijou. Um beijo nada parecido com o do dia anterior! Neste, eu pude sentir a sua língua em busca da minha, em uma dança deliciosa! Seu sabor era viciante, doce como a mais madura das cerejas! Eu nem sabia que estava sedenta deste sabor, mas meu corpo sabia, eu estava ofegante nos intervalos em que nossas cabeças viravam!

Meu corpo protestou quando ele quebrou a conexão dos nossos lábios!

Pelo visto, eu não era a única ofegante! Encostando a sua testa na minha, me sussurrou:

(Mu) – Me desculpe, preciso de um minuto...

Fiquei chocada olhando para o jarro à minha frente, que estava a um palmo levitando do móvel de madeira, assim como os meus livros que estavam voltando para os seus devidos lugares. Só consegui dizer baixinho:

(Atena) – Você está fazendo isso... sua telecinesia...

Ainda com a testa na minha, e respirando com dificuldade, disse:

(Mu) – Sim, tenho que me manter concentrado ao que está à minha volta.

Se afastou para me olhar, passou o polegar em meus lábios inchados e sorrindo me disse:

(Mu) – E está difícil me concentrar em outra coisa que não seja você!

Que o quarto vá para os ares!

(Atena) – Por mim, você pode quebrar o quarto inteiro, não me importo!

Coloquei minha mão em cima da sua, que estava no meu rosto.

Ganhei outro meio sorriso.

(Mu) – Farei o possível para que isso não seja necessário!

Colocando meus braços no seu pescoço, iniciei uma trilha de beijos em sua mandíbula, no seu queixo, até sua boca novamente.

Ele colocou a mão atrás da minha nuca e iniciou o processo de me enlouquecer com seus beijos. Minha pele ficou febril, assim como a dele. Suas mãos desciam e subiam pela lateral do meu corpo. Logo suas mãos foram parar nas alças do meu vestido, que foram jogadas de lado para escorregarem pelos meus braços. Meu vestido branco caiu, formando uma bola de pano no chão, me deixando apenas de calcinha.

Olhando o meu corpo seminu, os olhos de Mu logo mudaram de verdes para quase negros com a dilatação das pupilas, sua respiração ficou ofegante enquanto olhava meu corpo exposto. Me disse com a voz arrastada e rouca:

(Mu) – Você é simplesmente linda!

Minha respiração estava tão ofegante quanto a dele. E ele continuou:

(Mu) – Me permita cuidar de você, Atena.

Então me pegou no colo e me colocou na cama, seu corpo estava tão quente quanto o meu!

Deitada na cama nossos corpos se encaixaram perfeitamente. Pude sentir a ereção dele entre as pernas, mesmo ele estando de calças. Olhando naqueles olhos quase negros, o puxei para um beijo desesperador, necessitava daquele sabor novamente!

Enquanto nos beijávamos na mesma intensidade, nossos corpos iniciaram um dança sincronizada, que nos fazia gemer! Todo meu corpo estava quente, parecia que estava me preparando para entrar em colapso!

Um, então, tirou o restante das roupas e ficou completamente nu. O observei por inteiro e meu corpo vibrou ao ver aquela cena! Com certeza estava babando, ele era todo lindo e grande!

Subindo na cama, tirou minha única peça que faltava e pude ouvir seu suspiro enquanto me olhava. Fechou os olhos por alguns segundos e se posicionou em cima de mim, pude sentir seu membro quente na minha barriga. Começou a me beijar, seus beijos eram maravilhosos! Sem desconectar nossos lábios, ele passava sua mão esquerda em meu seio direito, que estava sensível. Descendo, percorreu a minha barriga e mais abaixo tocou em um feixe de nervos extremamente sensíveis, gemi imediatamente em sua boca, arqueando em direção à sua mão!

Ele me disse em um sussurro:

(Mu) – Atena...

Percebi pela minha visão periférica que meus livros começaram a levitar.

Então o puxei para o nosso beijo e ele continuou a me estimular, que sensação deliciosa! E quando achava que não poderia melhorar, ele desceu mais um pouco e escorregou um dedo dentro da região úmida em mim, me fazendo gemer mais alto e meu cosmo emitir luz a olho nu por alguns segundos!

Voltando a me beijar, ele sabia que eu estava me deliciando nesses lábios sabor cereja! Eu mordiscava seus lábios inferiores quando ele segurou seu membro nas mãos e iniciou uma subida e descida maravilhosa, do feixe de nervos para a entrada. Eu já não era capaz de beijá-lo por causa dos intervalos pequenos entre os gemidos, então senti minha entrada ser alargada para recebê-lo dentro de mim. Suspiramos juntos. Ele foi entrando aos poucos, me fazendo acostumar com a invasão, e aos poucos colocava mais e mais fundo. Senti um leve incômodo no meio do caminho, que logo passou. Com a voz ofegante, me perguntou:

(Mu) – Tudo bem?

Confirmei com a cabeça que sim.

Continuou e, quando acomodou-se por inteiro dentro de mim, gemeu apoiando sua testa na minha e, respirando fundo, suspirou:

(Mu) – Atena... eu nunca precisei de tanto autocontrole como agora!

Olhei e vi meus livros a uns dois metros de altura.

Me olhou nos olhos, respirou fundo e colou seus lábios novamente nos meus, iniciando no mesmo instante um vai e vem que aos poucos foi pegando velocidade. Ele deslizava com facilidade dentro de mim e meu corpo inteiro começou a vibrar de novo. Pequenas luzes se formavam no quarto, era a melhor sensação do mundo! O cheiro maravilhoso da sua pele se intensificou conforme ele transpirava. Os gemidos dele se misturavam aos meus e, para o meu corpo, os sons que ele emitia faziam toda as minhas terminações nervosas ligarem e faziam com que eu o pressionasse dentro de mim, aumentando ainda mais a sensação de corrente elétrica no sangue. Acho que o efeito era o mesmo para ele, pois gemeu alto quando o pressionei!

Mu, segurando meu quadril, acelerou o ritmo e a intensidade das penetrações! Definitivamente não sobreviveria, meu corpo parecia prestes a explodir com a fricção. Sem perder o ritmo, começou a beijar meus seios, (e mais luzes saiam), meu sangue esquentava e com a outra mão voltou a me estimular. Foi o gatilho para a tal explosão que se formava dentro de mim, uma onda elétrica se formou na minha coluna e explodiu, desencadeando ondas elétricas por todo o meu corpo.

O quarto clareou como se o sol do meio-dia estivesse dentro dele.

Os objetos pequenos levitaram até baterem no teto e desceram ao mesmo tempo que Mu gozou dentro de mim.

Ofegante, ele apoiou a sua cabeça no meu ombro.

(Mu) – Você é maravilhosa!

Eu morri, ou quase isso! Pelo menos a sensação foi de que estava nos Campos Elíseos! Não, eu estava em um campo de lírios, o cheiro que emanava de Mu preenchia meu quarto! A mesma onda avassaladora que explodiu em meu corpo passou jogando calmante por onde andou, me sentia completamente mole.

Saindo de cima de mim, (me fazendo resmungar com a ausência do seu corpo) ficou de lado me observando. Me virei de lado em busca do calor do seu corpo e me aconcheguei em seus braços enquanto sua mão subia e descia pelas minhas costas.

(Mu) – Você está bem?

(Atena) – Uhum, você é incrível, Mu... Obrigada – falei com a voz preguiçosa

Ele me deu um beijo na testa:

(Mu) – Foi uma honra servi-la, Atena!

Encostando a sua testa na minha, me disse:

(Mu) – Obrigado, por me confiar tamanho privilégio!

O mundo podia acabar agora que eu não me importaria, estava onde queria estar... Eu não queria estar em outro lugar que não fosse aqui nos braços quentes de Mu, poder ficar aqui ouvindo seu coração batendo e a sua respiração.

Depois de um tempo nessa posição, afastei a minha cabeça do seu peito para poder olhá-lo e um par de lindos olhos, semiabertos, verde-escuros, em volta de cílios negros, me olhavam de volta. Como não suspirar?

(Atena) – Eu já disse que você é lindo?

Ganhando outro sorriso, me respondeu:

(Mu) – Sim, você disse!

Amo ganhar os seus sorrisos, então prossegui. Cheirando seu pescoço, eu disse:

(Atena) – Eu já disse que amo seu cheiro de lírios recém cortados?

Ganhei o sorriso com os dentes aparecendo:

(Mu) – Sim, você disse.

Me ergui um pouco, fiquei apoiada em um dos cotovelos e apoiei a cabeça na minha mão em pura posição de admiração. Inclinando para o lado, eu disse:

(Atena) – Amo os seus sorrisos... — passei a mão na sua maça do rosto, que agora tinha um leve tom rosado na pele.

Mu me puxou para um beijo suave, doce, que me fez derreter na hora, suspirei.

(Atena) – Eu já disse que amo seus beijos?

Mais sorrisos.

(Mu) – Não verbalmente, mentalmente sim!

(Atena) – Corrigirei o meu erro: Mu, eu amo os seus beijos!

O beijei novamente mordendo seus lábios inferiores.

Mu passava a mão nos meus cabelos, retirando alguns que estavam em cima dos meus olhos.

(Mu) – Atena, receio não ser merecedor de tamanha admiração.

Lindo e modesto, ele não existia! Prosseguiu:

(Mu) – Saiba que a recíproca é verdadeira.

Passou seu indicador pelo meu rosto, desenhando minha sobrancelha, o nariz, a maça do rosto, a boca e o queixo.

(Mu) – Você é perfeita!

Me deu um selinho.

(Atena) – Mu, eu te perdoo pelo incidente da cozinha!

(Mu) – Atena, estou honrado por ter alcançado o seu perdão – ouvi sua linda voz em tom de divertimento.

Ele se sentou na cama, fechou os olhos por alguns segundos e comecei a ouvir o barulho do chuveiro enchendo a banheira. Sorri.

(Atena) – O que está aprontando, Mu de Áries?

Com aquele meio sorriso lindo, me disse:

(Mu) – Ainda estou cuidado de você, Atena!

Cruzei os braços e perguntei, fingindo estar chocada (eu iria a qualquer lugar com ele):

(Atena) – E se eu não quiser ir? Se eu quiser ficar aqui com você? Acho que vou cancelar o perdão dado a você.

Me pegando no colo e indo em direção ao banheiro, me disse fingindo arrependimento:

(Mu) – Lamento muitíssimo, Atena! Mas é meu dever cuidar de você – Olhou nos meus olhos e sorriu – e é o que vou fazer!

Notas finais
Continua...