Sabe aquele momentoque você que esmurrar a pessoa até ela ficar roxa? Pois então, a vontade que eu tinha de bater naquela garota era essa:

– Quem é você? — Ele pergunta

– Eu sou a nautin — Falo com voz de japonesa. Ele me olha confuso.

– Nautin? — Ele pergunta meio espantado e curioso ao mesmo tempo.

– Nautinteressa, tinha que ser muito trouxa mesmo — Digo aos risos e subo um degrau.

– ESTÁ DEMITIDA — Ele esbraveja.

– O seu merda, só pra sua informação eu não sou empregada! E mesmo que eu fosse, você não teria o direito de me demitir, porque assim como eu você também é nínguem — Digo e começo a subir até ele me parar.

– Quem você acha que é pra falar assim comigo? — Ele pergunta me fuzilando com os olhos.

– Eu sou uma pessoa que vai passar as férias aqui e que logo menos irá morar aqui! Caso você não queira ver a minha face por esses dias e decida se jogar de uma ponte, faria um favor pra mim e pra você — Digo indiferente — Agora se me der licença, tenho malas pra arrumar — Eu falo e quando vou subir novamente ele me para — Puta que pariu, qual é seu problema? — Pergunto raivosa

– Ela me humilhou, mor — A loira siliconada diz com voz de bebê. Eita melancolia da desgraça! — Ela disse que tinha um rosto na minha maquiagem! — Ela diz e faz bico,o que me fez rir descaradamente.

–Você acha que é mentira? — Pergunto para o loiro levantando a sombrancelha — Sério, ela parece um palhaço — Respondo séria.

Ela olha irritada para ele, acho que esperando uma atitude. Ele olha pra mim e depois para ela, sei lá mas achei isso um pouco (lê-se muito) retardado:

–Você não tem o direito de falar assim com ela! — Fala ele visivelmente irritado

–Vocês dois são uns idiotas! Uns folgados que se acham melhor que os outros,sempre querendo ser superiores. Eu não sou empregada e mesmo que fosse vocês não teriam o direito de falar assim,até porque vocês não são nada. A pessoa pode fazer o que for, isso não faz você melhor que ela, até porque você não é nada! Tudo que vocês tem não vem do esforço de vocês — Digo e subo. Eles me olhavam espantados. Já no corredor me viro e falo — Ah, eu não quero saber como você trata as pessoas, mais comigo eu exijo respeito porque eu não sou tuas negas. — Viro as costas e vou embora.

Segui no corredor e encontrei uma porta que era igual na casa da Raquel. Ao entrar me espantei, o quarto era exatamente igual, a única diferença é que ele era azul claro e todos os detalhes que no outro quarto era lilás aqui era azul claro. As poltronas na varanda era uma verde e a outra azul, já nos lugares da biblioteca e do closet era ao contrário, onde era o closet aqui é a biblioteca e onde era a biblioteca é o closet.

[...]

Depois de um tempo deitada na minha cama! Eu começo a arrumar minhas coisas no closet, termino em menos de 40 minutos. Tomo um banho rápido, coloco uma legging preta, um top preto e por cima uma blusa branca da Jack Daniels, meu vans cinza e rosa e amarro o cabelo em um rabo de cavalo deixando a franja solta.

Saio do quarto, quando estou prestes a descer as escadas ouço pessoas conversando na sala. Tá que não é certo ficar ouvindo conversa dos outros,mas a minha curiosidade é maior!

"Nossa que absurdo" — Dizia uma voz feminina.

"É pois é, ela ainda disse assim 'Querida tem um rosto na sua maquiagem' da pra acreditar?" — Diz a voz que reconheci sendo da loira aguada.

Ah é de mim que estão falando! Lógico que da para acreditar, não é mentira.

"O Logan não fez nada?" — Pergunta a voz fina.

"Ele tentou me defender, mais ela é muito grossa! Nos ofendeu bastante" — A siliconada diz.

"Abusada" — Diz a voz feminina com tom de "não acredito!".

Já não aguentando aquela conversa horrorosa, desço e caminho direto para a cozinha, se nem sequer olhar para trás, lá tomo água e volto para a sala pronta pra sair daquela casa.

Na sala estava a loira, a tal de Fernanda águada. E uma mulher de uns 40 e todos, branca, olhos pretos e um jeito arrogante, cabelos loiros platinados. Usava um vestido social azul e um scarpin preto salto médio. Ela veio até mim e se posicionou na minha frente:

– Se você se aproximar da minha nora ou do meu filho, irá se ver comigo! — Ela disse e apertou meu rosto, dou-lhe um tapa na mão e ouço o estralo, ela tira a mão do meu rosto e a massageia.

– Se eles não aceitam a verdade não posso fazer nada. E se você relar sua mão em mim novamente quem irá se ver comigo é você ! — Ameaço e ela me olha com ódio.

– Quem você pensa que é pra falar assim comigo? — Ela perguntou em um tom arrogante.

– Eu que pergunto, quem você acha que é? Você é loira e burra que nem essa águada ai — Disse e aponto para Fernanda — E se aproxima de mim de novo com essa mão nojenta que tu carrega, que você vai ficar sem ela!

– Garota se eu quiser eu falo para seu pai te mandar de volta pra casa da sua Tia e sem pensar duas vezes ele fará! — Ela disse querendo parecer superior.

– Foda-seee — Falo cantando e esbarro em seu ombro propositalmente. E saio porta a fora.

Será mesmo que meu pai faria isso? Eu não acredito, depois de tanto tempo longe de mim, quando ele tem oportunidade para estar perto ele faria isso? Sabe eu acho que não irei aguentar ficar lá por muito tempo! Amanhã mesmo eu volto para casa da Raquel.

Chego na casa da Raquel e vou direto para a cozinha atrás da Maria, vejo ela na cozinha, fazendo algo no fogão e o cheiro realmente estava bom!

– Oi Maria — Digo a assustando um pouco.

– Ai garota não faça isso, chega de fininho e da um berro desses — Ela diz e da uma risada fraca, diferente de mim que caiu na gargalhada.

– O que você esta fazendo ai? — Pergunto parando de rir

– Brigadeiro — Ela fala indiferente. Calma ela disse brigadeiro? Sim ela disse, pra quem será? Eu quero.

– OBA, VAMOS COMER BRIGADEIRO — Grito e começo a fazer uma dançinha.

– Infelizmente não é pra nós! É para o Jared — Ela diz e da um sorriso de canto.

– Osh agora deu, por que o senhorio folgado não vem fazer? — Perguntei invocada.

– Ele queima — Ela diz, desliga o fogo e coloca na geladeira.

– Onde ele está? — Pergunto tentando soar indiferente.

– Está no quarto, o que você ira aprontar Luna? — Ela pergunta desconfiada

– Nada — Digo e balanço os ombros — Você não pode nem me dar uma colherada?

– Não Luna — Ela fala e ri.

– Ah está bem — Falo e olho as horas no meu celular — Já deu minha hora, meu papai já chegou. Tchau!

–Tchau! Juízo — Ela diz e acena.

Eu saio da cozinha vou até a porta a abro e depois a fecho. Volto olho para a cozinha e vejo Maria distraída, subo as escadas na ponta do pé. No corredor extenso fiquei a procura do quarto de Jared, até que vejo uma porta branca com uma placa escrito "STOP", outra na fechadura escrita ocupado! Bom como ele aparenta ser idiota e eu não sou obediente, vamos entrar.

O quarto era azul e a parede da cama era verde. Estava muito bagunçado, o closet tinha porta espelhada. E pelo quarto vi uma guitarra e um computador. O quarto se estivesse arrumado em si ficaria muito bonito. Sentei na cama esperando o ser vivo aparecer ali, estava vendo um porta-retrato que estava em cima de um criado mudo, na foto tinha 2 crianças, uma mulher ruiva e um homem moreno muito parecido com Jared. Estava observando a foto até que alguém finge uma tosse, olho para trás e vejo Jared com gostas escorrendo seu corpo e só com uma toalha branca enrolada na cintura, AI MEU DEUS! Lembre-se como respira Luna. Ele me olha de lado e da um sorriso torto..:

– O que faz aqui? — Pergunta calmamente se dirigindo até o closet.

– Vim lhe pedir algo, se não for incomodo — Falo tensa.

Ele entra no closet, fica uns 5 minutos e volta com uma bermuda jeans da Gangster, uma camiseta branca e chinelos havaianas preto, secando o cabelo com a toalha:

– Pode falar — Ele fala e joga a toalha em cima de um sofá

– Então...err...é que eu vi a Maria fazendo seu brigadeiro e eu queria! — Falo sem jeito — Ela disse que era pra você e que não poderia me dar. Então eu vim te pedir.

– Mas é claro — Ele fala sorridente — Que não

– Mais por que? Nossa vai, só uma colherada — Peço.

– Por que você entrou no meu quarto sem permissão — Ele fala e cruza os braços.

– Ah ta bom, Desculpa — Falo e levanto as mãos — Mas o brigadeiro falou mais alto.

– Ta bom — Ele diz e sai do quarto e eu o sigo.

Vamos até a sala, ele começa a procurar algo na gaveta do raque, até que ele se vira pra mim:

– Vai lá buscar o brigadeiro e as colheres — Ele diz e volta a mexer na gaveta

–Okay — Digo e vou em direção a cozinha.

Volto para a sala com a panela de brigadeiro e as duas colheres. Jared estava sentado no sofá com dois controles do xbox na mão. Me sento ao seu lado, dou uma colher a ele e com a outra dou uma colherada no brigadeiro:

– Quem vai mais vai vir? — Pergunto indiferente.

– Você não quer jogar? Ta bom então — Ele diz e se levanta.

– Lógico que eu quero — Falo e o puxo fazendo-o sentar novamente no sofá

[...]

Estávamos jogando um jogo de carro. A primeira partida ele ganhou e zombou de mim até perder a segunda partida. E acabei da ganhar a terceira partida..:

– VOCÊ PERDEU! VOCÊ NÃO SABE JOGAR — Berrei alto

– Ah é ? — Ele fala em um tom desafiador. Em um gesto rápido ele passa a colher com brigadeiro na minha bochecha.

– Você não fez isso! — Disse fulminando-o

– Pois é... — Ele começou a falar mais eu o cortei passando a colher com brigadeiro em seu nariz

Ele me fuzila com os olhos, vou dando passos lentos para trás, até que começo a correr e ele no meu encalço. Começamos a rodear a mesa igual duas crianças brincando de pega-pega, descido mudar o rumo e volto para a sala, quando estou perto do sofá olho para trás e vejo um Jared pulando em cima de mim, caímos no sofá e começamos a rir descontroladamente, ele para de rir, coloca uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e se aproxima mais do meu rosto, sinto sua respiração bater contra meu rosto, íamos nos beijar mas alguém interrompe:

– O que está acontecendo aqui ? — Pergunta uma voz enjoada

Jared sai de cima de mim e olha para trás...

*Perguntinha*

# Vocês querem fotos de como os personagens são?

Notas finais
Reviews ♥ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.