O Brilho do Olhar
8 Capítulo 7 – Você voltou...
Notas iniciais
*Daryl*
–Fazer o que Yatarou? — Perguntei preocupado.
–A Onee-chan pediu para não contar!
–Yatarou... eu sei que ela pediu, mas pelo bem dela... nos conte o que esta acontecendo. — Disse Kenny demonstrando preocupação.
Então a Ayumi chegou na cozinha e olhou na geladeira e nos armários.
–Putz.... Estamos precisando comprar algumas coisas. Caso contrário não teremos jantar. — Disse a Ayumi calçando os sapatos. — Volto em uma hora!
Ela pagou a sacola de compras de pano e saiu de casa, ela parecia estar escondendo perturbação com felicidade.
–Então Yatarou... — Kenny voltou a olhar para ele
–A Onee-chan fica toda estranha... — Yatarou parecia triste.
–Como assim “estranha”? — Eu perguntei quase tendo um treco
–Ela tem um armário pequeninho em baixo da mesinha dela...- ele disse chateado.
–Sim eu sei... O que tem aquele armário? — Continuei enlouquecendo
–A Onee-chan fica lá dentro e eu ouço ela falar, no armário tem lápis, borracha, papel, e muitas outras coisas... da ultima vez eu vi ela no chão, suja de tinta e com u monte de coisas espalhadas no chão, eu só vi por que ela esqueceu de trancar a porta. Eu sei onde fica a chave do armário. — Ele disse um tanto atordoado
–Pode nos mostrar onde está? — Kenny falou com cuidado.
Ele balançou a cabeça dizendo sim e nos levou até o quarto dela, ele pegou uma caixinha que estava debaixo do colchão da cama da Ayumi e me entregou a chave, antes de qualquer coisa o Daron bateu na porta e perguntou o que fazíamos, eu expliquei tudo e fomos todos correndo para o quarto da Ayumi.
Quando eu abri o armário tinha escrito na parte de dentro da portinha: “ Pense antes de fazer qualquer coisa. Você tem certeza de que vai fazer issi DE NOVO?”
Estava escrito com a letra da Ayumi, dentro do armário tinha bastante papel sulfite e papéis, desenhos, tintas escuras, fotos e o Ipod que eu dei de aniversário para ela. Eu vi os desenhos, eram abstratos ou rabiscados, um dos papéis que mais me chamou atenção estava escrito, no começo estava a letra normal mas depois foi ficado rabiscada e era tudo tão perturbador:
“Nota 1:”
“Agora que eu finalmente cheguei no meu refúgio, posso estar sozinha... se ninguém vier eu ficarei bem, mas o D não pode saber, se não ele ficará muito triste, então eu vou manter em segredo. Pelo bem de todos vou obedece-los, que sabe se para eles eu for uma boa garota as coisas passem a melhorar... Eu queria sumir...
Me deixe... Sozinha
PAREM! SAIAM! NÃO ENCONSTEM EM MIM NOVAMENTE! NUNCA! EU NÃO MEREÇO SOFRER! POR QUE EU?”
Kenny e Daron foram vendo os papeis e as fotos, muitas rabiscadas, com frases perturbadoras ou estrahas, e no Ipod apenas músicas tristes ou que acalmavam a Ayumi. Eu me senti tão mal, e via isso em Daron e em Kenny, mas por quê? Deixamos tudo como estava e saimos do quarto, 10 minutos depois a Ayumi chega e guarda tudo, ela começa a fazer o jantar ouvindo música, todos estavam calados e sérios, ninnguém falava uma palavra e foi assim pelo jantar até Kenny e Daron forem em bora e a Ayumi ir dormir da cama dela junto com a Nami.
*Ayumi*
Quando eu acordei no dia seguinte o D não falou nada, ele parecia estar em choque, então como de costume, eu deixei ele ir na frente um tempo antes de chegarmos a porta da escola, o Kenny e o Daron estavam conversando meio sérios, o que deu neles? Eu fui em direção a Hather e entreguei alguns cadernos que eu tinha feito a lição dela, logo depois de sair correndo eu fui para as árvores escutar música, eu me sentia tão bem, e o dia correu bem normal até, um pouco de briga, ficar sozinha ouvindo música, mas até o Daryl estava meio estranho, durante o intervalo inteiro aqueles três ficaram conversando entre si, eu só não sei o que deu neles.
Apos a aula a eu fui sozinha p casa, o D, o Daron e o Kenny foram TODOS para um café, não sei aonde, eu fiquei sozinha em casa e fiquei deitada, minha cabeça doia, eu não aguentava mais a Heather, então eu decidi sentar, e relaxar, peguei meu Ipod e fiquei ouvindo muscas trancada no quarto com a Nami e meu coelhinho, então eu comecei a pensar em tudo o que aconteceu e sem saber o por que eu já estava começando a chorar, fiquei assim por 15 minutos.
Assim que parei com aqui, fui para a cozinha preparar um bolo pro Daryl por que eu sei que ele gosta muito.
*Daryl*
Assim que a aula acabou, eu, Ddaron e Kenny, fomos todos para um café por perto, ficamos o dia todo falando sobre a Ayumi, depois de passar uma hora lá eu fui para casa com os dois, chamos em silencio e logo a Ayumi esta olhando para mim com um sorriso fofinho de quem esta escondendo algo.
–Já vi essa cara... o que você fez? — Disse eu desconfiado com um leve sorriso
–Um bolo de chocolate! — Disse ela sorrindo enquanto ia em direção a geladeira da cozinha.
Ela pega na geladeira um lindo bolo de chocolate, quando olho pro lado só vejo os dois querendo atacar aquele lindo bolo. Falo a verdade, os bolos dela são os melhores, ficam com um gosto sem exageros nem faltas, o bolo é macio e muito bom, é tão com que não precisa de recheio nem calda.
Ayumi, coloca o bolo na mesa e corta um pedaço para mim, um para o Daron, um para o Kenny e um para ela, eu e a Ayumi estávamos bem, mas eu acho que aqueles dois não, eles pareciam estar prestes a explodir, pareciam que queriam comer o bolo inteiro sozinhos, eu levo para o hospital ou não?
– Ayumi... — fala o Kenny engolindo um pedaço – Eu sei que você toca violão e TEM um, toca pra gente!
–Arhm... eu não sei... — disse a Ayumi envergonhada
–Vai toca! — disse o Daron entusiasmado
Logo ela faz sim com a cabeça e vai buscar o violão
*Ayumi*
Fui buscar o violão e a Nami, e quando cheguei na sala coloquei a Nami no colo do Daryl e comecei a tocar e cantar umas músicas, eles pareciam absorver a letra equanto comiam o bolo com mais calma.
Quando terminamos, eu fui para o meu quarto e fiquei lá trancada pensando, então o Daron bate na minha porta
–Ah! Oi! Aconteceu algo?- perguntei curiosa
Ele me abraçou forte e falou baixinho perto de mim
–Não importa o que aconteça, eu sempre estarei do seu lado, conte comigo para tudo o que precisar.
–Obrigada... — falei quase chorando.
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