Notas iniciais
Olá pessoal.

Vou começar me desculpando.
Pedir desculpas não concerta, mas começo assim.
Vou ser sincera sobre o que aconteceu com a Fic.
Bloqueio criativo.
Achei que isso era impossível, mas sempre que tentava escrever, não saia mais que uma linha.

Porem a inspiração voltou e esta Fic será atualizada sempre.
Obrigada quem permanecer aqui, e desculpe por quem lia a não tem mais paciência para esperar.

A Brilho não será uma Fic muito londo, mas nem tão pequena para ser Shot, então temos muitos capítulos e lenços (para enxugar nossas lágrimas) pela frente.

Pessoal eu sempre posto músicas no capitulo. E para ouvir, é só copiar o endereço que fica no meio do capitulo, e colar na barra de endereços da net.

Bem a história hoje vem com a Visão da Bella deste nó, que o acidente causou na vida de todos.

Espero que curtam e divirtam-se.

PS: Este capitulo não temos capa, desculpem ok!

Batendo de frente.

Visão Bella.

Flocos de neve, por todos os cantos.

Céus como eu odeio a neve.

Uma pessoa com dois pés esquerdos, como Eu, detesta dias como estes.

- Atrapalho? – a voz de Embry me sobressaltou.

- Não. – fui seca.

- Você vai ficar sem falar comigo até quando? – ele parou ao meu lado.

Não respondi. Atravessei o balcão onde Kim, e Claire atendiam os clientes.

- Preciso de um tempo Embry. – conferia as notas deixadas no caixa.

- Já me desculpei inúmeras vezes. – ele deu a volta, e entrou no balcão.

- Palavras não voltam no tempo, porque você se arrependeu em soltá-las. Desculpas não apagam o que foi dito, e o que isso causou Embry.

Ele bateu as mãos no balcão.

- Você queria que eu fizesse o que Bella? Ficasse ali olhando vocês dois reacendendo a chama do lindo amor de vocês?! – olhei em seus olhos castanhos, eles continham raiva. – Você faria isso em que momento após aquela dança? Ah essa resposta eu sei. Você não faria isso em momento algum.

- Não seja tolo, eu ia falar com ele, mas ele estava tão perdido, tão... Tão. – perdi as palavras ao lembrar do olhar penetrante de Jacob.

Embry saiu pisando duro. Fui atrás.

- Eu devia saber que isso iria acontecer. – ele caminhava até o carro.

- Embry você errou, fez algo por ciúmes. Não pensou como tudo esta difícil para ele. Poxa ele foi seu amigo. – caminhava com cautela atrás dele.

- E quem pensa em mim Bella? Há mais de um mês, estou neste suspense. Será que ela vai me deixar? Será que vai ficar? Onde estão os pensamentos dela? Você acha que esta fácil ou simples para quem? Eu estou sozinho, Jacob tem você, a esposa, Mãe, e todo mundo. – ele entrou no carro. Estava ressentido.

- Embry me desculpe, escute. – ele deu a partida e arrancou com o carro, fiquei ali sem reação. – Maravilha entrou como vilão e saiu como o mocinho. Homens!

Ao olhar para trás percebi que estava no meio do estacionamento, coberto de neve, escorregadio.

Caminhei com calma, escorregando inúmeras vezes.

Quase na porta dos fundos, um escorregão feio.

E mãos fortes me aparando.

- Céus! – por reflexo segurei nos braços fortes de quem me socorria.

- Ainda sem jeito na neve. Realmente existem pessoas que não mudam. – o sorriso brincando nos lábios de Jacob, me fez perder o ar.

Tentei me afastar, mas escorreguei novamente. Uma idiota patética.

- Droga. – desta vez o hálito dele, se confundiu com o meu.

Jacob gargalhou.

- Venha eu te ajudo a entrar. – ele me levou até a porta, onde não havia gelo.

Eu estava em segurança.

- Perdido? – batia na roupa para tirar os flocos de neve.

- Não. Vim aqui te ver. – seu olhar era intenso.

-Q- que b-bom. – fiquei vermelha como um pimentão, maravilha. – Vamos entrar.

Ele sorria triunfante. Claro que percebeu meu rubor.

Jacob sentou em uma mesa, na livraria. Olhava tudo com atenção.

Kim e Claire tinham um sorriso malicioso nos lábios.

- Nossa ele esta mais bonito. – Claire limpava o balcão e media Jacob.

- E você esta noiva. – coloquei café em uma xícara.

- Ciúmes é um sentimento, de apaixonados. – Kim ajudou.

- Ocultação de cadáveres, é uma atitude de serial killers. – ameacei.

As duas riam, se divertindo.

http://www.youtube.com/watch?v=QB0ordd2nOI&list=FLjL4bMp85jdFjRkIHZ-SM-Q

- É relaxante esse lugar. – Jacob foliava um livro, tranqüilo.

- Eu sei. – respirei fundo para sentar ao lado dele, e parecer relaxada, natural. – Acho que precisamos conversar sobre o que houve na casa da Sue.

Fui direta, não queria ser surpreendida por ele, quando tocasse no assunto.

Jacob me olhava da mesma maneira que costumava fazer quando namorávamos, e eu precisa contar algo e não tinha coragem.

- Não precisamos. Mesmo que eu esteja com a mente em outro tempo, a vida seguiu. Infelizmente a minha longe da sua. – as palavras, o modo de facilitar a conversa, tudo tão dele, tão meu.

- Eu ia contar, em algum momento, só não sabia qual. – confessei.

- O que me chamou atenção não foi o fato de não contar Bella. – seus olhos eram fixos nos meus, me prendiam de uma forma intensa. – E sim o motivo de não fazer isso.

- Não queria causar problemas. – menti.

- Verdade? Estranho não é o que parece. – a segurança nas palavras dele quase me irritou.

- Mas é a verdade. – levantei para não olhar nos olhos dele, se fizesse isso, ele saberia que eu estava mentindo.

Jacob segurou minha mão.

- Não vá. – meu coração disparou, com o tom de voz dele.

- Preciso trabalhar. – menti mais uma vez. Quanto tempo mais faria isso?

- Eu não vou te atrapalhar mais. Não vou mais aparecer e ficar bagunçando sua vida. – ele se levantou, e colocou o livro na mesa.

Eu queria afastá-lo, e dizer para que não voltasse a me procurar, mas não conseguiria.

Vê-lo partir uma vez foi devastador, duas seria insuportável.

- Espera. – segurei sua mão.

Ele ficou imóvel.

- Desculpa meu dia esta péssimo. Você não tem culpa disso. – meu coração estava ali. Na palma das nossas mãos.

- Eu quero te mostrar uma coisa. Por isso estou aqui. Algo importante para mim. – ele segurou firme minha mão, me puxando para fora. Na parte de trás do restaurante.

Quando ele abriu a porta dos fundos foi impossível não me emocionar.

- Jacob, como conseguiu? – levei minhas mãos a boca, uma forma de tentar conter o grito de alegria que ameaçava ganhar vida.

- Rachel. – Jacob sentou no capô do Rabbit, sem dar maiores detalhes. – Mesmo sabendo que aquele carro, que dizem me pertencer é infinitamente mais veloz, me sinto um robô lá dentro. – ele deu de ombros.

Me aproximei lentamente.

- Onde o carro estava? – passei as mãos na lateral.

- Com ela. Rachel guardou, reformou, e o mantinha onde esta morando. Esta manhã me trouxe, lavei, e resolvi te convidar para dar uma volta nele. – ele se aproximou, ficou a centímetros, sem me tocar.

- Não sei, mas não acho uma boa ideia. – tentava conter a vontade imensa de aceitar o convite de imediato.

- Eu entendo. Ou melhor, não entendo mas aceito. – ele sorria de uma forma tão familiar, um sorriso que não via cobrindo os lábios dele, desde a morte de Billy.

- Desculpa. – estava me sentindo uma adolescente novamente.

- Bem preciso ir. Rachel e eu vamos limpar meu quarto. – ele caminhou a parou diante da porta do motorista.

- Limpar quartos? Achei que você estava se aproveitando dos empregados da casa onde vive. – meu tom de voz era irônico, mesmo me esforçando muito para tentar parecer normal.

- Não temos empregadas Bells, estou vivendo na minha casa aqui na reserva. – ele abriu a porta do carro e entrou.

Meu coração ficou bateu de uma maneira irregular ao ouvir onde ele estava vivendo.

- Morando aqui? – me apoiei na janela do carro, no lado do motorista.

- Isso. Eu voltei. Posso ter partido, mas esse Jacob diante dos seus olhos, é o que não trocaria esse lugar por nenhum outro no mundo. – a forma com que ele me encara, dificulta meus pensamentos. – Bem já que você não quer dar uma volta, vou ajudar na faxina, pois se Rachel descobrir que fiquei por ai, sem ajuda-la, ela faz sopa de mim. – ele ligou o carro.

Me afastei do carro.

- Nos vemos então? – não sabia o que dizer ter Jacob na reserva novamente, me deixava sem rumo.

- Você sabe onde eu moro, eu sei onde você trabalha, então sim, nos veremos novamente. – o sorriso contagiante dele me fez sorrir junto.

- Eu espero ansiosa. – soltei as palavras, sem conseguir reprimir.

Fiquei sem graça no exato momento que me dei conta das palavras ditas a ele.

O sorrisinho de “ Eu sei!” nos lábios de Jacob, me fez corar.

- Eu também. – ele respirou fundo. – Agora preciso ir. Até logo Bells. – Jacob partiu.

Eu fiquei ali, observando o carro até ele desaparecer.

A sensação de tê-lo vivendo na reserva, longe da mulher insuportável, sem sequer lembrar da existência dela em sua vida, esta me deixando inegavelmente feliz.

Estive tentando negar essa felicidade, para evitar danos. Na minha vida. Na vida dele.

Mas chega um momento, que a felicidade é maior que a negação.

- Bella, seu Pai ao telefone. – Kim gritou de dentro do café, arrancando-me de meus devaneios.

Entrei para atender o telefone.

..........

O dia passou lentamente.

A noite a neve se intensificou. Quase congelei ao sair do café após o fechamento.

Cheguei em casa cansada. Coloquei a bolsa no móvel no corredor, e vi a pasta de Embry no sofá.

Caminhei até a cozinha, onde já podia sentir, um aroma gostoso de comida.

Cruzei os braços encostando na porta. E fiquei observando Embry enquanto ele cozinhava.

Cocei a garganta, para chamar sua atenção.

- Que susto Bella. – ele quase derrubou a colher com molho que estava em suas mãos.

- Você entra sem me avisar e ainda se assusta. – balancei cabeça negativamente.

- Pensei que poderíamos, sei lá fazer as pazes, não gosto de brigar com você amor. – ele se aproximou e me abraçou. – me soltei de seus braços.

- Vou tomar um banho, preciso me aquecer. Desço e jantamos ok?! – dei um selinho nos lábios dele e subi para eu quarto.

Arrumei a roupa e peguei alguns objetos para o meu banho, enquanto deixava o chuveiro ligado para aquecer bem a água.

- Você vai continuar me tratando desta maneira? – Embry estava parado na porta do meu quarto.

- Embry, que susto. – me enrolei no roupão. – E como estou tratando você? – bati a porta do guarda roupas com força.

- Dessa forma fria, e sem vontade. – o tom irritado na voz dele estava evidente.

- Não quero brigar agora, vou tomar banho, e nos falamos lá em baixo, estou com frio e muito cansada para discutir Embry. Por favor. – passei por ele, entrei no banheiro e fechei a porta.

Entrei no chuveiro, e deixei a água quente cair sobre mim.

O que esta acontecendo Bella?

Embry esta fazendo algo, que eu deveria fazer. Defender nossa relação.

E qual o motivo dessa felicidade por ter Jacob de volta? Ele esqueceu tudo, mas eu não.

- Preciso me controlar, esquecer Jacob. Afinal mesmo detestando a insuportável Reneesme Cullen, é esposa dele.

Me enrolei na toalha, me enxugando rapidamente.

Coloquei uma roupa confortável e desci.

Embry havia colocado a mesa, sua expressão não era das melhores.

- Eu quero me desculpar. Mesmo não achando certo o que você fez, não posso te crucificar. Só queria que você tivesse pensado alem de mim. Afinal, ele foi seu amigo Embry, vocês cresceram juntos. – puxei a cadeira e sentei.

- Vou me desculpar com ele, agi por ciúmes eu confesso. Mas eu não quero te perder. – Embry se ajoelhou ao meu lado.

- Então não perca. Pare de ser infantil. – não sei ao certo como estou me sentindo, o que quero, mas o que não quero sei bem, e não quero magoar Embry.

- Vou tentar. – ele se sentou ao meu lado. – Fiz lasanha, sei que você adora.

- Hum que delicia, vamos jantar. – selei nossos lábios. E sentei novamente.

O jantar foi agradável.

Conversamos sobre o dia intenso de trabalho de Embry.

Contei alguns pontos interessantes do meu, ocultando a visita de Jacob claro.

Após o jantar ficamos um tempo na sala, assistimos um filme.

Estava cansada.

Embry subiu e tomou um banho, enquanto eu me deitava.

Já estava dormindo quando o senti colar o corpo ao meu.

Uma sensação estranha fez meus olhos abrirem rapidamente.

A sensação de estar traindo alguém.

Fechei os olhos novamente e demorei algum tempo para pegar no sono.

Embry saiu para trabalhar antes do Sol nascer.

Só consegui dormir bem quando ele saiu.

.....

O despertador tocava incessante.

Levantei com uma má vontade incrível da cama. Sem ter a menor vontade de ir trabalhar.

Realizei minha higiene pessoal, e me troquei para correr rapidamente.

O dia estava frio como sempre, mas não chovia.

Peguei minha blusa com toca e sai.

Caminhar por essas areias sempre me ajuda com minhas dúvidas, ou dores. Aqui consigo pensar com clareza.

- Bem disposta como sempre. – a voz de Leah fez um sorriso brotar nos meus lábios, antes mesmo de vê-la.

- Disposição é meu segundo nome. – respondi irônica.

Leah ficou ao meu lado, caminhamos juntas.

- E como você esta? – sabia exatamente o que ela queria dizer.

- Maravilhosa, olhe só a minha pele, e os meus cabelos, estou de capuz, mas eles estão lindos, e ... – ela interromper minhas gracinhas.

- Bella! Você sabe exatamente o que quero dizer, sem gracinhas. – seu tom de voz era firme, como sempre.

- Uma porcaria. Esse é meu status atual Leah. – sentei em uma pedra próxima ao mar.

- E qual o motivo? – ela cruzou os braços.

- Estou perdida, sem saber o que fazer, ou como me sentir. – Leah subiu e sentou-se na pegra ao meu lado.

- Isso é uma grande mentira Isabella Swan. Você pode não saber qual atitude tomar, mas sabe exatamente o que sente. – fiquei em silencio. – Acho que o problema é. Como agir corretamente de acordo com o que esta sentindo neste momento?

- Leah... – eu queria tentar rebater, mas apenas desisti de mentir para todos, e até mesmo para mim, sobre como estou me sentindo. – Eu queria tanto, esperei tanto por ele. E agora ele esta diante dos meus olhos. O meu Jacob, e não posso esticar a mão e pega-lo de volta.

- E por que não? Embry, Reneesme? Pare de arrumar desculpas. – seu olhar era decidido, suas palavras tão certas.

- Não é desculpa. Não me importaria de atropelar Reneesme, assim como ela não se importou em fazer o mesmo comigo, e com Seth. Mas Embry, ele é maravilhoso, atencioso, amoroso. – suspirei derrotada.

- E você o ama? Algum dia disse que o amava? — Leah fitava o mar.

- Não. Eu simplesmente não poderia dizer antes de sentir, eu o amo, mas não assim. Eu estou encantada com a nossa relação e como ele furou meus bloqueios, já o amava como amigo, e como homem eu gosto e muito. – fui sincera.

- Mas não ama. – as palavras dela estavam derrubando a cortina, que eu coloco nos meus olhos, para não enxergar ou admitir o que sinto. – Sabe Bella eu também estive aqui, ao seu lado durante todo esse tempo. Claro que fiquei feliz com o seu namoro, com a sua decisão de não ficar sozinha para sempre. Me orgulho de estar ao seu lado, ser sua amiga, participar. Porem eu sei que você o ama, e não faço idéia do quanto, mas sei que é muito. – Leah se levantou e desceu da pedra.

Permaneci sentada ali.

- Amar nem sempre é o bastante. Ele é casado, e pode recuperar a memória e odiar, minha aproximação. Pode achar que estou aproveitando dele. – soltei as palavras, enquanto olhava as ondas quebrarem nas rochas da praia.

- Corra o risco. E se ele recuperar a memória, conquiste o Jacob que sempre será seu, e estava preso naquele casamento ridículo, e naqueles ternos de marca. Traga de volta o homem que cresceu ao seu lado, e não se abale com dificuldades que podem surgir, você já enfrentou coisas bem piores e saiu ilesa. Pode muito bem enfrentar uma garota mimada, e ficar com o amor da sua vida. – ela tinha um sorriso no rosto. Acolhedor. Sincero.

- Tenho que enfrentar isso não é? – desci da pedra e parei ao lado dela.

- Tem. E sei o quanto você queria isso. Agora esta nas suas mãos a decisão de agarrar, ou mais uma vez desistir. Não passe a vida desistindo dos seus sonhos, para agradar outras pessoas, ou não ferir. Fazendo isso a única pessoa quebrada, e sozinha é você. – a abracei.

- Obrigada por ser assim... Tão, você. – ela gargalhou.

- De nada, agora pare de ser esse poço de gentilezas e bondade, isso só existe em contos de fadas, seja a Safada que vai conseguir o homem da sua vida de volta. Reneesme não teve piedade, quando teve a oportunidade. Devolva a gentileza agora. – foi a minha vez de rir, com a sinceridade crua de Leah.

- Claro, claro. – agora vamos, ou Kim vai enlouquecer sem a minha ajuda no café.

- Vamos lá, sem medo de conquistar a vida dos seus sonhos de volta. – caminhamos juntas e próximo as nossas casas, cada uma seguiu o seu caminho.

Mesmo sabendo que as palavras dela, são verdadeiras, no meio do que eu sinto por Jacob, existe o Embry, seus sentimentos por mim, e infelizmente não posso ignorar.

Cheguei em casa tomei um banho e fui trabalhar.

Entrar na minha rotina era o melhor a se fazer.

........

Quatro dias angustiantes.

Quatro longos e intermináveis dias.

Essa é a única definição na minha mente, neste momento.

Passei esses dias, tentando ignorar os novos acontecimentos.

Tentado esquecer que Jacob esta de volta a reserva, que não se lembra de ter me deixado para trás. Tentando voltar a minha vida, ao que era antes dessa bagunça toda. E falhando miseravelmente em tudo.

- Bella estamos indo. – a voz de uma, das meninas se despedido depois de um dia cheio no café, me fez voltar a realidade.

- Até amanhã May. – continuei organizando os livros de contas.

Levantaria depois para apagar as luzes.

Não sei exatamente quanto tempo se passou, mas a porta do café abriu.

- O que você esqueceu? – perguntei rindo da memória fraca dela.

- Meu marido. – o tom de voz irritado, fez meu sangue ferver.

Levantei no mesmo momento, que escutei a voz irritante dela.

- Mas o que diabos você esta fazendo aqui Reneesme? – passei por ela e abri a porta do café. – Não viu a placa, estamos fechados. Agora saia.

- Não vou a lugar algum. – ela puxou uma cadeira sentou-se, e colocou a bolsa do lado.

Bati a porta com força.

- Você só pode estar brincando. Ter a ousadia de vir aqui. – caminhei lentamente até ela, tentando não arranca-la daquela cadeira aos tapas.

Reneesme se levantou decidida, tentando me intimidar com sua postura ameaçadora.

- Eu vim aqui te avisar, que vou lutar pelo meu marido. – cruzei os braços, com o tom de voz ameaçador. – Afaste-se dele. Não se aproveite do acidente e da perda de memória para tentar recuperar o que é meu, e jamais será seu novamente.

- Seu? Não sabia que ele era um brinquedo, para ter dona Reneesme. – sentei em uma cadeira, tentando me acalmar.

- Você entendeu exatamente o que Eu quis dizer. Ele a deixou bem antes de perder a memória, jamais pensou em voltar, esteve este tempo todo ao lado e nada fez para tê-la de volta, pois ele me amava. Estávamos felizes. Ele pode não se lembrar agora, mas vai fazer um dia, e se você continuar se aproximando, ele vai odiá-la por tê-lo enganado, e se aproveitado de um momento tão frágil. – apertei minhas mãos nos braços, com toda força do meu corpo, uma tentativa enlouquecida de me segurar e não quebrar o rosto de porcelana dela. – Fique longe dele, ou não me responsabilizo por meus atos.

Ela caminhou até a saída abrindo a porta, porem, antes que ela conseguisse colocar um pé para fora do café a impedi, fechando com força a porta, bloqueando sua saída.

- Agora é a sua vez de ouvir. – segurei em seu braço e a arremessei na cadeira, ela quase caiu.

- Não vim até aqui para ouvir nada, apenas para te lembrar que Jacob é casado. – ela tentou passar por mim mais uma vez, segurei seu delicado braço a empurrando novamente em direção as mesas.

- O que você veio fazer aqui não é do meu interesse, e não era da minha vontade. O que você fez, tem a ver comigo, e vou devolver sua gentileza e te lembrar de algo também. – meu tom de voz era ameaçador.

- Você não tem o direito... – não a deixei finalizar a frase.

- Você esta dentro do meu espaço. O invadiu sem ser convidada a entrar e muito menos a abrir essa boca nojenta. Quem fala, escuta. E vou te falar uma única vez. Um aviso. – a respiração dela era irregular.

- Não tenho medo de você. – ela ajeitou a bolsa no braço.

- Não? E esta aqui fazendo o que? Eu sou diferente de você Reneesme. Não estou me aproveitando de nada. Você joga sujo, eu não. Você abandonou Seth, o fez mentir para Jacob, se aproveitou de uma fase negra na vida dele, e mudou o rumo de uma vida. Mérito seu. Levou alguém quebrado e confuso, que jamais se recuperou. E quanto a não me ter de volta, quem disse a você que eu voltaria? Deixei isso bem claro na visita que ele me fez no dia do casamento de vocês. Eu não me contento com metades Reneesme, isso é o que você gosta, não eu. – ela parecia querer explodir.

- Não minta. Ele não esteve aqui... – a interrompi novamente.

- Cale a boca, você falou, eu ouvi, cale-se e faça o mesmo. – me aproximei dela.

Ela passou por mim.

- Insegura! Você é insegura, infantil, e infeliz. – ela se virou com um olhar furioso. – Se vocês eram tão felizes, o que diabos Jacob faz aqui? O que diabos você faz aqui? – meu tom era de deboche.

- Ele se esqueceu desta parte da vida, mas ele vai lembrar. – os olhos dela se encheram de lágrimas.

- Jacob se esqueceu da parte infeliz de uma vida, que ele jamais quis para si. Não entre aqui e me culpe, pela sua incapacidade de fazê-lo feliz. Não me culpe por ter construído um castelo sobre, uma folha de bananeira, e agora não conseguir impedir que ele desmorone. – anos com tudo isso entalado na garganta, e agora as palavras estavam me dominando.

- Você não sabe como vivíamos. – ela gritou.

- Não preciso. Mas sei como não viviam, e sei o quanto essa vida de dinheiro, homem bem sucedido, nada tinha a ver com Jacob. Eu o conheci bem antes de você, o conheci de verdade. O Jacob que todos aqui conhecem jamais se afastaria dos amigos, se não estivesse perdido. Contudo também sabemos, que ele é orgulhoso demais para voltar. Mas uma hora ele ia explodir, eu sei. E não precisava saber como era a vida de vocês, para ter esta certeza. – passei por ela, e segurei a maçaneta na porta de saída. – Eu estava aqui, sem querer realmente me aproximar, mas se formos analisar, quando você teve a chance, e uma boa oportunidade, não se importou com ninguém. E jogou isso na minha cara assim que pode. Me dê uma razão para eu me importar com você agora? – abri a porta.

- Eu vou lutar. – ela parou muito próxima a mim.

- Eu também, você acabou de me mostrar que é o certo a fazer. Agora é a minha vez de lembrar, e te avisar algumas coisas. Não vou me responsabilizar por meus atos, se você tiver a ousadia de aparecer aqui novamente. Me deixe em paz. Ou farei questão de lutar para trazer a memória de Jacob, e revelar a ele, alguns detalhes que você esqueceu de mencionar. – ameacei.

Reneesme não respondeu. Seu olhar poderia me incendiar, se isso fosse possível.

Ela entrou no carro e saiu cantando Pneus.

Fechei a porta sem saber ao certo qual o maior sentimento no meu peito neste momento.

Peguei uma garrafa de água, e me sentei. Bebi todo o conteúdo nela em poucos segundos.

Aquele nó na minha garganta, havia desaparecido.

Pude identificar o sentimento que dominava meu corpo.

Era alivio.

Uma sensação maravilhosa de alivio.

Fiz o trajeto para a minha mais leve.

Cheguei em casa, com um sorriso bobo brincando nos lábios.

Passei pela secretária eletrônica a apertei o botão, enquanto, lavava as mãos no banheiro do andar térreo da minha casa. E tirava minhas botas.

“Bella, você esqueceu que tem um Pai. Pois eu não me esqueci que tenho uma filha, então apareça para ver esse velho.” – sorri com o drama do Xerife.

“Bella é a Leah, as crianças vão ficar com a Mãe de Sam, estou de folga, vamos fazer uma reunião, tomar um bom vinho, apareça, convidei todos. Beijos mulher. E nada de ficar de moletom e aqueles chinelos monstruosos de pano Bella, ou vou picá-los enquanto você dorme.” – gargalhei com a ameaça e automaticamente olhei meus pés, que já estavam confortavelmente dentro dos meus chinelos favoritos.

A palavra “ todos” estava fazendo meu coração bater descompassado.

- Melhor ir deitar. – meu celular tocou, corri para atender.

Olhei o nome de Embry piscando no visor, e reforçando minha negativa em ir a casa de Leah.

- Oi Embry. – quase cai ao tentar colocar um moletom.

- Oi amor. Acabei de falar com Leah, ela quer que eu vá com você a casa dela. E acho que será uma boa oportunidade para falar com Jacob. Me desculpar, pela forma fria que o tratei. – senti minha garganta secar.

- Estou cansada Embry, não sei... – ele me interrompeu.

- Ficamos pouco prometo. – a tom de voz continha um pedido. – eu quero realmente acabar de vez, com esse clima ruim entre nós, e Jacob. – ele finalizou.

Estava totalmente dividida.

Ir até lá e encontrar Jacob, depois de tudo que ouvi, e disse para Reneesme, é arriscado.

Por outro lado, jamais quis ser o motivo de desavenças. Embry e Jacob sempre foram amigos, mesmo com toda a situação delicada entre eles, após Jake descobrir antes do acidente sobre o nosso namoro.

- Tudo bem. – concordei derrotada. – Vou tomar banho, e fico te esperando.

- Não amor, liguei para Leah, e ninguém chegou ainda. Esta tudo calmo, Terminarei algumas coisas pendentes por aqui, e nos encontramos lá. Vou chegar antes que qualquer outro convidado. – o tom de voz meloso deu lugar, ao tom de animação.

- Esta bem, vou me arrumar e estarei lá em breve. – olhei com desespero para meu moletom, ignorando por completo os outros sentimentos me dominando neste momento.

Enrolei, porem me troquei e com um frio insuportável no estomago entrei no carroa fui para a casa de Leah.

Ao chegar notei que não havia nenhum carro.

Respirei fundo e toquei a campainha.

Leah me recebeu, com uma expressão zangada.

- Eu ia realmente picar aqueles chinelos, caso você não viesse Bella. – ela me puxou para um abraço.

- Leah, eu estou cansada. – desculpa esfarrapada.

- Bella, de toda desculpa que você poderia usar hoje, me vem logo essa. A mais sem sentido de todas. – a seguia pelo corredor até a cozinha. – Fugir e se esconder, não vai resolver seus problemas. – ia tentar responder, porem, ela se virou antes, e continuou. – Mas hoje não é dia de avaliar, e muito menos ter problemas. Hoje seremos apenas amigos, reunidos, e felizes por ter nosso irmão de volta.

- O que temos para fazer? – mudei de assunto.

- Comidas, muitas. – entramos na cozinha, e Kim estava rindo e se divertindo ao lado Rachel nos preparativos.

- Bella, venha. – Rachel me entregou uma taça de vinho. Vamos rir. – segurei e levantei a taça.

- Por favor. – tomei um bom gole do vinho.

......

Passamos cerca de uma hora, organizando as comidas. Afinal os Homens aqui comem muito bem.

Rachel nos faz esquecer a hora, e que existem problemas longe dela.

- Boa Noite Mulheres. – Jared apareceu na porta da cozinha, acompanhado de Seth, e Paul.

- Bella. – Seth caminhou em minha direção, me dando um forte abraço.

- Oi Seth. – olhando melhor o irmão de Leah, era notável, que ele estava levemente alterado pelo álcool. – Vejo que esta se divertindo hoje, hã?!

- Como há tempos não fazia. – o olhar dele era triste, e senti uma certa melancolia no tom de voz.

Porem antes de tentar saber o que estava acontecendo, senti meus pés sendo tirados do chão.

- Bella! – Quill quase me deixou surda. – Que legal, todos juntos novamente.

Animação de todos ali era contagiante.

Sam apareceu chamando todos para a sala.

As conversas e gargalhadas eram gerais.

- Vamos! Vamos sair para a praia. – Leah chamava a todos animada.

Sam, Seth, Paul e Quill pegavam as comidas.

- Eu não sabia que íamos para a praia. – cruzei os braços olhando para Leah.

- Onde fazíamos as melhores festas Bella? – ela me olhava divertida – Relaxe um pouco Bella. A vida encontra o caminho certo, sozinha. Não vai adiantar sofrer antes. Seja feliz aqui, e agora. Simples assim!

Leah passou por mim, e fiquei ali olhando.

Ela estava certa. Eu não sou assim.

Não vou esperar nada, e muito menos me preocupar antes.

Deixarei as dores e preocupações para quando elas chegarem.

Corri atrás do grupo.

Eles cantavam algo que não conseguia ouvir com exatidão.

Liguei para Embry, duas vezes.

Ele não atendeu.

Sam, Quill, Seth, Collin e Brady faziam uma fogueira imensa.

- Preocupada? – a voz de Rachel me sobressaltou.

- Não. – dei de ombros.

- Sabe Bella, eu sempre amei você, como amo Rebeca. Mas nunca me conformei com sua atitude em relação ao meu irmão, a desistência sabe? – Rachel sempre foi direta, não enrola para dizer o que quer.

- Era complicado Rachel, e não quero falar sobre isso mais uma vez. – pedi.

- Nós fazemos as coisas se complicarem. O amor é simples, ou você ama, ou não. – ela me olhava desafiadora.

- Não é bem assim que aconteceu Rachel, você sabe bem. Eu fui atrás, pedi, argumentei. Mas o que queria que eu fizesse? Amar um homem, pode mesmo ficar acima do amor próprio? Quando ele veio atrás era tarde demais. – minha magoa por tudo que houve era tão intensa, mesmo depois de anos.

- Não estou dizendo isso Bella. Entendo tudo que houve antes, e como ele errou, e jamais saberemos se ele se arrependeu ou não. Mas o que te impede agora? E não me diga que é seu amor imenso por Embry, pois não é! O que esta segurando seus pés? – a pergunta era tão natural, o tom de voz dela era leve.

- Ele esqueceu as coisas. O restante do mundo não. A mulher dele não. – soltei as palavras.

- Então é isso? A mulher, as opiniões?Jacob já mudou a reação ao fato que deu inicio a toda essa bagunça, por querer mudar. Sem medo, ou querer saber quem vai ou não gostar disso. Faça o mesmo Bella. – tentei dizer algo, ela fingiu não ver, ou ouvir, e caminhou em direção a fogueira, que agora iluminava todo o espaço. – A vida deu a vocês, uma segunda chance. Aproveitem, pois isso não acontece sempre. Aliás, quase nunca acontece.

Respirei fundo vendo-a se aproximar da fogueira.

Na teoria a realidade é muito mais fácil, e colorida!

Caminhei até a fogueira.

Tentando não ficar ansiosa pela ausência de Jacob, e não me preocupar pela demora de Embry.

- Estou sentindo falta de você. Quero dizer, da Bella sorridente e leve, que decidiu viver na casa perto da praia na reserva. – a voz de Seth, era tão tranqüila.

- Essa Bella esta no fundo do rio, junto com os destroços do carro onde Jacob estava na noite do acidente. – dei uma risada forçada e sem graça. – E você? Com esse olhar perdido e triste.

- Meu olhar feliz também ficou no fundo daquele rio. – Seth deu de ombros.

- Era mais fácil aceitar que tínhamos perdido os dois hã? – confessei.

- Muito. Durante todos esses anos eu me convenci, que fiz algo pela felicidade dela. Afinal amar não é ficar junto de quem amamos, e sim deixar que a pessoa seja feliz, ao nosso lado, ou não. Mas quando ela esteve no hospital, senti algo totalmente diferente. Faltava algo nela. Não sabia dizer o que era. Contudo, no momento que Jacob despertou, e estava sem memória eu descobri o que era. Faltava força na relação deles. O desespero dela foi isso. A falta de amor causa medo, em quem esta apaixonado. – ele suspirou de uma forma, pesada. – Eu senti muito, quando Reneesme se apaixonou por Jacob, não por ver a garota dos meus sonhos querer meu melhor amigo, mas por no fundo saber, que ele jamais ia sentir o mesmo por ela.

- Eu sinto muito Seth. – não havia nada que eu pudesse dizer para ajudá-lo.

-Eu também. E por nós dois. Olhando a situação agora, tenho uma certeza. Fomos fracos. Eu por não notar que ela não me amava, e você por não se dar conta, que ele jamais amaria qualquer outra pessoa, como ama você.

Tentava controlar as lágrimas que ameaçavam rolar.

- Seth, Bella venham, vamos dançar. – Leah nos arrancou daquele momento.

Seth caminhou cambaleante na pequena descida até o ponto onde todos estavam.

Respirei fundo, engoli o nó na garganta, e sorri.

Há anos abandonei o sentimento de impotência, que me acompanhou. Não voltaria para ele. O passado não pode ser alterado. Não voltarei a me arrepender por aquilo que não fiz.

Me aproximei de Kim, que tomava o caldo verde, preparado por Leah.

Peguei um copo de vinho na mesa, trazida para guardar as comidas, e enchi o copo.

Precisava de alguma forma relaxar, mesmo que por alguns minutos.

- Vamos lá Bella, um sorriso. – Sam me deu um prato. – Coma.

Não estava sentindo fome, as palavras de Seth, flutuavam na minha mente, pareciam faíscas da fogueira diante dos meus olhos.

Collin sentou com seu violão próximo a fogueira.

Jared e Kim dançavam, assim como Leah e Sam.

Rachel dançava ao lado de Claire, Quill e Paul.

A animação era grande.

- Venha Bella vamos dançar. – Quill segurou minha mão.

Ele pulava e não tinha um ritmo certo, o que me fez gargalhar.

Acompanhei os loucos movimentos dele.

Estava realmente me sentindo melhor, mais leve!

Dançamos, ou pulamos algumas canções.

- Vou pegar mais vinho. – ergui o copo vazio.

Ao dar o primeiro passo em direção a mesa, meu coração acelerou frenético.

http://www.youtube.com/watch?v=JF8BRvqGCNs

Foi um relance. Um segundo que meus olhos encontraram os dele.

Não mais que um segundo. Mas o suficiente para fazer meu coração querer saltar do meu peito!

Forcei minha caminhada até a mesa.

Enchi rapidamente a taça.

Tomei um gole, minha garganta secou de repente.

- Dizem que vinho, deixa as pessoas mais simpáticas. – podia sentir o calor do corpo dele.

- Uma teoria interessante. – me virei para encará-lo.

- Me conte mais sobre ela no final da noite. – ele tinha um sorriso lindo nos lábios.

- Vinho não me deixa simpática, e muito menos bêbada Jake. — tomei mais um gole.

- Claro, claro. – ele olhou ao redor. – Sabe estou de feliz, por estar aqui. Imensamente feliz.

- Isso é bom. – senti um calor no coração por ouvir essas palavras, e saber que ele estava bem.

- É mesmo. – os olhos dele, eram intensos. – Estou feliz por estar perto de você, por me deixar fazer parte.

Senti meu coração disparar mais uma vez.

- Eu mais, por tê-lo aqui novamente. – as palavras escaparam, sem controle.

Jacob sorriu de uma maneira linda.

É impossível não sorrir junto!

- Achei havia se perdido pelo caminho irmão. – Rachel circulou os braços na cintura de Jacob.

- Eu estava indeciso se viria, ou ficaria em casa. – ele soltou as palavras, me encarando.

- E qual o motivo da dúvida? – a pergunta escapou.

Droga.

- Embry, de mãos dadas com você. – a sinceridade dele me fez engasgar, e Rachel sorrir vitoriosa.

- Sentia saudades da sinceridade dele. Você não Bella? – ela o apertou ainda mais em seus braços. Um parabéns silencioso, pelas palavras ditas agora.

Apenas balancei a cabeça.

Não sabia mais como reagir, a este Jacob. Sincero, caloroso, o meu Jacob.

- Vou falar com Leah. – me afastei rapidamente.

Olhando ao redor, era claro que todos estavam mais alegres que o normal.

Tomei o restante de vinho no meu copo, e subi a pedra, para olhar a fogueira do alto, e tentar me manter afastada de Jacob.

- Para o alto, e avante. – meu pé esquerdo derrapou, e escorreguei. – Droga...

- Peguei! – os braços fortes, dele seguraram com firmeza meu corpo.

Não havia ninguém naquele espaço, somente nós.

Sentia a respiração dele por todo meu rosto. O calor do seu corpo, aquecia por completo o meu.

Estávamos paralisados.

Fechei os olhos.

Jacob me desceu lentamente, meu nariz passando suave pelo rosto dele.

Suas mãos em minha cintura. Meus pés demoraram alguns segundos para tocar o chão.

Os lábios dele a centímetros do meu.

Meu coração em um ritmo frenético.

- Eu preciso ir. – sussurrei.

- Porque? – estávamos tão próximos, que a pergunta dele, quase me fez sentir o sabor dos seus lábios. Quase.

- Porque eu não posso... Não posso fazer isso com Embry. – abri meus olhos, me afastando rapidamente. Dois ou três passos para trás.

- Eu vou me afastar, mas antes me responda uma coisa. – seu olhar era intenso. – Vocês se amam, como Nos amávamos?

- É diferente Jake. – não conseguia encarar a sinceridade nos olhos dele.

- Mas é amor, certo? – ele sustentava o olhar.

- É. – fui sincera. Meus sentimentos por Embry são reais. Não o amor que ele deseja, ainda sim é amor.

- Vou me afastar. – um nó se formou em minha garganta, ele deu alguns passos, mas antes parou e se virou na minha direção. – Você me disse, para lutar. Não deixar que as pessoas determinassem quem eu seria agora. Eu não fugi desta decisão. Então já sou grato. Você me deu mais do que qualquer pessoa Bella. Mas vou me afastar, é preciso. Minha vida saiu do curso. Não a sua. Desculpe por dificultar a sua vida, e tudo. – ele se virou novamente, respirou fundo, e partiu.

Ouvir essas palavras fez meu corpo todo congelar.

Uma memória tingiu minha mente.

As palavras dele, foram muito parecidas com as minhas ultimas palavras para ele, antes de desistir de estar a seu lado, há anos atrás!

“ Desculpe, por dificultar tudo com meu amor!”

Jacob se afastou, e caminhou para perto dos demais.

Pensei em fazer o mesmo, porem, voltar e sorrir será impossível.

Caminhei rapidamente em direção ao meu carro, entrei e dei a partida, saindo daquele lugar o mais rápido que pude.

Não conseguiria mais fingir,

Precisava organizar meus pensamentos.

Cheguei em casa, e mais uma vez tentei falar com Embry.

O celular estava desligado.

Tomei um banho rápido, e deitei.

Demorei mais de uma hora para dormir.

.....

Acordei tarde.

Aos domingos não abro o café.

Fiquei na cama até tarde.

Precisava descansar minha mente para enfrentar, e assumir o que eu realmente quero.

Levantei antes do meio dia.

Tomei um longo banho.

Sai me sentindo relaxada.

Escolhi uma roupa quente, a dia estava feio, e muito gelado.

Desci as escadas conferindo no celular as mensagens nada alegres e simpáticas que Leah me enviou durante a madrugada.

Entrei no carro, me divertindo com as ameaças dela, e pensando que se alguém me dissesse que tudo isto estaria acontecendo hoje, há dois meses atrás, eu ia rir compulsivamente da história!

Parei o carro na porta da casa de Embry.

Respirei fundo. E buzinei.

Desci do carro, e o vi aparecer na janela do andar superior.

Acenei em sua direção, e ele apenas assentiu.

Sentei nos degraus que levavam a varanda.

O chaveiro girava com tranqüilidade em meus dedos.

Saber o que queremos faz isso, nos dá tranqüilidade para seguir adiante.

Embry abriu a porta, estava com um conjunto de moletom, chinelos e meia.

- Frio hã?! – ele sentou ao meu lado. Um pouco distante.

http://www.youtube.com/watch?v=gcsE9WTWHjM&list=PLxd2J8LnUk6EO9qFZdKtkTKyoxY3Av52y&index=4

- Muito. – olhava o perfil tranqüilo, porem, sério de Embry. – Porque você não foi ontem? Qual o motivo de me fazer ir sem você? – fui direta.

- Nós dois sabemos os meus motivos Bella. – ele respirou fundo, ainda olhando para frente. – Eu fui o primeiro a ter coragem de tentar fazer algo.

- Você me deixou lá sozinha, isso não é fazer algo, é, é... – não encontrei a palavra certa para usar.

- Precisava disso. Ter certeza. Pois que relação seria a nossa, se você não consegue passar uma hora sozinha ao lado do Ex? – ele se virou, me olhando pela primeira vez.

- Você me conhece. Sempre fui sincera em relação os meus sentimentos.

- Sim. Mas como ser sincera comigo, se não estava conseguindo ser sincera com você mesma? Eu estava na corda bamba. – seu olhar era indecifrável.

- Não queria isso. Não queria ter meu passado na nossa porta. – uma vontade de chorar imensa começou a me dominar.

- Eu sei. Mas existem coisas que não podemos prever, controlar, e isso dificulta tudo a nossa volta. – Embry voltou a olhar para frente. – E você não pode mais controlar o amor que sente por ele, certo?

Foi a minha vez de manter a cabeça baixa.

- Eu tentei ignorar tudo. Ele esta sem memória. Amo a nossa relação, e como você me fez voltar a sentir paz. Como somos juntos. Mas eu falhei. E sinto tanto por magoá-lo desta forma. Eu queria tanto que desse certo. – as lágrimas escaparam sem permissão.

- Eu também queria. Eu te amo Bella. – ele enxugou algo no rosto. – Mas eu mereço ser amado como você o ama. E não quero vê-la se partir ao meio, tentando negar isso. Pois nada que eu diga agora a fará ver, que eu sou sua melhor opção. – ele se levantou, e estendeu a mão em minha direção.

A segurei com força.

- Eu te amo Embry, não quero vê-lo sofrer, não posso. – o abracei, ele fechou os braços ao redor do meu corpo, me apertando contra o próprio corpo.

- Bella, vou sofrer muito mais, se ficarmos juntos. Merecemos ser felizes, mesmo que para isso, tenhamos que sofrer muito antes. – Embry segurou meu rosto entre as mãos, e selou nossos lábios. As lágrimas dele salgaram minha boca, e sei que as minhas fizeram o mesmo com a dele.

Nossa despedida.

- Eu jamais esquecerei você. – fui sincera.

- Eu também. – ele deu um passo para trás, sem soltar minha mão. – Agora vá, ou vou desistir deste discurso idiota de, “seja feliz, com outro, e serei feliz por você”, e farei a pior das chantagens para ter você ao meu lado. – rimos juntos da piada. Um sorriso fraco, muito distante dos sorrisos que sempre demos juntos, mesmo antes de sermos um casal.

Respirei fundo, e soltei minha mão, das mãos dele.

Sem dizer mais uma única palavra, entrei no carro, e dei partida.

Olhei pelo retrovisor, e Embry estava ali parado.

Observei aquela imagem até sumir do meu alcance.

Inesquecível, e a palavra para Embry.

Idiota é a única palavra que pode me definir agora.

Cheguei em casa, e aquela sensação de leveza havia me abandonado.

Sentia-me triste por Embry, e pela minha incapacidade em amá-lo da forma certa, e que eu deveria ter conseguido. Mas não mandamos no coração, e infelizmente o meu sempre seguiu Jacob.

Olhei para o telefone e a vontade de desabafar era grande, porem, não estragaria o dormindo de mais ninguém.

Subi para o meu quarto coloquei meu habitual moletom, e me deitei.

Segundos depois dormi.

Acordei algumas vezes durante o dia, mas sem a menor vontade de permanecer em pé.

Passei o restante do dia assim, revezando entre horas de sono, e alguns segundos acordada.

Na segunda pela manhã avisei Kim e Claire, que não ia aparecer no café.

Precisava de um tempo sozinha.

Tomei um copo de leite, e voltei para a cama.

Adormeci vendo tv.

Acordei com a campainha tocando repetidas vezes.

Olhei pela janela e notei que dormi o dia todo.

Desci correndo para atender.

Poderia ser alguém que tentou me ligar, e não conseguiu.

Pensei no meu Pai.

Ao abrir a porta Leah tinha uma expressão séria.

- Mas o que Diabos esta acontecendo Swan? Você quer nos matar do coração. – minha respiração ainda era acelerada pelo susto.

- Leah eu achei que poderia ser algo grave. – sentei no sofá tentando me acalmar.

- Eu também. O que aconteceu, tentei falar com você o dia todo, ontem, hoje. Fui ao café e descobri que não foi trabalhar. Você esta doente? – ela parou na minha frente cruzando os braços.

- Nada demais. – prendi o meu cabelo.

- Nada demais? E qual a razão de você estar parecendo uma moradora de rua Bella?

Levantei caminhando até a cozinha.

- Você não deveria estar no Hospital hoje? Quer um chá. – procurava minha chaleira.

- Isabella Marie Swan, você vai me falar agora o que esta acontecendo, ou vou descobrir sozinha e voltar aqui para te dar uma boa lição. – Leah colocou as mãos na cintura.

- Terminei com Embry ontem. – foi a primeira vez que a frase saiu dos meus lábios. Pareceu tão estranho.

- Eu sinto muito. – ela parou ao meu lado. – Sinto muito por ele, e me orgulho de você. Fez a coisa certa.

- Eu não podia mais mentir. – desabafei.

- Eu sei. Mentir só ia adiar a sua decisão e faze-lo te odiar por isso. – ela levantou minha cabeça. – Agora vá tomar um banho, pois esta parecendo uma mulher de rua. Vamos sair para jantar.

- Não estou com vontade. – puxei a cadeira, porem, Leah me impediu de sentar.

- Pois fique. Escuta, eu a vi sofrer por Jacob anos, e entendi o que envolvia seu sofrimento. Mas você não vai sofrer por fazer o certo. Não vai. Sei que você ama Embry, mas o seu amor por ele é diferente do que ele precisa, então, minhas palavras podem parecer cruéis, e mesquinhas, mas são verdadeiras. Você fez um favor a ele, deixando-o livre para encontrar uma pessoa que o mereça de verdade. Pare de sofrer pelas decisões certas ou erradas, que você toma na vida. Decisões nos fazem quem somos. Agora vá tomar um bom banho, e se arrumar pelos céus, não quero sair ao lado de alguém neste estado.

Sorri com a postura dela.

Antes de subir as escadas para me arrumar, me virei para Leah, que sentou no sofá da sala.

- Obrigada Leah. Não sei o que faria sem você. – dei de ombros.

- Também não. – seu tom era sarcástico.

Fui para o quarto, e tomei um bom banho. Meu humor mudou consideravelmente com a presença de Leah.

Acho que é isso, a presença de pessoas que amamos nos aquece.

Saímos para jantar, nos divertimos.

Leah não tocou no assunto delicado durante todo o passeio.

Me contava sobre sua rotina, e as brigas bobas com Sam.

Como era delicioso ser Mãe, e das bagunças dos filhos.

Amo quando a vejo falar do seu amor, por Sam, e pela vida dos dois, já que ela lutou tanto para não desejar ter tudo isso.

Eu ouvi, tentando achar o momento, que tudo isso deixou de importar.

Na volta ficou claro, que Leah estava preenchendo o vazio, que meu silencio estava ocupando.

- Entregue Swan. – ela parou o carro na minha porta.

A chuva estava fraca. E o frio intenso.

- Obrigada mais uma vez. – abri a porta do carro.

- Pare de agradecer Bella. Amigos fazem isso o tempo todo. – assenti concordando, pois faria o mesmo por ela.

- Boa Noite Leah. – desci do carro, mas antes de bater a porta, entrei novamente. – Eu estou com medo Leah. Ele perdeu a memória, é casado. E se eu estiver sendo uma idiota? E...E se tudo não passar de um sonho adolescente meu. E quando ele lembrar, o que eu farei? – todos as minhas duvidas e medos, saíram sem controle.

- Você sabe a resposta para todas essas perguntas Bella. Ele perdeu a memória e esta na porta de quem? Na sua ou na dela? Se ele recuperar a memória, e daí? Você vai se arrepender por ter seguido seu coração, aqui e agora? Tenho certeza que não. Mas eu entendo seu medo. Só não o deixe falar mais alto que o seu amor. – a abracei com força.

- Odeio você. – ela sabia o real significado, das palavras.

- Eu também. Vá e apenas descanse. Tudo vai caminhar para o lugar, no momento certo! – Leah é o meu foco.

- Tenho certeza. Boa Noite. – desci do carro. – Te amo. – ela sorriu.

- Eu não. – a gargalhada gostosa dela preenchia tudo a sua volta.

Leah partiu e fiquei observando seu carro desaparecer.

Entrei e me aqueci, O frio estava aumentando.

Me troquei e deitei rapidamente.

Meu sono foi mais tranqüilo. Mais leve.

....

Acordei me sentindo bem, normal.

Coloquei minha roupa de corrida, e parti para a praia.

Os chuviscos, e o frio não me desanimou.

Corria sem destino, mas consciente de uma coisa.

Precisa vê-lo.

Antes de estar certa da minha decisão, já corria na direção que me levaria a ele.

Parei diante da casa dos Black. A respiração ofegante, o coração batendo frenético no peito.

Estranhamente não tive vontade de bater na porta e chama-lo.

Caminhei pela lateral da casa, que agora tinha um caminho e não pedras como eram antigamente. A garagem também estava reformada.

Ainda sim, senti uma calma tão grande por estar ali.

O carro estava ali, as ferramentas pelo chão, como ele fazia sempre.

Respirei fundo, sentindo o cheiro do lugar.

O perfume de Jacob espalhado no ar.

- Rachel? – a voz dele me sobressaltou, olhei para baixo e vi somente seus pés, embaixo do carro.

Permaneci em silencio, decidindo se ficava ali ou corria.

Jacob puxou o apoio que o mantinha sob o carro para frente.

A surpresa tingiu sua expressão.

- Bella! – ele se levantou rapidamente.

A surpresa em seus olhos me embaraçou imediatamente.

- Má hora? – o nervosismo me dominou. – Você disse que eu podia vir, eu estava por aqui, afinal você mora aqui agora, quero dizer novamente. Você deve estar ocupado, desculpa. Tentei sair dali rapidamente, mas tropecei em um pequeno armário de ferramentas, batendo minha perna. A dor pela batida quase me fez gritar.

Tudo muito patético.

- Você fala rápido demais para uma mulher sabia? – Jacob me segurou.

- Eu penso muitas coisas, ao mesmo tempo, e isso geralmente me ajuda, ou atrapalha, depende do ponto de vista. – me sentei em um banco, Jacob estava agachado na minha frente.

O sorriso dele era arrebatador.

- No meu ponto de vista isso ajuda, e também atrapalha. – ele levantava suavemente minha calça, os dedos encostando na minha pele suavemente. – Seu joelho esta sangrando.

- Eu lavo em casa, não é nada. – tentei levantar.

- Não, espera. – ele se levantou rapidamente, desaparecendo do meu alcance.

- Droga. – sussurrei segurando o joelho machucado. – Que dor, que idiota, como sou patética. – tinha uma discussão feia, comigo mesma, pelo meu embaraço, diante dele.

- Pronto, mãos lavadas. – ele mostrava as mãos limpas. – Aqui. – nas mãos álcool e uma gaze.

- Não precisa disso Jake. – tentei argumentar, mas ele ignorou completamente, e colocou a gaze molhada no álcool, no meu joelho.

- Pode infeccionar. – um fio de voz., ele soprou meu joelho.

O toque das mãos dele no meu corpo estavam me desconcertando completamente.

Me levantei rapidamente, baixando a barra da calça.

- Obrigada! Bem eu vou indo, preciso trabalhar você arrumar o carro. – Jacob se aproximou tão rápido, e não consegui me mover.

- Venha, quero te mostrar algo. E se quiser poderá me ajudar! – Jacob segurou minha mão, e me puxou para o caminho que nos levava a sua casa. A cada passo meu coração acelerava cada vez mais.

Há anos não entrava ali.

Jacob passou por mim, limpou os pés e entrou.

Queria me sentir de outra forma. Não me emocionar.

Mas aquela casa, tem uma pedaço importante na minha vida. Representava um porto seguro.

Até a morte de Billy, era meu segundo lar.

- Vem Bells, quero te mostrar uma coisa. – Jacob estendeu a mão, e segurei com firmeza.

Entraria ali, pelas mesmas mãos, que sai pela ultima vez há alguns anos atrás.

Caminhamos lentamente pelo corredor, sem acreditar realmente que estava ali.

Senti uma emoção inexplicável.

Jacob abriu a porta do quarto, onde vivi a melhor fase da minha vida.

Não sei como ia reagir, entrei com os olhos fechados. Mas ao abrir minha surpresa foi imensa.

O quarto estava completamente vazio.

Fiquei sem palavras, apenas absorvendo.

Mesmo no quarto vazio, era como se eu pudesse ver cada móvel naquele quarto, cada cor naquelas paredes. Senti uma pontada aguda de saudade.

Por outro lado, era como estar em um novo lugar, leve, fácil, novo.

Respirei aliviada, pois como iria reagir, ao me deparar com o mesmo quarto?

Uma mistura de sentimentos, dominava meu peito.

Não sei quantos minutos fiquei ali perdida em pensamentos.

Olhei para o lado e Jacob parecia analisar minha reação.

- Tudo branco hã? – empurrei as palavras, apontando para a parede. Tentando quebrar aquele clima estranho entre nós.

- Isso. – Jacob respirou fundo, caminhou até uma lata de tinha e afundou um rolo de pintura ali. – Desde o acidente as pessoas me diziam o que eu deveria querer, sentir, fazer. Quando voltei para cá, tomei uma decisão, pois precisava fazer algo por mim. Estar neste quarto, representa a minha nova jornada. Mas eu estava me prendendo a um passado, que deixou de existir, mantendo este espaço como era antes. Como seguir adiante preso a coisas, que não existem mais? Eu não posso dizer com exatidão quem eu fui, mas posso escrever um livro, sobre quem eu não quero, e não serei. Vou escrever meu futuro, de acordo com meus desejos de agora. Uma pagina em branco. Sem tentar enxergar o quarto escuro que minha mente se transformou, ou tentar agradar e não ferir outras pessoas. Quem mais se machucou com isso tudo fui eu. Este é o meu recomeço. – ele deslizava o rolo de tinta pela parede amarelada.

Me aproximei, e afundei na tinta o rolo que estava ao lado da porta.

- Ao futuro. – levantei o rolo como se levanta uma taça de Champagne, algumas gotas de tinta caíram sobre o forro no chão. Jacob gargalhou.

De certa forma, pintar aquela parede também simbolizava o meu recomeço.

Estava ali, no zero novamente. Sem certeza alguma na vida.

Com todos os muros que venho construindo há anos, derrubados, e em pedaços no chão.

Ficamos ali por algumas horas.

Pintamos as paredes, alguns detalhes das janelas.

Dissemos poucas palavras. Futilidades, sobre alguma banda que ele gostava e chegou ao fim, o tempo.

As palavras não eram necessárias, e não podem traduzir a importância deste momento para Jacob.

Finalizamos a pintura.

Lavei as mãos rapidamente.

Ficar naquela casa era forte demais.

- Preciso ir. – avisei Jacob.

Ele olhava pela janela do quarto.

O olhar perdido, tranqüilo.

- Claro, claro. Você veio para uma visita rápida e eu a fiz trabalhar. – ele caminhou alguns centímetros atrás, com as mãos no bolso.

- Quem eu seria se não estivesse aqui? – abri a porta e o vento frio causou um calafrio desagradável por todo meu corpo.

- Quem nós seriamos, se não estivéssemos fazendo isso juntos. – a forma natural de pronunciar “nós”, e o sorriso quase inocente nos lábios dele, me faz querer abraçá-lo e não soltar mais. – Posso te levar?

- Não precisa, eu gosto de correr. – preciso ir com calma.

- Claro, claro. Correr é bom! – ele voltou a colocar as mãos no bolso.

Paramos um ao lado do outro na varanda.

- Podemos marcar um almoço, ou alguma coisa, qualquer, um dia desses. – estava sem graça. Irritantemente travada ao lado dele, sem saber como agir, e dizendo inúmeras idiotices.

- Sim podemos, você sabe onde eu moro. – ele brincou.

Apenas assenti, coloquei a touca e acenei, caminhando em direção a praia, de volta para a minha casa.

Minha vontade era gritar.

De raiva por parecer uma indiferente a presença dele. Por fazer isso tão bem, e tê-lo convencido de que eu não quero ficar ao lado dele, mesmo que a distancia.

Apertei minhas mãos nos bolsos, e resolvi voltar, e dizer algo idiota e sem sentido, mas deixando claro que não o quero longe.

Me virei para voltar e quase esbarrei em Jacob.

Meu sorriso poderia rasgar minhas bochechas neste momento.

- Sabe eu andei pensando. Coisas marcadas perdem o encanto. A naturalidade. – ele estava nervoso. Então achei que poderia ser uma boa idéia almoçarmos agora. Eu estou aqui, você também, temos um carro para ir onde acharmos melhor. Seria legal, e bem espontâneo, irmos agora. Sem pressão, e como amigos claro, apenas fazendo parte, sabe? Um da vida do outro. – sorri com o embaraço dele.

- Você fala rápido demais para um homem sabia? — — ele sorriu, claramente aliviado.

- Penso coisas rápido demais, ao mesmo tempo. – ele usou minhas palavras como fiz com ele.

- Eu estava voltando para fazer o mesmo convite. – meu embaraço desapareceu.

O sorriso nos lábios dele foi arrebatador.

- Isso é bom. – ele parecia relaxado. – Muito bom.

- Vou até minha casa, tomar um banho, e podemos ir. – sugeri.

- Eu passo por lá. Uma hora então? – ele colocou as mãos no bolso, os olhos fixos em mim.

- Você sabe onde moro? Pois se não souber, eu posso vir até aqui, não tem problemas. – argumentei.

- Não se preocupe Bella. Eu sei onde é a sua casa, e mesmo não sabendo, sei que te encontraria. Sempre. – meu coração disparou frenético.

Não sabia como agir. Ou o que responder quando Jacob me diz essas coisas.

Eu sabia antes, agora não sei mais.

- Esta certo. Vou me arrumar nos falamos em uma hora. – ele assentiu, e voltou para a sua casa sorrindo.

Estranhamente e sem notar um sorriso bobo me acompanhou até chegar à minha casa.

Não estava certa, de que isso realmente havia acontecido, pois parecia outra realidade.

Subi rapidamente, tomei um banho, e quase cai ao tentar correr do banheiro para o quarto.

Abri o guarda roupas sem ter idéia de onde ia, ou como me vestir.

O frio estava intenso.

Peguei algumas peças, que uso para sair, calcei minhas botas, e fui ajeitar os cabelos.

Estava ansiosa, como há tempos não ficava.

A hora passou voando.

A campainha tocou, e meu coração voltou a querer saltar do peito.

- Apenas relaxe Bella. Fique calma, seja você. – respirei fundo.

Desci as escadas com calma, para não tropeçar com os saltos da bota.

Abri a porta, e a visão conseguiu ser melhor.

Jacob estava lindo.

Vestia um casaco preto de couro, uma suéter branco grosso, e um jeans azul claro.

O braço contrastando com a pele morena dele, conseguiu deixa-lo ainda mais bonito.

- Você esta linda. – sorri com as palavras.

- Você também. – ele olhou para baixo, conferindo as roupas.

- Eu me visto melhor agora do que me vestia antes. – rimos juntos da piada.

- Entre. – abri a porta, envergonhada por não convida-lo para entrar.

Jacob entrou tímido. Caminhou até a sala.

- É linda a sua casa. Não imaginaria nada diferente. – havia uma certa melancolia nas palavras dele.

- Eu construí cada pedaço deste lugar, cada foto nas paredes, móvel no lugar, cor, textura. Esse sempre foi meu abrigo. – confessei.

- Entendo. Não sei o que teria feito nos últimos anos, pois o lugar onde eu vivia, não se parecia nada com o lugar onde eu quero viver agora. Porem, agora eu farei algo parecido. Aconchegante, acolhedor, familiar. – Jacob olhava as fotos na parede lateral, que dividia a sala de estar, da pequena sala de jantar.

Fotos que ele não estava incluído.

Sua expressão era indecifrável.

Ele sorriu com a foto do casamento de Leah e Sam.

Tocou em uma foto, onde Seth, e Quill estavam distraídos na praia, um com o braço nos ombros do outro. Irmãos.

- Você as tirou? – Jacob segurou nas mãos, a foto em que Leah abraçava Rachel.

- Sim. Mas como você sabe? – perguntei intrigada, com a percepção dele.

- Você tem uma percepção diferente das coisas, e estas fotos mostram essa percepção. – a naturalidade com que ele me descreve é impressionante.

- É um passatempo. Eu amo fotografar. – parei ao lado dele.

- Eu estou vendo. Tem amor aqui, não poses. – Jacob ajeitou o porta retratos no lugar. – Vamos?

- Sim. – peguei meu caso mais grosso, e minha bolsa. – Já sabemos onde estamos indo?

- Na verdade sabemos, ou melhor eu sei. – Jacob abriu a porta do carro.

O Rabbit estava reformado, ainda sim era o nosso carro.

O sorriso ao entrar ali foi impossível de conter.

Jacob percebeu, mas preferiu ficar em silencio.

No caminho a leveza de sermos nós, já não me fazia falar idiotices, ou falar mais que um papagaio.

Jacob me perguntava sobre alguns moradores da reserva.

Gargalhava com o destino de alguns conhecidos.

Especulava sobre minhas viagens.

Editei o máximo que aquele momento pedia. Não tocando em nomes como o de Edward, por exemplo.

Antes de chegar ao centro de Forks, Jacob entrou em uma rua, sem saída.

Já sabia onde estávamos indo.

Há anos atrás, viemos neste Bistrô, e ele me pediu em namoro.

- Eu estou com saudades da comida daqui. – Jacob abriu a porta do passageiro, e estendeu a mão.

- Eu também. – segurei sua mão, com força.

Não queria soltar.

- Vamos. Eu liguei há meia hora atrás, e reservei uma mesa. – assenti.

Jacob ainda segurava minha mão.

O puxei para dentro do restaurante.

- Então vamos, estou faminta Jake. – ele entrelaçou os dedos nos meus.

Conferimos a mesa reservada na recepção.

Um garçom nos levou até lá, e ao sentarmos nos indicou o melhor prato.

Jacob fugiu dos Peixes, pois é a mais nova especialidade da Irmã.

Nos divertimos com a escolha dos pratos. E acabamos pedindo a mesma coisa.

A sobremesa fizemos escolhas diferentes, porem, acabamos por dividir, já que eu escolhi a preferida dele, e ele a minha.

Era delicioso estar naquele lugar novamente, ao lado dele.

- Esse lugar mudou muito pouco, e isso me deixa a vontade. – ele soltou as palavras.

- Porque, os outros lugares não o deixam assim? – encostei as costas no banco.

- Sabe, as vezes eu chego em alguns lugares, e as mudanças foram tão grandiosas, e me faz pensar nas mudanças, da minha vida, aquelas que não consigo mais lembrar. Isso as vezes é desesperador. Não saber ao certo onde esta pisando, não se lembrar de onde pisou, mas saber onde não quer mais estar. – seu olhar era intenso.

Era nas entrelinhas. Nas palavras não ditas, que Jacob me dizia sobre sua dor. E sua obstinação em levantar, e mesmo estando no escuro, ir adiante.

Não é mérito só exclusivo dele me interpretar.

Eu sem perceber, também sei exatamente o que ele está sentindo.

- Saber o que não quer, já é metade do caminho. O restante vem naturalmente. – passei minhas mãos por cima da mesa, e segurei as dele, que estavam sobre a mesa.

- Eu sei. E neste momento sei exatamente o que não quero. – Jacob se levantou. – E não quero ficar sentado. – ele me puxou em sua direção.

- Nem pensar Jake. – caminhávamos em direção a pequena pista de dança, onde um ou dois casais se moviam lentamente.

- Já estamos aqui, não faça isso. – Jacob circulou a mão na minha cintura, me aproximando do seu corpo.

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O tom leve, quase de brincadeira, desapareceu com a aproximação dos nossos corpos.

- Não me deixe sem pés. – sussurrei.

- Não vou. – ele quase, encostou os lábios, na ponta da minha orelha.

Um arrepio percorreu todo meu corpo.

Jacob esta perto demais.

Meu rosto, encostando no pescoço dele, podia sentir , seu nariz deslizando pela lateral do meu.

- Preciso confessar, farei isso enquanto você não esta olhando nos meus olhos. – ele sussurrou no meu ouvido.

- Jake... – tentei dizer algo, e nem sei ao certo o que diria.

- Eu sei que temos um acordo silencioso, de calma, mas eu preciso. – seu tom de voz, continha um pedido.

- Eu também preciso dizer algo. Não farei sua coragem desaparecer, mas a minha vai caso não diga agora. – levantei a cabeça, e olhei nos olhos dele. – Terminei com Embry.

O sorriso dele, foi arrebatador.

- Eu sei.

- Sabe? Como? – continuávamos nos movendo.

- Leah. Eu não estaria aqui, caso você estivesse com ele. – assenti, me sentindo mais leve.

Não enganei Embry, não me permiti admitir o que sentia por Jacob, antes de finalizar nossa história.

- Eu precisava te contar, e dizer, dizer como me sinto. – meu coração estava acelerado.

Jacob segurou meu rosto, se aproximou, e já podia sentir a respiração dele se confundir com a minha.

- Diz, eu preciso ouvir. Preciso ter certeza. Essa é a única certeza da minha vida. – ele deslizava o nariz pela lateral do meu rosto.

- Inacreditável. – uma voz conhecida, chegou aos nossos ouvidos, antes que eu pudesse dizer, o que estava preso na minha garganta, no meu coração durante todos esses anos.

Jacob abriu os olhos e olhou para o lado.

- Reneesme. – automaticamente suas mãos deixaram de aquecer meu rosto.

- Então é assim que você tenta se achar? Ao lado dela? Como você pode Jacob? Somos casados, você nem sequer me deu a chance de mostrar, e tentar faze-lo lembrar. Droga Jacob eu o amo, você me ama, lembre-se disso e pare de achar que ela, ainda é o amor da sua vida. – Reneesme chorava, e gritava diante de todos.

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- Pare com isso. Eu jamais te enganei. – Jacob segurou minha mão, e me puxou em direção a nossa mesa.

- Claro que não, você esta ocupado demais se enganando. Como pode fazer isso com outra pessoa, se isso esta ocupando todo o seu tempo. – as palavras dela mergulharam no meu coração como facas.

- Chega! Quem se engana é você, por desejar algo que jamais terá novamente. Não sei quem seu marido era, mas posso garantir, eu jamais voltarei a ser aquele homem novamente. Não posso mudar meu passado, mas vou escrever meu futuro de acordo com o que estou sentindo agora. – a irritação dele me assustou.

- Você acha que a ama, mas porque estava comigo e não com ela? Você nunca se perguntou isso? – a Mãe de Jacob tentava conter Reneesme.

- Vamos Nessie, vocês conversam em casa. Aqui não é lugar. – Sara me fuzilava com os olhos.

- Você pode aproveitar seus cinco minutos, pois quando ele se lembrar vai voltar para os meus braços. Eu sei. – ela gritou.

Peguei minha bolsa e meu casaco, e sai dali.

- Eu te odeio. – podia escutar os gritos de Reneesme, enquanto descia as escadas.

- Bella espere. – Jacob segurou meu braço.

- Não. – puxei com força.

- Por favor, não faça isso. – ele tentou me segurar, enquanto desesperadamente tentava parar um táxi.

- Preciso ir embora, nunca passei tanta vergonha na minha vida Jake. – um táxi finalmente parou.

Antes que eu pudesse entrar Jacob segurou a porta, impedindo minha entrada.

- Não me deixe ir mais uma vez. – ele pediu. – Eu quero lutar, farei isso, então fique ao meu lado.

- Eu não o deixei ir da primeira vez Jacob, assim mesmo você partiu. – tentei abrir a porta.

- Eu te amo Isabella Swan, e tenho certeza que jamais amarei alguém como sempre te amei. – ele afundou o nariz nos meus cabelos.

- Leve-a para casa Jake, depois conversamos. Não vou me afastar, mas não posso ficar perto. Não no meio desta confusão. Agora deixe-me ir, antes que ela desça, e faça mais um escândalo. – Jacob tirou a mão da porta. Entrei, e ao olhar a expressão dele, um aperto no peito, fez minha garganta secar.

O táxi partiu.

Não olhei para trás.

Fui direto para minha casa.

Céus estava prestes a dizer o quanto o amo.

E para que, ser abandonada mais uma vez?

As palavras de Reneesme, por mais que me causem dor, e repulsa, são verdadeiras.

Jacob estava casado e feliz ao lado dela.

Mas porque eu sempre senti que o amor dele era meu?

Qual o motivo de não conseguir amar ninguém, mesmo depois de anos de separação?

Sai de casa tão decidida, feliz.

E voltei me sentindo sozinha, vazia, e confusa.

Tirei a roupa, vesti meu conjunto de moletom.

Sentei no sofá olhando as fotos ali, lembrando de algumas horas atrás, onde Jacob estava aqui, admirando os fragmentos da minha vida, perdido, e infeliz por não estar naqueles quadros.

Estava frustrada. E com raiva de Reneesme, pois mais uma ela conseguiu, me afastar de Jacob.

Liguei a Tv, tentando de alguma forma me distrair.

Joguei uma manta no corpo.

E sem perceber dormi.

Um sono leve, e gostoso.

Acordei com o meu celular tocando incessante.

Atendi sem ver quem era.

- Alo. – minha voz estava embargada, e eu sonolenta.

- Dormindo esta hora Bella? – a voz de Leah me fez sorrir.

- Eu tenho sono cedo Leah. – desliguei a tv, e fui para o meu quarto.

- Já estou sabendo que não foi trabalhar novamente. Terei que usar um tratamento mais agressivo. – ela ameaçou.

- Esta no hospital? – desconversei.

- Sim, estou aguentando o Dr. Carlisle se lamentar pelo estado de nervos de toda a família pela situação de Reneesme, quase entreguei um lenço para ele dar a ela. Pelos céus quanto egoísmo. Enfim, pare de me enrolar e responda com sinceridade. Você não dormiu o dia todo, certo? – ela mastigava alguma coisa, o som no telefone, parecia um chiado.

- Não Leah. Eu passei o dia com Jacob. – ela engasgou. Afastei o telefone e sorri imaginando a expressão dela.

- O que?! Quero todos os detalhes.O que conversaram, o que fizeram. – de repente ela ficou muda.

- Leah esta ai? – me ajeitava em baixo das cobertas.

- Sim estou. Mas se você esta ai, algo aconteceu. O quê? – perspicaz como sempre.

- Reneesme apareceu no restaurante que estávamos. Fez um pequeno escândalo, me disse coisas terríveis. – respirei fundo para não ficar irritada com a lembrança da voz irritante dela.

- Droga! Não me diga que isso a fará desistir certo mais um vez certo? – seu tom de voz subiu duas oitavas.

- Tivemos cinco minutos, de paz, e ... – ela não me deixou finalizar.

- Mas esses cinco minutos foram bons, vale a pena desistir deles? – mesmo sem estar diante dela, sei exatamente a expressão estampando seu rosto.

- Leah eu passei anos sonhando com um momento. Só mais um eu pedia. Sei que talvez ele se lembre, e me abandone, e mesmo que ela tenha razão, vou arriscar. É arriscado, poderá ser doloroso, mas hoje naqueles trinta segundos que antecederam a chegada dela, onde ele quase me beijou, e quase me declarei para ele, eu percebi que preciso destes cinco minutos. Mesmo que sejam os últimos, eles serão meus.

- Nossa ouvir isso é maravilhoso. Pela primeira vez em anos enxergo a Bella Swan que você foi quando tinha dezesseis anos. – sorri com as palavras dela. – Não tenha fraqueje.

- Fique tranqüila, não farei. Pois isso pode ser o inicio de um ponto final, ou o destino, arrumando uma maneira de ficarmos juntos mais uma vez, e definitivamente. Não vou tentar adivinhar, vou dar um passo de cada vez Leah. – o som do sorriso da minha amiga, me fez sorri junto.

- Estou feliz por ouvir isso. Bem agora tenho que ir, minha paciente acordou da cirurgia e preciso checar como ela esta. Amanhã almoçamos?

- Sim, conto todos os detalhes sobre hoje amanhã. – me sentia mais leve falando em ela.

- Isso é um fato. Até amanhã. Leah se despediu e desligou o telefone, como sempre faz.

Olhei o relógio, e já marcava oito da noite.

Liguei para o café para saber como estavam as coisas.

Kim me tranqüilizou e informou alguns detalhes do dia.

Ao desligar me ajeitei na cama. Não me sentia cansada, estava sentindo uma leveza maravilhosa.

Era a tranqüilidade que a aceitação nos dá.

Dormi com a certeza, que sendo feliz, ou não minha história com Jacob, terá algo que não teve antes. Um ponto final.

Notas finais
Meninas, espero que gostem, estou postando na madruga, e depois vou conferir a edição, pois estava morta de sono aqui.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.