O Brasil Vermelho
1 Houve o Golpe...
Notas iniciais
— Não vai ter Golpe! Não vai ter Golpe! – Eles gritavam
Primeira havia sido a economia, colapsada por causa de uma péssima gestão, após, a Internet limitada a níveis absurdos, limitando a nossa capacidade de comunicação de informações. E pouco a pouco jornalistas foram desaparecendo, a imprensa livre começou a ruir, quem fosse contra o governo desaparecia... Uma nova geração de estudantes começava a acreditar que aquele senhor barbudo, que algum dia havia sido denominado “o pai dos pobres”, era o messias, e aquela mulher, antes tão odiada, agora mandava e desmandava no país.
Não havia mais país tropical, a alegria dos brasileiros havia sido destruída, em troca de um plano de perpetuação no poder.
Os jovens estudantes iam a escola aprender sobre como a revolução de 2016 mudou o Brasil, e como a posterior união a Venezuela e a Bolívia, havia auxiliado ao “maior país” do mundo a sair daquela que seria sua ruína moral.
O verde e o amarelo não representavam mais nada ao brasileiro, eram abominados, como uma época onde a verdadeira liberdade não existia! O vermelho, a foice e o martelo... A nova bandeira do país ostentava aquelas imagens.
A seleção canarinho não existia mais, no lugar dela, a “seleção colorada”, campeã do mundo em 2022, não representava mais aquele futebol “alegre” que um dia foi chamado de melhor do mundo, havia relatos de corrupção por aquela taça, e por incrível que pareça, alguns dos jogadores daquela seleção acabaram sendo mortos, em um estranho atentado alguns dias depois da conquista do título.
A xenofobia começava a ser praticada entre aqueles estados que “haviam reagido a grande revolução”. São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, haviam sido tomados a força por uma combinação de forças supranacionais, o último a se entregar havia sido o estado dos gaúchos, hoje, destruído.
O Brasil Vermelho havia sido formado em 2 anos, revoltas internas sufocadas... Liberdade de informação banida...
Aqui não era mais um lugar feliz para se viver...
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