O Bosque
3 Capítulo 3 - Um lugar para passar a noite
Notas iniciais
Ja havia andado o suficiente para imaginar que estaria no meio da floresta. Eu não sabia se um dia voltaria a ver o meu mundo real, não que esse não fosse, mas essa não e a minha realidade, eu não estou acostumado com certos seres. Enquanto eu andava, passavam vários seres por mim, eu encontrei um punho de fadinhas cantarolando perto das flores, vários repteis passavam por mim correndo como se estivessem fugindo de um predador. Alguns me deixaram bastante intrigado, como por exemplo, uns bonecos de jardim que falavam e se moviam.
Por vezes eu parava e brincava com os animais. Estava começando a anoitecer, todos os animais já estavam indo para suas tocas, e eu ainda não achava uma saída. Já deveria ter andado uns 50 metros quando achei uma casa, era simples, feita de sabugueiro, bati na porta, esperei pra ver se tinha alguém morando. Entrei na casa, estava tudo arrumado, como se estivessem me esperando. Havia uma cama simples, bem arrumada, um sofá em frente a uma lareira, e uma cozinha, ou eu achava que era pra ser isso, com uma bancada e armários, estava com alguns alimentos, mas a maioria eram frutas e plantas pra fazer cha, tinha um caldeirão e um pouco de lenha cortada, isso significaria que eu teria de acender uma fogueira para dormir os esquentar água e comida.
-Maldita hora que eu faltei aos escoteiros.- rosnei pra mim, não que eu me arrependa de completamente. Apenas não havia necessidade da época, fucei minha mochila a procura de fósforos, ou um isqueiro, quando me lembrei do isqueiro no meu bolso direito juntamente com o maço de cigarros recém comprados e amarrotados. Não pense que eu sou um vagabundo que fuma como uma chaminé de trem, menos ainda que eu me orgulho disso, apenas fumo, não sei quando comecei ao certo, acho que foi a uns 3 a 4 anos atrás. Sim eu era novo.
-Vamos Adrian, enfrente o leão e vença, acenda a bosta desse fogo e um cigarro e va relaxar.- Pensei comigo, e foi exatamente o que eu fiz, arrumei as toras de madeira, ateie fogo e sentei no sofá com a mochila do lado e com um cigarro na boca. So faltava uma bebida e estaria perfeito “Que bela bosta, essa casa ta me fazendo refletir na minha vida” –Esse pensamento pairou na minha cabeça por uns minutos, ate a fumaça do cigarro preencher toda a casa. Então eu adormeci.
Havia muito tempo que eu não sonhava, achei que esse seria mais um sonho chato, em que você se imagina saltando de uma ponte. O que seria bem conveniente. Mas para a minha felicidade e desgosto era algo totalmente novo. Eu estava de frente para a mesma casa, onde supostamente eu estava dormindo. Na soleira da porta estava uma bolinha de pelo, ou pelo menos parecia ser, fui me aproximando, e começando a distinguir a grande bola de pelo como um grande cachorro não sei que raça era, pra mim parecia mais um lobo.
O animal abriu os olhos, cinzentos, e olhou ao redor, por fim parou em mim, eu me senti como se esse animal estivesse me analisando, roupa, postura, estilo. Eu estava inseguro sob o olhar de um cão, ou foi assim que eu me senti. Eu decidi acabar com esse pressentimento e fui caminhando para a porta de entrada, co os olhos do animal me seguindo. Quando girei a maçaneta o animal veio ate a porta, empurrou, entrou e sentou ao lado de onde eu estava sentado dormindo, ou deveria estar. Meu eu deste momento se sentou no mesmo local onde meu eu normal deveria estar dormindo, e repousei a Mao de lado de modo que fez com que o cão-lobo colasse o focinho na minha mão cheirando, ele passou a cabeça por debaixo da minha palma, como se estivesse me convidando a lhe fazer carinho. Então pela segunda vez em um dia, eu novamente adormeci.
Notas finais
Agora e so mais um seculo e meio pra eu escrever o capitulo 4 e mais meio seculo pra posta-lo. Juro que vou tentar fazer o mais rapido possivel
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