O Boneco de Geppetto
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Para se emocionar
Há muito tempo atrás, numa pequena e simples vila italiana onde parecia ter sido esquecida por Deus vivia um homem robusto, ainda exalando em sua tenra idade, a masculinidade de um jovem. Desde que começou a cultivar seu belo bigode, garotas de toda a vila comiam em sua mão. Magras, gordas, altas, baixas, mulatas, morenas, loiras, todas em algum momento haviam possuído, uma noite que seja, aquele bigode emaranhado com seu suor camponês. Geppetto era seu nome, o nome pelo qual todas gritavam pela vila, o homem que tinha tudo mas que ninguém o possuía.
Geppeto para ganhar a vida não usava apenas seu artificio de ouro, vulgo bigode, e sua labia sensual. Ele costumava fazer arte com madeira, enfeites para a casa, brinquedos, utensílios domésticos, tudo o que era possível fazer com madeira, Geppetto era o homem. Pelas manhãs quando o sol começa a nascer, Geppetto vai ate a floresta próxima a sua casa com seu machado em mãos para colher a matéria prima de seu trabalho. Quando tinha o suficiente, já cansado e com seu suor descendo por seu peitoral coberto por pelos grisalhos, voltava para a casa e começava a trabalhar. A casa. Vazia. Com ele vivia seu charmoso gato Fígaro e seu peixinho Cléo mas faltava-lhe algo. Algo que nenhuma mulher conseguiu suprir.Já a noite, se preparando para dormir, a cama parecia ter quilômetros, estava tão vazia e Geppetto se sentia tão sozinho. Após tentativas frustradas para dormir, Geppetto pôs seus óculos, pegou suas ferramentas e pôs-se a talhar madeira. Não parava um segundo sequer, buscava a perfeição, coisa que seu talento em talhar madeira logo conseguira, pela manha, havia terminado seu arduo trabalho, o mais perfeito, o que lhe dera mais orgulho, o que nunca, jamais, por motivo algum, venderia a ninguém. Um boneco de madeira, com olhos que aparentavam carência, como os de Geppetto, assim se completavam. Já exausto, antes que se pusesse a dormir, pegou uma roupa intima feminina que alguma garota que passou por lá havia esquecido, colocou em seu boneco, e deitou-se ao seu lado. - tenha bons sonhos, meu Pinóquio — assim batizando sua obra mais sublime.Acabou dormindo o dia inteiro, sonhando com seu Pinóquio, sonhando que ele era real, que tinha sentimentos, e se apaixonara por Geppetto. Quando acordou, seus olhos se entristeceram por lidar com a realidade. Um boneco de madeira jamais seria algo real, um menino de verdade. Olhou para o lado de sua cama e nao encontrara Pinóquio, o desespero bateu por não mais que dois segundos, ao olhar para o chão e o encontrar caído no mesmo. O pegou com delicadeza, começou a fitar seu corpo de madeira mediano, aqueles olhos tristes, aquela roupa intima feminina que caíra tão bem em seu corpo, o deixando tão atraente para o homem que ali estava. Passava sua mão áspera por toda a madeira, com o tempo começou a despir o boneco, lentamente. Suas caricias foram se aprofundando e sem mais delongas, violou Pinóquio. Passou a noite toda sentindo o cheiro e o sabor amadeirado do boneco, não pensara em mais nada, não pensara em como havia se tornado um sádico PeDollfilo, apenas se satisfazia, como nunca havia feito com ninguém. Aquela noite não havia mais ninguém no mundo, apenas Geppetto e seu Pinóquio.Em um momento, quando tirou um tempo para descansar de sua noite regada a luxuria, pode perceber que o boneco havia se mexido, mesmo que um centímetro. Achou que pudesse ser devaneios de um homem de meia idade que esgotou suas forças fazendo amor com um boneco de madeira. Mas não. Pinóquio se mexeu e desta vez não foi apenas um centímetro, voltou seu rosto para se encontrar com o de Geppetto, seus olhos apesar de serem falsos, transbordavam sentimentos, amor e atração pelo seu criador. Geppetto após o breve susto começou a balbuciar algumas palavras.- vo-você é real? Você é real!O pegou entre os braços e sentiu que o boneco também o abraçava. Finalmente o homem se sentia completo em sua vida.Aquela semana foi como um sonho para os dois. Geppetto não fazia nada, a não ser amar Pinóquio. Alguns dias depois o homem pode perceber que ao contar mentiras, o saliente nariz do boneco começava a crescer. Geppetto utilizou deste artefato muito bem para seus desejos mais profanos, desejos que so um sádico PeDollfilo teria. - Pinóquio é um boneco mal que merece ser castigado — o homem dizia com um sorriso sacana em seu rostoPinóquio não reclamava em momento algum, isso era obvio. De certa forma eram feitos um para o outro. Apenas aproveitaram a vida juntos ate o fim dos tempos.
Notas finais
Moral n sei
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