Era segunda feira quando Mateus estava procurando por um emprego em sua cidade, Salvador – BA. Ele estava ouvindo: Quando o segundo sol chegar/Para realinhar as órbitas dos planetas/Derrubando com assombro exemplar/O que os astrônomos diriam se tratar/De um outro cometa/Quando o segundo sol chegar/Para realinhar as órbitas dos planetas/Derrubando com assombro exemplar/O que os astrônomos diriam se tratar/De um outro cometa/Não digo que não me surpreendi/Antes que eu visse, você disse e eu não pude acreditar/Mas você pode ter certeza/De que o seu telefone irá tocar/Em sua nova casa que abriga agora a trilha/Incluída nessa minha conversão/Eu só queria te contar/Que eu fui la fora e vi dois sóis num dia/E a vida que ardia sem explicação/Quando o segundo sol chegar/Para realinhar as órbitas dos planetas/Derrubando com assombro exemplar/O que os astrônomos diriam se tratar/De um outro cometa/Não digo que não me surpreendi/Antes que eu visse, você disse e eu não pude acreditar/Mas você pode ter certeza/De que o seu telefone irá tocar/Em sua nova casa que abriga agora a trilha/Incluída nessa minha conversão/Eu só queria te contar/Que eu fui la fora e vi dois sóis num dia/E a vida que ardia sem explicação/Seu telefone irá tocar/Em sua nova casa que abriga agora a trilha/Incluída nessa minha conversão/Eu só queria te contar/Que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia/E a vida que ardia sem explicação/Explicação/Não tem explicação/Explicação, não/Não explicação/Explicação,/Não tem, não tem explicação/Explicação/Não tem explicação/Não tem, não tem... de sua cantora preferida, Cássia Eller e coincidentemente, o céu estava azul e o sol abrasivo. De vez em quando em seu quarto sonhava em ganhar na loteria. Gostava de desenhar, mas nem por isso expunha seus desenhos para conseguir uma renda extra. Tinha 1,9 m de altura e o sonho de ir para São Paulo e comprar um apartamento, porém só tinha uns míseros R$ 20.000,00 guardado no banco. Quando jogava o número 8 devia de aparecer entre os outros. Acreditava ser este o seu número da sorte. Morava em república com mais sete amigos. Sua mãe...essa...já teve três ataques. Mais um, acho que a velha não aguenta! Vivia a base de remédios. Reclamava de dor aqui, dor ali. Batia ponto no PSF de seu bairro toda semana. Sabia da vida de todos ao seu redor. Falava até pelos cotovelos. Se lhe emprestava dinheiro num dia, noutro cobrava e com juros. Renegava dar um sorriso a uma criança. Graças a Deus, não tinha irmãos. Seu pai fugiu de casa quando era pequeno. Desde cedo ela tinha que trabalhar fora, lavar, passar, cozinhar e o filho em casa assistindo televisão, ou na rua brincando com seus amiguinhos de escola. Infância triste, dura, porém engraçada.

Até que enfim, num belo dia, encontrou, ao passear na rua um bilhete que talvez seria a sua única oportunidade de ser feliz. Foi correndo a uma loteria mais próxima.

_Sim.

Dizia ele a atendente ao lhe perguntar se o bilhete era seu.

Ao conferir, sorria para aquele pobre, desgraçado moço com olhos de ternura destruindo o seu sonho:

_ O prazo de resgate acabou!...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.