O Bilhete
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A fic é bem pequena, meio bobinha, mas é o que tenho a oferecer. Espero que um dia ela seja lida >
Já havia chegado em casa havia um tempo, estava deitada no sofá velho lendo um livro de Poe e ainda estava com a sensação de que alguém me observava, Elyse ainda não havia chegado eu estava começando a ficar preocupada. Continuei lendo até que, em algum momento, resolvi que seria uma boa ideia olhar em direção à janela. Vi naquele momento um homem pequeno, magro, careca, ele usava roupas típicas dos ricos que visitavam a casa noturna, a única diferença era a cartola um tanto antiquada. De início não me preocupei com o sujeito, se havia uma coisa que eu não podia ser era medrosa, mas havia algo naquilo tudo que estava mal esclarecido, além disso, o cara estava encarando a minha janela há alguns minutos. Ele acenou e meu primeiro pensamento foi: “Puta que pariu, ele acenou, ele estava me vendo!”, mas, logo depois, o vi agarrando uma pessoa e voltei tranquilamente ao meu livro, devo admitir que Poe estava começando a me cismar, enquanto o estranho homenzinho ia embora com quem quer que fosse aquela pessoa. Acordei cedo com um carro de polícia na porta, meu primeiro pensamento foi que Elyse havia arranjado problemas outra vez e eles só iriam lá fazer mais um B.O. e depois ela chegaria em casa. “Você é Soana White? Irmã de Elyse White?” Como esperado... “Sim, sou eu mesma.” “Venha conosco.” Ok, talvez isso tenha me pegado de surpresa. “Posso trocar minha roupa?” “Claro, nos encontre no carro.” Disse o policial apontando para a esquina, o carro deveria estar logo depois da curva. Troquei meu humilhante moleton de vaquinhas por uma camiseta azul marinho, all star preto e calças jeans. Peguei chave e carteira, e já ia saindo de casa quando um detalhe me chamou atenção, a cartola do homenzinho estava no chão do lado de fora da casa, dentro dela havia um bilhete escrito “até logo.”, acabei guardando o papel no bolso, pretendia mostrá-lo a polícia. Cheguei ao carro e o policial logo esclareceu a situação. “Precisamos que venha conosco, sua irmã morreu.” Curto e grosso, o melhor jeito de se comunicar uma morte. Fomos na viatura até uma rua próxima, onde o corpo da minha queria irmã jazia sem vida. “Alguma ideia do que aconteceu?” Lutei para articular as palavras. “Um assassinato, aparentemente, algumas pessoas que observaram de longe disseram tê-la visto saindo com o cliente mais recente e assíduo dela.” Meu primeiro pensamento foi no homenzinho, mas eu conhecia o cliente mais assíduo de Elyse, ele era grande e forte, nada parecido com o sujeitinho da janela. “Alguém soube descrever a aparência?” “Segundo um homem ela já andava se encontrando com o cara em segredo havia um bom tempo, ele era pequeno, magro, tinha uma aparência de velho rico. As pessoas já andavam dizendo que ele era possessivo e violento, também diziam que você não sabia sobre ele.” “Anda circulando que ele já matou outras garotas, nem sempre tinha um caso com elas, mas todas eram ruivas e lindas. Ele já pode ser considerado um bom serial killer.” Completou o outro policial. Demorei um pouco para processar a informação. “Até logo.” De repente o papel em bolso pareceu pesar uma tonelada.
Notas finais
Como está no meu perfil, não vou especificar meu sexo, logo posso falar tanto como homem quanto como mulher.
Beijos do Jackson
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