Notas iniciais
Bom pessoal chegamos ao fim, espero que continuem em contato comigo por aqui, ou pelo twitter. Quem sabe mais pra frente escrevo outra fic. Por hora, se quiserem mandar idéias nos comentários ou por mensagens, novos casais que vocês gostariam de ler e coisas do tipo. Enfim, não chorem ein! Finalmente, sugiro que ouçam "How It Ends" Devotchka. *choro* Enjoy!

Gina não conseguia parar de gargalhar com todo o esforço de Nando tendo subido as escadas do hotel e a levado para o quarto no colo, segundo ele, era tradição.

Porém suas gargalhadas foram interrompidas assim que vislumbrou o quarto onde estavam, nem em seus melhores sonhos poderia imaginar algo como aquilo. Cada móvel, cada espaço, cada detalhe era absolutamente deslumbrante, como se tudo se tratasse de algo realmente irreal, mas era real, ela soube disse assim que sentiu as mãos de Nando transpassarem sua cintura entrelaçando os braços a sua volta. Ela sentia a respiração dele contra seu pescoço enquanto continuava a visualizar o quarto ao seu redor, a cama que se localizava no meio do espaço era ornamentada com rosas vermelhas, salpicada por um dourado minusculo parecendo pequenos fios de ouro, e ela não se assustaria se realmente fossem, era uma cama de casal que mais parecia feita para um batalhão, simplesmente gigante. Ao lado da cama havia uma porta que ela deduziu ser a do toalete, mas ao canto estava uma mesinha posta com frutas, chocolate e sucos de todos os sabores, tinha também uma garrafa de vinho, presumiu que Nando pensará nela em uma forma de fazer com que a ruiva se soltasse, riu com o pensamento enquanto continuava a senti-lo abraçado a si, respirando pesadamente contra seu pescoço e ombros nus. Ela ponderou uma taça de vinho mas não estava na verdade nervosa, era mais como uma apreensão pelo desconhecido.

Finalmente virou de encontro a Ferdinando que abriu os olhos a fitando, pela expressão em seu rosto a ruiva concluiu que ele sentia-se da mesma forma, mas parecia decidido em não transparecer tal ansiedade.

Gina, eu sonho com esse dia desde que lhe vi pela primeira vez.. — ele começou vacilante — eu nasci para lhe amar, menininha. — Ele sorriu para ela no mesmo instante que ganhou o mesmo sorriso, sabia que seu sentimento era correspondido, agora não tinha mais duvidas.

Ieu também nasci pra lhe amar Nando, e agora ieu num tenho mai duvida disso. — Ela confirmou passando delicadamente a mão pelo rosto do rapaz. Naquela noite, naquele quarto que testemunharia o verdadeiro amor, foram as únicas duas frases ouvidas. Nada mais precisava ser dito, nenhum dos dois precisava provar mais nada com palavras, daquele momento em diante apenas as batidas de seus corações seriam ouvidas, guiando-os para o começo verdadeiro de uma vida repleta de amor.

Gina soube disso e o que viria a seguir quando viu os olhos de Nando contemplarem seu corpo ainda coberto pelo vestido de casamento, porém ela corou na mesma hora, o rapaz parecia ver além daquilo, parecia conseguir vê-la como ela deveria estar. Teria se repreendido por este pensamento a meses atrás, mas agora era uma mulher casada, seus pensamentos com Nando não seriam mais pecado, muito menos seus atos, e principalmente o que ela esperava que acontecesse a seguir.

Gina não teve muito tempo para pensar, um segundo depois sentiu ser puxada pela cintura de encontro ao corpo de Nando, ele a encarou por poucos instantes antes de beija-la com fervorosidade. A ruiva agarrou-se ao rapaz procurando nele forças para conseguir se manter de pé, segurou com uma das mãos no pescoço dele enquanto a outra achava lugar no emaranhado macio de seus cabelos, ela não conseguia mais pensar em nada naquele momento, mais uma vez Nando havia tomado para ele todo o espaço, como se ele estivesse por toda parte.

Ela abriu passagem com os lábios para que o rapaz aprofundasse o beijo, e foi o que ele fez, ela sentiu como sempre a deliciosa sensação de ser beijada por Nando, as línguas se chocavam como se até em um ato de carinho, os dois estivessem em uma perigosa porém provocante guerra.

Ela sentiu ser delicadamente introduzida a andar para trás, de encontro a cama, ele continuava a beijando porém o objetivo era chegar lá.

Quando sentiu suas pernas baterem no pé da cama olhou para Nando interrompendo o beijo, sentia um misto de medo mas mesmo assim uma imensa vontade de continuar, e o rapaz parecia entende-lá, levou as mãos que estavam em sua cintura até a altura dos ombros, uma de cada lado, puxando devagar a alça que sustentava o fino tecido do qual seu vestido de noiva era feito.

A tempos atrás ela se repudiaria por isto, mas sem vontade de repreender a si própria no momento, ela tateou os botões do vestido na parte de trás, sem muito sucesso.

Viu Nando soltar um riso esganiçado, levando as mãos novamente a sua cintura mas dessa vez para fazer com que virasse de costas para ele, sentiu seu corpo inteiro tremer quando as mãos de Nando começaram uma lenta tortura abrindo com vagareza os botões do vestido, a única coisa que ainda o prendia em seu corpo.

Quando a peça caiu ao chão com um farfalhar de tecido, o som seguinte foi um suspiro contido que veio de Nando, por mais que ainda estivesse coberta pelas peças intimas, era como se já estivesse nua, queria poder achar um buraco onde pudesse enfiar a cabeça e não sair nunca mais dali. Deveria estar como um tomate de tão vermelha, tamanha quentura sentia no rosto, contudo, não só no rosto.

Quando as mãos de Nando se fecharam em sua barriga já desnuda a abraçando por trás, ela se permitiu fechar os olhos ao sentir os beijos que Nando começou a depositar por seu pescoço, seguindo para os ombros.

Ele a virou de frente novamente, e dessa vez não poderia esconder o rosto, ele a mirava como se fosse devora-lá a qualquer instante e por mais maniaco que fosse de sua parte, ela estava adorando ser o objeto dono daquele olhar.

Não sentia-se tão indefesa agora, sua ansiedade era muito maior do que qualquer medo prejulgado.

Seus sapatos que a muito já haviam sido eliminados, seriam de bom uso no momento pensou ela, teve que se equilibrar na ponta dos pés numa coragem e ousadia instantânea para sugar com delicadeza os lábios de Nando que pareciam estar implorando por um beijo, e assim ela o fez.

Não continha mais suas mãos que estavam passeando por toda a extensão das costas do rapaz, achou desnecessário que ele ainda estivesse tão vestido, foi assim que o terno sack que Nando usava foi para junto de seu esquecido vestido de noiva, seguido pela camiseta acompanhante, essa que ao ser desprendida revelou o tronco até a alça da calça de Ferdinando.

Gina conteve um suspiro ao vislumbra-lo daquela forma, Nando tinha a pele branca como a neva, e pintinhas espalhadas por toda a parte do ombro, os cabeços soltos do amarrado habitual agora caiam-lhe sobre a nuca e parte dos ombros, contrastando o negro com o branco de forma irreal. Não poderia imaginar visão mais magnifica, ele parecia um anjo que caíra do céu apenas para que ela pudesse amar.

Voltou um pouco inconformada a atenção para o rosto do rapaz, este que parecia tão ou mais corado do que si própria, mas diferente dela, Nando não dava chances para pensamentos contrários, seguia em frente apenas. Foi assim que Gina sentiu parcialmente pela primeira vez seu corpo quase nu colidir encantadoramente com o de Nando, os dois sorriram com o contato, ambos já sabiam exatamente onde aquilo iria dar, e estavam mais que ansiosos, tanto que por vezes quase chegaram ao ato final.

Mas agora o frio na barriga que os assombrava, também fazia parte da deliciosa sensação de descobrir juntos o que era contemplar o verdadeiro amor.

Ferdinando sentiu as mãozinhas ansiosas de Gina abrir o único botão de sua calça que já se encontrava mais que alguns números menores, não podia deixar de sorrir com isso, nem haviam chegado ao final mas só aquela sensação de poder ter a mulher que amava ali, somente para ele, sem que ninguém pudesse interrompe-los desta vez, faziam o coração do rapaz inflar de contentamento.

Sentiu sua calça deslizar até os pés descalços enquanto ele chutava a peça para junto das outras no chão, estava morrendo de vergonha isso era fato, mas a vontade de te-la superava qualquer vergonha boba, vergonha essa que nunca antes sentira com mulher nenhuma, teria se perguntado o porque, mas sabia muito bem a resposta.

Nunca antes sentira-se encabulado com estas ousadias na frente de outra mulher pois nunca antes havia amado nenhuma delas, paixões meteóricas sim, sempre teve, mas amor como sentia por Gina era algo que não poderia ser posto em palavras, ele apenas sentia.

Ele viu a satisfação brilhar nos olhos da ruiva assim que tinha o livrado de mais uma peça, ela estava a centímetros afastada dele, o bastante para que ele pudesse vê-la por inteira. Agradeceria todos os dias pelo resto de sua vida por Gina sempre ter usado aquelas roupas que a cobriam por inteiro, assim somente ele conquistara a sorte de poder olha-la agora seminua, e era uma visão diabolicamente tentadora.

A pele branca e alva sobressaltava-se das peças intimas que eram pretas e foscas, mas que pareciam ter sido feitas para ela, os cabelos soltos agora caiam-lhe sobre os ombros e colo, alguns cachos chegavam até a barriga lisa da moça, e a cor ruiva contrastava de maneira absurdamente perfeita com o tom de pele branco de Gina.

Ele suspirou novamente, era impossível guardar o ar todo nos pulmões quando tinha em sua frente uma mulher como ela, a visão de Gina quase nua em sua frente causava-lhe as mais diversas sensações e sentimentos, como orgulho de poder chama-la de sua mulher, como a perversão que transpassava seus olhos e todo o corpo cada vez que a mirava detalhadamente, juntamente com o desejo que era visível e enorme na única peça que ainda o cobria.

Suas ações e seu corpo tinham vida própria quando estava perto da ruiva, puxou-a novamente para si colocando os corpos, um contato que fez com que os dois arfassem em contentamento.

Ainda colado a ela durante um intenso beijo, Nando foi a levando de maneira sutil até a cama, quando enfim chegaram sentiu a ruiva amolecer em seus braços, mas o olhar que ela lhe detinha era mais do que a certeza de que podia continuar, arqueando-se sobre ela, Nando deitou o corpo da moça na extensão gigante da cama, passou a mão nos cabelos e sentiu o coração falhar uma batida a ver Gina ali, deitada, completamente entregue.

Antes que pudesse agir em seu próximo ato, a ruiva sentou na cama ficando a centímetros mais abaixo de si, ela levou desajeitadamente as mãos em torno de sua cintura e vermelha como uma pimenta porém com um olhar mais que decidido, ela baixou devagar a única peça que restava em Nando.

Ele sentiu a brisa fraca que entrava pela fresta da janela, o que restava de um inverno acabou de passar por ele fazendo com que todos os pelos de seu corpo se arrepiassem com o contato do ar gelado em sua pele. Mas não era só isso, o arrepio frio que transpassava seu corpo vinha da agora racional e elaborada consciência de que Gina estava o olhando completamente nu, literalmente de cara para sua intimidade, o nervosismo não o impediu de olhar para baixo e ver que seu receio era um medo sem fundamento, pois Gina carregava nos olhos um brilho nunca antes visto, ele via cobiça neles, essa que era dirigida ao seu membro rijo, imposto em sua total nobreza especialmente em sua homenagem. Ele temia que Gina como da primeira vez pudesse sentir medo dele, mas agora as coisas haviam mudado, e ela parecia estar a ponto de abocanha-lo se demorasse muito.

Ajoelhou-se na frente da moça para ficar a sua altura, e pode ver ainda mais de perto que o sorriso travesso ainda insistia em brincar em seus lábios enquanto ela acompanhava com os olhos devoradores sua intimidade.

Agarrou-a pela cintura mais uma vez fazendo com que seus corpos se unissem como nunca antes, seria maravilhoso se estivesse completamente nua no momento — pensou Nando — e para seu espanto, Gina parecia entender completamente sua vontade, pegou uma das mãos de Ferdinando e a posicionou no fecho do sutiã, mostrando a ele que poderia seguir em frente.

Ele deteve a mão ali naquela prega um instantes a mais apenas para seguir acreditando que tudo aquilo era real. Assim que sua ágeis mãos abriram o fecho, ele e a ruiva suspiraram, já não podiam aguentar mais, contudo até nessa hora cada um queria vencer a guerra, ver quem cederia primeiro.

No momento seguinte Ferdinando sorriu com a sua sorte, estava de joelhos em frente a mulher que amava, esta que detinha apenas uma calcinha a livrando de estar completamente nua, e estava lhe sorrindo. Era sem duvida o homem mais sortudo do mundo, pensava enquanto acariciava com habilidade os seios de sua amada, dois que cabiam em sua mão inteiramente, era pequenos e delicados, como sempre imaginou e soube que seriam.

Adorava a sensação de poder tocar Gina sem culpa, sem ter que ser interrompido, porém sua ansiedade para te-la por completo estava o levando a loucura, com isso, não se deteve muito alongando o carinho, restava apenas uma peça, uma peça que o impedia de fazer de sua menininha uma mulher.

Sabia o quão Gina era rabugenta, e a controvérsias, adorava esse jeito dela, adorava a ideia de ser tão amado e tão odiado pela mesma pessoa. Porém descobrir o lado paciente e compreensivo de Gina estava o tirando do sério, toda vez que tentava um movimento mais ousado e esperava já de prontidão um beliscão ou um empurrão da ruiva, a atitude dela era reversa, o confundido.Uma confusão gostosa. Essa que ela lhe sorria toda vez que a tocava em lugares nunca antes explorados, era uma tortura deliciosa, para ambos, tocava e era tocado.

Mas estava a ponto de bufar, tamanha raiva, não poderia aguentar por muito mais tempo naquela situação, e a única barreira que a moça havia lhe posto, era toda vez que levava as mãos a alça da calcinha ameaçando tira-la, ela lhe puxava para cima e gargalhava deliciosamente, debochando dele obviamente. Mas paciência tinha limites, e o seu estava esgotado.

Levantou a ruiva em seu colo e jogou-a na cama para em seguida colar o minusculo corpo da moça com o seu, este que se encontrava febril, tamanha excitação. Beijou-a com vontade arrancando gemidos de ambos entre os beijos, era uma situação nova não só para Gina, ele jamais estivera com uma mulher por quem tinha tanto desejo.

Levou as mãos, uma de cada lado decididamente a fina alça da calcinha da moça, dessa vez ela não interpôs, apenas continuou lhe beijando e prendendo seus lábios entre os dentes. Levantou um pouco o quadril, espaço suficiente para descer pelas coxas e pernas até finalmente ser descartada a ultima peça de Gina.

Ela estava incrivelmente vermelha, desta vez não reprimia, mas não parecia arrependida e muito menos com vontade de parar, de seus olhos partiam um pedido silencioso para que ele lhe levasse ao céu.

Com delicadeza afastou as pernas de Gina até ficarem num espaço coerente, suficiente para lhe acalentar sendo preso. Ele deitou sobre ela mais uma vez, agora entre suas pernas, apenas a provocando com o choque de suas intimidades nuas, houve uma pausa em que ele a olhou profundamente esperando um aval para a continuação, e ela lhe sorriu, permitindo que o ato fosse concretizado.

Gina confirmou com um aceno, sentiu Nando passar uma das mãos entre seus corpos colados e sem aviso sentiu ser penetrada lentamente, sendo preenchida por completo, um misto de dor e prazer a fez soltar um grito agoniado.

Ela viu Nando recuar preocupado, mas não queria que parasse, puxou o rosto dele para si o beijando de forma apaixonada, sempre soube que aquela dor faria parte, mas o prazer que já arrepiava todo seu corpo, esse ela desconhecia.

Ferdinando ainda estava receoso depois do grito exasperado que Gina emitira, sabia que para uma mulher era doloroso, e para admitir, para ele também, não só pelo fato de ver Gina sofrer nem que fosse por instantes, mas porque também sentia seu membro inchado ser apertado de forma nada gentil pela fenda completamente molhada da ruiva. Forçou um pouco mais e finalmente a penetrou completamente. Eles se encararam por um momento,e nos olhos haviam uma cumplicidade que exalava confiança.

Ferdinando começou os movimentos gentilmente e voltou a beijar a ruiva. Ela gostou do carinho, pois sentia-se um tanto quanto desconfortável no momento, ainda com a mistura de dor e de prazer.

Passou a cooperar, erguendo o quadril e ajudando nos movimentos de vai e vem. Era tão maravilhoso, era algo indescritível. A forma como os corpos se uniam, os pensamentos e sensações conturbadas; a necessidade, o desejo de mais, que aquilo nunca acabe...

A velocidade foi aumentando quando o esforço se tornou maior e o prazer também. Gina agarrou os cabelos de Nando com toda a força, quando em seguida sentiu o mundo girar sobre os seus olhos e uma sensação que sabia o que era, mas nunca havia experimentado a tomou. Era maravilhoso, espetacular... era uma sensação de felicidade,satisfação e contentamento.

Gritou de maneira aguda, expondo todo o desejo que sentira a noite toda. Ferdinando ainda continuou movimentando-se até ele próprio chegar ao clímax e urrar da mesma forma que Gina.

Quando os espasmos de felicidade completa começaram a alerta-los do sono que viria, Nando finalmente saiu de dentro da moça, essa que se encontrava inteiramente mole, se perguntassem não saberia seu nome, de onde vinha e para onde ia, apenas queria-o cada vez mais e para sempre.

Ela sentiu os lábios molhados de Nando depositar um beijo nas pálpebras fechadas de seus olhos, em seguida beijar a ponta de seu nariz, o final de seu queixo e finalmente beijar-lhe os lábios, esses que também se encontravam molhados e inchados, haviam sido mordidos para aplacar de certa forma tamanho extasy.

Ele caiu ao seu lado na cama parecendo completamente exausto, assim como ela também se sentia, tinha várias coisas a dizer, e ao mesmo tempo nenhuma, palavras não eram necessárias, seus corpos e seu amor haviam agido e demonstrado por si só.

Ele abriu os braços para que ela se aconchegasse ali, nos braços de Nando ela ainda parou para olhar ao redor, tudo parecia perfeito naquele momento, e ficaria acordada para apenas olha-lo, mas seus olhos pregavam-lhe uma peça, insistindo em se fechar.

Ela beijou os lábios do moço que mantinha ainda os olhos semicerrados a mirando, como se não quisesse adormecer antes dela, passou a língua pelos lábios e deitou a cabeça no peito nu de Nando, sendo assim sua ultima lembrança daquela noite.

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Gina acordou pela manhã um pouco dolorida, mas ao contrário do que podia se imaginar, lembrar o porque das dores pelo corpo a faziam sorrir.

Remexeu-se na cama devagar e com cuidado, não queria acordar Nando. Com a maior calma, essa que nunca coube a ela, conseguiu virar-se nos braços do rapaz sem acorda-lo, quando estava enfim de frente para ele, sentiu-se ser pressionada ainda mais contra seu corpo, mesmo dormindo ele parecia querer ter a certeza de que ela não fugiria.

Olhando para ele agora, Gina se perguntava como ele podia ser tão bonito, amava os olhos azuis que sempre a fitavam com paixão, mas Nando ressonando sem a menor preocupação era de tirar o folego, ele parecia conseguir ficar ainda mais lindo, sem nenhum esforço.

Não deixava de se perguntar o que um homem como ele, rico, inteligente e lindo queriam como uma caipirona como ela, mas como ele mesmo havia lhe ensinado, o amor não escolhe dinheiro, inteligencia e muito menos beleza, ele apenas se sente.

Por mais que não quisesse acordar Nando, sabia que devia faze-lo, eles deveriam estar de volta a Vila de Santa Fé pela manhã, quando finalmente se mudariam para a casa que seria daquele dia em diante apenas deles. Repetiu o movimento dele na noite anterior beijando-lhe cada parte do rosto, até alcançar seus lábios, demorando-se mais neles, adorava a forma como se encaixavam. Ele sorriu entre seus lábios finalmente acordando.

Tinham que se apressar mas como Gina já esperava, Nando não acordara com a menor pressa de partir, sua pressa era para outra coisa, sendo assim o resto da manhã foi ocupada mais uma vez pelo desejo e amor que os unia.

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Ferdinando mais do que orgulhoso passara por todos na vila segurando a mão de sua esposa, agora todos sabiam que eram marido e mulher. Cumprimentaram seu Giáco que estava acompanhado de sua ex-empregada Rosinha, e parecia extremamente animado com tudo a sua volta.

Gina insistira em passar pela escolinha porém não havia ninguém lá, avisaram-nos que Juliana estava almoçando na casa de seu noivo Zelão.

Não podia deixar de sentir-se feliz por eles, estimava a amizade de Juliana demais, assim como a do capanga e queria-os feliz assim como ele e Gina estavam, agora mais que nunca que sabia que seu amigo, o Dr. Renato havia partido para a capital, mas não sozinho, pelo que lhe disseram estava acompanhado de uma bela moça e parecia muito feliz, algo para acalmar seu coração.

Iria se comunicar com o amigo o mais rápido possível.

Ele e Gina partiram para a casa dos pais da moça onde foram recebidos aos desmaios por Dona Tê e aos abraços por seu Pedro que parecia por demais satisfeito com o casamento, sempre considerou seu Pedro como amigo, e quando todos diziam para que ele desistisse de Gina, ele era o único a lhe afirmar que seus sentimentos eram recíprocos, e que não podia deixar que eles partissem.

Agradecia a ele imensamente, se não fosse por sua ajuda, talvez o medo tivesse superado o sentimento maior que havia entre eles, e nunca talvez tivesse tido a noite mais maravilhosa de sua vida como fora a noite anterior.

Depois de uma tarde na companhia dos sogros, viu a alegria de sua mulher ao reencontrar a amiga Juliana que trazia a novidade do casamento, coisa que ela e Nando já sabiam por serem por demais bisbilhoteiros, mesmo assim ele e Gina fingiram surpresa, mas não fingiram felicidade, essa era de verdade, assim como a que via nos olhos de seu amigo Zelão, ele parecia não caber em si tamanha alegria.

Naquele fim de tarde haviam dado a noticia para os novos noivos de que teriam casa para morar, assim como avisaram aos pais de Gina e a seu pai e sua madrasta que já tinham casa para morar, e que estavam se mudando naquela mesma tarde, seguidos dali alguns dias por Juliana e Zelão, um pouco contrariados mas enfim rendidos, os pais de Gina afinal aceitaram, apenas quando souberam que suas casas eram próximas.

Ferdinando não sabia ao certo se poderia ficar feliz com isso, ter Dona Tê como sogra já era incrivelmente desgastante, nem poderia lhe imaginar como vizinha, mas não iria negar um pedido de sua menininha, assim como não negaria a seus amigos a chance de ter uma casa só para eles.

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Ferdinando estava na roça com Zelão e seu Pedro, este que ria dos dois por estarem passando por uma nova fase na vida de casados.

Não fazia nem dois meses que ele e Gina estavam casados, e praticamente nem um mês que Juliana e Zelão também, porém a algumas semanas suas mulheres que sempre foram muito prestativas, principalmente Gina, pareciam ter perdido o prazer em se fazerem uteis.

Desde que estavam morando no mesmo terreno, Zelão e Ferdinando trabalhavam junto com seu Pedro em seus campos, Gina mesmo depois de casados continuava os ajudando, assim como Juliana depois de casada continuava dando aulas, mas as duas pareciam ter-se juntado num motim contra seus maridos e simplesmente não faziam nada mais sozinhas.

Nando não podia acreditar nos absurdos que ouvia quando chegava em casa, e estava se preparando psicologicamente para quando pusesse os pés para dentro de casa aquele fim de tarde.

Ele se despediu de seu Pedro e seguiu para casa com Zelão, quando ambos chegaram a porta de suas casas, olharam-se respirando fundo, mais um dia era o que pensavam.

Suspirou resignado, se perguntando que tipo de recepção teria. O humor de Gina andava assustador e instável, e isso estava o deixando maluco.

Havia dias em que o esperava ansiosa e desejosa; sequer lhe dava tempo para pensar ou mesmo respirar.

E precisava admitir que gostava muito desses dias e dessas recepções calorosas.

No entanto, em outros, o tratava mal, implicando e reclamando de absolutamente tudo que ele fazia e dizia.

Bem pelo menos ele não podia se queixar, desde que casara com Gina seus dias ao lado dela eram sempre uma surpresa, e algumas muito agradáveis.

Gina? – chamou assim que entrou em casa, mas não obteve resposta. A procurou na sala, na cozinha e na biblioteca que improvisara para si, mas não a encontrou. Tornou a chamar — Menininha..cade ocê?– Silêncio absoluto.

Subiu as escadas, pensando que se ela estivesse no banheira a acompanharia de bom grado. Sentiu uma contração perto do baixo ventre. Gina ainda tinha o poder de deixá-lo excitado apenas de imaginá-la nua.

Sacudiu a cabeça sorrindo, Gina sempre teria o poder de deixá-lo louco, e em qualquer situação!

Abriu a porta do quarto e a viu sentada na cama. Ela ergueu o rosto e o olhou demoradamente sem dizer nada.

Tinha uma expressão que o deixou apreensivo.

Gina..o que ieu fiz agora sô? Ocê ta bem? – perguntou sentindo uma pontada engraçada na boca do estômago.

Ela sacudiu a cabeça afirmativamente, embora seus olhos dissessem o contrário.

Ferdinando largou a enxada e se aproximou cauteloso, chegando perto o bastante para beijar-lhe os lábios delicadamente. Ela correspondeu, parecendo apreciar o toque macio e quente dos lábios dele.

Quando Nando ergueu a cabeça para olhá-la percebeu que ela tinha lágrimas nos olhos. Seu coração palpitou dolorosamente ao vê-la tão frágil.

Ara! O que aconteceu menininha? – sentou-se ao lado dela ainda mais apreensivo, colocando uma mecha ruiva de seu cabelo, delicadamente, para trás da orelha, tentando esconder o pânico que já começava a tomá-lo. Ela sorriu, segurando a mão dele perto do rosto e beijando seus dedos, fazendo-o se sentir confuso e desorientado.

Nando.. – sua voz chorosa não parecia triste, apenas urgente. Mas o bastante para deixa-lo ainda mais nervoso, Gina era a mulher mais forte que conhecia, e por mais estranha que estivesse nos últimos dias, sabia que isso não mudaria nela.

Estava beirando o desespero tamanha apreensão, mas o que a ruiva fez a seguir conseguiu moer qualquer pensamento racional que pudesse ter.

Ela puxou a mão grande do rapaz e a pousou sobre sua barriga, cuidando atentamente cada reação dele.

Ferdinando ficou olhando-a boquiaberto, o entendimento fazendo-o sentir mais uma vez a contração dolorosa na boca do estômago.

Ela sorriu abertamente, um sorriso sincero, puro e deliberadamente encantador.

Nando sentiu o coração transbordar, parecendo de repente demasiadamente grande para caber em seu peito.

Ocê num vai dize nada Ferdinando? – perguntou ainda sorrindo, vendo-o completamente sem reação.

Ele tentou formular alguma frase, mas parecia ter perdido a voz, tamanha emoção. E para ajudar o sorriso e as lágrimas, que via Gina não segurar mais, pareciam iluminar seu rosto de uma forma mágica, a deixando ainda mais bonita.

Ferdinando sentiu os próprios olhos úmidos, e como não encontrou palavras para expressar a felicidade que tomava cada célula do seu corpo, puxou Gina, a beijando da forma mais terna, apaixonada e agradecida que pôde.

Ela deixou seus dedos deslizarem pelos cabelos negros, enquanto o sentia a apertar possessivamente pela cintura.

O beijo foi interrompido quando respirar tornou-se difícil. Nando se afastou levemente, colando sua testa na dela, uma lágrima desceu manchando seu rosto; Gina deixou um soluço baixo escapar, mas continuava sorrindo lindamente.

Ele puxou a mão dela e a colocou sobre seu coração. Gina ergueu os olhos e os dois ficaram se encarando em silêncio. Ela podia sentir o coração dele batendo apressado. O seu não batia em um ritmo muito diferente.

Eu amo ocê, eu lhe amo Gina, muito, muito, muito, muito..– Ferdinando a segurou pela nuca enquanto distribuía beijos por todo seu rosto. Gina sentia-se a mulher mais feliz e sortuda de todo o mundo! Ele se afastou, com os braços em volta dela — Ieu quero que ela tenha seu sorriso, vai ser perfeita como ocê minha menininha– disse sorrindo como um menino que ganhou o presente de aniversário que sempre desejara.

Como ocê sabe que vai ser uma menina? – perguntou encantada com o brilho que via nos olhos azuis de Nando.

Instinto..– falou inflando o peito — ocê sabe, de pai. – disse erguendo as sobrancelhas e a puxando para outro beijo arrebatador.

Logo ali ao lado, outro casal irradiava e sentia da mesma felicidade, tornavam-se pais ..Uma professorinha dos cabelos cor de rosa, e um capanga com fama de mal que carregava dentro das caixas do peito, um amor maior que o mundo.

Destinos que cruzaram-se para um bem maior, e quem disse que a Fera Rabugenta não poderia conquistar o coração do Belo príncipe?

–Não é o fim, nem por isso.

Notas finais
Okay, eu chorei e vou chorar toda vez que lembrar deles e dessa novela maravilhosa. E espero que quem acompanhou a fic até o fim se sinta da mesma forma, eles merecem ser lembrados. Eu peguei trechos de uma fanfic sobre Ron e Hermione, muito boa, quem quiser lê-la, peça por mensagem o link pra mim ok. Bom, espero que não seja uma despedida, como já disse, só depende de vocês que eu volte com outras histórias. Até lá, não esqueçam de mim, e jamais esqueçam de Ginando que foi e sempre será o casal mais amado de todos os tempos. XoXo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!