Notas iniciais
Gente do céu, tava agoniada pra voltar, e fiquei tão feliz que pude ver a novela a tempo de mais um beijo Ginando. Bom, como a novela já está acabando, e nem minhas férias estão de bem comigo, a fanfic iria até o capítulo 20, era o previsto, mas vou ser obrigada a encurtar facilitando assim para todos, mas prometo que esse e os próximos dois capítulos (acabará no 15), vão deixa-los sem ar. Sugiro que ouçam "Ainda que você me esqueça" do leãozinho (Chay Suede). Porém, se alguns como eu não conseguem ler algo em português ouvindo uma música brasileira, escutem então " Sister Golden Hair" do America. Enjoy!

Quando a lágrima escorreu tímida e sozinha por seu rosto, a porta se abriu deixando-a desconcertada vendo quem era. Nem Ferdinando tivera tamanha ousadia, e isso a deixou perplexa. Era Viramundo, e estavam sozinhos.

Ô Vira, ocê me assusto — ela disse enxugando disfarçadamente as lágrimas.

Ieu queria fala cocê antes de fala com seu pai.. — ele começou aproximando-se, deixando a ruiva um pouco nervosa, mesmo que soubesse que Vira era só seu amigo, as minhocas que sua mãe queria fazer com que ela acreditasse, acabavam deixando-a com um pé atrás.

Ara, fala o que sô? — falou levantando de um pulo da poltrona e indo até a janela, um passo em falso e ela saberia o que fazer, odiava-se por pensar em certas possibilidades, o violeiro era seu amigo, não queria trata-lo mal, porém sabia de sua fama.

Ocê sabe que o seu Giáco num quer que ieu namore a fia dele, e ieu num to mais arguentando vive aqui e num pode ta com ela — Ela sentiu mesmo sem querer uma pontada de ciumes, não queria dividir o amigo com mais ninguém, porém compadecia-se de seu sofrimento, até porque sabia do amor dele por Milita, e como amiga, queria o moço feliz. — Por causa disso ieu to pensando em ir simbora daqui Gina. — Ele terminou desanimado, sentando na cabeceira de sua cama.

Ara Vira, ocê num pode ir simbora — ela disse indo até ele e o abraçando, assustando a si mesma pela atitude, se perguntava o porque de não sentir problema algum em estar próxima de Viramundo, e de contra-partida sentir correr um risco só de estar no mesmo lugar que Nando, tal fato alias que não acontecia a muito tempo, seu coração apertava ainda mais apenas de lembrar.

Ieu num tenho mai nada pra fazer por cá minha frô. — ele falou ainda a segurando, fazendo-a sorrir com o apelido.

Escurte Vira– ela afastou-se apenas para segurar o rosto do rapaz entre as mãos — A Milita te ama, ieu acho que ocê devia tentar de novo falar com seu Giáco, quem sabe agora que inhele sabe que ocê é rico ele lhe deixa namora a moça.

Um pingo de esperança surgiu naqueles olhos e a ruiva sentiu-se bem mais aliviada por ver que talvez tenha ajudado. Ele ia abrir a boca pra falar algo porém foram interrompidos por uma terceira pessoa.

Gina respirou em contentamento por ver que era apenas Juliana, se a mãe ou o pai a vissem abraçada a Viramundo, estariam no mínimo casados. Ela viu Juliana pigarrear anunciando sua chegada, soltou Vira na mesma hora que ele abriu um sorriso para a moça dos cabelos cor de rosa.

Olá dona Juliana, er..Gina — dirigiu-se novamente a ela. — Ieu acho que ocê tem razão, ieu vo tentar de novo. Obrigada minha frô.– Ele falou alegre sorrindo para ela e depois para Juliana a sair do quarto, bom quem sabe, missão comprida. Era por isso que gostava de Viramundo, não importava o assunto, ele fazia com que ela esquecesse de tudo. Torcia pelo amigo, independente da forma que fosse.

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Então ocês tão namorando? — Ferdinando encontrava-se no celeiro juntamente de Zelão, esse que tinha um sorriso que não cabia no rosto.

Pra o sinho ve seu Nando, tudo ocês diziam que a prefessorinha era demais preu, mai foi ela seu Nando — ele falava andando de um lado para o outro, e Ferdinando por mais que sentisse por seu amigo Renato, não podia deixar de sentir-se feliz pelo capanga. — foi ela que me beijo — ele parou de repente — aqui — colocou dois dedos em cima dos lábios — na boca, ela me beijo na boca. Ieu acho que ocês esquecerum de me avisar que ieu morri e fui pro céu. — ele terminou caindo sobre a palha ao lado de Nando no chão, suspirando de amor.

Pois é Zelão, quem diria que a Juliana gostava mesmo docê homi — Ele disse dando tapinhas no ombro do amigo. — É como dizem "A gente aceita o amor que acha que merece". Ocê sempre soube que merecia esse amor, nós todos que fomos burros em achar que não meu amigo. — Ele terminou já desanimado, pensando no amor que escolherá para viver, esse que era impossível.

Ô num quero me meter patrãozinho, mai ieu acho que cê ocê gosta mermo daquela tar de Gina, ocê tem de dizer isso pra ela, dizer tudinho. — Ferdinando foi pego de surpresa pela observação do homem, até Zelão havia percebido, sorriu de canto para o capanga.

Ieu acho que ocê ta certo Zelão, ieu só preciso toma coragem pra faze isso. - falou sincero, levantando-se para ir embora. — Ieu quero que ocê saiba meu amigo, que ieu lhe admiro muito, e que apesar de tudo, ieu torço de verdade procês. — esperou que aquelas palavras fossem suficientes para expressar sua gratidão, o capanga levantou-se diante de si, em toda sua postura, essa que agora Ferdinando entendia. O gigante a frente dele estava envolto por um mar de amor, ele pegou Nando de surpresa quando o abraçou. O moço jamais em toda sua vida recebeu um abraço tão sincero, sentia-se feliz por Juliana, ela estava com a pessoa certa. – Inté Zelão — partiu então para casa, enfim sentia-se seguro para tentar novamente.

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E você o incentivou a ir atrás da Milita? — Juliana perguntava incrédula, como se fosse algo absurdo.

Mai é craro, o Vira é meu amigo Juliana, ieu só quero o bem dele sô. — Gina disse já debaixo das cobertas, o inverno estava os maltratando mesmo sem ter chegado totalmente.

Humm..E eu que achei que você estava gostando dele — a professora disse antes que a ruiva pudesse protestar, seguindo a frase e a piorando — Se bem que eu também achei que você gostava do doutor Ferdinando e me enganei — Ela falou olhando desconfiada para Gina — Quero dizer..eu me enganei não é Gina?

Ara Juliana, ocê com essas conversa de novo, ieu já disse que o Vira é só meu amigo, e ieu num quero saber daquele engenheirinhú gronomo. Inhe meior nóis ir dormir agora. — Gina ia terminar com um belo boa noite mais a pergunta a seguir a desanimou.

Você não vai me dizer mesmo o porque de toda essa briga com o Nando? Vocês nem se olham — ela falava exasperada — Ou melhor, ele olha quando você não olha, e você olha quando ele não está olhando. Minha amiga, por favor, diga pra mim o que aconteceu, eu posso lhe ajudar. — Ela terminou sincera.

Gina a fuzilou com o olhar, virou-se para a parede sem responder e sem ao menos dar boa noite, ninguém poderia ajuda-la, nem mesmo Juliana.

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O dia amanheceu um pouco mais gelado na casa dos Falcão, a cantoria por lá tristemente havia acabado. Viramundo se despediu antes mesmo de Dona Tê servir o café da manhã, disse que não gostava de despedidas.

Gina não teve animação nem para trabalhar naquela manhã, sem Vira por perto tudo parecia mais deprimente. A única coisa que a fazia sentir-se bem, era a esperança de que quando encontrasse Milita, a ruiva o convenceria a ficar e enfim seu amigo poderia ser feliz.

Era perto da hora do almoço quando ela e Juliana estavam chegando em casa, a ruiva estava até sem vontade para comer, o que nunca acontecia, seu desanimo era visível. Porém ele deu lugar a outra sensação assim que pôs os pés pra dentro de casa e ouvia aquele tom, aquela voz tão conhecida, aquela que ela poderia passar séculos sem escutar, mas jamais esqueceria. Aquela voz que era tão sua e que agora vinha de algum ponto da casa, ouviu também a voz de seu pai, eles estavam conversando.

Olhou paro o lado a tempo de ver Juliana rindo debochada, sabia o porque, sempre que Ferdinando aparecia, o que era raro já que a ruiva fazia questão de trata-lo mal, mesmo assim sempre que ele vinha, Juliana rezava o mesmo mantra "Ele veio conferir se você continua apaixonada".

Não importava ralhar, brigar, fazer o que fosse, a professora já havia perdido o medo da ruiva. E ela se perguntava como Juliana poderia insistir em algo tão veemente se já havia dado por encerrado, talvez a amiga soubesse de seus sentimentos melhor do que ela própria.

Fiaaaaaaaaaaaaa do céu — Era sua mãe que viera correndo da cozinha, como se alguém fosse morrer se não o fizesse.

Ara mãe, pra que esse desespero todo sô? — perguntou já desconfiando que o motivo era a voz que vinha da sala ao lado, tinha certeza que a mãe a mandaria ir pro quarto para nem vê-lo. Mas desta vez não aceitaria, por mais que ainda nutrisse magoa da ultima vez que estiveram juntos, seu coração pedia por ele, pelo menos para vê-lo um pouquinho que fosse.

O doutô Nando fia, ieu nem te conto o que ele ta proseando mais seu pai lá na sala — ela dizia esbaforida segurando-se em Juliana, essa por sua vez segurava-se era pra não rir.

Mai a sinhora num precisa nem conta — ela disse largando no armário suas ferramentas de lidar com a terra — ieu vo lá vê o que inheles tão conversano — ela saiu pisando fundo. Já estava cansada dessa história, mesmo achando que Nando não quisesse mais olhar na cara dela depois do que fez, sentia enfim bem o suficiente para explicar-se e tirar satisfações do porque ele havia lhe tratado daquela forma.

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Nando havia acordado naquela manhã motivado afinal a lutar pelo que era seu, como havia dito a Zelão na noite anterior.

Juntou todas suas forças e um pouco de cara-de-pau e seguiu rumo até a casa dos Falcão, e lá estava ele, sentando em frente a seu Pedro Falcão, bebendo um aperitivo para encorajar-se ainda mais. Contudo a expressão bondosa no rosto do homem a sua frente o deixava mais tranquilo, mesmo sabendo que poderia mudar a partir do momento que dissesse enfim o porque da visita, mesmo assim, sentia que poderia confiar em seu Pedro.

Mai então fio, ocê num veio até aqui só pra me conta das maluquice do seu pai o coroner Epa, e pra toma uns golinho. — Pedro dizia enquanto coçava a barba, sinal de curiosidade, esse já conhecido de Ferdinando. — Ocê diz o que lhe trouxe aqui pra casa. — Falou por fim não deixando mais escapatórias para o moço.

Ele ouviu os passos de Dona Tê seguirem apressados até a porta na mesma hora que o som de gente chegando invadiu o lugar. Pela primeira vez sentiu-se tranquilo ao pensar que talvez fosse Gina, afinal estaria salvo. Mas não, não era assim que devia pensar, veio para pedi-la em namoro para seu Pedro e era isso que faria, só precisava encontrar as palavras que lhe fugiam da boca assim que ameaçava falar.

Então..er..er — tentava mais nada saia, começou a ficar vermelho na mesma hora que olhou para o pequeno horizonte atrás de seu Pedro, lá estava ela, escondida, espiando. Ele não sabia onde se enfiar, como diria aquilo com Gina ali? ela parecia não ter notado que o moço a percebera escondida em um canto.

Fale de uma vez rapaiz — Seu Pedro chamou-lhe a atenção novamente, não sabia se contava a travessura de ouvir atrás da porta que sua filha fazia, ou aproveitava que ela estava ali para dizer tudo que sentia.

Suas mãos estavam suando frio e ele queria achar um lugar onde enfiar a cabeça para que ninguém pudesse vê-lo. No mesmo instante que resolveu abrir a boca, percebeu que agora além de Gina, Juliana e Dona Tê também espiavam. Bom, era a hora.

Seu Pedro...Dona Tê — ele gritou o nome da mulher fazendo Seu Pedro dar um pequeno pulinho na poltrona, sem entender nada e procurando a mulher pelos cantos sem sucesso. Mas a própria parecia um tomate de tão vermelha, foi o que Nando constatou a olhar por cima do ombro do amigo.

Gina acima da mãe parecia perplexa e Juliana ria da situação, porém nenhuma delas se moveu de onde estava, não importava, elas iriam ouvir.

Ieu vim até aqui pra pedir ao senhor seu Pedro, com todo o respeito que o senhor sabe que lhe tenho, que permita que eu namore sua filha. — Disse por fim fazendo todos os presentes engasgarem exceto Juliana que parecia ter sido ela própria a ser pedida em namoro, tamanha animação.

Ocê o que Ferdinando? — Gina largou o esconderijo rompendo sala a dentro assustando o pai que não sabia que ela já estava ali a um bom tempo.

Isso mesmo que ocê ouviu Gina — ele disse levantando-se e ficando num lugar que sabia ser seu, a centímetros da moça, todo seu nervosismo desapareceu assim que sentia o vento frio que entrava pela unica janela aberta da casa, ir de encontro aos cachos da ruiva que emanaram até o moço aquele perfume que ele tanto sentira saudade, aquele que era só dela.

Ele viu naqueles olhos confusão, ela parecia dividida entre o espanto da pergunta, a magoa e a raiva inexplicável — apenas para ele — e algo que ele sentira em todas as vezes que a tivera nos braços, paixão.

Ela mantinha o rosto numa expressão carrancuda, mas ele viu que seus lábios pregavam-lhe uma peça, querendo fazer brotar um sorriso travesso.

Ele tinha consciência das outras pessoas ao redor deles, não só porque Dona Tê se destacava com o rosto tão vermelho como um pimentão que parecia pescar para ela todo o foco. O mesmo para Juliana que tentava conter-se nos pulinhos de alegria, ele sabia que a amiga sempre o ajudaria, e as vezes ela parecia até mais animada que Gina quanto a ele. Mas sim o que mais o fazia perceber as pessoas ao redor, era Seu Pedro, esse que estava também a poucos centímetros dos dois, como se estivesse preparado para segurar Gina caso ela tentasse estrangula-lo.

Porém nada disso importava quando fixou novamente seus olhos nos dela.

"Sabe quando eu vi você

O meu tempo quis parar

Nos teus olhos encontrei

A razão pra não

Deixar mais de sonhar"

Parecia sempre como a primeira vez, a primeira vez que a via, a primeira vez que tocará seus lábios, a primeira vez que sentiu seu corpo, e a primeira batida de seu coração que parecia fazer apenas para lembra-lo de que nasceu para ama-la.

Notas finais
Bom pessoal, esse foi o capítulo mais curto dos três últimos, os próximos serão maiores já que haverá casamentos.. (casamentos?) Se vocês ouvirem a música que indiquei, irão perceber que o trecho em granito eu retirei da letra. Enfim, vamos ver como se segue os próximos capítulos, uma coisa ao menos eu garanto a vocês, quem me acompanhou desde o inicio e sabe que pelo o horário a novela não terá uma "Lua-de-mel", vocês verão por aqui. É isso mesmo produção, Lua-de-mel com direito a..? Espero que acompanhem até o final, e comentáriooooooos por favoooooooooooooooor! XoXo