O Beijo do Anjo Imortal

7 Não sou um super herói


Notas iniciais
Desculpe a demora. Espero que gostem.

Espera... Anjo? Guarda?! Minha visão ficou um pouco embaçada. Comecei a piscar para a minha visão voltar... Mais nada! Era como se a minha vida fosse feita de tinta recém pintada e alguém jogasse água. Por mais verdade que parecesse, eu simplesmente não consegui confiar nele totalmente, por que? Por que comigo? Tantas pessoas nesse mundo e foi justamente ele que me salvou? Por ele que eu sinto confiança? Por ele que... Que eu fui... Não sei como dizer, não sei qual a palavra certa que se encaixa.

"O destino é tão severo com as pessoa, que daqui apouco vai ser considerado um próprio ser vivo"

–Anjo da Guarda? -Falei. -É, acho que não acredito.

–Você não é obrigada a acreditar. -San continuou falando como se fosse normal.

–An... E por que? Por que você esta aqui? -Não queria soar tão fria, mas naquele momento eu me sentia fazia, fria. Como se todo o sangue que corria pelas minhas veias tivesse sido congelado. Minha cabeça doía e a minha visão continuava horrível.

–Você ia morrer, você ia morrer atropelada! -Falou ele indignado. -Eu, a pessoa que sempre viu você ! Que sempre viu o que você passava! Eu não iria simplesmente ver o seu sangue derramado no asfalto! Era de mais... -Sammy estava de costas para mim, e passava a mão pelo seu cabelo marrom fazendo-o ficar todo despenteado.

Continuei olhando , minha visão estava voltando. Senti meus olhos encherem de lágrimas, mas por que eu estava chorando?! Por que ele era o meu anjo da guarda? Por ele nunca me ajudou antes? Por ele não me deixou morrer?

"Não, não era por isso. Era pela simples decisão de você ter se apaixonado por uma pessoa que te enganou".

–Você mentiu. -Falei mais como se fosse um suspiro, não tinha forças. Como se eu tivesse sido esfaqueada. Ele se virou, a luz do Sol que entrava pela janela o iluminava, fazendo os seus olhos terem um tom dourado. Como se toda a luz do Sol fosse feita especialmente para ele. -Eu nem sei mais quem você é... Na verdade nunca soube.

–Hanna, você quer saber o que sobre mim? Não sou humano, não moro aqui, não posso te tocar, não posso te beijar, não posso me apaixonar, não posso sentir o seu coração. O meu sangue não é vermelho, muito menos roxo. O meu sangue é prata, meus olhos são pratas, eu tenho asas...

–Por que nunca me contou? -O interrompi com lágrimas caindo sobre minha bochecha.

–Eu ia falar o que?! Oi Hanna, eu sou o se Anjo da Guarda e como eu não queria que você morresse atropelada eu vou te salvar. Hanna! Eu não sou um super herói.

–Não, você não é um super herói. Você é o meu super herói. -Ele me encarou.

–Licença, o senhor pode sair por um momento? Eu vou examina la. -Falou uma mulher entrando, provavelmente a médica.

San me olhou sem nenhuma expressão visível no rosto e saiu sem dizer nada. Eu podia confiar nele? "Não posso te beijar" e o que ele acabou de fazer era o que? O que eu iria fazer agora?

"Hanna, apenas siga a sua vida aonde ela for".

Pov Mike

Sai do hospital revoltado, não existia Cassy, não existia flores azuis, não existia poema! A unica coisa que existia era o simples fato... De eu querer sumir, Hanna sempre um cara legal, por que eu não podia ser um desses caras? Ela nem era a minha irmã de sangue, a gente vivia junto a anos. Eu sempre estive ao lado dela, não claro que ela nunca ficou nem um pouco encantada com seu irmãozinho.

–Mike? -Me perguntou uma voz conhecida. Era Lize, uma amiga do colégio, como posso descreve la... Ela era o tipo de garota meio que desejada por toda a escola. Seu cabelo batia na cintura e seus olhos era de um azul bem claro, parecia até que ela era cega.

–Lize, oi tudo bem? -Perguntei enquanto ela se sentava ao meu lado no banco.

–Tudo e você? -Ela perguntou com um sorriso no rosto, eu sempre tive uma leve sensação que ela tivesse uma quedinha por mim.

–Não.

–Por que? -Lize franziu a testa.

Passou uma ideia na minha cabeça, claro que era loucura, claro que se ela descobrisse o que eu iria fazer nunca deixaria eu entrar em sua vida, mas... -Por que eu não tenho você na minha vida. -Falei por fim dando um meio sorriso. Ela regalou os olhos e suas bochechas coraram.

Acho que posso me acostumar com isso.

A beijei, um beijo intenso. A segurei um sua cintura e ela puxava delicadamente alguns fios de cabelo da minha nuca. Paramos com o beijo, ela sorriu.

–Por que demorou tanto para perceber?

A beijei de novo, eu sabia.

Pov Hanna

Me remexia na cama, teria alta amanha,posso ficar acordada até receber alta... Não, vou parecer um zumbi. Mordi o lábio inferior, onde será que está Sammy? Estava mergulhada em meus inúmeros pensamento, até uma música começar a tocar.

Era do meu celular, ele estava do lado da "minha" cama, estiquei um pouco o meu braço e o peguei. O número era desconhecido. Atendi.

–Alô?

–Alô Hanna? -Me perguntou uma voz conhecida que fez o meu coração acelerar.

–Mamãe? -Nao podia ser, era impossível. Lágrimas desciam pela minha bochecha.

–Hanna querida, tudo bem?

–Mamãe... S-sim e-esta tudo ótimo. -Gaguejei.

–Não chore. Adivinha? Eu volto para casa daqui duas semanas.

Não consegui falar, as lágrimas não permitiam. Minha mão de volta, não conseguia nem pensar nas possibilidades, eu a amava... Amava tanto, e ela iria voltar, iria voltar porque me amava, iria voltar porque sentia a minha falta.

–Agora eu tenho que desligara, beijos te amo. -Continuou ela.

–Também te amo mamãe. -Ouvi a ligação terminar.

Eu tinha que falar com alguém, vi o relógio era três e meia da manhã. Quem estaria acordado? A unica pessoa que eu conseguia pensar era no Jonas.

Disquei o número rapidamente, por favor esteja acordado.

–Alô? -Falou uma voz feminina, nem me toquei que podia estar atrapalhando.

–Oi, bem... Eu podei falar com o Jonas?

Notas finais
Obrigada por lerem, até o próximo cap.