Notas iniciais
Está chegando a hora que vocs esperam e eu tbm, a parte q eles iram se encontrar. Não achem estranho a forma como eu pensei q eles se encontrariam, foi de um jeito diferente que eu acho q vocês nunca iam imaginar... Talvez eu esteja ate criando expectativa demais pra vocs, mas e que eu estou emplgada comigo mesma. ahahahaha Ai está !

Mais um dia de trabalho tranquilo. Já passava um pouco das quinze horas quando terminei de atender o meu último paciente. Ouvir batidas na porta e olhei para ver quem era.

– Dra. Luiza, deseja mais alguma coisa? – era a Lena.

Lena era uma secretária muito eficiente. Fazia tudo com rapidez e organização. Quando eu estava fazendo as entrevistas para o cargo de secretaria, foi ela quem mais me chamou a atenção. Não só pelo currículo, mas também pela a sua aparência. Uma mulher de estatura média, cabelos pretos, com trinta e sete anos e estava bem vestida. Tinha um sorriso tão acolhedor que eu me senti bem só de olhar para ele. Gostei muito dela e sem pensar duas vezes a contratei, e não me arrependi.

Fiz que não com a cabeça e a liberei para que pudesse ir embora já que não tinha mais nada que pudesse fazer. Fiquei mais um pouco, só iria pra casa mais tarde, depois que terminasse de revisar algumas observações.

O meu celular tocou, quando eu visualizei a tela era o nome da Emma que piscava tão rápido, como se o celular estivesse com pressa para que eu a atendesse logo. Sorrir ao lembrar que esse era o mesmo jeitinho da minha amiga. Apertei a tecla para atender e antes mesmo de eu dizer ‘’alô’’ ela já estava me chamando do outro lado da linha.

– Luiza! Mais que demora!

– Oi pra você também Em. E eu não demorei de atender, você que e toda apressadinha- falei.

– Bom isso não importa. Eu liguei na verdade pra saber quando é que você vai sair desse consultório para vim comigo e o Luke até um barzinho e conhecer um amigo novo da gente?

O Luke era o namorado da Emma. Eram os meus melhores amigos desde quando estudávamos juntos no ensino médio. Naquele tempo os dois brigavam muito, e eu já sabia direitinho onde isso iria dar. A Emma tinha feito artes cênicas na faculdade e um dia de sua apresentação em uma peça, dei um jeito de levar o Luke até o camarim dela. Disse pra ele que ela estaria passando mal e do jeito que ele reagiu parecia está realmente preocupado com uma pessoa que só vivia discutindo por motivos fúteis. Eu já sabia que a Em gostava dele e só não assumia por orgulho. Tranquei os dois dentro do camarim e não os deixei sair ate que confessassem tudo oque sentiam um pelo outro e que parassem com aquelas briguinhas. O meu plano deu certo e desde então eles passaram a me agradecer todos os dias e diziam que ainda encontrariam alguém pra casar comigo. E era oque estavam fazendo me chamando mais uma vez pra conhecer um novo rapaz que para eles era poderia ser perfeito pra mim. Já tinha falado varias vezes que estava bem sozinha, mas eles insistiam tanto que eu acabava cedendo e sempre ia para esses encontros com homens que pra falar a verdade, nunca me interessaram.

– Eu não acredito que vocês estão fazendo isso de novo Emma.

– Mas oque? – perguntou cínica — nós só queremos um encontro de duque. E não precisa nem passar em casa para se arrumar, estamos todos com roupas de trabalho então vai ser tudo muito descontraído.

– Mas eu tenho um monte de coisa pra fazer e...

– Lulu, por favor! – disse ela me interrompendo. – eu prometo que você vai gostar do Vitor.

– Ta tudo bem Em, eu vou, mas é só porque você está pedindo.

– Ótimo. O barzinho é aquele na frente do prédio onde você trabalha no passeio da orla da praia. Já estamos aqui te esperando, não demore. Te amo beijo!

– Sei onde é beijo Em.

Voltei para a minha mesa a fim de terminar a analise das minhas observações. Fiquei feliz por ver que muitos dos meus pacientes estavam evoluindo bastante nos seus resultados. Mas oque me chamou mais atenção foi o Sr. Thomaz, ele também estava evoluindo, mas ainda tinha pesadelos que o fazia acordar durante a noite e não conseguir mais dormir. O problema é que ele não conseguia se libertar de vez da culpa de não ter chegado à sua casa antes do fogo começar a se espalhar e matar toda a sua família. As causas do incêndio foram investigadas e provaram que ele não poderia ter feito nada, pois quando o gás de cozinha escapou e explodiu por causa da vela acesa na mesinha da sala, não daria pra salvar ninguém.

Imaginei-me no lugar dele, acho que também ficaria do mesmo jeito. A história dele era talvez a mais triste que eu já trabalhei. Mas ele precisava de ajuda, e eu teria que deixar de lado a minha emoção para não me envolver e ajuda-lo a curar essa dor.

Como eu não tinha autorização pra receitar remédios para insônia, eu o indiquei a um psiquiatra que poderia cuidar disso. Tomando esses remédios ele passaria a dormir melhor a noite toda. O seu sobrinho Henrique sempre me ligava pra saber como andava as coisas com o seu tio, ele gostava de verdade do Sr. Thomaz.

Terminei de ajeitar as minhas coisas no consultório apaguei as luzes e fui em direção ao elevador. Se a Emma estivesse pensando que eu estava gostando daquilo, estava bem enganada. Iria chegar tomar um refrigerante, e ir embora. Estava cansada e sem vontade nenhuma pra fazer novas ‘’amizades’’. Cheguei à portaria do prédio e me despedir do porteiro. Pra chegar ao barzinho era só atravessar a rua então pensei que não precisaria do carro. Perguntei ao rapaz do estacionamento se poderia deixar o veiculo por mais trinta minutos, falei que não iria demorar mais do que isso e ele deixou.

Olhei no relógio, cinco horas da tarde. Quando o sinal ficou vermelho, comecei a atravessar faixa de pedestres. Senti de repente uma pancada muito forte no meu braço, escutei oque parecia ser a voz da Emma me chamando – Luiza!- e antes de ver o que tinha causado tamanha dor em mim, a minha visão ficou embaçada e eu desmaiei.

Quando eu acordei, ainda não sabia o que tinha acontecido. As únicas coisas que pude perceber era que tinha muitas pessoas ao meu redor, todas falando ao mesmo tempo e dois homens ajoelhados no chão. Um parecia que estava me examinado e o outro que avistei logo ao abrir os meus olhos me encarava com uma feição preocupada e assustada ao mesmo tempo. Também o encarei, e mesmo com a luz do sol empatando a minha visão, não pude deixar de reparar o quanto ele era lindo.

– O-o que aconteceu?- Perguntei sentindo muitas dores.

– Você foi atropelada. – O rapaz que me encarava respondeu. Foi só ai que eu comecei a entender o porquê da dor no meu braço. — Você está bem?

– Estou um pouco, o meu braço direito está doendo muito. — respondi ainda sem tirar os meus olhos dos dele.

– Eu sou médico- o outro rapaz se manifestou chamando minha atenção. Virei o rosto para que pudesse vê-lo — e pelo que pude perceber você quebrou o braço.

– Oque? – perguntei assustada.

– Nós já ligamos para a ambulância, ela deve chegar daqui a poucos minutos – o rapaz que estava me encarando falou.

– E quem é você? – perguntei virando o rosto para ele.

– Eu sou o Marcus, o rapaz que te atropelou.

– Ah! – não podia reclamar, pelo menos tinha parado para prestar socorro. Ele parecia estar com o cabelo molhado, e estava com cheiro de água salgada em sua pele. Com certeza devia estar vindo da praia.

– Espero que me perdoe.

– Não tem problema.

Ouvi uma voz me chamando de longe, depois chegou mais perto, tentei identificar e vi a multidão de pessoas que estava ao meu redor se afastar para dar passagem a Emma. Ela estava do outro lado da rua e devia ter visto tudo.

– Luiza, Luiza! – ela se ajoelhou ao meu lado com cuidado para não magoar os meus machucados. – você esta bem minha amiga? Eu vi tudo, pensei que você estava morta.

– E-eu estou bem, calma! Só que esse médico disse que eu quebrei o braço.

– Esse médico é o Vitor. Era pra ele que eu iria te apresentar.

Mas não foi por esse tal de Vitor que eu me interessei, na verdade foi pelo rapaz de belos olhos castanhos que tinha me atropelado. O Marcus.

Notas finais
é gentee.. eu acho que vocs ja perceberam que tudo esta acontecendo em um mesmo dia! Espero que estejam gostando de verdade. beeijoos até a proxima.