O sino da grande catedral de Káden tocou anunciando o meio-dia. Arken, junto de Petter e seu grupo, deveria se dirigir para o Paço de Cimério para assim, como outros aventureiros, receberem algumas informações do rei.

Agora vestido adequadamente para uma viagem longa, Arken saiu de casa. Seus cabelos longos castanhos e presos por um tipo de bandana verde escuro. Nas costas uma espada grande e larga, cravada de rubis que ganhara de elfos em Ghör e na mão direita um banjo. Preso ao cinto um cantil de água. Assim estava o bardo para sair em sua viagem com os outros três.

Partiram de Káden assim que Helena enfim soltou o bardo, não chorava mais, porém, sabia que qualquer coisa poderia acontecer com o marido.

A capital estava praticamente parada naquela manhã, o único estabelecimento aberto naquela hora era O Chifre de Taurus, uma taberna famosa daquela região, e estava lotada, principalmente de viajantes, bardos e pessoas comuns que estariam dispostas a ouvirem histórias e beberem bastante hidromel. O caminho para o Paço de Cimério era agora silencioso e austero, de vez em quando um lenhador saía de sua casa para trabalhar no sol árduo daquela tarde ou senhoras de casa saíam pra ir à feira não muito movimentada, as crianças estavam na escola real.

Chegaram à Cimério em dez minutos ou um pouco mais, permanecendo silenciosos durante toda a caminhada que se seguiu. Nos grandes portões de ferro Petter levantou a mão e eles se abriram, o exorcista era conhecido no reino, entraram então Petter, Arken e seu grupo (que logo serão apresentados, paciência), foram guiados até os salões reais, onde se acomodaram à espera do Rei Baxter.

O salão real era enorme e ali abrigou muitos convidados antigamente em suas festas reais, hoje apenas pessoas à procura de dinheiro fácil, ou eles achavam assim. Era enfeitado de bandeiras e tapeçarias verdes esmeralda, com uma gigantesca mesa jantar ao fundo e, ao lado contrário, três tronos de ouro e tecidos verdes, como almofadas, em seus acentos. Um era do Rei Alonso Baxter, outro de sua Rainha Melisha Baxter e um terceiro que permanecia vazio desde o desaparecimento do príncipe Jon Baxter, que sumira nos campos de Káden há muito tempo, o brasão de Cimério, o grande dragão prateado jazia em seu trono vazio. Estando barulhento por abrigar tantas pessoas, no salão ecoavam vozes de todos os lugares, até a chegada do Rei e da Rainha, desde então todos fizeram silêncio sem ao menos algum esforço de ambos.

– Acredito que já tens ideia do por que lhes solicitei a presença, senhoras e senhores. Irei então ao ponto que lhes interessa, a recompensa: quarenta mil tokiens ao grupo que MASSACRAR – e o rei apertou o punho à frente do tórax enquanto olhava para todos ali de seu trono. – aqueles malditos soldados de Ghör que humilharam minha estimada cavalaria. – Fez-se uma pausa aqui para o Rei se recompor e então com a voz calma novamente completou: — Cem mil tokiens àquele que trazer a cabeça da maldita governanta dos elfos que pensa que estamos de brincadeiras.

Uma mão elevou-se então no meio da multidão e todos se viraram para o dono dela. Arken então falou:

– Majestade, tens mesmo certeza de que os elfos são culpados por isso? Pois, com todo respeito que tenho para convosco, não acho que aquele povo até então pacífico possa causar tamanha destruição sem motivo algum.

– Quem és tu, cavalheiro? Por que duvidas de minhas palavras? – O Rei franziu a testa para o bardo que mantinha toda a atenção.

– Meu nome é Arken, filho de Kondrar, amigo do caído e Rei Ghör, o Bom. Conheci Ghör pessoalmente e seu povo, Majestade. – O bardo encarava o rei e falava com certeza. O Rei pareceu ceder por um momento.

– Se não vais estar ao meu lado, estarás contra mim, bardo inconsequente. – O rei então se aproximou e a Rainha pôs-se de pé com preocupação. – Ajuda tua não será bem-vinda, Arken, filho de Kondrar. Aqueles que tiverem mesma opinião podem se retirar junto deste. – E olhou no fundo dos olhos de Arken – Uma atitude sua mais e será preso fora do alcance de sua família, bardo.

Arken sorriu diante do Rei com puro sarcasmo na face e deu-lhe as costas erguendo o braço direito como forma de despedida enquanto caminhava. Quando alcançou a porta disse em alto e bom som:

– Tente me deter se possível, não estou só nessa. – E seus companheiros temeram que Arken os entregassem junto, mas ele não o fez e saiu do palácio, e seguiu a estrada na qual viera para o palácio, passando em linha reta na frente de sua casa sem entregar que ali permanecia sua única família, Helena, enquanto dois soldados o escoltavam de longe.

No palácio o rei fez uma última oferta e todos se dispersaram, até mesmo Petter e os dois irmãos que lhe seguiam.

Notas finais
Talvez quando tiver humor de novo escreva mais um capítulo (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.