A semana havia sido mais longa do que Arya gostaria, mas finalmente ela estava livre! Sem detenção, seminários ou precisar se segurar para não mandar sua professora para certos lugares, agora ela podia aproveitar seu querido fim de semana, farmando em seu jogo favorito e jogando online com suas amigas... Pelo menos era isso que ela gostaria de estar fazendo.

“É sério? Você não disse que seria na semana que vem, por que a gente tá aqui?’ Arya sussurra para Eli ao seu lado, Seira do seu outro, as três vestindo os uniformes para o teste para entrar no time de futebol feminino da escola, em pleno sábado de manhã.

“Eu também achei, a culpa não é minha se mudaram pra hoje. Agora é a gente dar o nosso melhor, a gente precisa entrar de alguma forma.” Eli sussurra de volta, aparentando estar um pouco cansada, provavelmente havia jogado videogame até tarde, além de estar sem seus óculos para o teste.

Que divertido, futebol... Como joga mesmo? Era com a mão? Não, football, é pé, né? Mão é errado? Será que vou ser expulsa se encostar na bola com a mão?” Seira divaga, nervosa tentando lembrar das regras.

“Prestem atenção aqui garotas, meu nome é Ekaterina Petrovna Alekseeva, a treinadora e técnica do time de futebol da nossa escola.” Grita a mulher, que também era professora de educação física. “Isso aqui não é brincadeira, muito menos algo fácil, estão me entendendo? Se alguma de vocês for ficar de frescura ou achar que pode entrar no time e ficar com qualquer glória sem esforços estão muito enganadas!”

A mulher tinha uma feição séria, caminhando em frente as garotas, que estavam ordenadas em fileira na lateral do campo. Ela devia estar perto dos 30 anos, branca, físico forte, cabelo loiro em um corte chanel, olhos verdes sérios que pareciam ver através da própria alma das adolescentes, a expressão severa que faria até mesmo um leão sair correndo como um gatinho assustado, uma tatuagem de dragão indo do seu peito até o lado de seu pescoço. A treinadora usava roupas de ginástica, calça legging preta, tênis de corrida, top azul com uma jaqueta roxa aberta por cima, o brasão da escola nas costas.

“Se alguma de vocês vai morrer com qualquer corridinha, é melhor sumir da minha frente imediatamente, quem não, se morrer vai ser culpa de si mesma, entenderam?” Ela anuncia, algumas alunas se entreolhando, antes de irem embora frustradas. “As que ficaram vão participar dos testes para o time, vou fazer testes de agilidade, precisão, força e resistência, com isso vou ver quem é capaz de participar e em qual posição.”

“Ela é meio assustadora...” Arya murmura para Eli, nervosa. “Pior que aquela outra mulher que tava atrás do Joker.”

“Acho que ela foi do exército ou algo assim...” Eli adiciona, tentando não chamar a atenção. “Ouvi dizer que ela é muito dura com os treinos dela, então é melhor a gente não irritar ela.”

“Com essa cara de mal-amada carente, dá pra ver porque é assim, falta de namorado também.” Arya sussurra de volta. “Pelo menos o treino ajudaria na hora de meter a porrada em vilões.”

“BLACKWELL!” A mulher grita, parando a frente da garota, com um olhar furioso. “Se tem tempo para ficar conversando, então pode ser a primeira. Faça todo o circuito cinco vezes seguidas!”

Arya se assusta, pulando para trás em um sobressalto, antes de olhar para o circuito montado no campo de futebol, com múltiplos obstáculos, que mais parecia algum treino militar, que cobria metade do campo. A garota engoliu em seco, antes de ir até o campo de obstáculos.

“E vocês, observem bem, todas irão passar pelo mesmo teste. Aprendam com os erros dos fracassados para se superarem, é assim que vocês vão conseguir no mundo real-” Ekaterina anunciou, antes de se virar novamente para o campo, ficando boquiaberta imediatamente. Ela esperava ver Arya sofrendo, perdida ou até caída no chão, aceitando a derrota, mas ao invés disso, a garota se movia pelos obstáculos com uma agilidade, força e estamina absurdas. “Como...?”

“Ela já tá transformada...?” Eli sussurra para Seira, que nega com a cabeça, também observando boquiaberta. “Aquela força outro dia, agora isso, a Arya tá estranha recentemente. Fazer isso tudo tão facilmente, nem ferrando.”

Arya já estava em uma sexta volta pelo circuito, quando a treinadora teve que chamar a atenção dela para que voltasse. Apesar de estar ofegante, ela não parecia tão cansada quanto o esperado, sorrindo e voltando ao seu lugar entre Eli e Seira.

“Blackwell, que tipo de exercícios você faz?” A treinadora pergunta, ainda surpresa.

“Nada demais, no máximo vou na máquina de dança no fliperama.” Arya diz, dando de ombros, fazendo a mulher ainda mais surpresa.

“Você... Como...” A mulher suspira, sacudindo a cabeça, antes de voltar a atenção as outras garotas. “Você é a próxima Licht.”

Uma por uma, as garotas passaram pelo circuito, a maioria terminando esgotadas, algumas desistindo no meio. Seira foi bem, apesar de estar cansada no final, enquanto Eli quase chegou em seu limite de tão esgotada, se deitando no chão, tentando recuperar o fôlego.

“Você... Tá bem?” Uma das garotas perguntou, completamente suada, antes de cair no chão ao lado dela. “Isso é... Demais... Como uma... Coisa dessas... É pra... Adolescentes...” Ela ofegava, tentando recuperar o fôlego. “Como que... Ela tá tão bem?”

As duas olharam para Arya, que estava mais animada do que Eli esperava, se aquecendo antes de dar voltas ao redor do campo de futebol. “Sinceramente...” Eli respira profundamente, antes de continuar. “Ela tem estado estranha, mas isso é um pouco demais. Nunca vi ela se exercitar, no máximo jogando Just Dance, ou na máquina de dança do fliperama.” Ela comenta, olhando a amiga correndo animada, até mesmo a treinadora a olhava com uma expressão séria no rosto.

“Ei, aliás...” A garota recupera o fôlego, se sentando na grama. “Eu-”

Antes que ela pudesse continuar, a treinadora chamou a atenção de todas, assim que haviam descansado o suficiente. Todas se levantaram, algumas ainda exaustas, formando uma linha.

“Sinceramente, eu esperava bem menos esse ano, mas pelo visto as pirralhas esse ano tem algum valor. Principalmente algumas...” A treinadora comenta, encarando Arya por um momento, antes de voltar seu foco para as outras. “Mas não se enganem, os testes ainda não acabaram, um circuito simples desses não é o suficiente para mostrar o que vocês têm a oferecer em campo.” A mulher continua, enquanto analisava o estado de cada uma depois do teste inicial.

“Simples...?” A garota desconhecida murmura, suas pernas ainda tremendo depois do teste. “Eu vou morrer assim...”

“Ei, vai dar tudo certo.” Eli sussurra, sorrindo para ela. “Aguenta firme, você vai ver, a gente vai conseguir.”

A garota cora um pouco, concordando com a cabeça. “Valeu... Eu vou tentar.” Ela diz, sorrindo levemente, levantando a cabeça um pouco mais determinada.

“Agora eu quero ver suas habilidades com uma bola de futebol.” A mulher diz, apontando para a outra metade do campo de futebol, onde havia múltiplos cones preparados em circuitos para treino de controle de bola, várias bolas de futebol preparadas para as garotas usarem. “Se mexam de uma vez, não quero ver moleza!”

Aos poucos, cada uma das garotas foi até o treino de cones, apesar do cansaço, havia a determinação de ter passado pelo que supunham ter sido o pior, ninguém querendo desistir já estando tão longe.

Arya pareceu estar com dificuldades dessa vez, seus chutes lançando a bola mais longe do que deveria e facilmente perdendo a posse dela. Apesar de se mover com agilidade, suas tentativas de se conter a faziam ou dar passes muito fracos, ou mais fortes do que o necessário, principalmente com sua frustração com cada tentativa dificultando o processo.

Eli por outro lado, preferiu se acostumar primeiramente com a bola e seu manuseio, antes de finalmente se mover no circuito satisfatoriamente bem, mesmo que mais lentamente e com alguns erros. A garota preferia focar em aprender lentamente, mas em um bom ritmo.

Seira por outro lado, era a que mais cometia erros, toda vez que chutava a bola, a garota se desesperava com a possibilidade de tocá-la com as mãos. Apesar das tentativas, ela acabava se atrapalhando, tropeçando nos próprios pés ou na bola, além de sempre acertar os cones sem querer.

As outras garotas davam o seu melhor, algumas melhores que outras, mas a que realmente chamou a atenção foi a mesma que havia conversado com Eli. Ela ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas sem dúvidas era a que melhor se movia pelos circuitos, seus erros rapidamente consertados com cada nova tentativa. Sua previsão do movimento da bola e controle dela eram surpreendentemente bons.

“Aikou! Sinceramente, você acha que vai conseguir chegar a algum lugar assim? Se você tem tanto medo da bola é melhor desistir de uma vez!” Ekaterina briga, fazendo a garota pular de susto, apesar disso, ela nega com a cabeça e volta a tentar. A mulher suspira, antes de se virar para a outra garota. “Yong! Se junte com a Licht e ajudem as que estiverem com mais dificuldade, agora.”

Eli olhou surpresa para a garota. “Espera, você é...”

A outra assentiu com a cabeça, olhando para o chão, corando envergonhada. “Meu nome é Amanda, a Alexa é minha irmã mais velha... Na verdade, eu queria me desculpar pelo que ela fez.” Amanda revela, finalmente conseguindo juntar a coragem para olhar para Eli. “Nossos pais ficaram muito furiosos quando descobriram o que ela fez, além da expulsão dela da escola também. Eles gritaram com ela por horas de como ela envergonhou o nome da nossa família, agora ela vai pra um internato fora do país em breve.”

Eli realmente podia perceber a semelhança entre as duas. Uma garota asiática, de pelo menos 14 anos, os cabelos negros longos em uma trança e olhos negros, no momento laranjas pelas lentes de contato com cor que usava.

“Ela recebeu o que merecia, aquela...” Elloise olhou para Amanda, suspirando. “Foi mal. Só espero que você não seja como ela, aquela garota tentou fazer coisas horríveis contra a gente.”

“É, eu vi vocês lutando contra ela...” A garota diz, olhando ao redor antes de sussurrar para Eli. “Eu também tenho uma carta na verdade, ela queria as duas, mas quando não conseguiu usar, a Alexa jogou ela fora e eu acabei pegando.” Amanda mostrou sua carta, um Três de Paus prismático, um brilho esverdeado emanando da carta.

“Usuários de carta não parecem ser afetados facilmente.” Eli comenta, pensativa. “A Alexa precisou focar em mim com muito mais força pra conseguir me manipular...” Ela suspira, lembrando de tudo que aconteceu. “Independente, agora isso já foi, não quero ficar lembrando disso. O que sua carta faz?”

Amanda olha ao redor, antes de sussurrar para Eli. “Eu consigo sentir as plantas ao redor e manipular elas até certo ponto. Ainda tô tentando aprender como usar melhor, mas na verdade é como eu consegui controlar a bola tão bem, conseguindo ler o movimento pela grama.” A garota explica, animada. “Mas ei, como que vocês conseguiram aquelas roupas legais? Eu posso ter uma também?”

“Aquilo é coisa das nossas cartas. Só as de Ás tem transformação, além das de Valete, Rainha e Rei. As de números tem poderes únicos, mas nenhuma transformação.” Eli explica, relembrando as explicações de Joker.

“Quê? Que sacanagem...” Amanda reclama, decepcionada.

“Eu mandei vocês ajudarem as outras, não ficarem conversando, pirralhas!” A treinadora grita, assustando as duas que rapidamente correram para tentar ajudar o resto das garotas.

As duas fizeram seu melhor para ajudar as colegas, apesar das dificuldades, a maioria finalizou os circuitos bem o suficiente. O maior problema eram Arya, ainda com certa dificuldade em conter a força de seus passes e chutes, além de Seira que continuava com medo de tocar na bola apesar de Eli ter garantido que ela não precisava se preocupar tanto com isso.

“Sinceramente, Aikou. Se você não vai conseguir tocar na bola sem pular de medo, só sai daqui de uma vez.” A treinadora diz, já cansada dos fracassos contínuos de Seira.

“Ei, espera!” Arya pede, correndo até a Seira. “Dá uma chance pra ela, por que não testa ela no gol? A Seira é muito boa em defesa, é sério, você vai se impressionar!”

“Se vocês me fizerem perder meu tempo, as duas estão fora.” Ekaterina anuncia, jogando luvas de goleiro para Seira. “Blackwell, quero ver você cobrando os pênaltis, nem pense em se segurar. Quero ver do que você realmente é capaz...” Ela adiciona, ordenando o resto das garotas a tirarem os cones do caminho.

Seira foi até o gol, colocando as luvas, ainda nervosa, enquanto Arya se preparava para chutar. Arya respirou fundo, decidindo chutar com a direita para dar uma chance para Seira se adaptar, infelizmente, o medo dela a fez congelar, a bola passando por ela e entrando no gol. A treinadora suspirou, frustrada.

“Se acalma, Seira, você consegue!” Eli torce, enquanto Arya preparava a bola para um novo chute. “Não precisa ter medo, enquanto você estiver na grande área você pode tocar na bola sem medo como goleira!”

Por que ninguém me disse isso antes?” Seira cora de vergonha, antes de respirar profundamente e tentar focar na bola. “Você já fez coisa mais difícil, Seira, você consegue...

Arya chuta novamente com a direita, com mais força do que pretendia. Apesar do foco maior, Seira ainda se viu hesitando por um momento, falhando em alcançar a bola a tempo e tomando outro gol. A garota caiu de joelhos, frustrada, não entendendo o porquê de estar hesitando dessa forma.

“Que perda de tempo... Já chega vocês duas-” A treinadora diz, prestes a ir até as garotas, quando Eli colocou um braço na frente, a encarando com seriedade, antes de voltar a olhar para a dupla. Ekaterina arqueou a sobrancelha, mas suspirou, cruzando os braços e observando também.

Arya colocou a bola novamente no lugar, antes de se posicionar para cobrar o pênalti, dessa vez pretendendo chutar com a esquerda, com a qual era melhor por ser canhota. Seira olhou para Arya, percebendo a expressão séria em seu rosto e o brilho determinado em seus olhos, a fazendo corar, mas ainda assim, um entendimento mútuo ocorreu naquele momento. Se levantando e posicionando, Seira bateu suas palmas em suas bochechas, antes de assumir posição com a mesma expressão séria e a determinação no olhar.

Respirando profundamente, Arya se preparou para ir com tudo dessa vez, avançando em direção a bola e então, seu pé faz contato com ela, a força do chute a lançando em alta velocidade, criando uma corrente de ar que atingiu até mesmo as garotas que observavam de longe. Apesar da velocidade e força extrema, Seira não hesitou dessa vez, assumindo uma postura defensiva e estendendo as duas mãos a frente de seu corpo.

A bola atingiu suas mãos com um impacto surpreendente, girando contra sua palma, tentando continuar seu avanço. Seira grunhiu, pressionando suas mãos contra a bola, ela podia sentir seus pés afundando no chão, sendo arrastado para trás lentamente, criando uma trilha de terra no chão de grama. Mesmo assim, ela não desistiu, usando todo o seu corpo para segurar a bola, até que ela finalmente perdesse todo seu impulso.

Seira havia conseguido parar a bola chutada com toda força por Arya, poucos centímetros antes de chegar ao gol. A garota ofegava pela força necessária para parar Arya sem usar sua carta, mas ela sorriu, havia conseguido mesmo assim. Com um sorriso no rosto, Seira jogou a bola de volta para Arya, pronta para continuar.

“Já chega, eu já vi o suficiente.” A treinadora anuncia, se aproximando, apesar de não demonstrar, ela havia se surpreendido com as duas. “Vocês definitivamente precisam de mais treinamento ainda, mas deu pra ver que estão se esforçando pra melhorar, já é o suficiente pra mim.” A mulher continua, colocando as mãos em sua cintura. “Mas não pense em ficar de preguiça, eu vou garantir que vocês se tornem as melhores e vençam esse torneio, então se preparem pra sofrer.” Ela termina, com um sorriso sádico.

“Será que é muito tarde pra ir pro vôlei?” Eli sussurra para Amanda, que concorda com a cabeça. “E eu pensei que usar o torneio como desculpa pra caçar as cartas ia ser fácil...”

“Vocês vão treinar de segunda à sexta a partir da próxima segunda, quando vocês vão conhecer o restante do time e discutir suas posições. Lembrem-se, futebol é um time de equipes, então é bom se darem bem umas com as outras, eu não aceito ninguém causando problemas no time, entenderam?” A treinadora pergunta, as garotas respondendo com acenos de cabeça hesitantes. “Só porque vocês entraram no time, não quer dizer que é algo permanente, então é bom se esforçarem. Eu não vou hesitar em chutar qualquer uma de vocês para fora no primeiro sinal de problemas. Dispensadas! E não se esqueçam do que eu disse.”

Assim, a mulher deixou o campo de futebol, as garotas finalmente relaxando depois dos testes. Arya, Seira e Eli se juntaram para conversar sobre o que havia acontecido, Eli apresentando Amanda para elas.

“Irmã daquela babaca? É bom não tentar nenhuma gracinha ou te soco igual fiz com ela.” Arya diz, encarando a garota de perto com uma expressão séria, antes de sorrir. “Bom, você definitivamente parece melhor que aquela escrota.” Ela adiciona, dando tapinhas nas costas de Amanda.

Será que ela me odeia? Eu dei uma escudada na irmã dela, joguei no lixo e tudo mais. Será que devia me desculpar?” Seira olha nervosamente para Amanda, antes de desviar o olhar, defensiva.

Eli apenas ri, colocando uma mão no ombro de Seira. “Se acalma, Seira. A Amanda parece legal, não precisa se preocupar com o que aconteceu.” Então ela se lembra de um detalhe importante. “Aliás, ela tem uma carta também.”

Amanda cora envergonhada, mostrando sua carta para elas. “É, mas não é a mesma coisa que as suas...” Ela diz, desapontada. “Não é nada demais, mas eu consigo sentir e controlar plantas até certo nível.”

“Uma carta de Paus? Essa é nova, não tínhamos encontrado nenhuma ainda.” Arya lembra, olhando a carta com curiosidade. “Bom, se dá pra gente absorver outras cartas, então se você achar uma das cartas maneiras, você deve poder absorver uma também e ficar legal igual a gente.”

“Sério? Eu posso virar uma garota mágica igual vocês? Mas onde eu acho uma dessas?” Amanda pergunta esperançosa.

“Bom, não faço ideia, mas a gente vai viajar pelo país atrás dessas cartas. Talvez a gente encontre ela alguma hora, você vai ver.” Eli explica, pensativa. “Tenho que falar com o Joker sobre isso na verdade, eu vivo esquecendo, mas eu quero tentar fazer um diário com as informações das cartas. Nem sempre ele vai estar lá pra explicar cada uma, então é bom a gente ter o conhecimento antes.” Com isso, Elloise se despede, indo para casa, pensando em como ela poderia facilitar a busca pelas cartas e batalhas futuras.