O Bando
5 A verdade (capítulo 5)
Pensamento da Juli
Aquela história não me desceu a garganta, ele me escondia algo, eu conheço aquele vira-lata, ele pensa que pode me enganar
Cheguei à casa da humana maldita, o cheiro dela era tão forte que me fazia querer vomitar, tinha que entrar sem que ninguém percebesse minha presença, entrei pela janela do quarto dela que parecia de boneca, porém, suas roupas estavam jogadas no chão o que aumentava ainda mais aquele cheiro insuportável, procurei entre tudo, vestígios de sangue, sentia cheiro de tudo naquele quarto: pizza estragada, chocolate, biscoito tudo menos sangue a vadia não estava sangrando, ele mentiu, ele copulou com ela. Eu só sentia vontade de uma coisa: arrancar a cabeça dela e cortar ela em pedaços. Ouvi um barulho e decidi que já tinha visto o bastante
Voltei para casa revoltada e ele estava deitado na cama tranqüilo da vida.
–Juli: “O QUE MERDA VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO SEU CACHORRO IDIOTA?”
–Arthus: “O QUE FOI?”
–Juli: “VOCÊ FICOU COM AQUELA VADIA?”
–Arthus: “NÃO, CLARO QUE NÃO”
–Juli: “EU FUI A CASA DELA EU SEI…”
Naquela hora ele voou em cima de mim e apertou o meu pescoço
–Arthus: “O QUE VOCÊ FEZ COM ELA?”
–Juli: “eu não fiz nada com sua humana idiota, só me responde uma coisa, por que você não matou ela?”
–Arthus: “Eu não consegui!”
–Juli: “POR QUÊ?”
Um silêncio se estabeleceu, ele olhava pro chão e eu já sabia o que era, mas não conseguia acreditar que ele estaria apaixonado por uma humana idiota, feita de carne e osso e frágil como ela, enquanto eu estive do lado dele por todo esse tempo
–Juli: “Não vai me dizer isso que eu estou pensando, depois de tudo que aconteceu no nosso bando!?”
Ele acenou com a cabeça confirmando, e uma lágrima caiu do meu rosto, mas não era de tristeza, era de ódio eu teria que matar aquela humana de todo jeito, ela seria agora a minha presa.
Pensamento do Arthus
O que a juli tinha me dito estava certo, eu não podia decepcionar o meu bando nem a matriarca que era a minha mãe, ela já havia sentido na pele o que era ser trocada por uma humana e era justamente por isso que eu teria que assumir o cargo de alfa no bando, eu teria que ser o melhor caçador pra entrar no lugar do meu pai, sim meu pai, este que nos trocou pra virar um humano qualquer, sem poder, sem instinto. Acho que recebi esse gene defeituoso do meu pai, sempre fui muito próximo dele... Ele me ensinou tudo que ele sabia, o meu exemplo e de repente meu bando foi destruído por uma paixão proibida, ele proporcionou toda dor pra nosso bando, eu não posso ser como ele, não posso abandonar a minha família, a matriarca, a Juli, por causa dela, mas quando eu pensava nisso doía de uma forma tão intensa dentro de mim que chegava a queimar, não queria deixar ela, não queria ficar longe dela nem um minuto queria protegê-la de cada perigo mínimo que fosse mas sabia que isso iria culminar em sua morte, ela não poderia ser minha protegida sem ser minha presa, então tive eu decidir entre ver ela morta comigo e ver ela viva sem mim, a segunda opção era a melhor a escolher e era isso que eu tinha que fazer.
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