O Bando

3 A conquista (capítulo 3)


Pensamento do Arthus

eu me sentia como fogo, tudo queimava dentro de mim, não conseguia nem imaginar o Akila espedaçando a Helene, ela era minha, só minha. Não entendia o que eu estava sentindo, eu não achava que este fosse o momento certo, não queria fazer isso ainda, ela não estava pronta. Cheguei e lá estava ela, sentada na mesa, nervosa mas, quando me viu mudou sua feição, percebi que não era da mesma forma que antes porém, eu teria que matá-la, a puxei forte pelo braço e falei: “vamos”entramos no carro arranquei com toda velocidade pra ir pra bem longe daquele lugar e daquelas pessoas e principalmente do Akila, foi quando parei na beira da estrada, não conseguia pensar em matar ela, ela estava tão linda naquele vestido preto, seus cabelos ondulados, a franja no rosto e percebi que era uma mistura de amor, tesão, ódio e fome, eu só entendia uma coisa que eu queria ela pra mim.

-Helene: “da pra me levar em casa?”

-Arthus: “NÃO!”

minhas palavras não soavam como eu queria que soasse, estava nervoso com ódio.

-Helene: “tá então se você não me leva, eu vou sozinha”

ela saiu do carro, tirou os saltos e foi andando, sai atrás dela e a peguei pelo braço.

-Helene: “ME SOLTA”

-Arthus: “NÃO!”

-Helene: “ME SOLTA AGORA VOCÊ TA ME MACHUCANDO”

-Arthus: “COMO É QUE VOCÊ VEIO COM O MEU IRMÃO?”

-Helene: “AH ELE VEIO ME PEGAR NAQUELE DIA EM QUE VOCÊ TAVA MUITO OCUPADO COM SUA NAMORADA”

-Arthus: “O QUÊ? DESGRAÇADO!”

-Helene: “POIS É”

-Arthus: “EU NÃO TAVA COM MINHA NAMORADA, ALIÁS ELA NÃO É MINHA NAMORADA”

-Helene: “AHAM NÃO É, OLHA VOCÊ NÃO ME DEVE SATISFAÇÃO DA SUA VIDA, POUCO ME IMPORTA O QUE ELA É OU DEIXA DE SER PRA VOCE”

-Arthus: “NÃO? VC NÃO SE IMPORTA?”

-Helene: “NÃO MESMO”

Naquela hora me deu uma vontade de pegá-la e beijar a sua boca, eu podia sentir que ela se importava podia sentir o coração dela acelerar e o sangue correr por todo corpo, podia sentir sua respiração frágil e simplesmente não resisti e me deleitei ao beijá-la

-Arthus: ” E AGORA, SE IMPORTA?

-Helene: “NÃO”

Dei outro beijo nela, queria poder sentir de novo sua boca na minha, seu cheiro doce entrando e devastando tudo dentro de mim.

-Arthus: “AINDA VAI NEGAR QUE VOCÊ SE IMPORTA?”

-Helene: “VOU!”

Percebi que ela não falava mais como antes, eu finalmente tinha amolecido a fera, falo tanto de mim como dela.

a peguei forte nos meus braços esperando alguma reação de defesa dela mas, ela se rendeu, eu finalmente tinha conseguido o que eu queria, a sua confiança. Eu não pensava mais no que viria depois daquilo só queria tê-la, ela não era como as outras, com ela eu realmente queria me sentir humano de verdade. Desci pela trilha da mata com o carro e estacionei, perto do rio, dava pra ouvir o xaqualar das águas nas pedras, a lua estava alta e cheia, era o dia da caçada para meu bando mas, eu nem pensava nisso, só existia ela no meu pensamento. Olhei pra ela, minha mão foi de encontro ao seu rosto, senti o calor do seu corpo, a beijei por um tempo, minha mão passeava pelo pescoço dela e depois descia em direção a alça do vestido, meus instintos de lobo queriam rasgar todo aquele pano mas, eu tinha que parecer civilizado. Puxei lentamente a alça pra baixo deixando a mostra seu ombro, desci minha boca pelo pescoço e logo após até seu ombro, seu cheiro exalava e me pegava de jeito, eu tinha que me controlar e entender que aquilo era minha caçada e a única vitima que ali existia era eu mesmo.

a minha outra mão puxava a outra parte da alça, enquanto o vestido caia e deixavam expostos os seu corpo nú, eu a peguei pela cintura e coloquei ela em meu colo, sentia cada vez mais seu calor, não havia mais pano pra impedir, seu corpo brilhava na luz e eu ficava ainda mais louco quando ela me beijava e passava a mão na minha nuca quando percebi ja estava dentro dela e apertava sua cintura e beijava seu pescoço, eu queria morde-la mas iria machucar, me concentrava e fazia força para não deixar meu lado lobo se manifestar. O prazer invadia aquele carro e tudo que vinha dela me dava mais prazer, ali eu me sentia completo, ali eu me sentia realmente humano.