O Baile Dos Dezessete
6 Capítulo 6 Quase morta
Notas iniciais
não me xinguem pelo que acontece com a Nat, já que tudo tem um objetivo!
Bom, curtam o capitulo, comentem bastante e amem!
Bjinhos pretos com asas.
Kathe
Natalie tinha tentado se manter tranquila e calma quando viu Dan e Reagan se beijando, mas é claro que não conseguiu.
Quando a taça que segura explodiu no chão, o casal se separou.
A boca manchada de batom vermelho de Dan abre e fecha sem que saia algum som dela.
Natalie se sentiu tão louca que saiu de lá correndo e voltou para o salão. Ela olha para trás uma vez e vê que Dan corre logo atrás dela.
A morena tenta ir para a porta principal para simplesmente fugir dali, mas Dan percebe isso e corta alguns convidados e se posta em frente à porta, Natalie, sem outra opção, corre para a porta que dá para a piscina, atrás da casa.
Por que isso? Bom, nem a própria garota sabia o porquê. Seu corpo estava inundado por sentimentos que ela nem compreendia. Uma mistura de raiva, ódio e ciúme.
- Natalie! – Dan tinha gritado logo que ela passa pela porta. Ela corre pelo enorme jardim atrás da casa e tenta desesperadamente se esconder de Dan.
Para Nat, para! Por favor, para, para de sentir o que sente, congele seu coração como sua mãe te ensinou! Ela dizia a si mesmo, mas as lágrimas já escorriam por seu rosto.
Distraída, ela tenta contornar a piscina, mas pisa na longa calda de seu vestido e cai.
As bolhas giram ao seu redor e o pesado vestido a puxa cada vez mais para o fundo, até sua cabeça ser bruscamente puxada para trás.
Não! Não! Não! Socorro!
O sugador da piscina estava ligado naquele momento e simplesmente aspirava o longo cabelo castanho da menina. Ela se debatia na água, sem conseguir se soltar.
Dan pulou na água assim que percebeu o que estava acontecendo. Tirou o canivete, que sempre estava com ele, da bota preta e começou a cortar o cabelo de Natalie.
É exatamente essa cena que Amy e Ian vêm ao chegar!
Ian tira a pesada capa e pula imediatamente na piscina, tentando de forma desesperada salvar a irmã.
No fundo, Natalie segura o pescoço para mostrar que já estava sem ar. Dan dá o canivete para Ian, que continua a cortar o cabelo da irmã, e sobe para pegar ar. Depois de alguns segundos ele volta e sopra o ar na boca de Natalie.
- AMY! Ajuda-me! – A voz de Reagan tira Amy do transe. A menina jogava todo o seu corpo contra a porta de uma pequena casinha não muito longe da piscina.
A casa das máquinas! Pensa Amy, A chave!
Ela volta correndo – pelo menos a roupa de mulher-gato era boa para isso- para a garagem e pega a chave.
Ela abre a porta e desliga tudo. O barulho das máquinas para e isso faz Amy sentir um alívio que nem mesmo ela consegue entender.
Natalie explode na superfície, o cabelo totalmente destruído, cortado de forma aleatória, com mechas grandes e pequenas. Na verdade, estaria bem parecido com o de Nellie se tivesse mechas coloridas.
Ela se deita de costas e começa a chorar desesperadamente. Natalie chora por tudo: a dor de ver Dan com a Reagan, o desespero que sentiu presa para morrer no fundo de uma piscina. Ela respira fundo, ofegando talvez, tentando de todas as formas compensar o tempo que ela ficou sem respirar.
Ian se aproxima e abraça a irmã mais nova.
- Ian, minha cabeça está doendo muito. – disse Natalie, abraçada ao irmão. Ela ficou feliz por ele e Amy terem chegado assim ela os teria ali quando mais precisava.
- Vem, — Amy segura a mão da menina e a ajuda a levantar. Fazia tempo que ela não via Natalie e aquele encontro não era bem o que ela esperava. Depois de ajudar Nat, Amy prometeu a si mesma que iria procurar explicações de Dan. – É melhor você trocar de roupa. Reagan, você pode voltar para a festa e ver se está tudo bem por lá?
Reagan se sente uma intrusa ali. Era um momento entre os irmãos Cahill e Kabra e estava claro que Amy estava tentando dispensa-la de forma educada, como sempre, por isso ela parte sem reclamar.
Amy, Ian, Natalie e Dan entram pela porta dos fundos que leva à cozinha e sobem a pequena escada de serviço, para que ninguém na festa saiba do acidente.
Natalie se instala em um dos quartos de hospede e Amy chama uma das suas empregadas para secar o corredor, que mais parece um rio.
Ian quer ficar no quarto da irmã, mas, Natalie apenas diz:
- Eu quero ficar sozinha, por favor.
- Natalie eu queria falar co... – Dan começa a dizer, mas a menina logo o interrompe.
- Eu quero ficar sozinha, Dan. – Ele percebe a raiva na voz dela. Vira-se e sai, fazendo questão de bater bem forte a porta ao sair.
Amy, tentando fazer mais uma de suas interrogações que fazem Dan querer se matar, sai logo atrás do irmão.
Ian está se aproximando de Natalie e ela percebe que ele sabe o que aconteceu, talvez ele não saiba o que aconteceu, mas sabe o porquê e tudo que a menina não queria naquele momento era ter que explicar.
- Nat... – Começa Ian, mas ele nem tem tempo de terminar o nome dela antes que a mesma se tranque no banheiro.
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A água quente escorria pelo corpo nu de Natalie como pedras de gelo.
Ela estava lá por quase trinta minutos e as lágrimas ainda escorriam.
Lágrimas que queimavam sua pele bem mais que a água fervente do chuveiro.
Chega!
Ela abre os olhos cor de âmbar e desliga o chuveiro. Abre o vidro e sai, enrolando-se em uma suave toalha branca.
O espelho está embaçado e ela precisa passar a mão para poder ver seu próprio reflexo.
A morena se arrepende no mesmo segundo. Ela vê seu cabelo, antes lindo, longo e sedoso, agora cortado por um canivete, destruído, curto e ridículo.
Ela bufa e veste o delicado pijama que Amy emprestou. Pois é, ela iria dormir na mansão Cahill.
A mansão onde Dan Cahill mora!
Ela não devia ter pensado nisso, porque as lágrimas voltam assim que ela pousa a cabeça no travesseiro.
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- Ele não abre a porta de jeito nenhum. – Diz Amy, depois de ficar um bom tempo batendo na porta do quarto do irmão. Estava trancada. Ele nunca deixava o quarto trancado quando estava dentro dele então o que tinha acontecido tinha sido realmente grave.
- Nat também não disse nada. – Ian completa. Ele estava só com uma calça que, mesmo sendo de Dan, ainda ficava folgada. Ele segue o olhar de Amy para a calça e comenta: — Como pode ser que seu irmão tenha calças tão folgadas?
- Ele gosta assim, não me pergunte por quê. – Amy diz enquanto ajuda Ian a tirar o pesado edredom da cama onde ele iria dormir. No quarto de hospedes, é claro! – Mas, para ser sincera, não estou prestando muita atenção na calça.
Ian ri e se aproxima dela.
- Que bom que você presta mais atenção no seu namorado do que no que ele veste! – O moreno lindo comenta, pegando Amy pela cintura e a prendendo em seu corpo.
- Ainda não te destinei esse posto. Você terá que conquista-lo. – Ela dá um sorriso ao mesmo tempo doce e sedutor que faz Ian se sentir o cara mais feliz do mundo. Na verdade, se ele não tivesse quase perdido a irmã naquela noite, poderia dizer que era a noite mais feliz de sua vida.
Ele olha o relógio de ouro em seu pulso. 2hs e 43min.
- Todos os convidados já foram embora?
- Já. – Amy responde, — Porque esse repentino interesse nos meus convidados?
Os lábios do menino se abrem em um sorriso largo.
- Por que assim eu tenho todo o tempo para “conquista-la”. – Ele cola os lábios nos dela e logo aquele simples toque se transforma em um beijo quente e destruidor. – Mereço ser namorado agora?
Amy ri.
- Você precisa fazer mais que isso!
Ele se ajoelha, segura a mão de Amy e diz:
- Quer namorar comigo?
- Sim. – Amy pronuncia. Sim, sim, sim! Ela não saberia dizer outra coisa. Ela não podia dizer outra coisa. Ela tinha que admitir que estava e sempre esteve apaixonada pelo lindo Lucian.
Ian se levanta e a beija novamente, de forma lenta, sedutora, que fazia Amy estremecer. Ela tem que ter muita força para se afastar depois de quase cinco minutos seguidos de beijo:
- Eu tenho que ir dormir. Amanhã temos um interrogatório para fazer.
Ela se afasta e sai pela porta, mesmo que Ian faça de tudo para que ela não consiga sair. A ruiva facha a porta e Ian fica encarando a porta por onde ela saiu.
Eu sou realmente sortudo!
Ele sabia que já tinha perdido o seu coração. Ele pertencia a Amy.
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Dan estava deitado, mas seus olhos continuavam abertos.
Natalie podia ter morrido naquela noite. Morrido! E seria inteiramente sua culpa.
Mas, mesmo se culpando, ele não entendia a reação da linda garota. Ela tinha simplesmente surtado quando o viu beijando a Reagan.
Ah, sim, o beijo!
Dan se sentia nas nuvens por causa daquele beijo.
Ele bate a cabeça no travesseiro e bufa.
Ele não conseguia tirar Natalie de sua mente, mas também não conseguia parar de pensar na Reagan.
Ambas mexiam demais com ele.
Elas se misturavam em uma única garota de olhos cor de âmbar e cabelos loiros.
Como seria agora?
Como eu posso escolher entre amor e amor?
Notas finais
Repito: tudo tem um proprosito.!!!
Mais uma coisa: Muito obrigada pelos comenterios que minhas queridas leitoras deixam aqui!
Nem fazem ideia de como eu estou feliz!
Bjinhos pretos com asas(esse é o clássico! kk)
Kathe
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