Notas iniciais
Enleada; segundo o dicionário inFormal: Enredo, intriga.

As flores desabrochavam, perfumando o ar com os mais diversos aromas, e embelezando a vista humana, com suas cores e tonalidades. Naquela fazenda, tão longe do mundo, as margaridas mais uma vez abriam. Uma enleada elaborada e intricada, que era meio natural, meio divina.

Era no pátio, onde Geanna lavava as roupas e Yaha estendia-as no varal, que o som de madeira com madeira era ouvido. Lázaro, desajeitadamente empunhava a espada com a mão esquerda e enfrentava o menino Maxwell. Este último, ao menos, era capaz de segurar tal armamento com alguma graça.

Geanna soltou um suspiro longe e demorado. De desalento, de desencanto.

— Que há? — Yaha perguntou, ríspida. Olhando a menina. — Se não tens motivo nenhum de pranto.

— Sinto falta da tia Wenna. — Curvou os lábios. — Queria que ela viesse, como faz todos os anos.

— Eu também. — Yaha sorriu com as pontas dos lábios finos. Às suas costas ouviu-se o baque surdo da madeira na terra. — Quem venceu?

— Max. — Lázaro segurou na gola do chemise e chacoalhou, tentando espantar o calor. — Sou melhor como bardo que como espadachim.

— Também não és muito bom como bardo — Geanna falou.

Max riu, solto, e Yaha virou-se para suas roupas; sorrindo entre dentes.

Notas finais
OLHA SÓ QUEM POSTOU CEDO. Ou tarde. Mas cedo na questão 24h. Ah, vocês entenderam. Deixa eu contar que estava inspirada na poesia e botei uma referência gritante de uma poesia que eu amo do coração. Dois versos inclusive. Alguém chuta?