O Assassino E Os Soldados Do Caos

3 Capítulo 3 - Missão.


Já faz mil anos desde que me juntei aos soldados do Caos. Logo de inicio eu já era comandante, a pedido do próprio Caos. Mas além de comandante, eu me especializei em assassinatos, e Caos me colocou como seu assassino pessoal também.

Eu assassino todos os homens que Caos acha que irão atrapalhar na restauração da paz, principalmente humanos que tem muita ganância dentro de si. Pois da ganância nada de bom virá. Não que eu saia matando todo mundo por ai, são só as pessoas realmente ruins, ou que podem se tornar ruins, pelo rumo que suas vidas estão levando Caos escolhe quem precisa morrer e eu vou lá e faço o trabalho sujo que todos sabem que é por um bem maior.

Nesse instante, estou treinando na arena, tenho que estar sempre treinando, sou como uma bomba. Com tanto poder armazenado dentro de mim, eu tenho que me manter sempre fazendo algum tipo de exercício, se não aconteceria uma explosão que destruiria tudo em um raio de milhares de quilômetros.

Depois que eu entrei para o exército eu recebi a benção do Caos como todos os outros soldados. A benção do Caos aumenta sua força, velocidade, apura sua audição, visão e olfato. Quando Caos me tornou seu assassino pessoal, ele me deu um pouco de seu próprio poder, que é o mesmo que dar um pouco do poder de cada Deus Olimpiano, Primordial e dos Titãs . Caos poderia dar qualquer poder que quisesse para qualquer pessoa. Ele tinha os poderes de todos os Deuses e Titãs existentes, mas milhares de vezes mais apurados.

Ele começou a me treinar pessoalmente para ajudar a desenvolver os poderes que ganhei. Caos me trata como se eu fosse seu próprio filho e eu o trato como se fosse meu pai, isso me faz o segundo ser mais poderoso do universo e também imortal. Não que eu ficasse muito feliz com isso, pois tinha medo de perder o controle a qualquer hora. Mas tinha seu lado bom, já que eu não podia morrer, eu poderia entrar na frente de qualquer pessoa e salvá-la, impedindo que mais uma vida de algum soldado ou de uma pessoa inocente fosse tirada.

Enquanto eu estava treinando, eu ficava pensando em como minha vida mudou. Aqui eles me tratam com respeito e fazem um juramento perante o Caos que nunca trairão e nem se esquecerão. Aqui eu tenho uma família e amigos de verdade.

Eu estava tão absorto em pensamentos que nem notei que alguém tinha entrado na arena. Só fui perceber quando sinto uma mão no meu ombro e quase corto a cabeça dessa pessoa.

Quando olhei para o rosto da tal pessoa percebi que era Luna. Luna na verdade é Zöe “doce-amarga”. Eu sei, ela estava morta, mas nas primeiras semanas aqui eu comecei a me sentir sozinho. Caos me perguntou se queria alguém para me fazer companhia e a Zöe foi a primeira que apareceu na minha mente. A partir daí ela se tornou a segunda em comando das tropas.

Zoe quando chegou aqui, primeiro ficou com raiva por ter sido um garoto que tinha pedido para ela voltar, mas depois que soube que era eu e descobriu tudo pelo o que passei, começou a ficar com raiva do acampamento. Mas quando disse que estava tudo bem, ela se acalmou um pouco. Mas claro que ela ainda ficou com raiva e ainda está, parece que ela sempre está com raiva de alguma coisa ou de alguém. Depois de um tempo ela se acostumou com a os soldados do sexo masculino e até fez algumas amizades. Agora ela não tem mais ódio por garotos e na verdade até nos atura com educação. Devo dizer que é um grande avanço para ela.

— Quer me matar de susto Zoe?

— Desculpe Percy, mas Caos está te chamando no escritório dele. — Ela disse me trazendo de volta dos meus pensamentos e dando uma risada pelo susto que levei.

Não sei se perceberam, mas ela deixou de falar como se ainda estivesse na Grécia Antiga, o que é um grande alívio porque dava agonia escutar ela falando daquele jeito.

— Tudo bem, obrigado por me avisar. — Disse agradecendo enquanto embainhava contrarrente que agora era negra. Luna e Caos eram os únicos a saberem minha identidade verdadeira e o porquê que me juntei ao exército do Caos.

Eu viajei através do vapor para frente do Caos. Viajar a vapor é só mais um dos poderes que Caos me mostrou. No acampamento eu nunca teria aprendido tudo o que sei sobre os poderes de Poseidon.

Bati na porta e escutei um ''entre''. Abri a porta e entrei no escritório. Caos estava sentado na sua mesa. Sentei em uma das cadeiras. Desde que Caos se refere a mim como um filho, ele me pede para não ficar me curvando e o chamando de ''senhor''. Ele prefere que eu o chame de Caos ou, às vezes, até mesmo de pai.

— Você pediu para que me chamassem?— Perguntei.

— Sim, eu tenho uma nova missão para você. Eu sei que não faz muito tempo que você voltou de sua última missão, mas essa será muito importante, embora eu ache que você não irá gostar nem um pouco dessa nova missão. — Falou olhando para mim.

— Só me fale o que é para fazer, que eu faço. Você sabe disso, te devo por muita coisa. — Disse. Eu já estava acostumado com as missões e ainda tinha a minha promessa. É claro que eu faria tudo o que ele pedisse que eu fizesse.

— Ótimo, se é assim então. Eu preciso que você volte para a terra e ajude o Acampamento Meio-Sangue e o Acampamento Júpiter com a guerra que está por vir. — Ele falou.

— O QUE? Olha eu sempre faço o que me pede, mas dessa vez eu acho que não vou poder ajudar. Você sabe muito bem como eu me sinto em relação a isso, eu posso aparentar já ter superado mas ainda não consegui esquecer completamente. — Eu disse com raiva e com certeza eu estava vermelho. Respirei fundo e continuei, precisava me acalmar: — Com certeza não é nada tão grave para precisarem da minha ajuda, então mande os outros, mas eu me recuso a ir. Não piso lá de novo de jeito nenhum.

— Você vai voltar sim, lembre-se da sua promessa. Gaia está renascendo juntamente com os gigantes e os titãs estão subindo. Não tem nenhuma maneira de que eles vençam essa guerra sozinhos. Por isso vou enviar você, a segunda em comando e o esquadrão Alpha. — Ele disse sem alterar a voz. — Eles precisam da nossa ajuda mais do que nunca, e você irá ajudar querendo ou não. Eu sei que não vai ser fácil para você mas não vou deixar que os deixe na mão por orgulho. Se quiser eu te dou uma poção que vai esconder a sua verdadeira identidade por um tempo, mas quando o efeito acabar, você terá que contar a verdade.

Respirei fundo e disse:

— Tudo bem eu volto, mas não posso garantir que alguém de lá saia ileso, aceito sua poção. — Disse fazendo um acordo. Não estava feliz com isso mas não podia discordar do Caos, ninguém quer ver ele bravo de verdade.

— Ok só não os mate, precisamos da confiança dos olimpianos.

— Isso eu já não posso garantir.

— Agora junte o esquadrão Alpha e a segunda em comando e vão para seus jatos espaciais, você e a segunda em comando tem um jato separado. — Ele disse.

— Ok. — Eu disse mal-humorado enquanto saia do escritório.

Isso não vai acabar bem, pensei. Já posso até ver a confusão.

Andei até a arena, onde meu esquadrão estava treinando no momento e chamei a atenção de todos.

— Preparem-se, temos uma nova missão, iremos para o Acampamento Meio-Sangue, ajudar os campistas contra uma nova guerra que surge. Caos está contando com a gente. Temos que ganhar a confiança dos Olimpianos e dos campistas. Caos pede que não matemos ninguém de dentro do acampamento. Quem mexer com vocês, vocês podem enfrentá-los, eu digo apenas que não é para os ferirem gravemente, apenas os deixem bem traumatizados. — Disse dando um sorrisinho que foi retribuído por todos ali dentro.

Luna se aproximou e me perguntou baixinho:

— Você está de bem com isso Percy?

— É claro que não estou, mas não posso recusar nada que Caos me peça. Disse que não garanto que ninguém sairá ferido, não posso prometer o que sei que vou acabar não cumprindo.

Luna apenas acenou com a cabeça e se dirigiu para os soldados.

— Todos, preparem suas coisas, daqui uma hora iremos partir em direção ao acampamento, eu irei preparar as naves. Nos encontramos no Deque*. Andem.

(Deque: nome do lugar (da imensa nave onde eles estão) onde as outras naves menores ficam e também é onde elas são preparadas para partirem. Do lado esquerdo desse lugar tem um tipo de porta gigante, que quando é aberto, todo o oxigênio é retirado para permitir a saída das naves. P.S.: Não é aquelas coisas de madeira).

Não estou com um bom pressentimento sobre isso.

Não mesmo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.