O Arco Perdido
7 Kathleen - As Caçadoras merecem
Notas iniciais
Sinceramente? Eu estou apavorada. Na verdade, eu fiquei pior do que Mari. E olha que a profecia diz sobre ela. Travis está sentado ao meu lado, ambos com os pés dentro do lago de canoagem. Minhas sandálias em meu colo. Um peixinho passa por entre meus dedos e some.
—Kath — chama Travis.
— Hum?
—Sabe... — fosse o que fosse dizer, Travis foi interrompido por seu irmão, Connor, que tinha sinais vermelhos no rosto, como se tivesse levado uma bofetada.
—HEY! — diz ele com os olhos em mim — Você está aí. Vim lhe trazer isso. — Ele me entrega uma mala camuflada.
—Você a encontrou! — exclamo — Achou minha mala!
Connor sorriu.
—Sim. Estava perto de onde a encontramos.
—Ah, Connor, obrigada. — eu me levanto e abraço Connor, seu rosto assume um tom vermelho, mas Travis ele está meio roxo.
—Você está bem? — pergunto e ele assente em seguida.
—Venha — ele me arrasta —Vou levar você ao chalé 3.
E lançou um olhar cruel a Connor, que ainda estava meio vermelho.
¨
—NÃO! —Travis me lança um olhar assustado. Eu tomo a caixa da mão dele.
É a caixa.
—Eu só ia olhar — defende-se ele.
—Não —rosno —A caixa...
Ele está prestes a dizer alguma coisa quando Mari e Will entram no chalé rindo.
Sim, a Mari, que tem data marcada pra morrer está rindo descontroladamente.
— Travis, seu idiota, Quíron já está dando as instruções! Pediu que viéssemos chamar os dois únicos semideuses ausentes. — diz Mari.
Como assim? A caça a bandeira já começou?!
— Vamos lá, Kath. — ela ri — Mexa-se, afinal a semimorta aqui sou eu.
Ela ri com a própria piada, mas um silêncio incômodo toma o chalé.
Ela ri descontroladamente; e a partir desse momento sei que algo está errado com ela.
Travis me encaminha até a porta e tenho certeza que ele sabe o que ela tem.
Quando Will e Mari já estão alguns passos a nossa frente, conversando, ele sussurra.
— É flor de lótus, Kath. Conhece a história? Deixa os semideuses livres de qualquer preocupação, nos deixa leves, como se estivéssemos...
— Bêbados— completo.
— Mas sem os efeitos como tontura, náuseas... Só a leveza. O achar tudo muito engraçado.
— Ela vai conseguir jogar?
— Ah, com certeza, diversão pra Mari é se esfolar toda, competir e vencer.
Vamos em direção a floresta e somos recebidos por Annabeth.
Ela nos manda para linha de defesa, perto do riacho.
Pede para que a Mari e o Will vão para a linha de ataque, Will com seu arco deve distrair as caçadoras, enquanto Nyssa arma armadilhas, Annabeth atrai as caçadoras para a defesa, onde todos nós as atacaremos e enquanto isso a Mari pega a bandeira.
Confuso, porém, eficaz, ela garante.
Mari se aprumou e parou de rir, e agora com sua adaga em punho, parece alguns anos mais velha.
A Caça a Bandeira começa.
Posso ouvir as armadilhas explodindo, mas nenhuma caçadora chegou até aqui.
E quando chegam, são poucas e as desarmamos com facilidade.
Mas, quando Thalia chega, com aquele escudo medonho, tudo passa em um flash.
Raios cruzam o céu e o barulho de trovões retumba por toda a floresta.
Caio de costas no riacho e um turbilhão de água explode, encharcando Thalia.
Ela bufa, mas não consegue mais produzir raios.
Meus olhos ardem, mas vejo quando Mari chega, rindo com os joelhos ralados e a bandeira das caçadora em punho.
Ela estende a bandeira para Annabeth e diz:
— É sua, Annabeth. Você merece.
— Não, Mari, é sua. — Annabeth diz, seus olhos revelam que todos sabem sobre a profecia.
— Fica com ela.
Sem esperar por uma resposta ela vem até mim e estende a mão.
— Pelo visto, você fez todo o trabalho sujo por aqui, hein?
Olho para minhas roupas: não estão molhadas, mas estou cheia de terra nos cabelos e na camiseta.
Agarro a mão dela e rio.
— Pois é, você bem que poderia ter me ajudado.
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