Mas então, eu ouvi o barulho de tiros. Abri os olhos e vi duas pessoas, uma em cada prédio, atirando nos zumbis. Elas usavam o uniforme da SWAT, e também usavam mascaras de gás.A porta que eu tentara abrir, se abriu. Um homem, também usando o uniforme SWAT e a mascara de gás, surgiu da abertura e vez um gesto para que eu entrasse no prédio. Corri para a abertura no mesmo momento em que duas granadas explodiam no meio dos zumbis.

O local onde eu entrei ela escuro. Escutei alguns cochichos, e depois fui colocado de mal geito numa cadeira. Uma luz se ascendeu acima de mim, iluminando a mim e o homem que me chamara para dentro do local. Ele apontou uma Glock para o meu rosto e disse:

- Você ta pedindo pra morrer garoto — sua voz era militar — Primeiro atrai esse monte de zumbis, e tem a coragem de entrar aqui com esse monde de ferimentos!

Olhei para o seu rosto por trás do visor da mascara. Estava assustado.

- Senhor — eu disse — Tenho uma boa explicação.

A porta se abriu novamente. Dois homens entraram e a fecharam.

- Explica — disse o homem com a Glock.

- Hoje mais cedo eu encontrei dois garotos, um casal de irmãos — comecei — O garoto me atacou e eu atirei nele. Quando vi, estavamos cercados por zumbis. Fugimos com um carro, e eu decidi servir de isca enquanto eles fugia.

- Ousado — disse homem — De qualquer geito você vai morrer. Seja por essa arma ou pelo vírus

.- Não vou — eu disse — Quando esse vírus estava em seu começo, meu pai desenvolveu uma vacina e aplicou em mim. Infelizmente ele morreu antes de espalhar a vacina. Sou imune ao vírus.

O homem abaixou a arma. Ele saiu do raio da luz e cochichou com alguém. Depois voltou e perguntou:

- Quanto tempo faz que você levou a primeira mordida?

- Uns cinco ou seis minutos — eu disse.

Para se saber se alguém estava infectado, bastava olhar suas mucosas cinco minutos depois que ela teve contato com o vírus. Se as mucosas estiverem secas e sangrando, o individuo estava infectado.O homem me analisou bem e depois disse:

- Pode ser que o que você diz seja verdade. Veremos em quatro horas.

Quatro horas. O tempo maximo que um infectado mantinha seu sistema imunológico inalterado. Geralmente, depois de duas horas, o infectado apresentava palidez, fraqueza e olheras. Quatro horas depois, febre alta, calafrios, perda de cabelos e manchas vermelhas pelo corpo. Oito horas depois, vômito, as manchas sangram e os olhos ficam vermelhos devido a hemorragia. Dez horas, o infectado começa a ter convunções, inchaço corporal, e perda de sanidade. Doze horas depois... morte, seguida de reanimação, meia hora depois do óbito.

Fiquei em observação por algum tempo. Acho que depois de umas cinco horas, eles me liberaram.Aquele grupo, antigos membros da SWAT, foram mandados para resgatar um grupo de sobreviventes. Infelizmente eles estavam mortos. Foram atacados por zumbis, e sua fonte de comunicação com seus superiores foram perdidas. Por sorte, de quatro em quatro meses, um avião passava na cidade, deixando suprimentos para possiveis sobreviventes. Era assim que eles sobreviviam.

Dos dez que chegaram, apenas quatro sobreviveram. Peter era um grande atirador, bom com submetralhadoras e revolveres. Milla era outra atiradora, especialista em armas de grande porte. Bobbye era o médico do grupo, e o cara que me apontara a Glock era Corey, o capitão do grupo.
Fiquei com eles por quase um mês. Estamos no terraço do prédio, no fim da quarta semana. Estava todo um tédio, até que tive uma ídeia.

- Vocês têm alguma forma de se locomover?

Eles se entreolharam e depois Corey me disse:

- Temos. Um carro. Mas não o usamos. Faz barulho.

- Por que não mudam de cidade? — eu disse.

- Pensamos nisso — disse Bobbye — Mas precisamos de gasolina. E ninguém tem coragem de pegar.

Houve um silêncio no local. Por fim, eu disse:

- Eu pego. Sou imune a eles.

- Mas se um bando deles te pegar, não será imune a ser feito em pedaços — disse Milla.

Todos nós rimos. Os musculos da minha face doeram, devido ao descostume.

- Eu vou mesmo assim — eu disse — Sou rápido, e imune. Eles não vão me pegar.

- Garoto — disse Corey — Aonde pensa em ir se pegarmos a gasolina?

Havia uma outra cidade que eu queria ir. Des Moines, Iowa. A cidade ficava a quase dezenove horas daqui, mas eu ouvira, quando eu tinha um walk-talk, que Des Moines ia ser um dos grandes pontos de sobreviventes. Era esse um dos motivos de eu estar aqui.Procurar sobreviventes e ir pra lá.

- Des Moines — eu disse — Iowa.

Corey riu. Riu demais. Muito mesmo.

- Boa piada Drake — ele disse — Des Moines fica longe daqui, e deve estar infestada como essa cidade!

- Tem menos habitantes lá! — eu disse — E além disso, eu ouvi dizer que lá tem um grande grupo de sobreviventes.

— Ouviu dizer? — disse Bobbye — Onde?

- Eu tinha um walk-tolk — eu disse — E ele estava sintonizado numa frequencia de um grupo. Eles diziam de Des Moines a todo momento.

- Mas você não sabe de algum mais perto? — disse Peter.

- Filadélfia — eu disse — Mas é menos incerto do que Des Moines. E eu vim de lá. Sei a situação.

Mais silêncio. Milla disse de repente:

— Você busca a gasolina?

- Sim.

Corey disse:

- O.k. — ele se levantou e olhou para as ruas — Faremos isso amanha. Vamos te dar armas e vamos te cobrir. O posto mais próximo fica lotado daqueles monstros, mas vamos te ajudar.

Voltamos para dentro do prédio e começamos a arrumar as coisas. Eles me mostraram o carro. Um Pit-Bull VX SWAT, uma grande caminhonete blindada. Não sei qual o medo deles. Com um carro daquele, o armamento que tinham, e a proteção quase absoluta dos uniformes, eu ia até para a Europa.

O dia seguinte amanheceu. Sem perder tempo, nos arrumamos para a grande escapada. Bobbye ficou no carro, Milla e Peter ficaram a cem metros do posto, e Corey foi comigo. Criou coragem. Fomos de vagar, para não chamarmos a atenção de algum zumbi indesejado. Quando chegamos ao posto, percebi o porque do medo deles: cinquenta zumbis, zanzando como se nada importasse. Mas nada importava para eles.

- Nem respire direito Drake — disse Corey.

Começamos a andar na direção do posto. O galão na minha mão pesava. Os zumbis pareciam não terem nos notado. Graças a Deus não notaram. Caminhei até a bomba. Corey ficou a mais ou menos cinco metros de mim. Ele mal respirava. Peguei a mangueira e despegei gasolina no galão. O barulho daquele liquido caindo no galão alertou os zumbis, e eles vieram na minha direção. Não me mechi. Até quatro deles eu podia encarar. Mas se mais deles viessem. O pessoal esquecera de me dar uma arma. Corey atirou nos seis zumbis a minha volta. Eles cairam no chão, mortos em fim, mas os tiros alertaram os outros zumbis. Eles foram na direção do comandante. Finalmente terminei de encher os déz litros de gasolina. Fechei o galão e corri de volta para o prédio.

- Vamos capitão! — eu disse.

O comandate parou de atirar e correu de volta ao prédio. Milla e Peter começaram a atirar nos zumbis que nos seguiam.Entrei na garagem e entreguei o galão para Bobbye. Peguei sua Glock e ajudei Milla, Peter e Corey a diminuir os zumbis. Eram muitos. Mais ou menos uns sessenta vinham pela rua, sem contar nos que viriam por causa dos tiros.

O ronco da caminhonete me soou divinamente. Ela saiu da garagem. Seu ronco era potente, e ensurdecedor. Ela parou do meu lado. Nem pensei duas vezes e entrei nela. Milla, Peter e Corey entraram logo em seguida. Bobbye disparou por entre os zumbis, atropelado todos os que apareciam na sua frente.Andamos pela cidade, até acharmos a rodovia que ligava a Des Moines. Seria um caminho longo...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.