O Apocalipse

3 Capítulo 3 - Volta pra casa, O rapto.


Notas iniciais
Me ajudem nos comentários.

Chapter 2

Amanheceu em Bluewing, Jeremy e Elizabeth acordaram atordoados, devido ao stress da noite anterior, Elizabeth se vestiu, ela devia acordar seus filhos, eles deviam ir á escola.

Bateu a porta do quarto de Sam, o caçula, tinha 13 anos, cursava a 6ª série, era bem engraçadinho, adorava pregar peça em seus irmãos.

-Acorde Sam — Gritou ela – você precisa ir à escola.

- Ah não mãe! – respondeu Sam com voz de quem acabara de se levantar.

-Agora sim moçinho.

Elizabeth continuou seu trajeto no corredor e bateu a porta de Emily, a filha do meio, em seus plenos 15 anos, cheia de namoricos e paixões.

- Emily, Acorde, você tem escola.

- Tá bom mãe. – respondeu a garota de prontidão.

Agora Elizabeth tinha um desafio à frente, acordar Nolan, o primogênito dos três, o mais rebelde, Metaleiro, costumava matar aulas e odiava tudo que o fazia pensar muito.

- Nolan acorde! – Nolan não respondeu – Acorde agora! É uma ordem!

Silencio.

- Nolan, vou contar até 10, se não responder ou abrir essa porta vou entrar! – Elizabeth começou a contagem – 1... 2...3...4....5...6...7...8...9...10! Vou entrar!

Elizabeth girou a maçaneta, quando abriu a porta, seus olhos não acreditaram no que viu.

O Quarto totalmente bagunçado, as coisas espalhadas e um sinal evidente de briga, a janela aberta, um pouco de sangue no chão.

Nolan tinha sido sequestrado!

Elizabeth gritou seu marido, que correu até o quarto revirado do filho.

- Oh meu deus, o que aconteceu por aqui? – disse ele pasmo com a situação – Elizabeth pôs-se a chorar agarrando no braço do marido.

- Não acredito que o levaram. – disse ela entre lágrimas.

Jeremy também estava assustado, mas não queria demonstrar sua preocupação, a fim de acalmar os nervos de Elizabeth e seus outros filhos, precisava ser forte.

- Vamos ligar para a polícia – Jeremy disse sacando o celular do bolso – é a melhor coisa a se fazer por enquanto.

Enquanto isso Simon se preparava para ir embora, seu voo estava marcado para as 10h00min, teria mais duas horas antes de seu voo sair.

Ele pegou suas tralhas, desceu de elevador, acertou sua conta na recepção e saiu do hotel, estendeu sua mão, a fim de chamar a atenção de algum taxi que estivesse passando.

Para sua sorte, um taxi parou, ele colocou suas coisas do bagageiro e entrou no banco de trás.

O taxista era um gordo, relativamente baixo, com um bigode a se fazer, típico italiano.

-Vai pra onde? – o taxista indagou com um sotaque italiano.

- Ao aeroporto, por favor.

- Veio passear em Veneza?

- Não, vim a trabalho. – respondeu Simon não muito disposto a conversar.

Mas o taxista não percebeu sua indisposição.

- E trabalha com que?

- Bom... Acho que não há problema em falar pra você – Simon disse – verificando o relógio, ainda eram 08h20min – eu trabalho por conta própria, sou um detetive particular.

- detetive ahn? E o que veio fazer em Veneza?

- Bom, 4 semanas atrás recebi uma proposta de investigar um possível conspirador, Jhonny Castiglioni...

- O chefão da Armoth? – perguntou o taxista surpreso pela resposta de Simon – o que ele andou aprontando?

- Sim, Jhonny Castiglioni, chefe das negociações da Armoth, desconfiamos que ele está envolvido com uma seita satânica, uma organização denominada Ômega, uma organização cujo grande objetivo é trazer o Caos, suspeitasse que ela está por trás do desvio de dinheiro das exportações entre a nova Europa, e a Ásia, um dos motivos dessa terrível guerra.

- Absolutamente terrível meu jovem.

- Isso não é nem o começo, Jhonny também afirma ser o anticristo, responsável pela revolta contra o cristianismo desde a implantação da nova era governamental da Europa.

- Esse parece ser o verdadeiro vilão da história – respondeu o taxista encostando o carro na frente do Aeroporto – ficou em 20 euros!

- Concerteza ele é um dos vilões – respondeu Simon entregando o dinheiro ao taxista – mas nossa luta não é só contra humanos.

Simon fechou a porta do taxi e desceu suas malas do bagageiro. Despediu-se do taxista enquanto confirmava novamente as horas no relógio.Eram 09h00min.

Ele foi caminhando para dentro do aeroporto, enquanto procurava a porta por onde sairia seu voo. Finalmente a encontrou, passou suas malas pelo raio-x, e passou pelo detector de metais, tudo com facilidade.

Deixou sua bagagem no carrinho para ser levada para o avião, ficou apenas com uma pequena mala de mão consigo, aquela que guardava sua papelada e seu relatório.

Simon se sentou em um banco para esperar seu horário de embarque. Cochilou durante 5min, quando abriu os olhos, deparou- se com sua mala, toda revirada, aberta, e ao olhar dentro dela, o relatório havia sumido.

O coração de Simon disparou, pensou que alguém da ômega podia ter estado ali e roubado seu relatório, não entendeu o porque da pessoa apenas pegar seu relatório, e não ter nem sequer encostado nele, era um mistério.

Então Simon procurou um lugar calmo e vazio, ele precisava enviar um recado para a ORC, seu relatório havia sido roubado e era muito tarde para escrever outro, era preciso usar um método não muito tradicional.

Simon encontrou um banheiro deserto no aeroporto, não parecia ser muito frequentado, ele encostou a porta e girou a chave.

Fechou os olhos e repetiu: ”Senhor Deus, preciso de sua intervenção divina, me mande Rafael, o mensageiro do Senhor”.

O ambiente ficou muito claro de repente, e pode-se ver um relâmpago no meio do cômodo.

Com seu corpo como um raio suas asas brilhavam e exalavam faíscas de pura eletricidade. Sua espada na bainha aparentava ser pura energia, ele vestia uma armadura de ouro, e sua voz era como a de Miguel, se parecia com uma multidão falando em coro.

- Em que posso ajudar meu amigo Simon? – perguntou o anjo.

- preciso que leve uma mensagem pra mim, preciso entrar em contato urgente com a ORC, mas meu relatório foi roubado, e naquele envelope estava a única referência de endereço que eu tenho deles. Espero que você possa me ajudar.

- O Senhor me enviou para te auxiliar Simon, se não fosse da vontade dele, eu nem estaria aqui conversando com você agora.

- Você está certo Rafael, bem, o recado é o seguinte, diga a Joseph, um dos pastores líderes da ORC, que a minha missão foi falha, mas diga que descobri que Jhonny realmente é o anticristo, e planeja trazer caos ao mundo, ele parece fazer parte do Ômega, mas não confirmou nada, aliás, quando citei o nome Ômega, ele invocou uma besta para me matar, se não fosse a ajuda de Miguel, a essa hora eu estaria morto. Diga também que o meu relatório que continha o endereço da ORC foi roubado, diga a eles para ficarem de olhos abertos, pois a seita maligna poderia tentar alguma coisa. Por enquanto é só isso.

- Certo, irei entregar sua mensagem – Rafael disse já se preparando para voar – assim que eu entregar você saberá. Boa sorte com suas missões Simon.

- Confio em você meu amigo, obrigado.

Rafael como um relâmpago, saiu em disparada, era tão rápido que não podia ser acompanhado por nada nem ninguém, ele atravessou o oceano atlântico em questão de segundos. Chegou até a casa de Joseph Roe, em Washington, o homem estava lendo seu jornal na sala, parecia estar de folga do trabalho hoje.

Rafael fez com que o homem adormecesse, e entrou na sala, encostou 2 dedos na testa do homem, fechou os olhos e entrou no sonho de Joseph, através daquele sonho ele passaria a mensagem de Simon.

Após alguns minutos, sua mensagem foi passada, Rafael saiu do quarto e voltou para Veneza, precisava avisar Simon de que sua mensagem fora entregue.

Joseph acordou alguns minutos depois de Rafael sair, ele sabia que aquele sonho tinha sido real, pegou o telefone, e ligou para os demais líderes da ORC.

Rafael viu Simon sentado no banco de espera através das janelas do aeroporto, esperaria o avião decolar para avisar a Simon que já havia dado o aviso.

Simon preocupado olhava o relógio frequentemente, faltavam 10 minutos para seu voo sair, já era hora de ir para a plataforma de saída.

Chegando dentro do avião, foi até o seu acento, era na janela, sentou-se e ficou por lá, imaginando se Rafael já teria passado a mensagem para Joseph.

O avião decolou, Simon ficou um pouco enjoado com a decolagem, não gostava muito de aviões.

Quando todos haviam dormido, Rafael verificava em que janela Simon estaria sentado, até encontrar, assim que encontrou, soprou no rosto de Simon que acordou assustado, então Rafael do lado de fora da janela do avião, fez um sinal com a cabeça, Simon entendeu que Rafael já havia retornado, e já havia entregado a mensagem.

O mensageiro então disparou na frente do avião, Simon não podia mais vê-lo.

Era hora de retornar para casa.

“Toc, toc, toc!” – Alguém estava á porta – Senhor e Senhora Lowell!

Jeremy mais que depressa correu em direção a porta, era o delegado Martin Sullivan, um homem de meia idade, perto de sua aposentadoria, era calvo, alto, magro. Ele estava ali para abrir a ocorrência do desaparecimento e suposto sequestro de Nolan Lowell.

- Sinto muito Jeremy — disse Martin com intimidade, aparentando que já conhecia o casal – Vamos fazer o possível para dar um fim nisso.

- Jeremy olhou para Elizabeth e ambos assentiram com a cabeça.

Jeremy convidou o delegado a entrar, Seu parceiro estava com ele, Adam Curt, um homem jovem, recém-formado, havia saído da academia de polícia há poucos meses.

Eles se sentaram na sala, Elizabeth se sentou do lado de seu marido, o delegado se sentou numa poltrona, de frente para o casal, enquanto Adam preferiu ficar em pé.

- O senhor aceita alguma coisa? – perguntou Elizabeth, afim de manter a boa recepção.

- Não, Obrigado! – disse Martin estendendo a mão, rejeitando a oferta.

Martin deu um sinal para Adam pegar o bloco de anotações e o boletim de ocorrências.

E o interrogatório começou.

- Olha Jeremy, eu sei que é um momento difícil, por isso vou tentar ser o mais objetivo o possível.

Jeremy concordou.

- Vamos começar pelo básico, qual o nome completo da vítima?

- Nolan Lowell.

- Idade?

- 18 anos.

- Qual o dia do ocorrido?

- bom, acredito que na madrugada do dia 30 de agosto para o dia 31.

- Quem foi o primeiro a dar falta de Nolan?

- Fui eu! – afirmou Elizabeth – quando fui acordar as crianças pra irem pra escola, ao abrir a porta, me deparei com aquela cena horrível. – disse ela começando a chorar novamente.

Jeremy olhou para Martin e disse:

- Por Favor, a próxima pergunta — como se quisesse que aquilo acabasse o mais rápido possível.

- Certo, eu preciso saber se Nolan tinha algum inimigo, ou alguma richa com alguém.

- Não que eu saiba Martin, apesar de ser rebelde, e desobediente, ele se comporta bem conosco, ele nos respeita, nunca precisei nem mesmo ir á escola resolver os problemas dele, ele é um garoto pacífico, não gosta de brigas.

- E você sabe quem possa ter sequestrado ele? Alguém que tenha algum motivo, qualquer um, uma richa com você ou até mesmo com Elizabeth?

- Bem Martin, agora que você disse, alguns dias atrás, veio um rapaz aqui, um tal de Jhonny alguma coisa, não me lembro bem seu nome, ele estava atrás de Nolan, o acusando de ter pego uma pasta. Realmente não acredito que Nolan tenha feito isso.

- Certo, vou verificar se algum Jonny veio por essas bandas ultimamente, qualquer coisa lhe dou um retorno – disse Martin se levantando.

Jeremy se levantou também e acompanhou os oficiais até a varanda, onde Jeremy deu um aperto de mão em Martin olhou em seus olhos e disse:

- Obrigado Martin, obrigado mesmo, você não faz ideia do quanto eu agradeço.

- Estou somente fazendo meu trabalho – Martin disse colocando seu chapéu na cabeça – vou fazer o que eu puder para resolver esse caso Jeremy, pode ter certeza!

Os oficiais caminharam até a viatura, Adam estava ao volante, num piscar de olhos, ele deram a volta na praça e seguiram rumo à delegacia.

Jeremy fechou a porta e caminhou até Elizabeth, sentou- se ao seu lado, abraçou- a e tentou consola-la:

- Tudo vai dar certo Eliza, tudo vai ficar bem.

Eram aproximadamente 21h30min quando o avião de Simon pousou no aeroporto Bellingham, em Washington.

Simon desceu do avião aturdido, devido à aterrissagem, lembrou que devia explicações para a ORC, mas o importante era chegar são e salvo ao seu escritório, lá tudo se resolveria.

Após retirar toda sua bagagem, Simon tirou o telefone do bolso e fez uma ligação. Iria conversar com Mark, seu amigo que havia ficado com seu carro emprestado.

Ele discou o número, o telefone chamou umas três vezes, Mark atendeu.

-Alô, Simon?

- Sim Mark, sou eu.

- Ei rapaz, como foi de viagem?

- Um pouco pior do que eu esperava – disse Simon tentando cobrir o microfone, para que Mark o ouvisse melhor. A voz que chamava os passageiros para embarque parecia não se calar, e estava atrapalhando a conversa.

- Vejo que está no aeroporto – disse Mark após escutar a voz irritante da mulher.

- Sim, exatamente por isso que eu liguei, preciso que venha me buscar.

- Agora estou um pouco ocupado com o trabalho, pode ser daqui uma meia hora?

- Mark, eu sei que você não está trabalhando, posso ouvir o som da TV ao fundo.

“Silêncio”

- Mark?

- Ok Simon, dessa vez você venceu, estou indo te buscar, me espere do lado de fora do aeroporto.

- Ok, mas você nem sabe qual aeroporto eu estou.

- Quem disse que eu não sei?

- Eu! Em momento algum afirmei em qual aeroporto eu estava.

- Você está no Belingham International Airport. Estou certo?

Simon não se surpreendeu com a descoberta do amigo, afinal, ambos estudaram juntos, e se formaram juntos, ele sabia que Mark também era um ótimo detetive, só era preguiçoso.

- Certo Mark, você acertou, como chegou a essa dedução? — Simon disse com tom de deboche.

- simples, ao ouvir a voz da mulher chamando os passageiros ao embarque, ela disse para os passageiros com destino á Frankfurt, Alemanha, fossem para a plataforma 9, pois o voo sairia ás 22h00min.

- Certo, mais isso ainda não explica como você deduziu.

- Calma meu amigo, deixe — me concluir meu raciocínio. Um voo de Washington para Frankfurt, demora cerca de 8h. Ao chegar lá, o avião é reabastecido, demorando no máximo 1h e 30min. Assim, somando mais 8 horas de viagem, temos que o avião sairia da Alemanha as 7h30min da manhã, e chegaria aqui por volta das 15h30min. A moça também disse que o próximo voo além do de hoje, seria amanhã ás 09h. sendo assim só daria tempo de trocar o piloto e reabastecer o avião para sair novamente. E o único aeroporto que faz viagens consecutivas de ida e volta com um tempo de espera tão curto durante os voos, é o Bellingham.

- Certo, seu raciocínio foi um pouco confuso e difícil de “engolir” – Simon disse sorrindo – mas pelo menos você acertou o aeroporto.

- Bem, no final da frase a voz da secretária também disse: “Obrigado por escolher o Aeroporto Bellingham, boa viagem”. – Isso também foi de grande ajuda – Disse Mark gargalhando ao telefone.

- O preguiçoso Mark de sempre! – riu Simon – Agora venha logo me buscar!

- Olhe para a porta.

Simon pode ver Mark na porta do Aeroporto sorrindo, com o telefone na orelha.

- Agora sei por que me enrolou com a conversa todo esse tempo.

- Elementar meu caro amigo, elementar. – Mark disse fingindo estar fumando um cachimbo.

Os dois riram.

Os dois foram caminhando e conversando até o carro.

Simon colocou suas malas no bagageiro, e entrou no carro. Mark foi dirigindo, ambos conversando sobre a viagem.

Mark era um ótimo amigo, Simon o conheceu na faculdade, ambos era da mesma sala, dividiam o apartamento, sempre se ajudavam, uma verdadeira amizade. Formaram-se, abriram uma agência juntos, onde recebiam casos particulares. A grana era boa, mas eles ainda tinham algumas dívidas para pagar.

Assim que receberão o serviço, aceitaram imediatamente, o pagamento era bom, valeria a pena, afinal uma investigação simples, conjugal, girava em torno de U$750 dólares, uma investigação empresarial, variava de U$10.000 a U$15.000 dólares. Mas esse caso, era realmente importante, receberiam U$120.000 dólares, era muito dinheiro.

- E como vai o outro caso que você estava trabalhando Mark? – Simon perguntou enquanto ajustava o ar condicionado do carro.

- Vai bem, realmente a esposa estava traindo o cliente, eu a fotografei com o amante, agora o cliente vai entrar com um processo contra ela, vai querer divórcio.

- Esses casos conjugais são um tédio, sempre disse isso, são os que eu mais detesto.

- Realmente são cansativos, mas é necessário fazê-los, uma vez que precisamos de dinheiro Simon.

- eu sei, eu sei, são os ossos do ofício.

- A ORC já contatou você?

- ainda não. – Simon fez uma cara de preocupado.

- E eles já sabem que você voltou de viagem?

- Sim, mandei Rafael avisar Joseph.

- Outra vantagem em ser um profeta. – Mark riu.

- Se não fosse meu dom, provavelmente não estaria vivo aqui, o Senhor enviou Miguel pra me salvar também. A ajuda divina tem sido extremamente importante desde que começamos a lidar com o anticristo.

- Realmente não tem sido fácil, hoje me deparei com duas bestas me seguindo.

- Sério?E o que fez? – Simon fixou o olhar no rosto do amigo.

- Elas não puderam fazer nada, entrei na primeira igreja que eu vi. Elas foram embora.

- Tem se tornado cada vez mais difícil fazer o nosso trabalho. – Simon abaixou a cabeça.

Finalmente eles chegaram. O apartamento de Simon ficava na 47th com a 64th, era pequeno, ficava no terceiro andar de um edifício enorme, bem cuidado, parecia ser caro. Mark entrou com o carro pela garagem e estacionou na vaga reservada ao apartamento 33, o apartamento de Simon.

Mark morava no mesmo prédio, 5º andar, apartamento 57, o elevador estava em manutenção faziam 2 meses, por enquanto podiam usar somente o lance de escadas, algo que irritava muito Mark.

- Muito bem Simon, você está entregue, aproveite o fim de noite, eu vou dormir, tenho longos 10 lances de escadas pela frente. – Mark alongava enquanto despedia- se do amigo.

- Obrigado Mark, nem sei como agradecer.

- Bom, você sabe como eu gosto das panquecas. – riu Mark, virando-se de costas e acenando enquanto começava a subir as escadas.

Simon ligou o alarme do carro, deu uma boa olhada no estacionamento. Estava vazio, e pôs-se a subir as escadas. Maldito elevador em manutenção.

Simon chegou ao terceiro andar, seu apartamento era a segunda porta a esquerda, no 31 morava um senhor de idade, com sua filha, Judith. Ela cuidava do pai enquanto se empenhava para conseguir boas notas na faculdade. Seu pai tinha tuberculose, direto se ouvia a emergência subindo os lances de escada, batendo na porta da casa de Judith. Era triste ver tanto sofrimento.

No apartamento 32, a história era outra, Lion e Beth, recém-casados, ensaiavam viver em família, haviam se mudado pra lá a poucos meses, e tentavam se acostumar com a vida de casados, já que Lion era enfermeiro do Washington East hospital. Beth tentava leva a vida como atendente em uma loja de roupas, no centro.

No apartamento 34, vivia Stuart, um rapaz novo, em seus plenos 25 anos, namorador, trabalhava como estagiário no Washington Search Service Center. Ganhava o suficiente pra se bancar o mês inteiro e garantir algumas festas. Cujas quais davam uma baita dor de cabeça para os vizinhos.

O apartamento 35 e 36 estava vago, se tratava de um duplex, pertencia a um casal que se mudará dali a alguns anos, Simon não tinha muita intimidade com eles.

O apartamento 37, talvez nem pudesse ser considerado um apartamento, se tratava mais de um estábulo, onde vivia Dora Punket, uma garota de programa, saia a noite inteira e só voltava de madrugada, seu apartamento era um lixo, mal arrumado, mal organizado, direto ela recebia reclamação dos vizinhos pelo cheiro ruim e pelos insetos, ninguém entendia o que levou Dora a seguir um caminho tão triste, uma jovem bonita, com tudo para dar certo, desistiu de tudo para ganhar alguns trocados na noite. Algo precisava ser feito por ela, alguém precisava ajudá-la, mas ninguém se dispunha.

Nos apartamentos 38 e 40 não vivia ninguém, no apartamento 39 morava Bella, uma mãe solteira batalhadora, teve que se dividir para cuidar do trabalho, e ao mesmo tempo, dar carinho e atenção ao pequeno Bem, seu filho. Um exemplo de perseverança, de garra.

Simon entrou em seu apartamento exausto, jogou suas malas em cima do sofá, tirou a carteira e o celular do bolso e se jogou na poltrona, afim de descansar um pouco da viagem. Pensamentos sobre o caso não paravam de vir a cabeça, a ORC ainda não havia ligado, Mark olhou no relógio, eram quase 11h00min, já faziam 14h00min que ele havia pedido pra Rafael dar o aviso para um dos líderes da ORC, Joseph. Será que ele esquecerá? Independente disso, Simon se levantou, foi até a cozinha, encheu um copo com água, abriu um salgadinho já velho que estava em seu armário, e começou a comer, estava faminto.

Terminou o pacote, lavou o copo, e foi até seu quarto, onde trocou de roupa, tirou seu terno e vestiu algo casual, uma bermuda e uma camiseta simples e se jogou na cama. Dormiu como um Bebê.

Na casa dos Lowell, todos estavam sem sono, onde Nolan estaria? Será que estava bem? Será que estava vivo? O medo era grande, mas não havia nada que eles podiam fazer por enquanto. Só acreditar.

Jeremy cansado ligou a televisão, para descansar um pouco a cabeça, de cara, uma propaganda. Agência de detetives particulares Folk, sucesso em 95% dos casos, telefones 555-3678 e 555-8990, contate um dos nossos detetives.

Jeremy pensou um pouco sobre o assunto.

- Ainda é muito cedo pra pensar nisso, a polícia deve conseguir investigar e encontrar Nolan. – Pensava Jeremy.

Mesmo assim, pegou uma caneta e anotou um dos telefones, era melhor prevenir do que remediar, dizia ele, enquanto anotava o número.