O Apanhador De Pesadelos

1 A Coruja e o Apanhador


Notas iniciais
Eu espero que seja o primeiro de muitos e que um consiga superar o outro.

É noite e Henry não sabe as horas, preciso de um relógio, pensa ele enquanto anda. O casaco, a touca e a calça impedem que as gotas de chuva gelada encostem em sua pele, porém o vento frio da noite Londrina lhe atinge fazendo ele se encolher e por as mãos descalças dentro do casaco, também preciso de luvas, pensa ele novamente.

Ele se distrai enquanto caminha e quando se dá por si, está em uma rua escura, torta, deserta e totalmente desconhecida, e nela só tem algumas casa e um bar, que ele pensou em ignorar, mas quando estava já chegando no fim da rua ele repara que a chuva começa a ficar mais forte. Ele olha para o bar e vê que está aberto, e isso para ele é ótimo, até que uma cerveja não cairia mal e eu preciso perguntar as horas.

Ao entrarno bar ele se depara com um cenário estranho de bêbados gritando e desmaiados em todos os cantos e o único lugar sobrando é um perto do balcão e a vontade de tomar a cerveja vai embora, é melhor só perguntar as horas. E ele tenta passar por entre os bêbados enquanto gritos de vozes pouco afinadas perturbam sua cabeça, e ao chegar no barmen ele repara que o é um homem baixo e gordo, com pouco cabelo e com uma roupa suja de cerveja, um típico barmen, logo pergunta:

— O senhor poderia me informar as horas, é que estou meio atrasado e estou sem relógio — Diz Henry tentando ser o mais educado possível.

— EU NÃO ESCUTEI — Grita o barmen

— EU PEDI PARA VOCÊ ME INFORMAR AS HORAS — Devolve Henry.

— Tudo bem garoto, mais não precisa gritar, são 23:27.

- Droga, estou atrasado... de novo. — Reclama o jovem com ele mesmo.

- Para onde você está indo rapaz? Talvez eu possa ajudar a chegar mais rápido.

- Do que o senhor está falando?

- E sou um homem de contatos e posso rapidamente te arrumar uma carruagem, porém...

- Porém? — Pergunta Henry muito entusiasmado.

- Você terá que fazer algo por mim. Você vai ter que me ajudar a te ajudar.

- HAHA — Uma gostosa gargalhada sai da garganta de Henry — Ajudar é o que eu mais faço, você não deve me reconhecer pela aparência, porém você deve reconhecer meu nome, me chamam de "O Apanhador". — Diz ele.

O bar ficou em silêncio e todos olhavam para o jovem sentado no balcão, porém ele já estava acostumado com aquela reação das pessoas, já que esse é o preço a se pagar por ter poderes místicos capazes de resolver problemas. O barmen quebra o silêncio dizendo:

- Bom... Eu ia pedir para que você simplesmente me ajuda-se com os bêbados, mas já que você é o Apanhador, vou te pedir algo mas complicado. — Fala o homem sem muita enrolação, e aos poucos o barulho dos bêbados vai voltando — Tem algo me impedindo de dormir, não sei o que é e tenho medo de que seja algo grave.

- Isso não é complicado, isso é muito fácil. — Diz Henry — Você só precisa ficar ali no meio , POR QUE EU QUERO DAR UM SHOW PARA ELES HOJE!

Com gritos como: "Um show do Apanhador, isso vai ser ótimo!" e "Finalmente uma atração de verdade nesse bar". Logo tinha um palco improvisado com algumas messas e cadeiras no meio do bar. Enquanto o barmen se ajeitava e Henry subia no "palco", todos os homens que estavam no bar formaram um círculo em volta dos dois. O barmen tremia em sua cadeira e os gritos ficavam cada vez mais altos até que o jovem se aproxima do ouvido do dele e diz suavemente:

- Não tenha medo.

Com isso ele põe a mão na cabeça do barmen e fecha os olhos enquanto fala para si mesmo:

- Essa mente agora é minha, essa mente agora é minha.

E quando ele abre os olhos, ele está em uma escuridão total e ele fica espantado com isso, pois era para ele simplesmente estar no mundo real e tudo ter se resolvido em um passe de mágica. Seu medo só aumenta enquanto a imensidão escura continua em torno de Henry e de repente, um som de um coruja ecoa pelo lugar infinito e atingi o jovem, que tem um calafrio instantâneo e aos poucos a imagem de uma coruja vai surgindo na frente de Henry, deixando-o tão apavorado ao ponto de cair no chão. E quando a coruja se completa, dava para se perceber que não era uma coruja normal, ela era bizarra e medonha com olhos como os de um apanhador de sonhos. Aquela figura gigantesca se curva sobre ele enquanto o olha com seus olhos macabros o e uma voz que vem de dentro de sua mente, porém não é a dele, lhe diz: Você apanha os pesadelos e os problemas das pessoas sem se perguntar para onde eles vão, mas eu posso dizer, eles ficam guardados, porém uma hora, eles tem que sair.

- NÃOOOOOOO

E com um grito Henry abre os olhos e está de volta no bar, porém a paisagem estranha que ele tinha visto quando entrou tinha mudado, as luzes tinham se apagado e ele podia ver, 13 homens mortos com suas cabeças abertas e sangue em odos os lugares, porém no teto, o sangue formava as palavras: Uma hora eles tem que sair.