O Antes e o Agora
3 Capítulo 3
Uma semana se passou e nada do tal Olavo dar sinal de vida. Foram 7 dias esperando pelo menos um oi por mensagem e só o que recebi foram convites para festas de sempre. Talvez eu esteja decepcionada porque nunca aconteceu nada do tipo comigo e eu não acredito que estou sendo desprezada dessa maneira, logo eu!
Mas ninguém precisa saber do meu fracasso, ainda mais quando isso aconteceu uma única vez não é mesmo? Talvez ele seja apenas muito apaixonado pela esposa e nem mesmo uma pessoa atraente pode colocar o casamento dele em jogo! O amor é lindo não é mesmo? Não! Mas espera aí! Desde quando eu perco tanto meu tempo pensando em homem mesmo?
O importante é que hoje é dia de festa da empresa do meu pai e quer oportunidade perfeita de mostrar para ele o que ele esta perdendo e como foi rude da parte dele me deixar de escanteio dessa forma?
Meu vestido Balmain já estava reservado para ocasião e o salão já marcado. Uma herdeira não pode decepcionar nunca.
As horas passaram rapidamente e por incrível que pareça eu fiquei pronta sem atrasos. Chamei um uber e fui para a festa num clube famoso aqui da minha cidade, seria uma daquelas noites onde se eu falasse o que penso meu pai com certeza me deserdaria!
Ao chegar me deparei com alguns fotógrafos, sorri para alguns e entrei no local da festa. Dessa vez meu pai tinha se superado! Desde a morte da minha mãe ele não tinha feito um evento tão grandioso!
Por sorte encontrei um garçom servindo espumante e já me servi de uma taça, a noite seria longa.
Há alguns metros dali meu pai acenou para mim. Eu confesso que dei graças à Deus quando percebi que ele estava sozinho e não no meio de uma roda de puxa sacos que olhariam meus peitos quando eu me aproximasse.
—Oi pai! A festa esta linda, dessa vez você se superou!- Falei dando um beijo em seu rosto
—Oi filha! Você está maravilhosa como sempre! Obrigado por vir, eu sei como você acha esse tipo de evento tedioso.- meu pai respondeu. Realmente esse tipo de evento sem graça e cheio de etiquetas não tinha nada a ver comigo- Eu imagino que esse vestido vai me fazer ter um ataque do coração quando a fatura chegar!
—Tudo pela sua festa pai!- respondi com ironia- A filha do dono da empresa não pode aparecer maltrapilha, não é mesmo?
— Na realidade o ideal é que a filha do dono saiba realmente o que quer fazer da vida invés de torrar a grana do papai em festas, roupas e viagens como se ela fosse eterna. Eu espero que você esteja pensando no seu futuro, ou você acha que você vai ser essa garota festeira que não se importa com nada pra sempre?- ele disse
—Jura que vamos ter essa conversa agora? Você não podia simplesmente ficar feliz por eu ter vindo na sua festa tão importante?- retruquei. Eu realmente estava feliz assim, viver o agora sem me preocupar com o futuro é a melhor sensação do mundo.
— Eu estou feliz, mas ficaria mais feliz ainda se você tivesse um objetivo na vida!- meu pai me respondeu
— Meu único objetivo hoje é beber espumante o suficiente pra aguentar o porre que é essa festa!- respondi querendo cortar o assunto. Ele não podia falar da decoração ou do buffet?
— Eu te dou 3 meses pra arranjar uma ocupação na sua vida, não me decepcione!- disse ele sério, me dando um ultimato e eu apenas sorri de forma cínica e caminhei para o banheiro mais afastado da festa.
Cheguei ao banheiro e tranquei a porta. Precisava respirar! Eu não acreditei que meu pai estava me dando um ultimato! Ele sabe que meu ponto fraco é esse e ele faz isso porque quer que eu ocupe seu lugar na empresa futuramente. Mas ele também sabe que eu não tenho nada a ver com esse cargo e que não tenho paciência com esses dilemas de gente rica e de herdeiros.
Depois de me recompor abri a porta e saí distraída quando de repente trombei com alguém. Olhei para cima e reconheci aquele moreno, aquele mesmo que não discou meu número a semana inteira: Olavo!
— Olha só quem me deu o prazer da companhia! — falei com ironia- Sua esposa veio? Gostaria de conhecer a bela mulher que rouba sua tenção por inteiro!
— Oi pra você também Ursula! Minha esposa não pôde vir, não estava se sentindo bem! Não sabia que você esperava minha atenção- ele respondeu. Que cara de pau! Ele estava jurando que eu fiquei me matando por um pouco da sua atenção, coitado. Talvez ele tenha um pouco de razão.
— Eu não espero sua atenção, mas não é todo dia que alguém esquece de mim tão fácil- dei um gole em meu espumante e quando estava virando as costas para sair de perto dele o senti puxando meu braço.
— Ursula, por favor não me provoque! Eu conheço o seu tipo, você só quer diversão e eu não posso arriscar meu casamento por apenas uma noite- disse ele próximo do meu ouvido e ainda segurando meu braço.
— Te provocar?- Susurrei me aproximando do castanho- Isso seria provocar, pra você?!- me aproximei e dei um beijo no canto de seus lábios. Puxei meu braço e deixei ele para trás, sem ação.
Sorri ao pensar que ele se sentia provocado por mim e me achava uma ameaça. Ele realmente não tinha visto nada, conquista-lo massagearia eu ego.
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