O Antagonista

2 Capítulo 1 - O início


Não existe um momento certo em que essa história inicia. Poderia dizer que foi na concepção de nossa protagonista, ou até mesmo aos onze anos, quando a mesma recebeu uma carta atípica informando sua natureza bruxa. Hermione Granger deixa de ser trouxa e passa a ser aluna de Hogwarts. Estuda como louca no meio tempo entre a novidade e o dia de partir. É admirada e apoiada por seus pais, também trouxas. No trem a Hogwarts, conhece o famoso Harry Potter e ainda não tão famoso Rony Weasley. Na realidade, esses fatores todos foram contribuintes para o que aconteceu nos anos que se seguiram na vida da jovem. Porém, se devemos definir um momento crucial...

Hermione Granger, acidentalmente, trombou com Draco Malfoy no Expresso de Hogwarts em sua primeira viagem até a escola de magia.

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– Quem essa garota pensa que é para atrapalhar o caminho de um Malfoy?

Com um tom insolente, arrogante e seguro de si, Draco Malfoy era uma miniatura de ditador. Apesar da pouca idade (e altura), o garoto já apresentava indícios de insubordinação. Criado com o ideal da superioridade do puro-sangue, Malfoy migrava para Hogwarts com pilares de ação bem definidos: fazer relações que fossem proveitosas, influenciar seu grupo, dominar a elite e diminuir os que iriam de encontro a seus ideais.

– Olha, francamente, se você acha que eu "atrapalhei" o seu caminho com alguma intenção... Meu caminho é que foi obstruído pela sua presença! — Hermione respondeu à agressiva, já projetando em sua mente que seu ano seria cercado de sujeitos cheios de si como aquele garoto loiro e com cara de azedume.

– Draco, essa garota com certeza deve ter uma sangue sujo. Vamos sair daqui. — uma garota morena, com cara de poucos amigos, pegou a mão de Draco e indicou o caminho a frente.

– Certo. Mas isso aqui não fica por aqui, garotinha. Vou lembrar dessa sua cara de quem sabe mais do que deve.

Draco seguiu caminho e deixou para trás uma Hermione pensativa. "Mas que grande merda", ela monologava com si enquanto lembrava o que a tinha feito estar no corredor, em primeiro lugar. Um garoto com que ela dividia o vagão, Neville Longbotton, havia perdido seu sapo de estimação e a garota havia se lançado na busca (não apenas do animal, mas da amizade de alguém que fizesse dessa transição algo não tão traumático)."Não quero saber dessa criatura, nunca mais."

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Hermione conseguiu sobreviver às primeiras semanas em Hogwarts de maneira consideravelmente tranquila. Feliz por ter ficado na Grifinória (mas com uma pontada de orgulho ferido, afinal, era Corvinal a casa conhecida por abrigar as mais brilhantes mentes da escola), ela se aplicou e mostrou conhecimento em toda a variedade de aulas que pôde. Suas duas maiores (e podemos considerar, inclusive, “únicas”) dificuldades foram as aulas de voo com a Madame Hooch e fazer amigos. Seu saber costumava ser considerado “insuportável” e, ainda que tivesse boas intenções, era ridicularizada quando fazia questão de mostrar seu conhecimento.

O auge dessa dificuldade foi no dia de Halloween. Na aula de Feitiços, a garota tentara mostrar a Ron Weasley a maneira correta de executar o feitiço de levitação. Entretanto, na saída da aula, ouviu o garoto afirmando que, por essa mania incurável de se meter na dificuldade alheia, ela não tinha amigos. Obviamente magoada, a jovem passou o dia inteiro trancada no banheiro se lamentando, situação essa que só foi ter fim com o episódio do trasgo montanhês, no qual Harry e Rony a salvaram e ela, como forma de retribuir, levou a culpa pela situação. Daquele momento em diante, a garota ganhou dois melhores amigos; afinal, “há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.