O Anjo e o Demônio

1 Capítulo 1 — Difícil Decisão


Notas iniciais
Primeira fanfiction, sejam bondosos. Boa Leitura!

“Como você poderia saber o que é a felicidade se nunca tivesse experimentado as quedas?”

Uma leve batida na porta onde a garota descasara, ele se revirou na cama levantando para ver o que queriam logo tão cedo. Abriu a porta e se deparou com um garoto que entrega os avisos importantes em pergaminhos, o anjo pegou sua mensagem e voltou para dentro de seu local de descanso, jogou o pergaminho em qualquer canto e deitou-se novamente em sua confortável cama.

Uma nova batida à porta fez o anjo murmurar algo inteligível para quem quer que estivesse na porta, mas as batidas estavam incessantes, levantou-se novamente com mau humor dessa vez, seus olhos se arregalaram quando viu seu supervisor ao abrir a porta.

— Bem, quando começaremos novamente com a sua advertência? — ele olhou para ela com desgosto.

— Mas, eu não fiz nada dessa vez... — o anjo tentou explicar.

— Tem certeza, você pelo menos abriu seu pergaminho de recados? Creio que não! — novamente o olhar de desgosto.

Pegou o pergaminho jogado pelo chão e o abriu, as letras grandes e a forte luz que pode cegar qualquer humano, logo as letras na cor dourada ficaram visíveis

“Jovem anjo você deve comparecer a sala do seu superior no próximo por do sol”

O anjo engoliu em seco sabia que dessa vez a punição seria severa, estava atrasada uma hora e meia, o anjo mordeu o lábio inferior e sorriu, o supervisor olho-a com negação, mas sempre cedia, o sorriso dela era muito acolhedor e inspirador, também só saia quando estava encrencada com o supervisor.

— Ele quer falar com você, e você como sempre o faz esperar, dessa vez é realmente muito serio — o supervisor fechou o pergaminho incentivando-a a sair.

O anjo e o supervisor saíram da casa de descanso passando pelo Jardim dos Anjos, todos olhavam para o anjo e faziam negativas com a cabeça, todos os dias aquele anjo ia parar na sala do supervisor por fazer alguma travessura ou simplesmente não aparecer para fazer seus afazeres perdendo à hora.

Passaram pelo Jardim do Conhecimento, novamente alguns anjos daquela área sempre a admiravam pela coragem de burlar a regras e sem medo do castigo. Alguns a acha excêntrica, outros em maiores números acha corajosa.

Seguiram em direção a sala do supervisor, vários olhares curiosos caíram sobre ela, “o que será que ela fez dessa vez” ; “deve ter perdido à hora como todos os dias” o anjo pode ouvir seus amigos falando, Stefan e Rebekah eram os anjos que sempre levavam a culpa por ela, eles também a encobria quando podia, mas sempre é pegos, ela sempre os coloca em maus lençóis. O anjo entrou na sala do supervisor, ele entregou a ela o pergaminho, observou-a por um momento.

— Agora deve seguir sozinha — o supervisor abriu o portal.

E assim o anjo fez, seguindo sozinha para dentro do portal, sem cerimônias ia repetindo suas desculpas mentalmente. Não era a primeira vez que fora chamada ali, a primeira vez foi à cinco meses atrás quando ela fez com que ela, Stefan e Rebekah burlassem uma regra importante, invadido a sala de desejos. A punição para a quebra da regra foi polir toda a sala do trono em ouro quente, realmente uma das punições mais doidas.

Mas, dessa vez ela tinha plana certeza que não fez nada e não tinha obrigado ninguém a contradizer as regras do trono. Quando atravessou o portal, como sempre não conseguia olhar para o trono quando Vosso senhor estava sentado, ela podia ouvir cada suspiro.

— O que te afligi? — perguntou com uma voz doce

— Dessa vez eu realmente não sei o que eu fiz — disse o anjo sincero.

— Não se trata do que fez e sim do que ira fazer — disse ele calmamente.

— O que eu irei fazer — disse o anjo descrente.

— Não é tão ruim e você poderá levar o anjo Stefan e o anjo Rebekah com você, tome isso como um bônus — ele disse com bondade.

— Tá mais o que eu tenho que fazer? — perguntou com impaciência.

— Simples você terá que fazer o equilíbrio entre dois humanos, o equilíbrio que decide quando o mundo entrara em guerra entre o céu e o inferno — falou ele analisando o anjo a sua frente —Você consegue?

— Acho que existem anjos melhores que eu para essa tarefa — todos naquele lugar vivia dizendo que o anjo não conseguia nem colocar sua cabeça em ordem que dirá entrar em missões importantes — Não acredito que eu possa fazer isso...

— O que te faz pensar assim?

— Todo mundo, eu sou a encrenca em forma de anjo... Acha mesmo que eu o pior anjo conseguiria fazer tal proeza — ironizou.

— Acho! — gritou se contendo um pouco.

— Achou bastante errado não? — o anjo riu.

— Bem, só cabe a você fazer, porque é assim que deve ser — disse ele forte — Pense nisso até o próximo amanhecer... E venha até mim, dizer qual é a sua escolha, mas tenha em mente que apenas você pode fazer...

Depois que ele disse saiu da sala do trono, o ambiente ficou mais calmo sem dar tempo do anjo responder, apenas se virou para a saída voltando para sua área de descanso, passando apressadamente pelos campos sem que nenhum anjo a visse, hoje não estava a fim de dar explicações.

Entrou em sua casa de descanso e desabou na cama pensando como que ela esta responsável por não deixar que o mundo entrasse em guerra entre o Céu e o Inferno, como ela foi cair nessa de ter responsabilidades.

— Droga! — disse alto.

— Você sabe que não pode falar isso — Stefan disse.

—Quer me matar é isso — perguntou o anjo depois de cair da cama.

— Caroline... Ele tem razão você não pode falar isso — dessa vez Rebekah se pronunciou.

— De onde você surgiu? — perguntou Caroline — O que querem?

— O que foi que você fez dessa vez? Porque ficou lá mais do que o normal? — Stefan perguntou preocupado.

— Bem, bem por onde devo começar... Ah sim me lembrei estamos encrencados... — disse ela calmamente.

— No que você nós meteu Caroline? — perguntaram os dois juntos.

Caroline começou a rir sem conseguir parar, ambos a olharam com o olhar de reprovação, eles sempre acreditavam nela é sempre ia para o castigo junto com ela. O anjo levantou do chão e deitou novamente na cama, os dois amigos a encaram querendo saber como seria a próxima punição.

— Caroline? — Stefan a chamou — Qual será a nossa punição?

— Hm... Ainda estou pensando — disse ela se virando para encarar e Stefan que se sentou na beirada da cama.

— Caroline. Da última vez tivemos que polir o trono, por favor, fala logo, estou ficando angustiada — Rebekah a olhou decepcionada.

— Eu disse que ainda estou pensando? — disse ela brincalhona.

— Você esta pensando na sua própria punição, Stefan fala pra mim que isso é uma grande brincadeira de mau gosto? — Rebekah suplicou por uma explicação de Stefan.

— Car... Explique-nos — pediu Stefan.

— Amanhã... Stefan... Amanhã... Quando eu souber minha decisão — disse o anjo voltando a se deitar e virar para o lado aposto a eles — Agora me deixe, terei de fazer isso sozinha, tudo bem pra vocês?

— Tudo bem Caroline... — Stefan disse solidário.

— Stefan! – Rebekah chamou a atenção dele — Ela que decidira nosso futuro, tem certeza disso?

— Eu confio nela, você deveria fazer o mesmo — disse Stefan abrindo a porta e puxando Rebekah junto a ele.

— Tudo bem, Car... Eu confio na sua decisão — disse Rebekah antes de Stefan fechar a porta.

O resto da noite estava silencioso para todo o Jardim dos Anjos, mas numa das casas de descaso os pensamentos do um certo anjo estava bastante barulhentos. Se ela falhasse nessa missão a guerra estaria declarada, e só ela poderia fazer tal feito ninguém mais podia. O jovem anjo era de uma linhagem de anjo muito importante para todo o mundo, mas ninguém nem mesmo o supervisor poderia falar sobre a família dessa linhagem.

O anjo se revirava na cama depois de ter pegado no sono, um pesadelo bastante constante em toda sua existência, sua vida inteira era as únicas memórias de sua família. Fogo. Fumaça. Dor. Escuridão. O anjo acordou suando frio e com medo, mas se lembra que esta em um lugar seguro.

>— NA SALA DO TRONO

— Se ela não aceitar temos que usar o anjo Rebekah e o anjo Stefan para convencê-la a ir... Ela é a única que pode... — disse o supervisor exasperado.

— Calma, não iremos usar ninguém... Ainda não temos a decisão dela—a vos suave dele transmitia calma.

— Esperamos pela vontade dela, mas saiba que se ela se rejeitar, farei com que ela aceite por bem ou por... — o supervisor foi cortado.

— Chega! — o grito fez estremecer o local — Não somos assim... Se acalme temos três horas para o veredito final... Eu confio nela, e sei que ela não nos decepcionara...

— Se ela falhar não tem ninguém para a próxima linhagem o que acontecerá? — perguntou o supervisor afoito.

— Eu não sei — a voz dele de repente ficou triste —Entraremos em guerra, talvez...

— Tudo bem... Esperaremos a decisão da desmiolada... Mas não vou confiar minha vida nas mãos dela — disse o supervisor brincalhão.

— Desmiolada que talvez salve a todos nós — novamente a voz de repreensão.

— É talvez... — zombou.

OS PRIMEIROS RAIOS DE SOL POUSARAM SOBRE O CÉU

O anjo se levantou descontente com a hora que estava acordando, mas provavelmente estava atrasado novamente. O trato era estar na sala do trono quando o sol aparecesse, mas nenhuma decisão foi tomada da parte dela, ela não queria uma missão que todos dependessem dela mais que outra escolha ela tinha? Apenas ela poderia fazer, mas ninguém em seu lugar.

O anjo encarou a porta hesitante saiu em direção a sala do supervisor, nenhum anjo foi visto no Jardim dos Anjos, nunca viu o céu tão vazio, parecia que todos estavam de folga. O anjo se preocupou em ver todos na sala do trono esperando pela decisão. Porque segundo O Pai todos dependem que ela faça tal feitio, na qual ela diria que não era apta a fazer “será que irão se decepcionar comigo?” pensou o anjo entrando em um pânico repentino. Nunca foi capaz de fazer nenhuma tarefa sem ter consequências desastrosas no final.

O anjo entrou na sala do supervisor e ele não estava, o que era um milagre, pois o anjo estava pronto para ouvir novos sermões de que estava atrasada para um dia importante e ela sempre brincando. Passou pela sala do supervisor e entrou na sala do trono.

— Bem vinda... — a voz do supervisor assustou o anjo.

— O que está acontecendo? — perguntou o anjo intrigado.

— Queremos saber sobre a sua decisão, sobre a sua missão? — a voz dele fez com que todos se calassem e olhassem para Caroline, porque ninguém conseguia olhá-lo.

Todos os anjos estavam acomodados o que fez o anjo se contorcer, seu discurso sobre não ser apropriada para a missão a cada segundo sumia de sua mente. O anjo percorreu os olhos para encontrar Stefan e Rebekah, mas nada, os dois haviam sumido deixando-a sozinha com todos aqueles anjos.

— Porque todos têm que estar aqui? — perguntou ela ainda procurando seus amigos.

— Por que você esta decidindo o futuro deles hoje! — o supervisor sorriu estranhamente na visão do anjo.

— Mas, eu não quero fazer essa missão... — a voz dela saiu baixa, todos começaram a cochichar sobre a tal decisão.

— Você não é capaz de fazer nada, tudo que você toca no minuto seguinte vira pó — algum anjo gritou para ela.

— Olha é por isso que eu não posso fazer! Eu não quero que dependam de mim — gritou o anjo de volta.

— Eu sabia que você era inútil — o supervisor a olhou com desgosto.

— Eu sei disso... — a voz dela estava embargada pelo choro — Cadê o anjo Stefan e o anjo Rebekah?

— Eles estão recebendo uma punição por você não aceitar sua missão — o supervisor novamente sorriu.

— Oh... Por favor, puna a mim e os deixe livres, afinal a decisão é minha não deles... — o anjo suplicou.

— Considere isso como um incentivo... Para você aceitar seu destino — um sorriso travesso surgiu nos lábios do supervisor.

— Meu destino? — questionou confusa.

— Covarde! — um anjo novamente gritou.

— Eu preciso pensar... Estou sobre pressão eu não consigo raciocinar direito — ela abaixou a cabeça.

— Mas tenha em mente... Todo o tempo em que você pensa, eles recebem sua punição — o supervisor assobiou.

— Ok, ok eu vou nessa missão apenas deixe-os — os olhos dela se encheram de lágrimas.

***

Notas finais
Bem se veio até aqui... Muito Obrigado! Se quer continuar vendo... Acompanhe.. Até a próxima!