O Anjo e a Bruxa

1 Capítulo 1 - Perdida


Alice foi encontrada na floresta da escuridão, por dois anjos, Adriel e Angeli que estavam em uma caçada perseguindo um goblin que atormentava uma pequena vila que ficava a alguns quilômetros dali. A pequena garota de cabelos extremamente lisos e negros quase em um azulado, com pintinhas nas bochechas e toda pequeninha estava adormecida nas raízes de uma planta carnívora, que fazia com que as pessoas caíssem em sono profundo com uma fumaça toxica.

Após ser resgatada por Adriel e Angeli, Alice foi levada para a Fortaleza Celestial, que ficava no topo da montanha mais alta da região, a montanha da Arcanjo, era bem obvio o porquê do nome. Da janela de qualquer torre dava para avistar tudo o que estava pelas redondezas e o melhor era que podia se ter controle de quem se aproximava do castelo. Era uma fortaleza bem estruturada, com um potencial e estratégia bélica muito grande.

Ao acordar, Alice sentou-se na cama e se viu em lugar completamente novo e diferente. Era um quarto muito espaçoso, havia tanta coisa ali dentro que só depois de certo tempo Alice notou a presença de três pessoas sentadas em um sofá próximo a porta. Uma delas foi a sua direção e disse:

- Olá queridinha! Como se sente? – disse a pessoa. Alice sem saber o que pensar e digerir a situação observou aquele ser. Era um homem alto, forte, de pele branca meio rosada, com longos cachos loiros, que mais pareciam fios de ouro, que escorriam da raiz até o os ombros, seus olhos eram tão azuis que Alice podia jurar estar olhando para o céu, sua boca era avermelhada e fina, com lábios pouco carnudos. Ele se aproximou mais um pouco, porém ela recuou.

- Você está assustando a menina, Gabriel – disse a moça que estava um pouco mais afastada – deixe-a se sentir a vontade – então, ela virou para a outra pessoa no quarto, era um rapaz que aparentava ser da mesma idade que ela. Ele era uns dois dedos mais baixo que Gabriel, tinha cabelos extremamente pretos e lisos, seus olhos eram da cor castanho-claro, tinha um corpo e porte atlético e covinhas nas bochechas, sua boca era proporcional ao seu rosto, era carnuda e rosada. A moça disse a ele para buscar algo para a hospede comer, algo leve que não fizesse mal ao estomago de Alice, pois ele deveria estar vazio e rejeitaria comidas incididas. Assim que ele saiu, a moça se volta para a menina e foi em sua direção.

- Ele é estranho, não é? Aposto que seu disser que ele é meu irmão você não vai acreditar! – disse ela dando um sorriso. Era quase impossível acreditar que eles eram irmãos. Aquela moça era completamente o contrario daquele rapaz. A pele dela era tão branca como a neve, seus olhos eram cinzentos como as nuvens de uma tempestade, e sua boca era a única coisa que lembrava o irmão, era carnuda e rosada. A moça era baixinha, porem tinha um corpo bem desenvolvido. Ela estava usando uma toga, assim como Gabriel e o outro rapaz, que era azul e castanho-claro, respectivamente, desse modo, Alice pode perceber que a cor da toga era de acordo com a cor dos olhos, e não algo padrão.

- Onde eu estou? – perguntou Alice, olhando para a moça e para Gabriel. Seu olhar ainda estava assustado e não sentia segurança em relação a eles, como podia confiar em pessoas que nunca viu antes, ou pelo menos, achava que não.

- Você está na Fortaleza Celestial, o lugar mais seguro da região – disse Gabriel olhando para uma das janelas do quarto, que por sinal, tinha uma bela vista.

- Como vim parar aqui? – outra pergunta saiu da boca de Alice. Sua mente estava uma confusão, ela não se lembrava de absolutamente nada, nem de seu próprio nome. E agora ela estava ali, em uma fortaleza e não sabia de onde era, se já esteve ali, se conhecia aquelas pessoas ou não, tudo dava de entender que não, então veio a confirmação.

- Eu e a minha irmã, Angeli, encontramos você na floresta sombria jogada nas raízes de uma carnívora, mais dois dias ali e você seria o cardápio principal daquela planta que atiraria seus restos mortais para os goblins – disse o irmão da moça entrando no quarto com uma bandeja de comida, o cheira estava bom e fez o estomago de Alice roncar. Na bandeja se via um prato de sopa, sucos, torradas, geleias, frutas, um banquete que dava para um batalhão de guerra.

- ADRIEEEEL!!! – Angeli deu um grito agudo de doer os tímpanos – Assim você vai assustar mais a menina! – concluiu.

- Você não se lembra de ter adormecido ali? – perguntou ele ignorando a irmã.

- Não... Não lembro de absolutamente nada – respondeu Alice com toda a certeza, e esta podia se perceber em sua voz.

- E o seu nome? — perguntou Adriel.

- Eu... Eu... — Alice hesitou, e, então, deu-se conta de que nem isso sabia — Eu não sei – disse ela franzindo a testa.

- Huuuuuuuuuuuuuuuuum! Aqui temos um caso interessante – afirmou Gabriel caminhando em direção a escrivaninha, ele pegou um papel e começou o ler em voz alto que que estava escrito:

"Alice da Lua Branca, nascida em 21 de dezembro do ano 400 da Idade do Ouro, tem 16 anos, e isso é a única coisa que encontramos com você", – finalizou ele com um olhar de lamento.

- Alice! Nome bonito! – disse Angeli – agora que sabemos como você se chama, iremos marcar uma audiência a assembleia constituinte do conselho, caso você fique conosco você recebera a melhor educação intelectual e bélica que podemos oferecer. – concluiu ela entregando um vestido roxo de mangas compridas e detalhe floral na sinta e uma sapatilha de veludo da mesma cor, ela piscou para Alice.

- Caso, você não fique, o conselho irá lhe encaminhar para uma das famílias que cuidam de crianças como você. – as palavras de Gabriel não foram tão agradáveis quanto o cafuné que ele fazia na cabeça da pequena Alice.

- Maaas... Hoje você só deve aproveitar o fim das comemorações de primavera e dançar e dançar ao som das flautas com os anjos, arcanjos, querubins e serafins... – disse Adriel depositando a bandeja na mesa que ficava próxima a janela.

- Agora vá! Tome um banho quente e se alimente... Quero você mostrando um sorriso lindo nessa festa, viu mocinha? – Gabriel era quem agradava mais a Alice, e ela obviamente assentiu.

Depois que todos saíram do quarto, Alice se jogou entra as almofadas do sofá e ficou se perguntando se tudo iria se resolver, e o principal, sua memoria voltaria.

Notas finais
Então, gostaram?
Para que possam entender melhor a história postarei seus antecedentes. E logo, logo terei um companheiro de escrita!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.