O Anjo E O Demônio
1 O Anjo e o Demônio
Notas iniciais
O bem e o mal são separados por uma tênue linha. Qualquer um pode enxergar que são duas coisas completamente opostas, mas ao mesmo tempo, que se completam. Afinal, há de existir bem se não existir mal? Como diferenciaríamos o certo do diferencial se não existisse o mal?
O anjo não pode lutar contra o demônio se o demônio não existe. Então, para que serviria o bem? Algo que já nascemos com? Ou apenas mais um conceito do certo e errado?
O bem jamais poderia existir se o mal não fosse já existente antes. Tanto quanto o mal não poderia existir se o bem não já houvesse de existir. Trata-se de uma questão de opostos sinônimos. Não podem existir um sem o outro, mas não podem existir perto um do outro. Dois seres não ocupam o mesmo espaço. Mas também não podem ficar tão separados, ou um jamais existir. E se um não existe, o outro também não existe.
O anjo é o bem e o demônio é o mal. Ou será que pode ser diferente? Talvez, mesmo que você não perceba, não consiga saber ao certo qual dos dois te domina. Seu anjo e o seu demônio podem viver em perfeita harmonia ou em uma terrível guerra, tornando seu interior um lugar de puro caos e desarmonia. Ninguém é anjo, ninguém é demônio. Podem ser mais um ou mais outro, mas jamais alguém pode ser só um.
Porque o bem e o mal se completam.
Eles devem existir juntos. Mas jamais colados. Devem andar lado a lado, mas não de mãos dadas.
Porque são os opostos sinônimos.
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