O aniversário maluco do Endou

Meia-noite em ponto.

Seria o início de mais um dia (teoricamente falando). Mas não se trata de um dia qualquer. Naquele exato momento, Endou Mamoru completa 18 anos.

Mas como é de madrugada, ninguém está acordado...

TOC TOC TOC

...Ainda...

“Puxa, mas quem está jogando pedras na janela a essa hora?” pensou o goleiro, ao abrir a janela do seu quarto.

-Feliz aniversário Endou/capitão! — um coro de vozes gritou ao verem o garoto pela janela. Era seu time da Raimon, em trajes de cama.

-Valeu pessoal, mas não acha que está muito cedo para uma festa? — perguntou

-A ideia foi da Natsumi – disse Kabeyama, apontando para a dita-cuja

-A de virmos aqui a esta hora – completou Kurimatsu

-Ah, certo, podem entrar, mas não façam barulho, meus pais estão dormindo.

Quando o time entrou, Endou ficou impressionado com a quantidade de comida que trouxeram. De fato, eles tinham planejado tudo. Ou o que pensava que foi...

-Endou, aqui está o nosso presente. — Kazemaru estendeu uma pequena caixa embrulhada ao seu capitão.

-Espero que goste. — disse Goenji, com um tom um pouco desconfortável.

Ao abrir a caixa, o goleiro viu uma flor mecânica, daquelas que se mexem por energia solar, vendidas em lojas de 1 real.

-Uma flor movida a energia solar...?

E Kido levou um tempo para explicar ao aniversariante que a vaquinha feita para a compra do presente rendeu menos dinheiro do que os preparativos.

-... E com o dinheiro que conseguimos, deu para comprar apenas isso.

-Que é isso, eu gostei do presente! Obrigado pessoal! — Endou abraçou todos os seus amigos.

-O Fubuki, Tsunami e toda aquela gente que aparece no segundo jogo vem também. — Handa falou, ao mesmo tempo que colocava salgados em um grande prato

-Fudou, Sakuma e Genda também – Kido completou

Endou ficou cada vez mais empolgado. Não sabia que a festa seria tão empolgante!

De repente, todos se depararam com um pai do Endou “acordado” (algo inédito até ao próprio Endou).

-O que está acontecendo aí? — perguntou, com a maior cara de sono

-Er... Só uma festinha, pode continuar dormindo... — o goleiro respondeu, enquanto levava seu pai ao quarto. No mesmo instante, a campainha toca e Aki abre a porta, revelando Fubuki, Tsunami, Kogure, Touko, Rika, Hiroto, Midorikawa, Hijikata, Tachimukai, Fudou, Sakuma, Toramaru, Tobitaka e Genda.

-Chegaram! Entrem, entrem. Rika, só não faz barulho quando for falar com o Ichinose.

Fubuki e Tachimukai procuravam o goleiro da Raimon com um pacote nas mãos e quando o encontraram , extenderam o presente a ele.

-Endou, aqui está o nosso presente. — Fubuki disse – É uma bandana de edição limitada de pinguins!

-Opa, Fubuki, valeu! — disse o capitão, colocando a bandana na cabeça

Em um outro lugar, Sakuma, Fudou e Genda conversavam com Kido.

-Puxa, mas precisava ser a esta hora da noite? Quando falaram da festa ser a noite, juro que pensei outra coisa – o garoto de penteado moicano falou, dando um pequeno bocejo

-Eu me pergunto o que podemos fazer – Sakuma comentou – os pais do Endou vão ficar furiosos se descobrir que estamos fazendo uma festa a esta hora...

-O pior é saber que aquele baixinho de cabelo pontudo veio com rojões. E está acendendo agora – Genda falou, se referindo ao Kogure.

-Ai não... Haruna, pega ele – Kidou pediu a sua irmã, com sucesso.

Em volta da mesa, o time debatia entre si a fim de saber o que fazer na “festa”.

-Tá tudo escuro agora. O único lugar aceso por aí é a loja de conveniencias. — comentou Handa – uma pena

-Temos a nítida impressão que se nós resolvermos jogar futebol na quadra a esta hora, a polícia irá nos prender por arruaça. Ou senão, seremos sequestrados pelos estupradores-bêbados-pedófilos da região – Kageno deu sua opinião também, deixando todos os presentes desconfortáveis.

-Mas o capitão tem 18 anos. Não vai ser pego por estupradores-bêbados-pedófilos. — Max palpitou – Mas os estupradores-bêbados ainda vão pega-lo

-Er... Vamos mudar de assunto? — Ichinose resolveu interromper, já que a conversa estava tomando rumos muito tensos. — Vocês deram o endereço daqui para Mark e Dylan, deram?

-Quem recebeu foi o Dylan, ele disse que lembraria o endereço de cabeça. — falou Domon, com um certo tom de desconfiança quando disse as últimas palavras.

De certo, lembraria de cabeça...

-Dylan, tem certeza que é aqui? — Mark perguntou ao seu amigo. Os estrangeiros estavam parados a frente de um depósito.

-É claro, me lembro bem: Rua Pé de Bananeira, número 100...

-Mas aqui é um depósito! Bem que o Edgar podeira nos ajudar ligando o GPS do celular...

-Não, não vou usar essas tecnologias inúteis. Com a minha intuição nós chegaremos até lá. — disse o inglês, enquanto caminhava tranquilamente em uma das casas.

“Mentira, ele não sabe usar GPS” Therese pensou, enquanto acompanhava o grupo.

Ao chegar no quintal da casa, o capitão dos Cavaleiros da Rainha pisou acidentalmente em um rabo de um cachorro que estava dormindo.

-Você ouviu esse grunhido? — perguntou Fideo ao Edgar

-Eu... Eu ouvi, será que...

Foi exatamente que todos estavam temendo: o cachorro não estava de bom humor após a pisada na cauda. Eles estavam realmente, muito encrencados.

-Socorro!

-Ai, ele me mordeu!

-Aaahhh!

Os gritos foram ouvidos da casa do goleiro, que pensou:

“Meu Deus, será que eles estão sendo atacados pelo cachorrão da Dona Balofa?” E, ao ver a pela janela, ele confirmou sua dedução: naquele momento, ocorria na casa vizinha uma chacina entre estrangeiros e um grande cachorro. Ao mesmo tempo, correu para abrir a porta e gritou:

-Corram! Entre logo!

Assim, todos eles entraram em disparada até a casa do capitão do time da Raimon. Enquanto os amigos da FFI estavam recuperando o fôlego, o pai do Endou apareceu de novo, com a mesma cara de sono de antes.

-Será que está acontecendo uma guerra aqui ou é apenas um sonho? — perguntou, antes de virar para os estrangeiros totalmente arregaçados – Deve ser uma guerra mesmo.

-Papai, não é nada, é apenas um sonho... — Endou, novamente, levou seu pai ao quarto

Domon se aproximou de Mark e Dylan e disse ao loiro de óculos azuis:

-Eu sabia que não devia confiar em você.

-Mas só confundi o número da casa, que era número 100... Ou era “sem número”, hein Mark?

-Dylan, casas japonesas não tem números!

Após Endou voltar para a sala, Fideo e Rococo se aproximaram do goleiro e lhe deram os parabéns.

-Mamoru, que bom ter ver! — o pequeno italiano abraçou Endou. — Viemos para cá só para ficarmos mais perto de você!

-Puxa, Fideo, isso tudo é amizade? — Rococo perguntou – Eu também quero abraçar o Mamoru!

Sentados em volta da mesa, todos decidiam o que fazer na festa, já que era de madrugada e nada estava aberto.

-Precisa ser algo que não faça bagunça nem barulho. O pai do Endou já acordou duas vezes – Haruna começou o “debate”.

-Vamos jogar verdade ou desafio! — Rika sugeriu – Já tenho uma garrafa e e isso não faz bagunça!

-Mas faz barulho. — Falou Natsumi, em um tom extremamente sério

-Eu estava aqui pensando, se Endou tá fazendo 18 anos, por que não assistirmos a esse filme? — Roniejo mostrou um DVD, desses “proibidos” que são vendidos em camelôs, intitulado “A Mulher que Fazia Sexo com o Diabo”.

Ao verem a capa do filme, todos arregalaram os olhos. Como Roniejo conseguiu esse filme? Ele sabe do que o filme se trata? Foi o que todos pensaram na hora. (No caso do Toramaru, se o Desuta fazia filmes também).

Ainda crédula da inocência de todos, Natsumi perguntou:

-Alguma ideia melhor? De preferência sem envolver jogos de verdade ou desafio ou filmes com o diabo?

-Vamos contar histórias de terror – Fudou falou – Está tudo escuro aqui, está perfeito para contarmos histórias para assustar.

-Boa ideia, tenho uma lanterna. Acho que dá para começarmos.

Todos se sentaram em roda, até mesmo Kabeyama, que já estava tremendo de medo.

-Nem começou, cara! — Kogure falou ao gordo, sentando-se ao lado dele.

-Mas já tô com medo!

-Isso eu já percebi! Ushishishi.

-Eu começo – falou Edgar – É uma história real...

-Olha só, mais uma daquelas histórias ditas “reais”, Max – Handa comentou ao seu amigo, que estava ao seu lado.

-Mas eu nem comecei...

-Tenho certeza que se a historinha for verdade, você vai “mentir” para deixar mais assustadora, não é? — Max perguntou ao inglês.

-Não é bem assim! Olha, como todos (ou quase todos) sabem, eu moro na mansão Valtinas. O que vocês não sabem é que nela...

-Tem um porão que não pode ser aberto? — perguntou Tsunami, querendo se antecipar.

-Um livro da biblioteca que tem um espírito do mal selado? — foi a vez do Kuramitsu palpitar

-Vocês são uns idiotas. Eu sei do que tem lá. São antigas inscrições de um povo primitivo que permitem decifrar as pistas de um antigo tesouro. — Megane deu também a sua cartada

-Não é nada disso. A mansão Valtinas foi construída em cima de um cemitério para bruxas...

-E as fantasmas das bruxas se enfureceram e passaram a assombrar a mansão! Rá! Até parece que vou ter medo disso! — Someoka comentou, se segurando para não rir.

-Vocês não me deixam continuar... Bom, a mansão Valtinas foi construída em cima de um cemitério para bruxas. Apesar do local, nunca houveram problemas, até a chegada da quinta filha da primeira geração da minha família...

-Ih, já vai botar as mágoas da família no meio! — Fudou comentou

-Ai Fudou, não interrompe, vai! Edgar, continue. — pediu Endou, após várias interrupções.

-Então, Claris, o nome dela, gostava de cuidar das flores do jardim. A que ela mais gostava era um grande girassol, que ficava no centro do quintal. Só que um dia, o girassol não estava no seu local...

“Ao ver que sua flor sumiu, um espírito de bruxa que jazia naquele terreno começou a tomar conta do seu corpo e Claris, instantaneamente começou a se comportar de forma diferente. Primeiro, ela começou a colocar fogo em suas próprias roupas. Em seguida, matou seus pais afogando-os numa pia. E para finalizar sua vingança contra a retirada do seu girassol, esfaqueou seu próprio corpo, colocando a sua cabeça no vaso que ficava a sua flor favorita, com os inscritos na testa “Meu girassol... Minha parte de mim...”

Silêncio total. Edgar começou a se achar, fazendo um pose, pensando que conseguiu assustar a todos, até que Touko perguntou:

-Mas que história sem nexo! Para começar, como se afoga numa pia?

-Se a cabeça da menina foi separada do resto do corpo, como foi que colocaram dentro de um vaso? — foi a vez do Genda a perguntar, não acreditando na capacidade do inglês de fazer histórias de terror.

-E quem mataria os próprios pais por causa de um girassol? — indagou Handa

-Essa última pergunta é melhor nem saber a resposta, viu. — Fideo respondeu, com um tom relutante.

-Sinceramente, não dá para acreditar nessa história, sir “Cavaleiro da Longa Espada Quebrada” — riu Fudou, cutucando Edgar

-Certo, agora que o “Edinho” já contou sua história, deixa eu contar a minha. — Roniejo falou subitamente – Seria mais um jogo...

Endou foi puxado por Rococo para o quintal, onde eles começam a conversar.

-Olha, se o mestre estivesse aqui, ele estaria muito feliz, viu. Aliás, estará vindo para cá daqui a alguns dias...

-Sério?!

-Sério. Eu e todos os capitães do mundo todo estamos treinando com ele. Um dia ele vai tentar arranjar um jogo entre nós e vocês.

-Realmente, o vovô é demais!

-Sim, ele é. Só que o nosso time tem um pequeno probleminha...

O tal “probleminha” foi ouvida por ambos os goleiros: Um estrondo na parede, seguido de um grito do Therese.

-Me chama de cruza de M. Bison com poodle novamente, seu cabelo de minhoca!

-As vezes, sai briga por pouca coisa... — Rococo falou – Vamos para dentro!

Ao chegarem na sala, viram um Roniejo estraçalhado no chão e um Therese bufando de raiva em um canto.

-Mas o que houve por aqui? — perguntou Endou, ao ver a cena.

-O Roniejo estava contando uma história na qual ele e seu time foram jogar contra o time da Argentina – Tachimukai começou a contar o motivo – Pois bem. Quando ele começou a falar do Therese, ele falou que parecia uma “cruza do M.Bison com poodle que deu terrivelmente errado”!

-Olha, o Brasil é hexacampeão – o Rei da Fantasia começou a ver estrelinhas.

-Ouvir o Therese chamar o Roniejo de cabelo de minhoca me fez lembrar de macarrão... — Fideo refletiu – e macarrão me fez lembrar de comida, que me lembra fome... Ai eu estou com fome! Tem algo para comer?

-Tem esses doces que a Aki fez, pega aí – Tsunami ofereceu uns doces ao italiano, que aceitou em seguida.

-Ei, alguém aí quer vodka? — Dylan gritou, com uma garrafa cheia em cada mão

-Eu quero! — Todos responderam, menos Edgar e Toramaru, que queriam chá e refrigerante, respoectivamente.

-Vamos! Bora encher a cara! — Rika ofereceu a bebida aos dois coitados que não queriam beber.

Com a ajuda de algumas garrafas, todos ficaram bêbados e começaram a aprontar de vez!

-Pessoal, olha eu dançando rebolation! — Goenji gritou, mexendo seu corpo de forma desajeitada.

-Buá, meu querido não me quer mais porque sou gorda! — Rika desatou a chorar e aproximando-se da Touko, perguntou – Você quer se casar comigo?

Não era só a garota de Osaka que estava chorando. Em um canto, Mark estava isolado, lamentando:

-Minha vida é uma porcaria! Uuuhhh... — e, rastejando até Osamu (Desarm), perguntou – Você quer ser meu amiguinho? Hein? Hein?

Isso sem contar como os outros estavam: Fubuki fazia malabarismos com facas, Hiroto andava com uma cueca na cabeça, Kabeyama e Hijikata estavam peladões, Fuyuka pendurada na cortina da sala, Handa vomitava no quintal, Therese e Edgar se beijavam no fundo da sala, Tsunami imitava uma baleia e assim por diante...

Quando chegou a manhã, os pais do Endou acordaram.

-Não sei como, mas sonhei que a casa foi destruída numa guerra. — o pai do Endou falou a sua mulher, enquanto eles iam para a sala.

Quando chegaram, eles depararam com um lugar praticamente destruída e nela, Endou e seus amigos dormiam em cantos diversos do local. O pai do Endou murmurou:

-Ainda estou sonhando.

Notas finais
Fala galera, aqui quem fala é Mayuka Howard, ou Kasumi Todoh, pro povo do Nyah Fanfiction, diretamente do novo fandom que participo!
Realmente, para quem volta a postar aqui, foi um trabalhão para eu escrever, digitar e corrigir essa fic!
Se vocês gostaram da fic, me mandem reviews! Se não gostaram, também me mandem reviews com críticas! Flames serão ignorados. Não alimente trolls!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!