O Aniversário Do Percy
5 Capítulo V
Notas iniciais
Muito obrigada a todo mundo que mandou review no último capítulo! Adorei eles!
Enfim, espero que gostem...
Quando eu voltei minha atenção para o palco novamente a próxima pessoa estava lá. Bem, não era uma pessoa... Era o Grover.
- Percy, cara, parabéns. Dá para acreditar que você já está fazendo 17 anos? Eu lembro, perfeitamente, há cinco anos – iiih, vai demorar – de você matando a medusa, com apenas 12 anos... Depois no mundo inferior, você queria que nós o deixássemos para trás... Você tem um coração enorme – bem nessa hora eu percebi que tinha um lindo pássaro sobrevoando nossas cabeças.
Ele era azul... Não, verde. Não, azul. Não com certeza verde. Como é que chama essa cor? Verde lagoa... não... Verde mar... não... Verde piscina... Isso!! Verde piscina! Pra falar a verdade, piscinas são azuis... Quem deu nome para essa cor devia ser daltônico. Mais perto do rabo a cor ela azul. Não que o resto não fosse na minha opinião, mas o rabo era mais azul.
Quando o pássaro abriu o bico para dar-nos a honra de ouvir a delicada melodia produzida por ele... tá, ignorem isso, para cantar. É que eu to muito à toa sabe... Enfim, o som foi abafado por palmas. Não palmas, palmas.
Sabe quando o diretor faz o discurso de inicio de ano e termina com algo como ‘Que tenhamos um ótimo ano letivo então!’ e os alunos batem palmas. É, palmas desanimadas e obrigatórias. Bem, essas conseguiam ser ainda mais desanimadas.
Então Grover devia ter acabado... Voltei minha atenção para o palco. Mas esse já estava vazio. Grover estava voltando para o seu lugar.
Virei para trás (ele estava no banco da frente) e vi ele conversando com a Juníper. O cutuquei.
- Nossa, valeu pelo discurso. Mesmo. – eu disse.
- Que isso! Eu que digo obrééééégado. – ele estava nervoso. Definitivamente.
Juníper na verdade estava o acalmando. Ele não gostava de platéia. Não mesmo.
Quando virei para frente meu pai estava no palco. Isso não pode dar coisa boa.
- Dá pra acreditar que meu filhinho já tem 17 anos?? – Filhinho? – Eu lembro dele pequenininho – Anh??? Como?? — todas as férias no mar. Ele sempre ficava lá o dia todo. Era um custo para a Sally tirar ele de lá. Teve uma vez...
Os casos da praia!!! Não quero ouvir. Não quero ouvir. Não quero ouvir. Lalalalalalalalalala ♪ Lalalalalalalalalala ♪ Lalalalalalalalalala.
Minha linda cantarolada (N/Atena: Essa palavra existe?? |N/Percy: Minha história! Minhas palavras!!!) mental foi interrompida por risadas. Valeeeeu pai!
- Teve uma vez, quando ele tinha uns nove anos, que tinha uma menina na praia...
Essa história não! Corri até o palco e tirei ele da frente do microfone.
- Foi um lindo discurso pai. – disse o empurrando para fora do palco.
- Mas... – ele tentou argumentar.
- Lindo mesmo. Agora senta.
Ele resolveu me obedecer e desceu do palco.
- Mais alguém quer vir? – perguntei com esperanças de ninguém querer e isso acabar.
- Hmf... auh... Hmmmmmmf! – disse Apolo.
Eu falei que ele também estava amordaçado. Pois é, ele tava com a boca tampada. Ártemis fez o serviço completo.
- Já vou soltá-lo – disse Ártemis à contra gosto.
Ela ficou uns 5 minutos o desamarrando até ele estar completamente solto.
- Valeu maninha – ele disse e piscou. Ela revirou os olhos.
Apolo veio até o palco com Ártemis logo atrás. Eles subiram no palco e ela pegou o microfone antes dele.
- Parabéns Perseu. Você é um exemplo para os homens – e ao dizer isso foi para o fundo do palco.
A platéia ficou meio sem reação sobre o que ela disse, mas eu sei que isso foi um elogio. E dos grandes. Ela olhou rapidamente em minha direção e eu disse obrigado apenas com movimento da boca.
- Não vou enrolar fazendo perguntas sem resposta como ‘Como acabar com a fome no mundo?’ ou ‘Qual o diminutivo de golfinho?’ ou ‘Como conseguir a paz mundial?’ – ótimo, ele vai enrolar – porque hoje vamos falar sobre o Percy...
Dá pra acreditar que a maioria das garotas estão vidradas no palco? Elas só ficam babando por ele e nem percebem que ele fez uma boa pergunta!
Qual o diminutivo de golfinho? Golfinhoinho? Golfinhozinho? Golfiinho?
E o aumentativo? Golfinhozão? Golfinhão? Ou só golfo?
Porque meu pai tinha que dar um nome complicado assim para um animal? Desse o nome de golfo! Aí tem golfo, golfinho e golfão! Mas nããããão, vamos dar o nome de golfinho pra confundir a cabeça de tooooooodo mundo! Hunf.
Minha linha de pensamento foi interrompida por palmas animadas. Apenas a maioria das campistas que batiam. Os meninos, meu pai, os sátiros, Ártemis, as caçadoras, e algumas campistas (Annabeth incluída, felizmente) ficaram olhando para Apolo com uma cara de ‘sério que é isso o seu discurso?’
Ártemis cutucou Apolo e ele saiu do palco junto com ela e foi amarrado novamente. Devia ter alguma coisa como perda de força ou proibição de fuga porque ele nem tentou escapar ou lutar!
Então pessoas que eu não tenho ideia de quem sejam começaram a subir e discursar.
O primeiro discurso foi entediante.
O segundo foi entediante.
Mas em compensação o terceiro foi... não, foi entediante também.
Eu, com custo, conseguia prestar atenção no inicinho dos discursos.
Não me julguem! Se fosse interessante eu conseguiria prestar atenção. Mas nããããããão, vamos fazer discursos monótonos que demoram meia hora! Se ainda por cima fosse menos chato...
Por exemplo, eu consegui prestar atenção em todo o discurso da conselheira-chefe do chalé de Deméter, Katie Gardner.
Ela subiu ao palco e quando ia começar a falar um dos irmãos Stoll (eu nunca sei, mas acho que era o Travis) assoviou. Sabe aqueles assovios que um cara faz quando vê uma mulher bonita? Pois é, um desses. Ela lançou um olhar fulminante para ele, mas corou muito.
- É... Bem... – já estava preparado para ouvir um longo e entediante discurso (na verdade, fingir ouvir) – Parabéns Percy. Feliz Aniversário.
E, ao terminar de dizer isso saiu do palco. Todos ficaram tipo ‘É isso?’, as eu aplaudi com animo. Todo mundo podia fazer um discurso desses! Tão Genial!!
Eu já não agüento mais discursos! To com fome... Quando que esse almoço fica pronto? Já passou da hora!
Parece que finalmente acabaram, já que ninguém mais veio discursar... Tá vendo como pensar assim funciona?? Porque eu num pensei nisso antes??
Annabeth se levantou. Se ela levantou só pode significar que realmente acabou. Me levantei com ela.
- Senta, eu volto rapidinho! – disse quando me viu de pé.
Como assim?? Ela pode ficar sem ouvir os discursos e eu não? Que história é essa? Me virei para ver o que ela foi fazer. Ela parou no finalzinho da multidão e começou a gritar. E gesticular apontando para o palco.
Pelo jeito não estava funcionando porque ela ficou ainda mais brava! Conseguia entender claramente o que ela dizi-, quero dizer, berrava.
- ... então levanta a bunda daí e vai para o palco discursar!
A tensão entre ela e sei-lá-quem era palpável. Qualquer pessoa com um mínimo de noção teria obedecido ela há muito tempo. Já agora, tem que ser muito idiota e cabeça dura.
A pessoa em questão continuou sem obedecê-la. O que só pode significar uma coisa. Annabeth estava brigando com a Clarisse. Isso também explica porque a pessoa não levou um tapa na cara até agora...
Me levantei (pois é, eu sentei quando ela me mandou sentar... Não sou doido igual a Clarisse) para ver a cena e vi que Chris estava dizendo algo para Clarisse. Ela se limitou a revirar os olhos e se levantar. Olhou mortalmente para Annabeth, que sustentou o olhar. Então veio em direção ao palco. Minha namorada veio logo atrás, com um sorriso digno de Niké. Ela se sentou ao meu lado enquanto Clarisse estava acabando de subir no palco.
- Percy, — ela começou o que eu imagino ser um discurso nada... hum... agradável, digamos assim – você é uma pessoa cabeça-dura, convencida, lerda, idiota, distraída – porque eu sou o único com TDA, né? – retardada, mongol... qual era o ponto mesmo? Enfim, não vou gastar um século aqui, numerando seus defeitos, até porque ninguém aguenta mais – não é que eu concordo com ela? Só sobre essa parte de ninguém agüentar mais. Tá? Tá? TÁ??? – Enfim, parabéns, espero que sobreviva até o próximo aniversário . E que eu não tenha motivos para não desejar isso pra você ano que vem – e finalizou com um olhar assassino.
Isso que eu chamo de fechar com chave de ouro!
E agora eu estou morto de fome... Vai ver que esse é o presente que Hades vai me dar... Uma passagem só de ida para o mundo inferior!
E pelo jeito o almoço não sairá tão cedo... Se bem que cedo já não ia sair mesmo, já são quase 14h! Tá... 13h45. Táááá, são 13h30, mas não é menos que isso! Enfim, a questão é que as mesas estão lá dentro e os bancos aqui fora. Até levar vão ser 15h!! E SEM DISCUÇÕES SOBRE AS HORAS!
E durante minhas profundas reflexões sobre... ah, sobre isso aí, videiras começaram a brotar em volta dos meus pés... na verdade em todos os lugares.
Essas videiras foram em direção da casa grande e voltaram com as mesas. ‘Como elas fizeram isso?’ vocês devem estar se perguntando, afinal, como uma videira segura uma mesa e se move? Bem, então, essa é uma ótima pergunta. Se descobrirem me avisem. E então o Sr. D disse:
- Parabéns Peter. Considere isso como seu presente de aniversário. Pelo resto da sua vida.
E ao dizer isso fez com que as videiras desaparecessem e sentou na mesa pronto para comer.
Pois é, até o Sr. D me deu um presente melhor que o da Thalia...
A mesa estava cheia de cereais. Em meu prato tinha um bilhete enooooorme, passei os olhos por ele e vi a assinatura ‘Deméter’. Lógico, quem mais faria isso? Só podia ser ela mesmo. Resolvi ler o bilhete deixado no meu prato... Como ela sabia que eu ia me sentar ali?
Enfim, o bilhete falava das vitaminas que diferentes cereais continham. E quais cereais eu devia comer, mostrando o nome e a localização na mesa. E depois estava a assinatura.
Realmente, um lindo bilhete de aniversário. Pera... achei letras pequenas em baixo da assinatura. Ahá!
Espremido de qualquer jeito estava ‘PS: Parabéns’. Muito afetiva ela, né?
Nos potes/pratos/travessas/etc. haviam frases escritas, como ‘Coma Cereais’, ‘Cereal é Saúde’, entre outras. Tinha até alguns com a frase ‘Morte a Morte’ o que muitos podem entender como uma frase positiva, falando que não deviam existir mortes, mas que na verdade é uma demonstração de ódio por Hades, seu querido genro.
Todos já comiam animados, pois, por mais que seja cereal, era natural que estivessem com fome.
Acabei optando por um cereal matinal chamado Crescereal. É, nomes não são o forte de Deméter... (N/Perséfone: Algo contra meu nome? | N/Percy: Não... Não!! Não mesmo... Pff, que absurdo!) Coloquei um pouco num pote e joguei um pouco no fogo, só que dessa vez para Zeus. Fiz isso agradecendo a ele pelo bom tempo. Eu sei que a gente que controla, mas não custa ser gentil... E além do mais, meu pai já estava comendo mais que o suficiente... Beeem mais.
Comecei a comeu o Crescereal, que é como um Sucrilhos sem açúcar. Ou seja, um Sucrilhos sem a parte gostosa dele. Sucrilhos pior, basicamente.
Estava começando a comer quando começou a chover. É, Zeus conseguiu sem menos generoso do que a Thalia...
E é numa hora dessas que eu sinto inveja dos filhos de Hipnos, que até agora nem levantaram da cama.
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