O Amuleto Rafma

2 Você tem medo de valentões? Ou prefere mensagem nova?


Notas iniciais
Ryoko_chan é o nome da pessoa que fez com que eu criasse essa nova história! Vi que ela gostou da minha nova iniciativa de criar outra história! Mais essa nova história quando eu estava escrevendo o capítulo meio que eu estava fazendo mesmo para ganhar elogio dela e de mais ninguém, e consegui um bom elogio. =D Mesmo tendo algo pra melhorar me sinto melhor agora e estou louco para começar a engatar de vez o começo de uma nova história. Aqui começa o segundo capítulo =}

Enquanto estava sentando, pensando no que iria fazer no caso das mensagens, apareceu um grupo de rapazes altos e encorpados, perto de Lucas.

- Hum... Então é você, pirralho? – Uma voz grossa tirou a linha de raciocínio de Lucas.

- “Pirralho?” – Olhava para cima fitando o menino que parecia ser o líder do grupo – O que aconteceu?

- Aconteceu que me contaram que você ficou olhando para minha namorada a aula toda! – Engrossava mais a voz.

- Ahhh! Ela é-é sua namo-namorada? – Com essa frase, ele só afirmava que estava observando a garota. Percebendo o que havia falado, espremeu o máximo que pode pra perto da parede.

- Sim! – O menino começou a ficar mais nervoso – Meus colegas aqui disseram que viram você olhar pra minha garota.

- Calma, poxa! – Tentando “adestrar” a fera – Tipo... Imagina assim: Se eu estava admirando a be-beleza de sua namorada é por que ela é linda.

- Olha só, seu retardado! Se eu vejo você conversando com ela ou qualquer coisa, eu te arrebento, ok? Eu te arrebento! – Afirmava o menino, fechando o punho e mostrando para Lucas que há essa hora devia estar se segurando para não sujar suas calças.

- Claro, claro! Não se preocupe! Isso não acontecerá mais! – Com medo Lucas aceitou com que parasse de ter contato com ela.

- Te liga, hein? Te liga! – Deu um tapa na cabeça de Lucas e foi embora com o bando logo atrás.

“Droga! Com tantas coisas estranhas acontecendo comigo, agora tenho que ficar cuidando para não me aproximar da garota pra não levar uma surra.” – Pensava já imaginando a cena se não cumprisse o que foi lhe proposto.

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

O sinal apitou e o recreio acabou. Voltando para sala, os amigos do “líder” que o ameaçou, fizeram gestos como se quisessem dizer: “Estamos de olho em você!” Lucas virou para frente e ficou olhando fixamente para a professora pra não acontecer dele sequer olhar para a menina.

A professora percorreu com seus olhos a sala toda. Limpou seus óculos e terminou com a euforia que ocorrerá na sala. Todos estavam ansiosos e inquietantes.

- Silêncio! – Exclamou a professora.

Todos na sala ficaram bem quietos, sendo que dois ou três alunos ficaram surpresos pela professora ter chamado a atenção e foram para seus lugares.

- Bom, eu sou a nova professora de Artes de vocês. E já vou começando pedindo um trabalho. – Dizia enquanto olhava para a chamada – Quero que vocês formem duplas. Um menino e uma menina.

Todos se levantaram e escolheram suas parceiras. Para todas que Lucas olhava já tinham par. Alguém cutucou Lucas, e esse, quando foi olhar para trás, viu que era a menina, namorada da ameaça brutal que ele tanto temia.

- Posso fazer dupla com você? – Perguntava com felicidade.

Na mesma hora Lucas entrou em crise de pânico. Sabia que se os amigos do cara, o vissem aceitando o convite dela, ele estaria frito, mas ele também não conseguia se mexer. Estava acontecendo à mesma coisa de quando ela perguntou onde era a sala.

“Que situação, Lucas! Maldita Lei de Murphy! Fala logo um não! Os amigos dele estão me observando!” – Pensava com muito medo do que poderia acontecer depois.

- Ei! Você quer fazer dupla comigo ou não? – Repetiu a pergunta, impaciente.

- Er... É que eu... Bem... Assim eu... – Gaguejando muito, tentava se esforçar para só dizer um “não”. Na real, para Lucas não era um simples “não”. Esse “não” acabaria com a oportunidade que ele teria de conhecê-la, de tê-la por perto, apesar de toda sua timidez, o “colapso” que ele havia dito para Carlos, logo antes de começar a aula – Eu não quero você como parceira.

Baixou a cabeça por ter que dispensá-la. A garota percebeu que ele tinha ficado meio triste pela resposta que havia dado.

- Você quer ser meu par, sim! Você só está com vergonha, né? Ah... Eu entendo! Eu também tenho muita vergonha! Primeiro dia de aula, né? – Abafava o “não” de Lucas e a própria se convidou para ser par dele.

- Mais eu disse não! – Disse novamente, relutante.

- Eu não aceito não como resposta! – Olhava pra ele com um olhar sapeca.

Lucas não sabendo o que fazer e sem opção aceitou ser par dela. Os amigos do líder olhavam atentamente para os dois. Lucas juntou a sua carteira com a da garota e se arrumou na cadeira, um pouco desconfortável. Um papel foi jogado e bateu direitinho em sua cabeça. Lucas olhou para trás e vê que são os caras fazendo gestos de “Você está ferrado!”

“Caramba, caramba! Como fui me meter nessa logo no primeiro dia de aula?” – Pensava negativamente, quando deu uma olhada para a garota que deu um sorriso. A situação era ruim, mas ele, por um lado, sentia feliz por ter uma garota como ela do seu lado – “Ah... Estou tão ferrado!” E agora?

- Agora prestem atenção por que não explicarei de novo o que vocês deveram fazer. Cada par terá que inventar uma dança para mostrar para classe até semana que vem. Até lá, vocês receberam uma carta que falará como eu quero que seja a dança, os passos, a música. Caprichem, ok? Essa é as suas primeiras notas de Artes. – Com toda razão, ela se sentava de volta na sua cadeira – Agora quero que vocês façam um desenho do que fez nas férias.

Ele ficou imaginando o porquê professor ou professora de Artes sempre pediam a mesma coisa. “Cadê a criatividade de fazer um desenho mais desafiador?”, pensou. Lucas pegou o seu caderno e fez de tudo para não olhar para a garota, muito menos falar com ela.

- Poxa! Como sou esquecida! Meu nome é Erica, e o seu? – Olhando fixamente para ele, que ficou vermelho.

- Me-Meu no-nome é Lucas! – Ainda gaguejando pela timidez que não o deixava seguro perto dela.

- Sabe! Te achei uma gracinha com essa sua timidez! — Tentando conseguir afinidade com ele – As maiorias das pessoas acham que timidez é ruim, mas mostra como é lindo ser alguém tímido.

- Sé-Sério? – Olhava para Erica, com um olhar surpreso – Você acha isso?

- Sim! – Respondendo.

- Preciso te contar algo. Ta vendo aquelas caras lá atrás? – Apontou a o dedo indicador para eles – Ta vendo?

- To! O que têm eles? – Perguntava curiosa.

- Então, esses caras falaram que se visse eu conversando com você ou qualquer outra coisa, eles avisariam seu namorado e ele iria quebrar minha cara. – Dizia assustado – E olha só? Sou seu par nessa dança. Ele vai me matar!

- “Namorado?” – Estranhou e o olhou sem entender – Mas eu não tenho namorado.

- Não tem? E aquele cara todo gigante que quase avançou em mim? – Indagou, quase tropeçando nas letras das palavras.

- Eu não conheço! É a primeira vez que estudo por aqui. Eu só quis você de par, por que você estuda aqui desde a primeira série e poderia me ajudar, sabe? – Disse, notando depois que, pela frase, tinha dado a perceber que ela se aproximou dele só pra ter ajuda na escola.

Lucas nem notou, ainda mergulhado no que ela havia dito. Soltou um sorriso por ele não ser namorado dela, mas depois ficou mais sério.

- Ele deve estar querendo namorar você, então. – Considerando a hipótese – Acho que é isso!

- Lucas! Vamos parar com esse assunto?

Após a frase que caiu a ficha para Lucas como esse assunto a incomodava.

- Ok! Me desculpe. – Olhou para o teto tentando achar outra coisa pra falar — Você é de onde mesmo?

- São Paulo. Vim há pouco tempo para cá. Minha família ganhou na loteria. – Falava com alegria – Nós estávamos na pior, só que conseguimos dar uma volta por cima e agora à gente tem casa, carro e dinheiro.

- Eita! Que sorte! – Exclamou surpreso.

- E você? Fica fazendo o que da vida? – Perguntou, mostrando muito interesse nele.

- Pra falar a verdade, eu não faço muita coisa. Eu estudo e desenho também... – Querendo achar coisas para aumentar sua lista de utilidade – Acho que é só isso. Sou inútil, né?

- Não sei! Te achei legal! Pelo menos você diz a verdade. Não é com os outros... Muitos meninos só querem saber de falar que são bonzões e que “O museu espera você, Lucas! O museu!”, entende?

- O que você disse? – Com um ar afoito.

- Eu disse que “meninos só querem se achar os bonzões, enquanto você diz quem é de verdade sem ligar pro que os outros pensam.” – Repetiu.

- Ahhh! Foi isso que imaginei ter ouvido. – Ironizou.

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

- O sinal tocou! É melhor separarmos as cadeiras para a próxima aula. – Ela afastou a sua carteira meio metro, quando percebeu que os amigos deles tinham visto.

Erica também tinha percebido e puxou o braço de Lucas. Ao ser puxado, Lucas se sentiu mais encurralado, sendo que eles ainda o observavam.

- O que você fará com esse garoto que se auto-dominou meu namorado? – Perguntava preocupada.

- Isso irei ver depois. Tenho mais coisas importantes para resolver. – Olhava para o chão pensando nessa nova mensagem. Não importa o quanto morria de medo do líder e seus amigos, ele sabia que essas mensagens tinham uma importância muito maior. Ou era o que ele pensava, pelo menos, se não tivesse pirando de vez.

Ainda afastando a carteira, ele se lembrou de algo que a Erica havia falado que o deixou intrigado.

- Ei, Erica! – Chamando atenção da garota.

- O que foi? – Perguntava tirando o caderno para a matéria da nova aula.

- Como você sabe que eu estudo aqui desde a 1º série se eu não falei isso pra você, hein? – Perguntou quase tendo certeza que ela não teria resposta.

Notas finais
A dança comentado ai na história aconteceu comigo na 7º série. Essa dança como na outra história também tem. =}