O Amuleto Rafma
23 Pétalas de Fogo
Notas iniciais
Com uma brincadeira, referente a fic Pétalas de Sangue, da minha sobrinha Tay, esse capítulo será onde começa a nova era para mim. Aquela que pelo menos mandará um capítulo a cada semana. Espero que gostem do capítulo, pois, eu estava muito com preguiça para continuar a história, mas, hoje uma inspiração, que a sobrinha Tay, me emprestou consegui criar mais um capítulo de Amuleto Rafma para dar continuidade ao meu trabalho.
Desculpe a demora e talz... Aos que lêem e esperam ansioso, obrigado por lerem e apoiarem minha fic e agradeço aos novos leitores que ganho todos os dias. Beijos e Abraços.
Boa Leitura
E que comecem as mensagens /o/ *Eu não disse que nesse capítulo iria ter um mensagem 8D*
Sindraito! – Lucas gritou apontando seu dedo para Salquetren e a luz atingiu seu peito, o fazendo cair e soltando o escolhido no chão.
Lucas correu até a segunda mesa e pegou o escaravelho junto do diário.
- Eu consegui, Erica! – Lucas gritou olhando para trás, esperando a hora de voltar para ajudar anja, torcendo para Salquetren não vir atrás dele.
“Lucas, o processo ta meio lento! Como você agora só tem 4 minutos, irei demorar um minuto para retorná-lo, pois, essa magia eu só posso fazer uma vez a cada um mês, sem dizer que estou fazendo o campo de força. Aguenta um pouco!”
Salquetren se levantava. Ajeitava sua gravata e removeu algumas poeiras de seus braços – Você é impressionante, Lucas. Conseguiu me pegar direitinho. Eu não sei como você saiu do Misem, mas agora eu irei acabar contigo. Pétalas de fogo! – Um laser foi ativado para melhor mira de Salquetren. Suas mãos começaram a ficar vermelhas.
“Vamos, Erica! Vamos! Eu não sei o que Salquetren pode fazer agora!” – Lucas pensava enquanto via que seu inimigo estava pronto para soltar um poderoso ataque – Quanto tempo, Erica?
“Só mais 10 segundos!”
“Só mais 10 segundos!” – Lucas viu na hora que as mãos de seu adversário estavam ficando cada vez mais vermelhas.
O lugar estava ficando insuportável de tanto calor que aquela magia necessitava. As paredes da sala começaram a ficar pretas e logo após, a descascar. Vidros estavam a se quebrar. O corpo do funcionário que Salquetren havia matado, fico só a carne viva. Era uma das cenas mais assustadoras que ele já tinha presenciado. Ele ouvia gritos de pessoas do outro lado das paredes. Pareceu que estavam atingindo os outros funcionários do SSMM. Mas Lucas só sentia calor, é como se estivesse no sol com roupas longas. Seu corpo não sentia nenhum efeito quanto ao super aquecimento que estava acabando com aquele lugar.
“O portal irá se abrir agora, Lucas!”
Quando o portal se abriu, Lucas o atravessou, na hora em que Salquetren, de suas duas mãos, atirou pétalas em chamas. Lucas caiu no chão e percebeu que Erica estava ali, fazendo o campo de força. Ele conseguia ver vários agentes do SSMM. E Erica tinha razão: eles estavam usando todos os tipos de arma para acabar com aquele campo, mas mesmo a anja estando cansada, a barreira ainda continuava ali, sem nenhuma bala ou tiro qualquer atravessar.
Antes que Erica pudesse notar muito bem que Lucas tinha conseguido o escaravelho e o diário, o portal que estava se fechando se abriu mais ainda. Lucas se levantou e ficou observando que o portal estava ficando vermelho. Era o ataque que Salquetren tinha soltado que atravessou o portal tentando achar Lucas. As pétalas seguiram em frente e, por incrível que pareça, o ataque abriu uma camada do campo de força. As pétalas pegaram em diversos carros blindados do SSMM que foram explodidos na mesma hora que tiveram contato com elas. O ataque parou e o portal se fechou de vez. A camada que havia sido aberta se fechou e Erica com o impacto do raio desfez o campo de força e caiu desmaiada. Lucas notou que vários agentes morreram com as explosões dos carros, por estarem pertos deles. Outros estavam muito machucados para quaisquer movimentos. Outros desmaiados. Vários soltaram sua arma no chão em forma de redenção com medo que Lucas pudesse atacá-los.
Lucas pegou Erica e a segurou no colo. Olhou que tinha um agente parado. Ele não conseguia se mexer. É como se estivesse em transe, um lapso. Lucas se aproximou dele. O agente queria correr, mas seu cérebro não conseguia reconhecer os movimentos dele. Ele queria correr, fugir, ficar atrás de algo para se proteger, entanto, ele não conseguia se mexer. Lucas chegou perto o suficiente para falar baixo e calmamente para o agente compreender, sem achar que ele corria algum risco.
- Qual o seu nome? – Lucas olhou para o agente, com uma barba mal feita e alguns arranhões. Deveria ser o agente que menos se machucou.
- Hans! M-Meu nom... Nome é Hans! – O homem olhou fixamente para Lucas sem ter coragem de cometer nenhum movimento.
- Hans, eu quero que você diga para o presidente que Salquetren é também uma pessoa com poderes especiais. Ele está tentando dominar o mundo e quer a SSMM de alguma forma. Vocês têm que abrir os olhos. Eu estou tentando impedir que o mundo se torne um caos. Quero que mande esse recado para seus superiores. Vocês estão atrapalhando a gente. – Lucas percebeu que Hans começou a tremer e virou para trás – Eu posso contar contigo? Você irá mandar minha mensagem?
- S-Sim! Eu irei mandar. – Após ouvir isso, Lucas saiu correndo com a maior velocidade que podia e chegou até uma grande rocha.
Hans ficou aliviado e foi em um dos poucos carros que restavam inteiros e pegou o celular de dentro do porta-luvas para falar com o SSMM.
Lucas não queria admitir, mas estava aliviado pelo ataque de Salquetren ter ajudado ele a se livrar de tantas pessoas do departamento. Muitos estavam mortos e, para qualquer pessoa no lugar dele, estaria também. Colocou Erica de modo que sua cabeça podia ficar levantada pela pedra que o escolhido havia colocado como suporte para a anja.
“Salquetren é muito mais forte que pensei. O SSMM usou todo o seu armamento e não conseguiu nenhuma vez, abrir uma camadinha, por menor que seja e olha que a Erica estava cansada e então, um ataque de Salquetren faz com que abra uma enorme camada e explode vários carros blindados com a maior facilidade.” – Lucas tira a jaqueta e põem em baixo da cabeça de Erica para ficar mais confortável – “Como iremos sair daqui?” – Lucas deixou Erica um instante e viu que Hans estava falando em um celular. Talvez estivesse mandando o recado que ele pedirá para deixar aos seus superiores. Após Hans finalizar a ligação, Lucas foi à direção dele novamente. Tinha tido uma ideia
- Ei, Hans! Amigão! Você pode fazer o favor para nós? – Hans olhava assustado e dessa vez se levantou e tentou fingir que estava preparado para qualquer coisa que poderia acontecer naquele momento.
- Q-Qual?
- Eu e ela, estamos sem veículo. A única coisa que quero é chegar até a casa da minha mãe. Será que pode nos ajudar? – Hans temia Lucas. Estava com muito medo. Só que quando ele olhava para seus olhos. Não parecia ser ruim. Hans concordou. Ele iria ajudar alguém considerado “mutante”, assim, desonrando a SSMM.
- Posso, se você não fizer nada de mal contra mim.
- Não. Não irei.
- E como saberei onde é a casa de sua mãe? Você tem o endereço?
- Tenho sim. É na Rua Papagaio Laranja. Será que tem como nós levar lá?
- Claro. Os carros da SSMM sempre vêm com vários acessórios que ajudam a combater os mutantes. Por exemplo, os carros vêm com um mapa onde indica quais sãos as ruas que devo pegar até chegar o endereço, sendo que eles sempre mostram do jeito, que a gente os ache mais rápido.
- Por isso vocês vieram tão rápidos aqui. – Lucas olhou o carro – Espera aí que irei pegar a Erica. Quando eu voltar você nos leva, ok?
- Certo. – Deu um sorriso forçado.
- Que casa é essa? – Trevor olhou para a casa de dois andares.
- Parece que consertaram a parede quando o SSMM veio atacar aqui para nos capturar. – Fredo abriu o portão e andou por cima da calçada, desviando de alguns pequenos escombros. Chegou até a porta da casa e apertou a campainha. Sandra abriu a porta.
- Fredo? Aí, meu Deus! Você está bem? Eu não acredito! – Sandra dá um abraço apertado em Fredo. Fredo se sentiu feliz. Aquela mulher tão exuberante estava animada por vê-lo.
- Ei! Não precisa tanto, né, mãe? – Vanessa separou o abraço dos dois.
- Isso é modos, Vanessa? – Sandra retrucou.
- Não, Sandra. Tudo bem. – Fredo queria acalmar a situação tentando, com que, não houvesse uma briga.
- E quem é esse? – Sandra olhou para o menino que parecia estar com um uniforme de super-herói.
- Ahhh, esse é o Trevor. Ele está nos ajudando. Está sendo muito útil. – Fredo colocou a mão em cima de seu ombro.
- O-Oi senhora. Como vai? – Trevor ficou meio encabulado ao ver Vanessa,
Vanessa também tinha notado Trevor depois que separou o abraço de Sandra e Fredo. Vanessa ficou corada enquanto Trevor a observava.
- Trevor? Trevor? – Sandra chamava sua atenção.
- Oi! Oi! Que foi? – Trevor acordava para a realidade.
- Você está bem?
- Sim! Sim! Estou ótimo. He, he, he! – Fredo e Trevor entravam na casa.
Foram até a sala e sentaram nos sofás.
- Bom, Lucas e Erica não vieram? – Sandra estava mais preocupada por Fredo ter aparecido sem o escolhido e a anja.
- Não. Eles ficaram para trás. Já devem estar vindo. Eu acredito. – Fredo tocava a mão de Sandra – Vai ficar tudo bem com eles.
- Ahhh... – Sandra tirou a mão – Certo, então. Mas Lucas e Erica também conseguiram se livrar daqueles agentes, né?
- Sim. Eles tiveram que ficar no caminho, pois, tinham perdido o escaravelho e o diário do seu falecido esposo. Há essa hora eles já devem estar com os objetos. – Fredo ao terminar, coçou a cabeça – Acho que daqui a pouco Lucas e Erica estarão aqui. O que viemos fazer aqui é que Lucas nos falou para a gente ir à procura da caverna e que eles viriam logo atrás de nós com o escaravelho e o diário. Só que seu filho não nós disse onde fica o lugar. Por isso achamos que você poderia nos ajudar.
“Falecido esposo. Por que ele afirmou uma coisa que a gente já sabe? Pra deixar claro que a minha mãe está livre? Quem esse Fredo acha que é?” – Vanessa parou de pensar e observou a mãe.
- Caminho da caverna? A mesma que Miguel explorou? – Sandra perguntava, se lembrando de uma vez que tinha ido para a Espanha junto com ele, para mais uma de suas explorações. Miguel sempre estava preparado para tudo mesmo.
- Sim. Essa mesma. Com o escaravelho poderemos abrir um portal. E será esse portal que nos levará até o amuleto.
- Bom, eu não sei, até por que eu não acreditei muito no que Miguel me dizia. Ele estava tão fascinado pela história do último príncipe e que poderia achar o local onde Nian, o príncipe, foi enterrado. Na época, Miguel não foi sozinho. Ele tinha reunido um grupo, o mesmo grupo que ele sempre reunia para fazer expedições e foram à procura da caverna e ver se descobriam algo sobre o príncipe e se achavam o corpo. Natália deve ser uma que sabe onde é o local. Acho que ela poderá ajudar. Irei ligar para ela.
- Faça isso. – Fredo afirmou com a cabeça.
- Obrigado, pela ajuda, Hans. – Lucas estava no banco de trás, com a cabeça de Erica em seu colo e o resto de seu corpo ocupando todo o banco. Passava um pano no rosto de Erica que estava suando muito. Talvez tenha sido pelo impacto das pétalas de fogo.
- Bom, terei que ajudar. Vai que você me matava. Eu prezo por minha vida. – Hans, sabia que tinha uma arma no porta-luvas. Poderia pegar dois coelhos em uma cajadada só. Com certeza, Hans, não tinha acreditado que Salquetren era o bandido e tinha poderes.
- Poxa! Eu pareço ser um cara tão ruim assim? – Lucas olhava para a estrada e começou a ver os carros passando. Vários prédios surgiam. O SSMM ficava no meio do deserto e fazia tempo, que, desde que foi capturado, que não via prédios, carros e pessoas. Desfrutando da paisagem esperou uma resposta de Hans.
- Não... Você até que é legal. – Hans virou para trás e deu um sorriso.
- Hum...
Lucas começou a se sentir enjoado. Era uma sensação que já estava virando rotina na vida do escolhido. Era uma nova mensagem que iria se iniciar.
Lucas conseguia ver um castelo. Era um castelo gigante, com muitas portas, quartos. As portas tinham quase a altura de um prédio de 13 andares. Em uma das salas, que estava cheio de moedas de ouros e suas respectivas barras do mesmo material, poderia se observar alguém de cabelos da cor de prata alongados. Tinha uma roupa toda preta. Um de seus olhos eram vermelhos e outro era verde. Tinha uma enorme marca de cicatriz, talvez, feita em uma luta. Olhava para fora da imensa janela, o céu.
- Eu vou conseguir o amuleto. Você voltará à vida, minha rainha! – O homem fez um gesto de como se tivesse mandando um beijo para a lua. Ele fechou os olhos.
A mensagem acabou fazendo Lucas ficar surpreso com o que virá.
Notas finais
Zuiera xD Mas, se mandaram um review deixaram um autor feliz da vida =D
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