O Amuleto Rafma
6 Manhã Patética
Notas iniciais
Na parte que aparece "Palavrão! Palavrão! Palavrão!" Ele está falando nome feio =}
Que as Mensagens começem /o/
“LUCAS! Acorda Lucas! Você vai se atrasar! LUCAS!”
E uma manhã de um novo dia de terça-feira começou. Como de costume, Sandra tentava tirar o filho da cama, enquanto esse enrolava. Era sempre um “LUCAS” que sua mãe usava com toda a força que poderia fazer com sua garganta, o acordava.
- Até que fim! Pensava que tinha morrido e não tinha avisado. – Saindo do quarto do menino, para o seu, tentando arrumar sua calça.
- Calma, dona Sandra! Eu estou acordado, não estou? – Coçava os olhos, ainda em cima da cama.
Vanessa já estava pronta. Tomava café enquanto via um pouco de televisão. Lucas arrumou o material, vestiu as tralhas do uniforme e pegou o diário, que estava em cima do criado-mudo e colocou em umas das gavetas desse mesmo.
Após tudo arrumado, eles foram até o carro. Lucas se jogou no lado esquerdo do banco do carro e se inquietou como sempre, enquanto Vanessa estava preparadíssima para mais um dia de aula.
- Chegamos! Podem descer! – Avisava com pressa.
- Tchau, mãe! Beijos! – Vanessa saía toda boba alegre.
- Tchau, mãe! – Lucas despediu, desanimado.
Vanessa sumiu no meio de várias crianças que estavam para entrar no colégio. Lucas demorou o passo e chegou perto do portão do colégio, mas, algo o barrou na hora que ele iria entrar. Era o valentão e sua cambada.
- Eu digo pra você não olhar para ela, não conversar com ela e você fica como par na dança da aula de Artes! – Parou Lucas, fechando a mão.
- Eu juro que tentei não ser... É que... Ela me convenceu... Eu juro que não queria, só que... – Gagueja piorando a situação pro lado dele.
- Ainda faltam cinco minutos para bater o sinal e começar a aula. Temos muito tempo ainda, não acham? – Com um sorriso malicioso, com uma voz de homem, olhando para o punho – Leve ele para trás do colégio!
Os amigos do valentão o levaram atrás do colégio, como o líder havia dito. Lucas observava que perto dali tinha um parquinho, no chão havia desenhos de um jogo de amarelinha. Só conseguia observar o que estava em sua volta. Não tinha idéia de como sair daquela enrascada.
- E como você é esperto, né? Usou o professor de matemática para fazer uma “fuga”ontem. – Falava, enquanto, se aproximava de Lucas – Você acha que pode contra mim?
O Valentão acertou um soco na barriga de Lucas. Ele sentiu que iria vomitar o que tinha comido rapidamente no café da manhã. Depois do soco tentou se soltar dos ajudantes mais não conseguiu se livrar deles. Lucas o olhou com um rosto tão assustado e irritado que fez o valentão dar outro soco nele, esse no rosto. Em todos os anos que convivia no colégio, desde a primeira série, nunca havia acontecido uma briga onde ele estivesse envolvido. Aquela seria a primeira de sua vida e a primeira vez que apanhava de alguém de dentro do colégio. Levou mais um soco no rosto.
Lucas estava com o olho roxo. Sua bochecha esquerda estava inchada. Ainda sentia muita dor na barriga. O valentão ia dar mais um soco, até que bateu o sinal, o fazendo desistir.
- Isso foi só uma apresentação do que ainda pode acontecer. Não posso obrigar a professora mudar seu par na dança, mais se eu souber que vocês estão tendo qualquer coisa... Ai que o bicho vai pegar pro teu lado mais ainda. Podem soltar! – Ordenou – Vamos vazar, galera!
A cambada soltou Lucas no chão. O valentão, ainda não se conformando que teria que deixar ele ali sem ter apanhado tanto, da um chute na costela esquerda dele, o que faz ele dá uma girada no chão. Eles saem de cena. Lucas com muita dor se apoiou no muro e levantou.
“Que droga! (Palavrão) Essas coisas só acontecem comigo!” – Pensava com raiva de tudo aquilo.
Ajeitou um pouco a roupa, pegou sua mochila e caminhou até o portão. Atravessou o portão com a mão na barriga. Percebeu que aquele gigante quadro no corredor havia sido retirado. Foi até o banheiro, lavou um pouco o rosto, ajeitou a bandana e olhou como tinha ficado o local dos machucados. Tomou um pouco de água do bebedouro e subiu as escadas, até chegar à porta da classe 61.
Lucas abriu a porta e viu que todos estavam sentados em seus devidos lugares e a aula já tinha começado.
- Oi, Sr. Rafma! Vejo que chegou atrasado. – Exclamava a professora de Português – Solicito que traga o bilhete de “entrada tardia”, ok, aluno?
Lucas não acreditava que tudo estava indo de mal a pior. A professora nem se quer notou o olho roxo ou a bochecha inchada. Foi obrigado a ver os amigos do valentão rindo da sua cara. O dia com certeza estava ridículo.
Lucas depois de toda a burocracia, voltou pra sala de aula com o bilhete. Sentou no lugar que tinha conseguido no primeiro dia, tirando o caderno e o estojo, os colocando em cima da carteira.
- Psiu! Ei, Lucas! O que aconteceu com você?! – Carlos ficou surpreso pelo estado que seu vizinho se encontrava.
- É que eu atrasei e estava correndo e caí. Foi só isso! – Não querendo dizer o que havia ocorrido.
- Tem certeza que isso foi por causa de uma queda? A coisa parece ter sido feia... – Desconfiou fazendo careta quando notava os lugares machucados.
- É só isso, cara! Você sabe como sou desastrado. – Tentava mudar de assunto.
- Hum...
A aula estava demorando muito pra passar. Lucas não aguentava aquela dor. Ardia muito, ainda mais pra quem nunca tinha apanhado. Enfim, chegou o recreio. Lucas sentou no mesmo banco do dia passado e Carlos resolveu fazer companhia ao vizinho. Erica que tinha percebido que Lucas estava meio machucado dentro da sala foi falar com ele.
- Oi, Lucas! – Cumprimentava.
- Ah... Oi, Erica! – Falava em um tom muito baixo.
- O que aconteceu? Quem fez isso a você? – Mostrou preocupação.
Lucas se sentiu feliz pela preocupação que Erica estava tendo com ele, mas também estava se sentindo incomodado com sua presença.
- É que eu caí e me machuquei. Foi só isso! Se me der licença, eu vou ir à biblioteca. – Se levantou e andou reto sem olhar para o rosto dela.
Erica segurou a mão de Lucas antes de ele ter saído do local. Carlos observava atentamente a cena.
- Foi àquele cara que se diz “meu” namorado, não foi? – Perguntava, lembrando da conversa do dia passado – Lucas! Fale a verdade!
Lucas sentiu-se sem saída. Vai ver, até era melhor dizer a verdade. Quando ele iria falar o que houve, começou a ver um holograma na sua frente. No holograma, ele via Erica com uma roupa diferente, não era a do colégio. Ela usava uma jaqueta rosa, dando pra perceber por uma pequena fresta que a camisa era preta e uma calça branca.
- Isso é um... holograma? Deve fazer parte de uma mensagem – Deduziu.
- Holograma, Lucas? Do que você estava falando? – Erica perguntava confusa.
No holograma, Erica começou a falar:
- Eu quis esconder isso de você sim... Só que agora... agora não importa mais! Eu sou a...
Nessa hora o holograma acabou e Lucas caiu no chão, desmaiado.
Notas finais
Prometo que o capítulo estará melhor! Vocês entederam! Quero que vocês sintam a "ruindade" que foi o dia de Lucas.
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