O Amuleto Do Gato
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Entendendo
-Bom vamos às explicações que devo a vocês. – Disse Ciel enquanto tirava a poeira do terno. – Bom, existem Deuses Magos, de inúmeros elementos diferentes, fogo, água, terra, ar, metal e etc... Eu sou filho do Deus da água, Marian, você é filha de dois Deuses diferentes, Metal e Fogo, você pode usar esses dois elementos, e um novo que será formado com a fusão de ambos, Sebastian, você é filho de Ar e Eletricidade, que também formara um novo elemento.
-Ãn? – Dissemos nós dois virando a deitando a cabeça.
-Vamos vocês tem que ir para a guilda anfitriã, por enquanto ela cuidará de vocês, e os treinaram até que possam se defender sozinho ou entrar em uma guilda menor.
-Digamos que isso seja verdade como pode provar isso Ciel? – Disse eu.
-Sebby, concentre-se no ar a sua volta e pense em um tornado.
Senti uma brisa percorrendo meu corpo, depois um vento mais forte, e quando dei por mim, já estava quase levantando voo, abaixo de mim, se formava um tornado, e eu estava com Marian a cerca de sete metros do chão.
-Isso é suficiente? – Disse Ciel em quanto estava de pé em cima de um gêiser, com a postura totalmente perfeita.
Eu e Marian fizemos sinal com a cabeça de positivo e caímos no chão, pois não tinha controle sobre meus poderes.
-No caminho vamos matar alguns monstros, e pegar os objetos que eles deixam após sua morte para forjar suas espadas.
Bem depois de saber que meus pais biológicos eram Deuses mágicos nada mais me surpreendia. Até que como sou um cara de sorte ouço uma nova explosão atrás de nós.
-Vamos brincar de novo, agora ele está mais forte do que nunca. Não interfiram na luta. – Disse Ciel ajeitando sua capa.
-Nem precisa dizer. – Disse Marian.
-O Deus da Escuridão, quer os filhos escolhidos mortos...
-Venha pega-los então... – Disse Ciel com aquele sorriso sarcástico no rosto.
-Não, não venha nos pegar não. – Gritamos eu e Marian Juntos.
Inúmeros raios vieram em nossa direção, fechei os olhos e acho que Marian fez o mesmo, abri os olhos e surpreendentemente ainda estava vivo, e com uma parede de metal em minha frente, e Marian com raiva nos olhos.
-Você não vai machucar o meu ele. — Disse Marian fazendo voar inúmeras agulhas ao encontro do homem.
Ele era muito rápido desviou de todos os ataques, porém Ciel o acertou com uma nebulosa de água ele caiu direto no chão, e o prendeu em uma prisão aquática.
-Então os pombinhos estão namorando é ...- Disse Ciel.
Aquele sorriso sarcástico me incomodava... E muito, eu estava vermelho e Marian também, mas estávamos de mãos dadas creio eu que isso era bom.
-Vamos logo pegar os objetos para forjar a espada de vocês, mas sem namoro no caminho. – Disse ele em quanto soltava um acesso de riso histéricos que me assustava.
Ciel estalou os dedos e uma espada, com lamina fina como uma esgrima, porém sua ponta parecia muito aguda, seu porte também era estilo esgrima, ela tinha cor azul clara com detalhes brancos, ele soltou o homem da prisão aquática, e investiu com um golpe cortando desde seu ombro esquerdo, até o fim de sua barriga ao lado direito, ele ficou azul e explodiu em pedaços azuis cintilantes.
-Preparem-se, vamos enfrentar um bom monstro agora.
Ouvi um som estrondoso, senti uma onda de maldade percorrendo a área, como se alguém tivesse entrando dentro de meu corpo e saia, um arrepio correu minha espinha, de trás de uma moita saiu uma sombra, era um tipo de ceifador tinha uma foice comprida, com madeira um pouco envergada, a ponta da lâmina da foice tinha uma pequena luz vermelha, dentro do seu capuz não se via seu rosto apenas duas luzes vermelhas que suponho que sejam os olhos, tinha um manto negro, e sua mãos eram feitas de ossos, ele nos atacou, com um reflexo rápido todos nos agachamos Marian apertava muito forte minha mão.
-Amor vai quebrar minha mão... – Disse eu com a voz meio frouxa.
-Desculpa.
Ciel investiu contra ele, sua espada brilhou em azul e foi deixando um rastro de vapor por onde ele passava. Atingiu o monstro no peito, ele cambaleou para trás tomou folego e atacou Ciel, ele desferiu o golpe da foice com sua espada fazendo ela voas para trás de alguns arbustos, monstro parecia desnorteado procurando.
-Agoraaaa . –Gritou Ciel
Eu e Marian como algo que fizéssemos a anos demos as mãos, entrelaçamos os dedos e apontamos para o monstro que abaixou sua guarda em quanto procurava sua foice. Uma rajada de fogo envolvida por uma capa de eletricidade voou direto no peito do monstro. Ele voou contra uma árvore e uma grande explosão ocorreu fumaça tomou conta do lugar, até que a fumaça se decepou e o monstro se apoiava na foice, mas ele mudou para uma cor branca e se quebrou... Isso mesmo se quebrou em milhares de pedaços como o homem que Ciel havia destruído, e seus pedaços que se espalharam no ar, mas ele deixou uma capa vermelha, uma preta, três pedras de cor negra, e duas brancas, e também 2 amuletos. Ciel com seu jeito sutil jogou a capa preta na minha cara, e deu a vermelha delicadamente na mão de Marian, é... eu fiquei com ciúmes, mas isso é normal, bem... Acho que estamos namorando.
-Estas pedras são boas, mas precisamos de resíduos coloridos para forjar as espadas, vamos ter que enfrentar mais um desses... Ou talvez dois, e com certeza serão mais fortes que esse.
-Ótima noticias, eu já até me acostumei, mas você deveria ser um pouco mais delicado com as palavras, Marian ainda não captou que somos filhos de seres sobrenaturais, e nem que existem monstros...
-Perdoe-me Marian, não foi minha intenção... – Disse Ciel com a cabeça baixa.
-Não, tudo bem, só estou um pouco zonza.
Peguei Marian e a levei nas costas, ainda tremia um pouco, mas acho que eu também tremia naquele momento.
-Vamos... Temos muito chão até o ferreiro, e mais ainda até a Guild anfitriã.
-Amor não precisa me carregar, já melhorei, estou bem. – Disse Marian pulando de minhas costas.
-Está bem, desculpe.
Começamos a andar eu e Marian lado a lado, chegamos em uma esquina e perguntamos pra Ciel para que lado seguir.
-Mas eu nem sei pra onde vocês estão indo, eu por algum acaso disse que era pra sair de lá?
-A ta... Desculpe. – Disse eu com a cara mais vermelha do mundo.
Ciel do terno, um cristal azul, um verde que deu para Marian, e um vermelho para mim. Apertem o botão no cristal, e imaginem em sua mente as palavras “Começo Mágico”. Bom, fiz de imediato, minha capa começou a balançar, abri os olhos, estávamos em uma cidade... Estilo imperial, como antigamente.
-Aqui vocês começam sua jornada. – Disse Ciel se ajeitando.
-Vocês? Você não vai com agente?- Por surpresa eu e Marian dissemos junto.
-Mas é claro...que não.
-A ótimo, você nos enfia nesse mundo paralelo e vamos morrer aqui sem ao menos contatar nossa família de criação, você é bastante responsável Ciel. – Disse Marian.
-Eu estou brincando, claro que eu vou vocês não conseguiriam sobreviver 30 minutos sem mim.
— Precisa humilhar?
-Pra sorte de vocês meu amigo tem uma loja aqui, então acho que não precisaremos combater os monstros, sigam-me.
Andamos por um beco... Era bem iluminado para um beco. Entramos em uma rua, e logo de cara vi a placa “Tudo de Tudo”. Ciel entrou na loja, e entramos logo atrás, lá vimos um senhor já de certa idade, com uma blusa branca com alguns manchados estampados, um avental marrom, e um sinto amarelo de ferramentas, com um jogo de chaves de fendas, uma fita métrica, dois alicates, um deles de ponta fina.
-Há quanto tempo Alouis, estamos à procura de uma pedra de fusão, e com atributos altos de ataque e defesa.
-A Ciel faz muito tempo mesmo que não nos vemos, eu tenho as pedras aqui, mas não posso deixar você pagar.
-Mas por quê? – Eu disse me intrometendo na conversa (Minha especialidade)
-Bom Ciel é só mente o melhor espadachim do mundo mágico, e nós dois fomos criados juntos, e hoje é o aniversário dele, então Ciel, este será seu presente. — Disse Alouis com uma cara bondosa e amigável.
-Como posso negar um presente do meu irmão de outra mãe? Claro que aceito.
Depois de por o papo em dia, Ciel disse que é hora de ir, estávamos perto de uma ferrovia que logo passaria o trem, que nos deixará na porta da guilda anfitriã, entramos nela, e fomos ao vagão de Luxo, eu e Marian estávamos famintos, comemos muito, Ciel nos observava horrorizado de como nós comíamos. Marian acabou e foi se sentar a janela, logo após acabei e fui sentar ao seu lado.
-Nós estamos namorando né? – Disse eu com a voz meio tremula do medo da resposta.
-Claro, a não ser que você não queira ...- Disse ela com um sorriso lindo e atraente.
-Claro que sim, é tudo que eu mais quero.
Ela deu um sorris lindo, e deitou no meu ombro, cerca de cinco minutos depois, ela adormeceu, ela conseguia ficar mais bonita ainda dormindo, era inacreditável, eu fazia carinho em seus cabelos, me perdi em pensamentos futuros de como seriamos nós dois casados, com uma família.·.
-Está pensando em que amor? – Disse ela.
-Desculpa se te acordei, não foi minha intenção, desculpa mesmo.
-Você não me acordou meu amor, eu que acordei sozinha.
Os olhos dela olhando nos meus eram lindos, brilhantes, atraentes... hipnotizantes, me aproximei um pouco de seu lábios rosas bem desenhados, seu dentes brancos como a neve, nos beijamos...
-Arraaaaaaam! – Pigarreou Ciel.
-Ciel o que você acha de ir catar uns pokémons por ai e deixar agente em paz?
-Amor não fala assim. – Disse Marian.
-Desculpe.
-Vamos descer pombinhos, na próxima parada.
Seguimos o corredor, e o trem parou. Saímos e logo avistei a guilda anfitriã.
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