O Amor é Proibido
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Alma respirou fundo numa tentativa de se acalmar.
_Muito bem_ Alma disse aproximando-se de Lis. _Para falar sobre isso, você deve ter algo a propor, certo?
A mulher sorriu, mas manteve-se em silêncio observando os movimentos de Alma, que se abaixou ao lado de Lis.
_Vai ficar tudo bem Lis. _ Alma sussurrou enquanto lançava um olhar desafiador a enfermeira que a olhava.
A enfermeira sentou-se em sua escrivaninha, cruzou as pernas e pigarreou.
_Alma está certa, Elizabeth. Vai ficar tudo bem desde que façam o que irei mandar.
Lis e Alma apenas a observavam em silêncio.
_Certo, vou direto ao ponto. _ Continuou a mulher. _Acredito que se lembram daquela noite em que algumas bruxas vieram para cá.
Embora não fosse uma pergunta, as duas garotas assentiram positivamente.
_Uma delas ficou._ Um brilho de tristeza passou nos olhos da enfermeira.
_E suponho que a conheça. _ Alma arriscou levantando-se. Lis levantou-se com ela.
_Sim, Sabrina._ A mulher remereceu-se na mesa agarrando uma ponta de seu jaleco. _Nunca foi boa em fugas.
_Posso perguntar como e por que se conhecessem? _ Lis perguntou curiosa.
_Isso foi a muito tempo atrás...quando sua mãe _ olhou para Alma _ e companhia não tinham causado tudo isso ainda.
_Você disse que iria direto ao ponto, está enrolando. _ Disse Alma sem pensar.
A Enfermeira levantou-se da escrivaninha indo em direção a Alma quase que imperceptivelmente e agarrou-a pela gola da blusa. Lis segurou o braço da mulher impedindo-a de tentar algo a mais com Alma.
_Escute, não acho que tenha entendido a situação. _ A voz da mulher soava raivosa.
Alma encolheu-se, mas continuou a provocar.
_Não, acho que quem não entendeu a situação foi você. Você quem provavelmente está com medo de salvar a própria amiga que nada tem a ver comigo e Lis e, quer que nós a tiremos de lá. Estou errada?
_Alma!_ Lis sussurrou surpresa.
Surpreendendo ambas garotas, a mulher empurrou Lis que a segurava e prensou Alma na parede, que encolheu-se com a dor que espalhou-se em suas costas.
_Para começar ela não teria ficado se uma certa pessoa estivesse cumprindo sua missão corretamente, e é bom que tenha entendido meu plano, falar que é por medo que estou mandando vocês duas não é uma boa ideia na posição em que encontram-se. Vocês vão obedecer simplesmente porque não querem ir para a fogueira com seus amigos junto, querem? E se caso falharem não pensem que serão as únicas a pagarem o preço. _ Sua voz ficara mais grave e ameaçadora.
Soltou Alma, que foi ao chão com as mãos nas costas tentando alcançar a fonte da dor. Lis correu até ela. A mulher virou as costas para elas.
_Isso só confirmou minha pergunta_ Alma disse sorrindo ironicamente em meio a dor.
_Chega! Pare de provocar._ Lis repreendeu Alma e olhou a mulher. _ Lilian, tem ideia de onde ela possa estar?
_O nome dela é Lilian? _ Alma olhou Lis surpresa.
_Não sabia? Alias, você está bem?
O som de algo contra a parede soou assustando Lis e Alma que ficaram em silêncio. Lilian havia socado com força a parede.
_Não faço ideia. _ Virou-se encarando-as. _ Talvez em algum lugar da biblioteca. Mas se estiver está em algum lugar trancado e escondido.
_E quem tem a chave desse lugar trancado e escondido é o diretor que mesmo sendo clichê esta escondida em alguma gaveta da mesa dele, não é?_ Alma perguntou.
_Tão óbvio, porque todos fazem isso?_ Alma olhou para Lis que respondeu o olhar.
_Pensem comigo._ Lilian ajoelhou-se em frente a elas_ Alguém guarda a chave em um local óbvio para que seja lá quem for que tentar pegar...
_Seja descoberto como traídor..._ Alma e Lis completaram juntas a frase.
_Exatamente. Lilian levantou-se e abriu a porta. _ Sabem o que devem fazer, saiam.
Antes que Alma pudesse protestar, Lis a levantou com força e puxou-a para fora. Ao passarem por Lilian Alma a ouviu sussurrar :
“Por favor, ajude-a”.
Foi então que Alma resolveu ajudar ambas.
Lis andava a frente pelos corredores. Alma a seguia devagar, olhando para o chão.
_Precisamos de um plano. _ Ouviu Lis dizer.
_Precisamos pegar a tal chave primeiro. _ Lis parou de repente fazendo com que Alma esbarrasse dela. _Desculpe.
_E como vamos fazer isso? _ Lis encarou Alma.
Alma aproximou-se de uma das muitas janelas daquele corredor e olhou para fora. Dentre alguns alunos notou o diretor, a menina que comentara de seus olhos e Aeon.
“Isso está fácil demais, talvez até errado...” Pensou ela e então olhou novamente para Lis que a observava.
_Vou entretê-lo, Lis , pode pegar a chave? _ Alma perguntou devagar.
_Como vou ter certeza de que ninguém além dele entrará lá e me verá?_ Lis tirou os olhos do grupo do lado de fora e encarou Alma.
_Assegurarei de que ele não entrará naquela sala, a partir daí quem tem que se virar é você, Lis. Nós duas iremos nos arriscar.
Lis suspirou.
_Suas costas ainda doem?
_Não, estou bem....Lis?
_hm?
_Temos coisas a fazer. Peça desculpa se falharmos. Lis sorriu e bateu de leve no ombro de Alma.
_Está certa. Vou primeiro, a sala dele fica bem perto de onde ele está, não é?
_Sim, é.
Alma assentiu em silêncio e correu. Enquanto pegava velocidade transformou-se em lobo. Aumentou a velocidade ao aproximar-se do grupo-alvo e, colocando toda sua força nas patas traseiras pulou alto e veloz o bastante para alcançar a menina. Pegando a todos de surpresa abocanhou o ombro da menina, mantendo-a presa em sua boca firmemente com os dentes arrastou-a alguns metros à frente, com Aeon e o diretor a seguindo, ambos com raiva no olhar. Aeon lançou lhe um ataque que obrigou Alma soltar a menina a fim de desviar.
Soltando a menina que parecia desacordada pelo susto, correu para a floresta em volta, olhou para trás. Apenas o diretor acudia a menina em desespero. Aeon a seguia.
~Continua~
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